Definitivamente, a negociação dos 30% dos direitos econômicos de Ramires entre Joinville e Cruzeiro foi fechado ontem com a assinatura do contrato.
O JEC vai receber 1,5 milhão de euros em três parcelas de 500 mil euros. Os pagamentos serão feitos em 30 dias, seis meses e um ano. O valor é parte do que o Benfica pagou aos mineiros para ter o volante: 7,5 milhões de euros.
Com a assinatura do documento, os diretores do Joinville respiram aliviados. O medo de um calote cruzeirense passou.
O tricolor não tinha poder para se intrometer em qualquer negociação envolvendo Ramires. Afinal, os direitos federativos eram todos do clube mineiro.
No encontro entre jequeanos e cruzeirenses, quarta-feira, em Belo Horizonte, o presidente celeste, Zezé Perrella, insinuou que poderia usar alguns artifícios para diminuir a fatia do bolo que seria servida ao JEC.
Isso seria mesmo possível maquiando o valor real da venda de Ramires para o Benfica. Perrella usou isso como pressão para os jequeanos aceitarem a primeira proposta de 1 milhão de euros pelos 30%.
Marcio Vogelsanger bateu o pé nos 1,5 milhões de euros e mais o empréstimos de jogadores - serão quatro atletas por três anos. "Prefiro sair daqui sem dinheiro e falar para todos como funcionam as coisas aqui a ser chamado de burro em Joinville", disse Vogelsanger a Perrella.
O dirigente mineiro sentiu que joinvilense é duro na hora de negociar e aceitou as exigências tricolores.
Postado por Diego Santos
