Na edição impressa de A Notícia deste domingo, o ex-presidente do Joinville, Waldomiro Schutzler, elegeu a seleção tricolor de todos os tempos: Walter; Alfinete, Wagner Bacharel, Adilço Gonçalves e Carlos Alberto; Jorge Luis Carneiro, Nardela e Barbieri; Lico, Paulinho Cascavel e Ademir Padilha.
Teve gente que não concordou. Não admitiu a ausência de Zé Carlos Paulista na lista elaborada pelo homem que comandou o JEC em 10 títulos Estaduais.
Zé marcou 84 gols pelo Joinville, é o segundo artilheiro, só perde para Nardela - 130 gols. Paulinho Cascavel não aparece na lista dos maiores goleados do clube.
Não entro nessa dividida porque minha idade não permite. Não vi esses caras jogando com a camisa tricolor.
Nunca troquei uma única palavra com Paulinho Cascavel. Tive a chance de conhecer Zé Carlos Paulista depois que ele pendurou as chuteiras. Impossível não gostar desse cara.
Jeito simples, divertido, contador de história - me disse um dia que se usasse a mesma matemática que Romário usou - gols em festivais, amistosos, jogo-treino, dos tempos de dente-de-leite - ele também teria feito mil gols.
Se não vi Zé como goleador, conheci sua imensa capacidade para descobrir jogadores, formar atletas. Zé adora trabalhar com crianças.
Hoje, é técnico do infantil do JEC. E pelo reconhecimento que vejo quando Zé passa por qualquer canto de Joinville, tenho certeza que ele é o eterno camisa 9 de grande parte da torcida tricolor.
Postado por Diego Santos
