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Posts de junho 2010

Emerson deixa o JEC

25 de junho de 2010 1

O meia Emerson não é mais jogador do JEC. Nesta sexta-feira, a diretoria do clube anunciou que o jogador rescindiu o contrato com o Tricolor.

Havia um acordo entre Joinville e Emerson de que se o atleta recebesse alguma proposta do Japão ele seria liberado.

Foi isso o que aconteceu. Emerson está indo para o outro lado do mundo.

Está valendo o sorteio de três ingressos para ver JEC x Brusque, neste sábado. Para concorrer, cheio um comentário nesse post com nome e um telefone para contato. O sorteio será feio até sábado ao meio-dia. 

Estilo comandante Edinho

22 de junho de 2010 12

O Joinville tem desfalques contra o Brusque nesta quarta, no Augusto Bauer. Na primeira partida da semifinal do returno, Tesser, Carlinhos Santos e Lima não jogam.

Eduardo, Luis André e Chris voltam.

Edinho Nazareth não fará improvisos. Para ele, o JEC tem dois laterais-direito: Tesser e Daniel. Quando um não joga, entra outro. O comandante do JEC tinha a opção de manter Chiquinho na esquerda e colocar Eduardo na outra ala.

Mas, agiu com a coerência de sempre. Daniel e Eduardo jogam. Chiquinho vai para o banco.

Assim, Edinho vai conquistando o grupo. Vai motivando todos os jogadores do elenco. O ambiente da Arena mudou com a chegada do treinador.

Edinho diz que, quando improvisa, perde um guerreiro, desmotiva um atleta. "Quando improviso alguém, o que o jogador da posição vai falar em casa, para os amigos, para o grupo? Um atleta triste aqui deixa outros quatro ou cinco do grupo tristes também. Só não vou agir assim com quem entra e não dá conta do recado. Com quem treina de um jeito e joga de outro."

Para Edinho, o jogador tem de acreditar que o técnico confia nele. E largou algumas frases cheias de verdade. "Se está aqui é porque pode jogar. Se não pode jogar, é porque houve um erro de avaliação, de contratação e de planejamento. Se não pode jogar, seja alguém experiente ou da base, tem de sair."

Hoje, podemos ver jogadores que antes estavam praticamente fora dos planos do Tricolor, como Chiquinho e Daniel, cheio de oportunidades e felizes da vida.

Edinho tem três Copas do Mundo no currículo. Prova no Joinville que, para conquistar os jogadores, não precisa falar como eles, usar a linguagem dos boleiros, dar uma de paizão dos comandados.

Edinho não faz nada disso. Conquista o grupo pela forma coerente e transparente de trabalhar. Agiu certo desde o começo, quando impediu que a barca dos dispensados partisse da Arena.

Queria dar uma chance para todos. Afinal, um time vice-campeão do Estado não poderia ser tão ruim.

Desde que Edinho chegou, até mesmo Nereu Martinelli saiu um pouco de cena. Justo. Um dirigente não pode se desgastar tanto, aparecer toda hora, dar entrevistas sobre qualquer assunto.

Nereu sabe que hoje tem no clube alguém que entende muito de futebol - de coisas que acontecem dentro e fora de campo.

É amigo! Três Copas do Mundo serão sempre três Copas do Mundo.

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O Joinville joga nesta quarta-feira com Fabiano; Daniel, Fernando, Renato Santos e Eduardo; Luis André, Elton, Ricardinho e Emerson; Chris e Edinho.

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A partida de volta entre Joinville e Brusque, pela semifinal do returno, será domingo, na Arena, às 19 horas.

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No programa da Rádio Cultura de segunda-feira, o Ataque e Defesa, Edinho Nazareth elogiou muito o trabalho de dois profissionais do clube: o preparador físico Reverson Pimentel e do supervisor Gilson Sagaz.

Sagaz é o faz tudo no clube. "Se ele não for trabalhar, pode fechar o Joinville", falou Edinho

O prestígio de Reverson cresce cada dia mais na Arena. "Ele faz 800 coisas além de preparar o time fisicamente", comentou Edinho. Não é por acaso que cai comissão técnica ali e comissão técnica aqui que Reverson continua firme no cargo.

Melhor impossível

19 de junho de 2010 5

Foi uma tarde perfeita na Arena. O Joinville goleou a Chapecoense por 4 a 0 e jogou um futebol pra deixar qualquer torcedor cheio de orgulho.

Com um jogador a menos desde que Tesser foi expulso com 10 minutos do primeiro tempo, o JEC mostrou uma aplicação tática perfeita. Por isso, deu um banho de bola na Chapecoense. Fez os gols - dois de Lima, um de Ricardinho e um golaço de Elton - com naturalidade.

Ricardinho mostrou talento na cobrança da falta e muita vontade ao jogar na lateral-direita após a saída de Tesser. Mesmo recuado, não deixou de participar da criação das jogadas.

Com a goleada, o JEC terminou em primeiro do grupo. Figueirense e Avaí estão fora. Que bom. O caminho para a Copa do Brasil ficou mais curto.

Pena que Tesser, expulso, e Lima e Carlinhos Santos, com o terceiro amarelo, estão fora da primeira partida da semifinal contra o Brusque.

Pena que a torcida do JEC insiste em não cantar o nome do Carlinhos Santos

Pena que tinha pouca gente na Arena.

JEC definido

18 de junho de 2010 4

O Joinville treinou na manhã desta sexta-feira e o técnico Edinho Nazareth definiu a equipe que, neste sábado, enfrenta a Chapecoense. O Tricolor precisa vencer para garantir um lugar na semifinal do returno.

Sem Eduardo e Luis André suspensos, Elton e Chiquinho entram no time. Chris, machucado, também não treinou. Edinho será o parceiro de Lima.

Ricardinho, que não enfrentou o Figueirense, volta ao time.

Assim, o JEC entra em campo com Fabiano; Rafael Tesser, Fernando, Renato Santos e Chiquinho; Carlinhos Santos, Elton, Ricardinho e Emerson; Edinho e Lima.

JEC e Chapecoense jogam às 16 horas, na Arena.

Olha o Samuel aí

16 de junho de 2010 11

Conversei com o Samuel na manhã desta quarta-feira por telefone. Ele já treina com o grupo do São Paulo. Está feliz e confiante que logo encontra um lugar na equip.

Torço muito por esse rapaz. Samuel tem, sim, bola para jogar na Série A.

Aqui vai um link com os melhores momentos do cara:

http://www.youtube.com/watch?v=K37G0IfRxdc

JEC, eu e o Júlio César

11 de junho de 2010 27

Júlio César, eu e o JEC? O que tem uma coisa com as outras? Só não sabe quem não esteve no Estádio Couto Pereira, em Curitiba, naquela tarde de 4 de julho de 1996.

 

Gente! É Copa do Mundo! Sei que esse espaço aqui é para falar do Joinville. Mas, tem como não falar da Copa em tudo o que é lugar?

 

E sempre que vejo o goleiro da Seleção, aquela tarde de 4 de julho me vem à cabeça. Agora, com Júlio César tão perto de se tornar o melhor do mundo definitivamente (para mim ele já há muito tempo) lembro de tudo com mais intensidade.

 

Sim. Com a camisa do Joinville vivi um dos momentos mais incríveis de minha vida. Conto essa história sempre, repetidamente, um milhão de vezes. E não seria aqui, no meu blog, com Julio César na Copa, que ela não apareceria.

 

Era um Campeonato Brasileiro sub-alguma coisa. Joinville x Flamengo. Jogo da minha vida. Estava tão nervoso que quando fui colocar as ataduras nos tornozelos percebi que meus dedos das mãos estavam esverdeados.

 

No vestiário, o saudoso técnico Ratinho me chamou para algumas instruções. A voz dele saia em eco, como naquelas cenas de filme em que a pessoa está enlouquecendo. Não entendia nada. Pensei: “Vou falar pra ele que senti a coxa.” Mas aí, ou meu pai me expulsava de casa ou me mandava estudar em período integral.

 

Mas, bastou a gente subir para o gramado e eu ver aquela camisa vermelha e preta e uma vontade danada tomou conta de mim. Queria sair chutando tudo, quebrando geral.

 

Não agüentava mais ouvir falar que o goleiro deles era o cara de todas as seleções de base. Ia quebrar esse tal de Júlio César.

 

A hora chegou aos 29 minutos do segundo tempo. Eu e a bola na meia-lua da grande área. Júlio César entre a marca do pênalti e a linha da pequena área. A gente se olhou durante eternos dois segundos.

 

Pude ler seus lábios: “não faz isso.” Eu ainda sorri antes de tocar na bola cuidadosamente, com a pontinha do pé. Por cobertura. Enquanto a bola seguia o trajeto até o gol, o estádio ficou num silêncio só.

 

Terminou com o barulho da rede balançando. Aí todo mundo aplaudiu. Menos Júlio César. Ele se abaixou, apoiou as mãos no joelhos e fixou o olhar na grama.

 

Eu não consigo contar o que aconteceu depois. Nem os maiores gênios da literatura conseguem descrever os sentimentos que tomam conta de uma pessoa nos 10 segundos que sucedem um gol.

 

Essa é uma das histórias mais fascinantes da minha vida. E tem gente que fala que eu não gosto do JEC. Como pode, se eu vivi coisas incríveis vestindo a camisa do Joinville?

 

Tudo bem que sobrou pouco. Alguns recortes da época do Jornal A Notícia, uma nota na coluna do Maceió quando eu troquei o futebol pelo jornalismo (eu provo) e a foto que está no final deste post. Foi tirada exatamente naquela tarde de 4 de julho. Dia em que eu fiz um gol no Júlio César (sou o segundo agachado da esquerda para a direita. Atrás de mim está o Cris, zagueiro do Brusque que jogou contra o JEC na final do turno da Copa SC).

 

O bom mesmo a gente guarda na memória. Na minha e tenho certeza de que está na de Júlio César também. Ele nunca esqueceu daquele 4 de julho de 1996.

 

Queria estar na África do Sul e trocar uma idéia com ele. Sei bem como seria o nosso bate-papo.

 

Eu: “e aí, Júlio.”

Ele: “e aí. Você é aquele cara que...”

Eu: “Sim, que fez um gol em você.”

Ele: “Sabia. Faz tempo. Tá fazendo 14 anos.”

Eu: “Sim, dia 4 de julho.”

Ele: “Mas você engordou, né?”

Eu: “Um pouco (risos). É que parei de jogar logo depois daquele gol. Cerveja, churrasco com amigos...

Ele: “Que pena. Poderia estar aqui com a gente hoje (muitos risos, o Júlio é um cara maneiro).

Eu: Pois é. Mas virei jornalista.

Ele: “Sei. Leio o seu blog. E o JEC, com está?”

Eu: Esteve mal, mas está melhorando. Mas, valeu. To indo. Não vá tomar gol por cobertura na Copa.

Ele. “De novo não. Chega (bate na madeira três vezes). Valeu, a gente se vê.”

 

Pois é. Infelizmente não fui pra Copa nem como jogador nem como jornalista. Mas, quem sabe esse papo vira realidade em 2014, no Brasil. Afinal, depois de 4 de julho de 1996, Júlio César nunca mais esqueceu daquele gol, nem de mim, nem do Joinville.

 

Torço muito pelo Brasil na Copa. Quero escrever um dia que já fiz gol no goleiro campeão do mundo.

 

Samuel no São Paulo

10 de junho de 2010 25

O zagueiro Samuel, que até o Catarinense defendia o Joinville, assinou nesta quinta-feira com o São Paulo. Vai defender um dos principais e mais organizados clubes do País.

Futebol tem dessas coisas. O JEC não quis, ele não prestava mais na opinião de quem manda no clube, sei lá... O São Paulo pegou.

E não será surpresa se logo ele se firmar no time do Morumbi. Tem força física, velocidade, altura e bola para isso. Zagueiro canhoto, habilidoso é peça rara no mundo da bola.

Sempre defendi o futebol desse garoto aqui no blog. Ele sempre teve uma moral enorme por aqui. Muitas vezes fui chutado, esculachado por isso. Está certo que Samuel não esteve bem nas finais contra o Avaí. Mas, quem esteve?

Sempre escrevi que Samuel é um baita jogador e essa notícia me faz acreditar que estava certo.

Ou alguém acha que o Tricolor do Morumbi é dessas equipes que contratam por DVD? Não, né? 

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Marcelo Silva chegou foi apresentado na Arena. O maestro chegou falando que estava com saudade. Vestiu a camisa 10 já na apresentação e logo será dono dela em campo. 

É só abrir a janela de transferências em 3 de agosto e vamos ver os gols bonitos de Marcelo Silva.

É sempre bom receber um craque. 

Reservas em Imbituba

08 de junho de 2010 6

O Joinville vai jogar com um time cheio de reservas, nesta quarta-feira, em Imbituba. Só o goleiro Fabiano e o volante Carlinhos Santos continuam na equipe.

Eduardo - expulso no último jogo -, Rafael Tesser, Fernando, Renato Santos, André Luis, Ricardinho, Emerson, Chris e Lima nem viajaram para o Sul do Estado.

Assim, o JEC entra em campo com Fabiano, Daniel, Souza, Paulo Paraíba e Chiquinho; Carlinhos Santos, Ângelo, Miro Bahia e Lira; Edinho e Leandro Costa.

Edinho Nazareth quer avaliar o elenco. Terá o segundo turno para isso. Afinal, A fórmula esquisita que tivemos no Estadual se repete na Copa Santa Catarina. Mesmo que o Tricolor conquiste o returno, terá de decidir com aquele que tiver o melhor índice técnico.

Isso deixa Edinho ainda mais à vontade para seus testes.