Falei sobre esse assunto na coluna Bastidores do JEC na edição de "AN" desta quinta. Mas, o público do impresso e do blog são um tanto diferentes. Por isso, comento aqui também.
O Joinville faz um peneirão - quando chama um monte de garotos para dias de testes - nesta semana e comemora o grande número de inscrições. Acredita que isso se deve ao prestígio que a base do JEC tem em todo o País. Pode ser.
Mas o que me chama mesmo a atenção é o clube convocar jovens de 19 anos. Com essa idade, o garoto tem de estar disputando lugar entre os titulares do Joinville.
Será que alguém acredita que um jovem de 19 anos, com condições de ser profissional, estaria participando de peneira em algum lugar? É como acreditar em milagre.
Nem estou falando em achar um craque no peneirão. Estou falando na possibilidade de encontrar alguém de 19 anos com chances de virar profissional. Esqueça.
Isso não é o pior. O Joinville tem um histórico de erros com os garotos da base.
Vamos pegar rapidinho dois exemplos.
O volante Anderson Pedra está no clube desde o mirim. Atleta exemplar, é aquele jogador que todo técnico gosta de ter. No JEC, ele não joga.
Fica lá treinando, treinando, treinando... Entra, dá conta do recado e, de repente, aparece dois, três volantes na Arena vindos sei lá de onde. E Pedra continua treinando, treinando, treinando...
É hora de decidir o que fazer com Andeson Pedra. Ou empresta para algum clube ou coloca para jogar.
Com todo respeito ao profissional, mas será que Ângelo, hoje no departamento médico, é melhor do que Pedra? Não mesmo. O que um faz, o outro também faz.
Outro caso de erro de avaliação foi o de Douglas. Também volante da base. Em algumas partidas, substituiu Carlinhos Santos e ninguém sentiu falta do capitão.
Aí, numa noite, saiu com Lima. O ex-artilheiro do JEC brigou numa boate, Douglas estava junto e foi aquela confusão.
O que a diretoria fez? Protegeu Lima e rebaixou o garoto para a base. Em qualquer outro clube, a história seria diferente.
Douglas errou, claro. Mas é garoto, faz besteira como todos os outros. Deveria ser blindado e orientado.
A atitude da diretoria, da comissão técnica da época ou seja lá de quem foi puniu o próprio clube. Afinal, o Joinville passou anos investindo na carreira de Douglas. E jogou tudo fora quando um puxão de orelha no menino poderia resolver.

