
Dos últimos técnicos que passaram pelo Joinville, não há quem tenha ficado mais marcado para a torcida do que o uruguaio Sergio Ramírez. Vencedor de tudo o que disputou com o clube, o treinador foi demitido mesmo com uma surpreendente marca de 71,5% de aproveitamento. Agora no comando do Brasil/RS, ele retorna pela primeira vez à Arena neste domingo com a missão de frear a escalada do JEC na Série C e colocar a sua equipe entre os postulantes à vaga na próxima fase.
A última vez em que esteve em um dos bancos de reserva da Arena foi no dia 3 de março de 2010, pelo Campeonato Catarinense, quando o JEC empatou com o Imbituba por 2 a 2. Depois, o time foi a Florianópolis e perdeu por 3 a 0 para o Figueirense. Ramírez, que tinha problemas com o presidente Márcio Vogelsanger, não resistiu ao insucesso e foi despedido.
“Não guardo mágoas do Joinville. Saí do time de cabeça erguida e de peito estufado por ter ganhado tudo o que disputei. Tudo o que foi planejado eu fiz”, gaba-se o treinador, vencedor da Copa Santa Catarina, da Recopa Sul-brasileira e do primeiro turno do Estadual de 2010.
Sem se prender ao passado e afirmando que irá encarar com normalidade o reencontro com o ex-time, Ramírez só pensa em vir a Joinville e buscar os pontos que afastam a possibilidade de rebaixamento e deixam o time gaúcho perto da vaga na próxima fase.
“Queremos a vitória para deixar o time confiante. A única coisa que me preocupa é o estado do gramado. Sei que está chovendo em Joinville e isso pode prejudicar o futebol”, observa.
O treinador sabe que o desafio de vencer o JEC será complicado. O atacante Rafael Xavier e o lateral Jackson foram punidos pelo STJD e podem desfalcar a equipe. Contudo, o departamento jurídico do clube ainda está no prazo para tentar um efeito suspensivo e liberá-los para domingo.
Mas o que o preocupa mesmo é a força do time joinvilense. “Trabalhei com alguns jogadores que estão no time e sei da qualidade deles. Vai ser um bom jogo”, promete.