O presidente do JEC, Márcio Vogelsanger, é, antes de tudo, um torcedor apaixonado. Mas na maioria das vezes precisa pensar mais com a razão do que com a emoção. Além disso, precisa deixar um pouco o lado profissional e, principalmente, o familiar de lado. Tudo para manter um clube da estrutura do Joinville.
“Quem se sujeita a isso precisa estar preparado para as críticas e abrir mão do lazer para cuidar do clube”, disse o presidente. Na terça, depois da festa, Márcio mostrava ser uma pessoa mais calma. O acesso também aliviou a tensão na diretoria, que agora tem uma outra grande missão pela frente.
“A Série B é outro mundo, outra realidade. Vamos dar continuidade no trabalho de manter os pés no chão, sem loucuras”, afirmou.
Sonho da Série A
“Sempre que entra numa competição, você tenta ganhá-la, é o óbvio. A nossa torcida, de uma certa forma, pode criar uma expectativa, já que em dois anos o JEC saiu de série nenhuma para a Série B. Pode parecer que é fácil de acontecer e criar a ilusão de que ano que vem vamos para a A. Não é assim que funciona no futebol. O que conseguimos é algo quase que inédito. O que precisamos é manter os pés no chão, estruturar o clube.”
Expectativa
“Foi acima da nossa expectativa. Nosso objetivo inicial era permanecer na Série C, senão o Joinville cairia num desastre sem precedentes. O trabalho foi muito bem feito pelo Arturzinho junto com o grupo. Sentimos que o grupo estava focado nessa condição de subir e o resultado foi acima do esperado.”
Reforços e renda
“Sobre os reforços, devemos nos reunir a partir da próxima semana e começar a montar um plano. O ideal é manter a base, mas a gente sabe que os jogadores se valorizaram também. Garanto que não vamos fazer nenhuma loucura para inviabilizar o clube. E temos que valorizar sempre as empresas que estiveram conosco. Quando não subimos na Série D, no dia seguinte todos os patrocinadores deram um voto de confiança.”
..

..
Arturzinho
“A chegada dele foi uma incógnita na época. Eu disse até que não sabia se a demissão do Giba era uma decisão certa, mas eu via que precisava mudar porque eu não percebi uma evolução do Catarinense para o início da Copa Santa Catarina. A gente confiava no grupo, sabia que tinha chances de chegar. Então contratamos o Arturzinho pelo perfil e pelo passado que ele tem. Mas foi uma grata surpresa a maneira como ele dirige, como trabalha, e estamos muito satisfeitos com o que vem apresentando.”
Torcida e contas
“A gente assumiu com 2 mil sócios. Agora temos 6,5 mil e nosso desafio é chegar a 10 mil. Durante a Série C, se compararmos o JEC com os outros clubes, estávamos bem à frente em termos de público. Isso nos ajudou porque os custos de viagem, de hospedagem e a própria participação é muito alto. Dá para fechar as contas do segundo semestre no azul. Mas o problema é que no primeiro semestre tivemos um prejuízo.”