
Cristiano (D), próximo de Aldair, no trabalho de ontem. Foto Rodrigo Philipps
O Joinville apresentou, na tarde de quinta, o atacante Cristiano, que veio do Comercial/SP. Ele foi o segundo jogador de frente que a diretoria contratou nesta semana. Agora, o clube conta com seis atletas para a função no elenco enquanto continua com posições carentes, como meias e volantes.
Além de Cristiano, o JEC tem Lima, Bruno Rangel, Alex, Aldair e Kiko como atacantes. A conta poderia ser ainda maior se Edinho fosse incluído, mas ele foi emprestado ao América/SP até o fim do Campeonato Paulista.
“Sei que o time tem muitos atacantes, mas, como todos, vou buscar o meu espaço”, afirma Cristiano. Para o gerente de futebol Nazareno Silva, a conta está exata. “Precisamos ter de seis a sete atacantes para a Série B”, diz.
Antes do término do Estadual, o time ainda deve apresentar outros atletas. “Conseguimos repor a saída do Capixaba, mas ainda falta repor a do Jailton e a do Renato Santos. No ano passado, também perdemos dois volantes e não contratamos ninguém para o lugar”, explica Nazareno.
Desde terça-feira, o nome de Cristiano já era certo na Arena – estádio que ele conheceu na Série C do ano passado, quando enfrentou o JEC defendendo a camisa do Ipatinga. Sua apresentação foi mera formalidade, mas serviu para que ele deixasse claro que é um atleta diferenciado.
Os apelidos de “El Tanque” e “Imperador” ele ganhou quando estava nas categorias de base do Atlético/MG. O motivo é o estilo de jogo semelhante ao do atacante corintiano: é canhoto e forte. “Mas prefiro jogar pelos lados do campo”, diz.
Com sua chegada, quem deve perder espaço no grupo é Aldair. O prata da casa entrou em atrito com a diretoria por dificultar a negociação para a sua renovação de contrato, que vai até o fim do ano. Além de pedir um apartamento como luvas para renovar, ele teria pedido um salário acima do que o clube pode pagar. Se o clube não chegar a um acordo com ele até junho, ele está livre para negociar um pré-contrato com qualquer time do País.
Caso a renovação não aconteça, o clube pode acabar tirando o jovem de seus planos e deixá-lo treinando afastado. O presidente Márcio Vogelsanger espera uma resolução tranquila para o caso.