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Posts de abril 2012

JEC tem dois na seleção da rodada

30 de abril de 2012 0


O JEC não chegou à decisão do Estadual, mas conseguiu emplacar dois jogadores na seleção da semifinal no prêmio Top da Bola. O lateral Eduardo e o meia Ricardinho, autor do único gol joinvilense na derrota por 3 a 1 para o Figueirense, foram lembrados.

A seleção completa é composta por Wilson (Figueirense); Eduardo (JEC), Canuto (Figueirense), Leandro Silva (Avaí) e Guilherme Santos (Figueirense); Pirão (Avaí), Ygor (Figueirense), Athos (Chapecoense) e Ricardinho (Joinville); Aloísio (Figueirense) e Fernandes (Figueirense).

O técnico Hemerson Maria, que colocou o Avaí na final, foi escolhido o melhor da rodada.

O árbitro foi Paulo Henrique de Godoy Bezerra.

Nardela responde aos internautas

30 de abril de 2012 7

A Notícia – O que faltou para o JEC vencer o Figueirense?

Nardela – O JEC iniciou o jogo numa condição bem complicada. Jogava fora de casa, contra o Figueirense e precisando vencer. Era uma missão árdua. Tinha que jogar muito futebol e não podia cometer erros. Em termos de posse de bola, o time começou bem, mas tinha muita dificuldade para marcar o Aloísio e o Fernandes. Nas jogadas mais importantes, eles fizeram a diferença. O JEC se complicou de vez a partir da expulsão de Linno. O time ainda conseguiu chegar ao empate e precisou arriscar mais. Então, acabou tomando os gols.

A Notícia – O nervosismo do time no momento do pênalti atrapalhou?

Nardela – Claro que se o pênalti fosse marcado e já fosse batido e o jogo transcorresse normalmente seria melhor. Aquele tumulto deu uma esfriada no time e foi favorável ao Figueirense, que pode conversar e se recuperar. A parada toda foi prejudicial, pois quebrou o ímpeto do JEC.

A Notícia – Qual é o balanço que você faz do Estadual?

Nardela - O Joinville poderia ter feito um campeonato melhor num todo. O início foi muito ruim, o que foi uma surpresa para mim. A equipe manteve a base do ano passado, embora tenha perdido jogadores importantes, e largava na frente dos outros times. Mas o JEC não aproveitou o momento inicial para dar uma arrancada. Depois, teve uma boa recuperação, mas o início foi o que atrapalhou. Se tivesse ido melhor, de repente enfrentaria o Figueirense apenas na final.

A Notícia – O que o time precisa melhorar para a Série B?

Nardela – O JEC precisa contratar uns três, quatro ou cinco jogadores que possam qualificar o elenco. É necessário. Algumas posições precisam de mais jogadores, como a defesa e o meio. Quando o Fabiano Silva não joga, não tem outro volante para colocar no lugar. O time também precisa de um meia, porque o João Henrique não correspondeu e o Ramon não pode jogar sempre. Não é fácil encontrar, mas a diretoria vai ter que trabalhar para trazer jogadores de qualidade.

Argel pede reforços para o Nacional

30 de abril de 2012 30


Ao término da partida, o técnico Argel Fucks – expulso durante a segunda etapa – pareceu o mais calmo de todo o grupo. Na tradicional entrevista coletiva, o treinador inocentou a arbitragem de qualquer culpa pelo resultado, elogiou a superioridade do Figueirense e falou sobre a necessidade de contratações para a Série B do Brasileiro.

“Nosso começo de jogo foi muito bem. Pressionamos, começamos bem. Mas jogamos um clássico contra uma equipe de qualidade, e a falta de um jogador faz a diferença. Voltamos bem no segundo tempo, mas eles souberam aproveitar as chances que tiveram e acabaram fazendo os gols”, resumiu.

Sem atividades marcadas para hoje e amanhã, o time só volta a se apresentar na quarta-feira. A partir de então, a missão do treinador é começar o planejamento visando à Série B.

O treinador deverá conversar com a diretoria para falar sobre os reforços que deverão chegar ao time. “Vamos sentar e conversar com calma. Vamos ver qual é a diretriz do clube e ver o que o clube pensa sobre a Série B. Aí iremos traçar um projeto, traçar a Série B”, disse.

Para o Brasileiro, a expectativa de Argel é de que cheguem jogadores que possam qualificar ainda mais o elenco joinvilense. “Precisamos de jogadores com um pedigree um pouco diferente, mas são contratações pontuais. Sei que isso depende do orçamento, do que o clube pode ou não”, concluiu.

Jogadores reclamam de expulsão no primeiro tempo

30 de abril de 2012 14


A expulsão do zagueiro Linno, aos 44 minutos do primeiro tempo, foi apontada pelos jogadores do JEC como um dos principais motivos para a derrota diante do Figueirense. Ao término do jogo, os atletas não tiveram dúvidas em afirmar que a arbitragem atrapalhou o rendimento da equipe.

O meia Ricardinho, ao deixar o gramado, desabafou: “Nós lutamos até o fim, mas aí teve uma expulsão totalmente injusta que complicou o nosso trabalho”. Para o jogador, ainda existiu outro lance que poderia ter mudado a história do clássico. “O árbitro não deu um pênalti que aconteceu no primeiro tempo”, completou.

Com uma arbitragem bastante confusa durante todo o jogo, o trio comandado por Bráulio da Silva Machado parece ter desestabilizado os jogadores joinvilenses. Mesmo na hora da marcação do pênalti para o Tricolor, na segunda etapa, o árbitro e o assistente Helton Nunes ficaram quatro minutos discutindo, já que o assistente teria visto um toque de mão de Ricardinho dentro da área. Após o gol do Joinville, ainda houve confusão. O técnico Argel Fucks foi expulso. Eduardo e Alex receberam cartões amarelos por reclamação.

O meia Tiago Real também abandonou o campo criticando a arbitragem. “No segundo tempo, foram algumas faltas que para a nossa equipe ele não dava, mas dava para eles”, disse.

Fotos: Figueirense 3 X 1 JEC

29 de abril de 2012 0

O JEC não conseguiu vencer o Figueirense e perdeu a chance de ir para a final do Catarinense. Para ver alguns lances da partida, clique na imagem abaixo.

JEC perde para o Figueirense e é eliminado do Catarinense

29 de abril de 2012 32

O Catarinense acabou para o Joinville. Fora de casa, o Tricolor não conseguiu reverter a vantagem que o Figueirense tinha na semifinal, perdeu por 3 a 1 e foi eliminado da competição. Mas o ano continua. A partir desta segunda, a missão do clube – da diretoria até os atletas – é pensar na Série B, campeonato que se transforma no maior objetivo que o Joinville poderá ter na temporada. A estreia é no dia 19, contra o Atlético/PR.

O primeiro semestre foi de lições, de erros que não podem mais ser repetidos. A Série B será ainda mais difícil, e para encará-la é consenso de que o time precisa qualificar o seu elenco.

Ao término do jogo de domingo, no Estádio Orlando Scarpelli, o técnico Argel Fucks foi pontual: “O grupo tem qualidade, mas precisamos da cereja no topo do bolo. Precisamos de jogadores que venham para fazer a diferença e não apenas para completar elenco”.

Talvez se contasse com estes atletas que não teve no primeiro semestre – trabalhou com o mesmo grupo que recebeu das mãos do interino Gonzaga Milioli, na vice-lanterna do Estadual – a história pudesse ser diferente.

Ontem à noite, se tivesse mais criatividade no meio, o time não teria tanta dificuldade para furar o bloqueio que o Figueirense impôs.

Com a defesa mais sólida, Fernandes não teria liberdade para tabelar com Aloísio, aos 24 minutos, e aparecer livre na frente de Ivan para abrir o marcador.

Com mais experiência em campo, o Tricolor não sucumbiria à guerra de nervos do jogo decisivo e poderia terminar o primeiro tempo com 11 homens em campo. Mas Linno, aos 42, fez falta desnecessária em Aloísio e recebeu o segundo cartão amarelo.

A missão que era difícil – precisava vencer para chegar à final – se tornou ainda mais complicada. Mesmo assim, o Tricolor conseguiu reagir. Bráulio da Silva Machado viu pênalti de Canuto em cima de Ricardinho. Apesar da polêmica gerada no lance - já que o auxiliar Helton Nunes viu irregularidade do jogador joinvilense -, Ricardinho bateu com personalidade e igualou o marcador.

Na sequência do lance, o técnico Argel Fucks foi expulso porque teria se desentendido com um auxiliar técnico do Figueirense. Dentro de campo, o JEC sentiu o golpe e viu o Figueirense ampliar o placar. Aloísio, aos 37, recebeu livre, na entrada da área, e chutou colocado, sem chances para Ivan. O atacante alvinegro ainda anotou mais um, aos 43, dizimando qualquer esperança tricolor.

MAIS: Confira como foi a coberuta em tempo real da partida

Mensagem de torcedora fez a muralha Ivan tremer

29 de abril de 2012 0


Uma menina de 13 anos fez a muralha tricolor tremer. O futebol é capaz dessas coisas. Foi por meio das redes sociais que a mensagem de Elisangela chegou até Ivan. Gestos como da pequena torcedora fazem o goleiro perceber o que simboliza. Por isso se emocionou tanto. “São coisas que nos motivam, que nos fazem trabalhar mais, ir mais longe. Quero vencer o Figueirense por ela”, fala Ivan.

Quando soube pela reportagem de “A Notícia” que encontraria o ídolo, sem depender de internet, Elisangela enlouqueceu. “Acordei todo mundo, gritei muito lá em casa. E chorei muito.”

Elisangela e Ivan se encontraram na Arena, sexta-feira. A menina chegou primeiro. Tremia. Procurava o goleiro em cada canto. Contou que sente um amor infinito pelo JEC, que o Tricolor vai ganhar do Figueirense por 2 a 1, que chorou na arquibancada num dia em que Ivan caiu no gramado. “Achei que ele não fosse mais voltar.” A menina vai em todos os jogos. Chora, ri, canta, vibra...

O goleiro chegou distribuindo brincadeira, abraçou Elisangela e entregou uma camisa. Agradeceu com palavras de carinho a mensagem que chegou pelo facebook: “Suas palavras me motivam ainda mais para vencer o jogo.” Elisangela, tímida, sorriu.

Os dois conversaram, posaram para fotos e Elisangela ganhou o autógrafo de todos os jogadores. Ivan se despediu, tinha de treinar. A menina colocou as mãos no rosto e suspirou. Foram 30 minutos fantásticos na vida de Elisangela.

Elisangela Karina Costa, 13 anos, estudante
"Sabe quando você tem o orgulho imenso do seu time? Quando você está presente em todos os jogos? Sofre com as perdas, vibra com as vitórias, chora por ver seu goleiro preferido cair e demorar pra levantar? Tem aquela paixão imensa pelo time? Então, meu amor é assim pelo Tricolor. É rotina aos domingos sair pra ir até a Arena para ver essa muralha aí, defender todas, sempre que possível. Sério, obrigado Ivan, por ajudar o Joinville a chegar onde ele está hoje. Estou contigo até 2013 e espero que lá, tenha mais um contrato renovado. Obrigado por tudo que faz pelo meu Tricolor. Continue sempre sendo essa muralha".

Um carrasco histórico do Tricolor

29 de abril de 2012 0


Maior artilheiro da história do Figueirense, com 105 gols, o meia Fernandes costuma levar vantagem nos confrontos com o Joinville. O retrospecto é favorável. Em 1999, Fernandes teve participação ativa nas duas partidas das semifinais do Campeonato Catarinense.

No primeiro duelo, fora de casa, ele deu o passe para o gol da vitória por 1 a 0, marcado por Toninho. No jogo de volta, na Capital, fez o gol do empate em 1 a 1 que colocou o Alvinegro na decisão contra o Avaí. Depois, em 2006, Fernandes entrou no segundo tempo da final contra o JEC e marcou o terceiro gol, que selou a vitória por 3 a 0.

Como se vê, o meia alvinegro gosta de sacrificar o adversário. Curiosamente, passados 13 anos do primeiro encontro, a história se repete. No último domingo, no primeiro duelo da semifinal, em Joinville, Fernandes criou o lance que resultou no gol de empate de Guilherme Santos.