
Tiago Real se transformou em uma criança comemorando o gol que marcou na terça-feira, contra o ASA/AL: tirou a camisa, girou no ar, pulou feito louco. Ontem, durante as entrevistas, o camisa dez do Joinville ainda suspirava quando falava do gol, ria por qualquer coisa, esbanjava felicidade. Parecia capaz de tirar a camisa, girar no ar e pular feito louco tudo de novo.
Quem acompanha o dia a dia no clube sabe o que esssa alegria representa. Tiago nunca escondeu o peso que carregava por causa dos dois anos sem marcar. Na última vez, ainda defendia o Coritiba. O time paranaense enfrentava o Vasco pelo torneio Copa da Hora em julho de 2010.
Tiago Real passou esses dois anos imaginando como iria comemorar o gol. “Pensei em uma dancinha, em correr para o banco e abraçar todo mundo, em comemorar com a torcida. Pensei em muita coisa mesmo. Menos tirar a camisa”, diverte-se o jogador. “Quando vi a bola entrar... Meu Deus... Nossa... Saí correndo como um louco, tirei a camisa... Não fiz nada do que planejei. Depois, falaram que o árbitro queria anular. Não era louco de fazer isso.”
O mais curioso é que, no gol de Tiago Real, o último jogador que tocou na bola foi Alex. “Ele chegou a falar para o juiz que o gol era dele. Sem chance. Fui eu quem chutou e o gol foi meu. O juiz disse isso para o Alex.”
Leve após tirar das costas o peso de dois anos sem marcar, o meia também tem uma defesa por tamanho jejum. “No Coritiba, em 2010, não tinha uma sequência de jogos. Quando cheguei aqui, também não tive. Por isso, o gol demorou tanto para sair”, comentou. “E que seja o primeiro de muitos.”