Nenhum torcedor quer ficar fora do jogo mais importante da história do JEC, no sábado. Por isso, desde esta quarta a correria é grande nas bilheterias da Arena para garantir um dos 7,5 mil ingressos colocados à disposição da torcida para o confronto com o CRB que define o campeão da Série C. O número de bilhetes é pequeno, mas é o máximo permitido para a venda, já que mais de sete mil lugares são reservados aos sócios do clube.
Desde o Estadual, a capacidade máxima da Arena é de 15 mil torcedores. Mas para este jogo especial, a capacidade vai a 20 mil. JEC e Felej conseguiram novos laudos da Polícia Militar e dos bombeiros liberando mais lugares. Ficou faltando um ofício da Vigilância Sanitária. Ele chegando, tudo é encaminhado ao comando da PM, em Florianópolis, para liberar a venda de mais cinco mil ingressos. A providência pode ser uma solução pontual, mas reabre a discussão sobre a necessidade de ampliação do estádio.
Feliz com 2011 – acesso para a Série B e, possivelmente, o título da Série C –, o presidente do Joinville, Márcio Vogelsanger, projeta um 2012 ainda melhor, pelo menos quanto ao quadro associativo do clube. Atualmente, são pouco menos de oito mil sócios (somente ontem, cerca de 100 novos torcedores se associaram). “Tenho a esperança de até o dia 22 de janeiro, quando começa o Estadual, já termos dez mil”, afirma.
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Vogelsanger espera ainda que até o início do Campeonato Brasileiro, em maio, o clube chegue à marca de 12 mil sócios. “Se conseguirmos, a Arena vai ficar pequena”, acredita. “Então, precisaremos não só da ampliação do estádio, mas também do término da obra, que ainda não foi finalizada”, complementa.
Para o presidente, trabalhar na ampliação da Arena é responsabilidade do setor público. “É um trabalho e um projeto que vão atender a muitas pessoas e não apenas ao JEC”, justifica.
O presidente da Felej (órgão que administra a utilização do espaço), Jorge Nascimento, afirma que a ampliação do estádio é um sonho, mas não está entre as prioridades. “Não acredito que em todo jogo teremos 20 mil pessoas na Série B”, diz. “Mas se o JEC chegar a ter perto de 15 mil sócios, fatalmente teremos que ampliar”, acrescenta.
De acordo com Nascimento, a Felej tenta agendar audiências com o Ministério do Esporte e com o governo estadual para colocar o assunto em pauta. Não há previsão de que o assunto seja abordado em breve.
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