
Luiz Clenio Cardoso curte atento à partida
A torcida do Joinville está mal acostumada. Se é dia de jogo, não importa se o duelo será dentro ou fora de casa: é data para vestir o manto sagrado, sair para a rua, encontrar os amigos e incentivar o time a buscar mais uma vitória.Esse domingo foi esse o roteiro do duelo que terminou em 1 a 0 para o Tricolor diante do Ipatinga, em Minas Gerais.
Em três pontos de Joinville, o jogo foi transmitido e não faltaram torcedores. No bairro Costa e Silva, o Bar do Meurer se tornou ponto de referência para quem quer acompanhar o jogo. Na partida contra o Brasiliense, que valeu o acesso para o JEC, 250 pessoas estavam lá. Neste domingo, apenas 30 assistiram Aldair marcar o gol que deu a vitória magra à equipe de Arturzinho.
"Do Aventureiro para o mundo", comemorou o caldeireiro José Luis Gonçalves, 48 anos, para vibrar com o gol da jovem revelação joinvilense. Torcedor que não perde um jogo sequer, José Luis se referia ao oportunismo do garoto, que mora no bairro da Zona Norte e aos poucos vai conquistado o seu espaço no JEC. Quando Aldair quase fez o seu segundo gol, aos 35 minutos do segundo tempo, a torcida foi à loucura.
Atento a todos os lances também estava o almoxarife Sidnei Schuchard, 23 anos. "Fui em todos os jogos do JEC na Arena. Não perco por nada", declara, em amor ao clube. O jovem agora vai aguardar ansioso pelos jogos finais e tem um desejo especial pela ordem dos jogos. Ele quer que a segunda partida seja fora de casa. "Se for assim, eu vou juntar dinheiro para viajar e ver o JEC na final", diz.
Entre os torcedores, também há aqueles que já estão com a cabeça no futuro. É o caso do serralheiro Luis Cardoso, 52 anos. Para ele, o título é questão de tempo para o JEC conquistar. "Mas no próximo ano, vai ser ainda melhor com o time na Série B. E rumo à Série A!", palpita.



Sidnei Schuchardt é torcedor desde os dois anos!