O Joinville começou a Série B sem saber o que esperar do campeonato. Após o surpreendente bom desempenho no início, a meta que era apenas se manter na divisão se transformou na obsessão da torcida em ver o time subir para a Série A. O JEC luta para manter a chama do sonho acesa, mas já não faz mais parte do G4 e não mostra dentro das quatro linhas o mesmo futebol que o tornou uma das sensações da competição. Uma vitória no sábado, contra o Ceará, pode mudar este panorama, mas até lá o Tricolor tem que agir rápido para corrigir os erros que o levaram até esta situação. "A Notícia" elenca alguns destes pontos para ilustrar o porquê de o rendimento da equipe ter caído tanto nas últimas rodadas.
Saída de Tiago Real
O Joinville não só perdeu um importante homem na criação de jogadas no setor ofensivo, mas deixou Eduardo, o principal jogador da equipe durante a Série B, sem uma companhia pelo lado direito do campo. Era Tiago Real quem mais aparecia pelo setor para tabela com o lateral e deixá-lo em condições de fazer suas jogadas. Hoje, o meio-campo do Tricolor é composto apenas por jogadores canhotos e que tendem a jogar mais pela esquerda. Contra o ASA/AL, a solidão de Eduardo o deixou apagado.
Rivais diretos melhoraram
Os números do JEC despencaram no returno. O Tricolor é apenas o 14º colocado quando levados em consideração apenas os jogos do segundo turno. Em contrapartida, rivais diretos na briga pelo acesso melhoraram. Goiás e Atllético/PR, times tradicionais e que caíram recentemente da Série A, acordaram e já ultrapassaram os joinvilenses na tabela. O Joinville precisa vencer o Ceará para voltar a encostar no G4, mas se perder permitirá que o adversário iguale sua pontuação. Vale lembrar, que o Ceará é dono da terceira melhor campanha do returno.
Atenção nos minutos finais
O JEC aprendeu uma importante lição durante o turno, quando começou vencendo o CRB por 3 a 0 e permitiu a virada para 4 a 3. Ter atenção durante os 90 minutos de um jogo seriam fundamentais para conquistar os resultados. No entanto, a equipe voltou a pecar e tem perdido pontos por causa de algum momento de desatenção. Contra o Guarani, sofreu a virada com gols após os 30 minutos do segundo tempo. Contra o ASA, sofreu o gol da derrota por 1 a 0 no último minuto da partida.
Lima e seu jejum de gols
A fase do segundo maior artilheiro do Joinville definitivamente não é das melhores. Contra o ASA, na terça-feira, ela passou a sexta partida consecutiva sem balançar as redes. A má fase do atacante tem prejudicado o setor ofensivo da equipe, que só marcou três gols nas cinco partidas do returno. Curiosamente, a única vitória do Tricolor no returno foi no jogo em que Lima não esteve em campo por precisar cumprir suspensão.
Experiência não aproveitada
Ramon foi a maior contratação do Joinville dos últimos anos. O experiente meia chegou em 2011 para dar um jeito no meio-campo do JEC. E ele foi bem até que algumas lesões musculares atrapalharam sua sequência de jogos. Nesta Série B, competição em que a qualidade do veterano poderia se sobressair em gramados melhores e contra times que deixam o jogo rolar, Ramon praticamente não é aproveitado. Ter um jogador da qualidade de Ramon no elenco é um luxo que poucos times podem se dar.










