
Willian driblou a lógica da medicina e ganhou o jogo da vida. Por isso, aos 25 anos, pôde ser apresentado ontem, na Arena, como o meia do Joinville. Agora, o Coração de Leão é tricolor. Mas não foi nada fácil para Willian chegar até aqui.
Em 2004, quando subiu para os profissionais do Palmeiras, ele recebeu a notícia de um sério problema no coração. Teria de esquecer o futebol. Uma inflamação, provavelmente provocada por um vírus, poderia causar uma arritmia e levá-lo à morte durante alguma atividade física.
Willian nunca desistiu. Procurou especialistas e se submeteu a um estudo chamado eletrofisiológico. Sofreu paradas cardíacas nas duas vezes em que tentou usar o recurso sugerido. Não havia médico capaz de lhe dar esperança.
Um golpe dolorido demais aos 18 anos. A depressão fez Willian perder oito quilos. Então, ele rezou.
A partir daí, a medicina pouco consegue explicar o que aconteceu. O jogador passou por todos os tipos de exames e provou estar inteiramente recuperado. Dois anos e quatro meses depois, estava liberado para jogar futebol.
Willian é um desejo antigo da diretoria tricolor. A vitória no jogo da vida faz ele sempre acreditar. “Quando entrei no carro, a primeira pergunta que fiz para o Nereu (Martinelli, presidente) foi: ‘E aí? Vamos subir?’” Ele quer vestir a camisa do Joinville oficialmente o mais rápido possível. Em 15 dias, talvez. “Não temos tempo a perder. Vou trabalhar com bastante determinação para pegar o ritmo. Quero estar jogando logo”, falou o jogador.