Antes de começar o ano, o Joinville tinha a pretensão de faturar, apenas com os anúncios em sua camisa, a cifra de R$ 350 mil. Um valor que já ficou para o passado. Na tarde de sexta, o clube e o banco BMG anunciaram a parceria que irá render R$ 300 mil por mês aos cofres do JEC. O valor será o maior já arrecadado na história do time.
Os detalhes da negociação ainda não foram concretizados. Antes da assinatura do contrato, prevista para o início de março, o clube e o banco deverão acertar os pormenores. “O importante é que já acertamos a linha principal do contrato”, afirma Márcio Vogelsanger, presidente da equipe.
Entre os detalhes a serem confirmados, está a fatia dos direitos econômicos dos atletas do Joinville a que o BMG terá direito. O banco deverá ficar com 25% do valor dos jogadores (tanto dos profissionais, quanto os da base) em caso de venda.
Além disso, dois profissionais ligados ao investidor estarão presentes no dia a dia da equipe, atuando como uma espécie de coordenador técnico. Um deles irá trabalhar no departamento de futebol profissional, auxiliando a direção a detectar suas carências no elenco e ajudando na busca por jogadores. O outro irá atuar na base.
“Neste caso, é importante ressaltar que o BMG irá dar suporte ao clube, mas as decisões continuarão sendo do Joinville. Não se trata de uma terceirização do nosso futebol”, esclarece o presidente do conselho deliberativo do JEC, João Martinelli.
A marca do BMG estampará a parte frontal da camisa do JEC assim que o contrato for assinado, no local onde atualmente está a Taipa. A marca da securitizadora deverá ser colocada um pouco acima. Abaixo de onde ficará o BMG, haverá espaço para um terceiro patrocinador.
Até a próxima terça-feira, o clube deve ter a resposta da Eletrobrás sobre um novo patrocínio. A estimativa é de que com a confirmação da estatal, que deve investir cerca de R$ 250 mil, o JEC fature quase R$ 1 milhão em anúncios na camisa.