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Posts com a tag "Série C"

Torcedor sortudo fica com uma das bolas da final da Série C

25 de dezembro de 2011 1

Imagine a cena perfeita: final de Campeonato Brasileiro com o estádio lotado, o seu time goleia o adversário por 4 a 0 e é campeão, o acesso à Série B já está garantido. Não teria como ser melhor, certo? Não para o joinvilense Adriano Braga, que estava no local certo e no momento certo, para agarrar a bola chutada pelo lateral Eduardo para a torcida e ir para casa com o símbolo da mais importante vitória do Tricolor em sua história.

Foi tudo muito rápido. Quando ele notou, a bola já havia batido em seu dedo e caído em seus pés. Rapidamente, ele se abaixou e abraçou a pelota. Aquele troféu ali era dele. “Ninguém nem tentou pegar ela. Só o que os outros torcedores pediam era para que eu os deixasse tocar um pouco nela”, conta, ainda emocionado.

Adriano não se considera uma pessoa sortuda – diz que leva azar até no par ou ímpar –, mas o destino quis que a recordação ficasse com ele. Depois de ver o JEC penar no Campeonato Estadual, havia desistido de ir à Arena. “Eu estava de mal com o time”, diz. Passou a Série C inteira longe do estádio. O único jogo a que compareceu foi, justamente, a final.

Agora as coisas mudaram. Feliz com a boa fase do time, ele reativou o seu cadastro de sócio do clube e também registrou a filha Marcela, seis anos, como mais uma torcedora tricolor. No dia da conquista, ela o acompanhava na arquibancada descoberta, onde faziam a festa.

Para preservar o seu prêmio, Adriano mandou fabricou uma redoma de acrílico, na qual gastou R$ 140. Um investimento que ele considera pequeno perto do tesouro que ganhou. Antes de fechar a bola no recipiente, conseguiu seis autógrafos de atletas que participaram da conquista: Eduardo, Jailton, Max, Pedro Paulo, Mateus e Ronaldo Capixa – o atleta preferido de Marcela. Em janeiro, quando os jogadores se reapresentarem, tentará mais algumas assinaturas.

Apesar de estar desempregado no momento e saber que o objeto é tão raro quanto valioso, a ideia de vendê-lo nem chega a passar pela sua cabeça. Ele afirma que irá guardá-la com carinho. Um dia, quando o JEC tiver o seu museu, garante que doará a relíquia ao clube.

Reverson levou a bola do apito final
Quando faltavam poucos minutos para o fim de Joinville x CRB, na Arena, o preparador físico Reverson Pimentel chamou o gandula que estava na linha de fundo e disse: “Quando acabar, você me entrega essa bola aí.” Mas Reverson ouviu o que não queria: “Não posso, o Ivan já pediu.” O goleiro tricolor ouviu a conversa e, sorrindo, disse ao preparador físico: “Perdeu.”

Perdeu nada. Reverson invadiu o gramado assim que ouviu o apito final e ficou com a bola que estava nas mãos do árbitro Fabricio Neves Correia. “Ele já me conhecia e me entregou sem reclamar. Fiquei com a bola que estava rolando quando acabou a final”, comemora o preparador físico.

A lembrança que levou do título da Série C já está em São Paulo, na casa de familiares. Lá, Reverson tem uma sala onde guarda troféus, medalhas e todas as recordações das conquistas que teve na carreira. “Tenho muitas bolas, e essa da Série C é especial”, falou.

Trailer: A Saga do Coelho

14 de dezembro de 2011 0

A história da conquista mais importante do Joinville ganhou forma na noite de ontem, com o lançamento do DVD “A Saga do Coelho”. O documentário de 40 minutos mostra a trajetória do Tricolor desde o jogo do acesso, na vitória por 4 a 1 sobre o Brasiliense, até a conquista do título, confirmado após a goleada por 4 a 0 sobre o CRB, na Arena. O evento aconteceu na noite de ontem, no Salão Nobre da Acij, durante reunião do conselho deliberativo.

Apesar de não contar os passos iniciais do JEC na caminhada rumo à Série B, a obra registra diversas cenas de bastidores que irão surpreender o torcedor. Um deles é quando o técnico Arturzinho revela como aconteceu a reestreia de Lima após uma brincadeira do meia João Henrique. O que tinha tudo para gerar uma crise interna foi tratado como brincadeira pelos três.

No entanto, vários momentos importantes da trajetória ficaram fora do filme – como a surpreendente derrota por 4 a 2 para o Caxias, na Arena, e a vitória por 2 a 0 sobre a Chapecoense, no Oeste do Estado, quando todos davam o Tricolor como desacreditado.

O êxito do Joinville na Série C é contado pela In Out Vídeo Comunicação, produtora de Florianópolis que também elaborou o DVD do acesso do Figueirense, em 2010. “De tudo o que vi, o que mais me chamou a atenção foi o entrosamento e a harmonia do grupo. Deu para perceber que todos eram amigos de verdade”, conta Djalma Araújo, um dos produtores do filme.

Inicialmente, a diretoria do JEC encomendou a fabricação de 1.900 unidades. Somente ontem, na reunião, os integrantes do conselho encomendaram 600 peças.

Os torcedores do clube poderão comprar o documentário a partir de hoje, por R$ 30. As vendas acontecerão nas duas Tocas do Coelho (na Arena e no Shopping Mueller). Para não ter prejuízos, o clube espera vender, no mínimo, 1.500 peças. Mas está confiante que irá ultrapassar este número e por isso já estuda encomendar mais cópias. De cada exemplar vendido, R$ 20 reais ficarão com o clube.

O filme mostra a trajetória da equipe em busca da vaga na série B e do título inédito da série C.

Confira o trailer do filme que estará à venda na Toca do Coelho.

JEC é 35º no ranking da CBF

13 de dezembro de 2011 0

A CBF divulgou nesta terça o novo ranking de clubes do futebol nacional. O documento vem atualizado com o reconhecimento dos títulos nacionais entre 1959 e 1970, antes do atual Campeonato Brasileiro.

Com isso, o Santos é o novo líder.

Mas o assunto aqui é o JEC.

O Tricolor aparece na 35ª colocação do ranking, com 610 pontos. É  o terceiro entre os clubes catarinenses, atrás de Criciúma (em 30º com 733 pontos) e Figueirense (33º com 655).

O Avaí vem atrás do JEC, em 38º, com 591.

Um técnico que deixa saudades

06 de dezembro de 2011 10

Arturzinho não foi o diferencial do Joinville apenas na beira do gramado. O treinador é o primeiro que sai do clube, na atual gestão, pela porta da frente e com a promessa de que elas continuaram abertas para o seu retorno. A despedida foi em tom amigável e aconteceu logo pela manhã, nesta segunda-feira, quando ele e o presidente não chegaram a um acordo financeiro.

Ídolo da torcida, querido pelo grupo e respeitado pela diretoria, o comandante vai voltar para casa, no Rio de Janeiro, e ficará aguardando propostas. “Fiquei satisfeito como foram as coisas. A decisão da diretoria não foi porque eles consideraram um exagero o que eu pedi, mas foi porque eles não têm condições de me pagar o que quero”, explica Arturzinho. “Um dia eu posso voltar ao Joinville.”

Para continuar no JEC, o treinador pedia um aumento para R$ 90 mil (cerca de três vezes mais do que recebia). Sem conseguir viabilizar um patrocinador para bancar o salário, o presidente Márcio Vogelsanger não vislumbrou uma forma de manter o técnico. “Não foi falta de interesse e nem o valor. Apenas não temos condições de pagar isso sem prejudicar o clube futuramente. Mas seremos eternamente gratos pelo que ele fez aqui”, comentou.

MURAL: O que você acha da decisão do JEC sobre a saída do Aturzinho e a colocação de Miliolli como técnico do time principal?

Tributo a quem fez história

06 de dezembro de 2011 0

Jogadores do JEC no almoço oferecido pelo Grupo RBS. Foto Cleber Gomes

Bruno Watté (C) entrega placa de homenagem ao JEC a Márcio Vogelsanger (E) e Nereu Martinelli (D). Foto Cleber Gomes


A conquista mais importante da história do Joinville não passou em branco para o Grupo RBS. Nesta segunda, em evento organizado na Churrascaria Chimarrão, no Centro, a diretoria, os atletas e a comissão técnica do JEC receberam homenagens.

Com uma placa comemorativa e um quadro da capa da edição de domingo de “A Notícia” – produzida após a confirmação do título –, o diretor regional do Grupo RBS em Joinville, Bruno Watté, presenteou Márcio Vogelsanger, presidente do clube.

“Construímos uma relação muito bacana, principalmente nos últimos três anos. É uma homenagem justa e merecida, que coroa um trabalho competente feito pelo JEC”, destacou Watté, lembrando a cobertura torcedora proposta pelo grupo durante as competições envolvendo o JEC.

Vogelsanger agradeceu o apoio e relembrou uma reunião feita em 2009, quando o Grupo RBS se comprometeu em se integrar à luta do JEC para retornar às competições nacionais. “Tudo começou lá, quando fomos incentivados a ter sonhos maiores”, disse.

Foi no almoço de ontem que o técnico Arturzinho revelou, ao vivo, no “Jornal do Almoço”, que estava saindo.

A troca de comando no Tricolor

05 de dezembro de 2011 2


Nereu Martinelli (E), Márcio Vogelsanger (C) e Nazareno Silva (D) nas explicações das mudanças no JEC. Foto Rodrigo Philipps


O Joinville encontrou uma solução caseira para a vaga do técnico Arturzinho, que nesta segunda confirmou a saída do clube. O treinador interino será Luiz Gonzaga Miliolli, que já é funcionário do JEC e treina os juniores. A escolha representa a política do JEC pelos próximos três meses: conter despesas.

“Passaremos por um aperto nos próximos 90 dias e vamos economizar até água. Investimos mais do que tínhamos para chegar à Série B e precisamos recuperar isso para não ficarmos sem dinheiro quando começar o Brasileiro”, explicou o presidente Márcio Vogelsanger, em entrevista coletiva, na tarde de ontem, na Arena.

Millioli chegou ao comando das categorias de base do JEC no fim de junho. A equipe não deslanchou no Estadual da categoria, mas o currículo que carrega na bagagem o credencia para assumir o posto principal do Joinville. Treinando Criciúma (1995) e Avaí (1997), venceu dois estaduais.

“O Gonzaga não é um treinador comum. Tivemos a sorte de ter um profissional como ele dentro de casa. E digo mais: ele não fica devendo a nenhum outro treinador que está em Santa Catarina”, definiu o diretor de futebol, Nereu Martinelli.

Para facilitar a vida do novo treinador, Martinelli conseguiu a renovação com a maior parte do elenco. Da equipe titular que conquistou a Série C, apenas o atacante Ronaldo Capixaba e o zagueiro Renato Santos não estenderam o seu vínculo com a equipe. “As renovações aconteceram de forma mais fácil do que imaginávamos”, resumiu.

O JEC ainda pretende reforçar o elenco com três jogadores – incluindo dois que viriam por empréstimo do Cruzeiro: um goleiro, um zagueiro e um volante. “O time está pronto para começar o campeonato, mas não quer dizer que não possamos contratar mais”, destacou Martinelli.

Quem fica

Goleiros
Ivan
Jhonatan
Zagueiros
Pedro Paulo
Ênio
Linno
Charles
Fabiano Silva
Laterais
Eduardo
Gilton
Badé
Volantes
Mateus
Glaydson
Meias
Ramon
Ricardinho
Tiago Real
João Henrique
Jocinei
Atacantes
Aldair
Lima
Bruno Rangel
Sobem da base
Kiko (atacante)
Tarcísio (volante)

De partida
Jailton (meia) - Será devolvido ao Atlético/PR, mas pode voltar.
Edinho (atacante)- Será emprestado, mas continua com vínculo.
Marcão (zagueiro)- tem contrato até maio, mas será emprestado.
Eduardo Sales (atacante) - Clube não estendeu vínculo.
Diego Zanuto (volante) - Clube não estendeu vínculo.
Max (goleiro) - Clube não estendeu vínculo.
Renato Santos (zagueiro) - aceitou proposta de outro clube.
Ronaldo Capixaba (atacante) - aceitou proposta de outro clube.
Wanderson (goleiro) - Será devolvido ao Coritiba.
David (lateral) - Será devolvido ao Palmeiras.
Danilo Tarracha (lateral) - Será devolvido ao Linense.

MURAL: O que você acha da decisão do JEC sobre a saída do Aturzinho e a colocação de Miliolli como técnico do time principal?

VÍDEO: veja os gols de JEC 4 x 0 CRB

03 de dezembro de 2011 12

Não viu os quatro gols do JEC neste sábado na Arena? Não se aflija!

Clique aqui e confira a matéria do RBS Notícias sobre a vitória do tricolor e os gols da partida!

JEC é campeão Brasileiro da Série C

03 de dezembro de 2011 72


O JEC já tem um título nacional. Neste sábado, na Arena Joinville, o Tricolor venceu o CRB/AL por 4 a 0 e conquistou a Série C do Brasileiro, para entrar com mais moral ainda na Série B de 2012.

A Arena lotou antes do início do jogo, como era previsto. Os 20 mil lugares foram ocupados e a torcida começou cedo a festa do título, já que o JEC estava em vantagem por ter vencido o primeiro jogo por 3 a 1.

Em campo, os primeiros minutos foram de um jogo frenético. O CRB partiu para cima e, em dois minutos, teve três ataques: um chute de Aloísio, uma cobrança de falta e um escanteio que parou nas mãos do goleiro Ivan. A resposta do Joinville veio com uma cobrança de falta que a zaga afastou. Em seguida, Jailton teve uma chance, mas chutou mal.

O Joinville repetia a disposição do primeiro jogo, em Maceió, e atacava bastante. O lateral Eduardo tinha boas arrancadas e Ricardinho colocava bolas na área, mas o gol não vinha. O CRB também criava chances. Aos 22, Maradona cobrou falta na barreira. Aos 26, Mateus chutou para fora mais uma oportunidade do JEC. O gol parecia que estava amadurecendo quando Lima, entre os zagueiros, teve outra chance e desperdiçou.

Aos 39, Capixaba entrou pela direita e chutou em cima do goleiro. Aos 44, a torcida soltou o grito: Gilton cruzou da esquerda e Lima, sozinho, escolheu o canto para cabecear e marcar.

A segunda etapa começou com pressão do CRB e três defesas de Ivan. Aos 12, Lima respondeu com um chute na trave. O Joinville controlou a partida e, aos 29, Eduardo arrancou pela direita e marcou o segundo gol. Aos 33, Pedro Paulo fez 3 a 0. E aos 41, Gilton fechou o placar. Delírio e gritos de “é campeão” no estádio e em toda a cidade.