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Um detetive ao estilo antigo

23 de março de 2010 0

Detetive durão, forjado nas ruas, Mike Hammer foi a grande criação de Mickey Spillane (foto) e na década de 1980 voltou a sair do papel para se transformar em personagem televisivo.

Com Stacy Keach como protagonista e um elenco que incluia a voluptuosa Lindsay Bloom, além de Don Stroud e Kent Williams, Hammer foi uma série apresentada pela CBS entre 28 de janeiro de 1984 e 12 de janeiro de 1985 – no Brasil seria retransmitida pelo SBT. Os 24 episódios acompanhavam as aventuras de Mike Hammer, um detetive particular que circulava pelas ruas de Nova York.

Mesmo tendo sido realizado nos anos 1980, o filme buscava o clima dos antigos policiais dos anos 1930 e 1940, no estilo de filmes noir como O Falcão Maltês, valorizando o aspecto do detetive e dando destaque a uma narração em off (como se o protagonista estivesse pensando). Hammer fumava e não era sensível. Era machista, misógino e dava em cima das clientes.

A produção do seriado foi interrompida no final da primeira temporada, quando Keach foi preso na Inglaterra por tráfico de cocaína. Ele estava no país filmando uma minissérie quando foi detido e condenado a nove meses de prisão – cumprindo seis, sendo libertado por bom comportamento.

Um escritor durão

Um dos mestres da literatura policial norte-americana, Frank Morrison Spillane nasceu em 9 de março de 1918, no Brooklyn, em Nova York, mas foi criado em Nova Jersey. Começou a escrever na adolescência, época em que dividia a atividade literária com outras funções, como salva-vidas e artista de trampolim. Lutou na Segunda Guerra Mundial e, depois de retornar aos EUA na metade dos anos 1940, passou a se dedicar também ao roteiro de histórias em quadrinhos.

Seu primeiro livro, Eu, o Júri, foi lançado em 1947 e nele Spillane apresentava seu personagem mais famoso: o detetive Mike Hammer. O livro tornou-se um sucesso imediato pela ousada mistura de mulheres, sexo e violência, fórmula que garantiria a Spillane uma carreira exitosa.

Morreu respeitado e rico – seus livros venderam mais de 225 milhões de cópias – em 17 de julho de 2006, de complicações no pâncreas. Estava com 88 anos.

(Coluna publicada em 7/3/2010)

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