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Em ritmo de aventura

23 de abril de 2010 0

Lembrado aqui na semana passada como protagonista de Casal McMillan, Rock Hudson também teve papel de destaque em outra série televisiva: Operação Devlin (Devlin Connection). Criada por Jerry Thorpe, Cliff Gould e Howard Rodman, Operação Devlin tinha um ritmo mais acelerado do que Casal McMillan – com alguns momentos claramente inspirados em Missão Impossível – e acompanhava as aventuras de Brian Devlin (Rock Hudson), um agente da inteligência militar que havia ficado milionário e se aposentara. Da juventude, Devlin lembrava-se de um caso amoroso que teve com uma mulher chamada Nicole Corsello, que, na época, ficou grávida, mas nada falou a ele. Quase três décadas mais tarde, Nick Corsello (Jack Scalla), então um homem muito rico e que trabalha como investigador particular, decide procurar seu pai para que possam trabalhar juntos.

Como as tramas não eram das mais fascinantes e as histórias quase sempre previsíveis, Operação Devlin teve curtíssima duração, sendo apresentada apenas por pouco mais de dois meses (de outubro a dezembro de 1982). Produzido pela rede NBC, Operação Devlin teve no total somente 14 episódios, sendo que dois ainda permanecem inéditos. No Brasil, a série foi apresentada na temporada de 1983, pela Rede Globo.

Rock Hudson, do cinema para a TV

Ator formado no cinema, Rock Hudson soube antever que sua carreira poderia entrar em declínio e, por conta disso, transferiu-se rapidamente para a TV na década de 70. Além dos já citados Casal McMillan e Operação Devlin, o ator obteve destaque na telessérie Dinastia.

Nascido em novembro de 1925 em Illinois, Leroy Harold Scherer Jr. (seu nome verdadeiro) entrou para o cinema nos anos 1940, logo depois de deixar a Marinha. Seu primeiro grande papel foi em Sublime Obsessão, de Douglas Sirk, e graças ao seu bom porte (tinha 1m93cm de altura), pasou a ser chamado para estrelar westerns, dramas e comédias até. Em 1957, foi indicado ao Oscar de Melhor Ator por Assim Caminha a Humanidade.

Como Hudson era homossexual, seu agente arranjou-lhe um casamento de fachada com a própria secretária, Phyllis Gates, em 1955. Mas, como o ator manteve romances com homens, Phyllis logo depois pediu o divórcio.

Seu último filme foi O Embaixador, em 1984. Desde o início dos anos 1980, já com os primeiros indícios de que estava com aids, o ator se afastou das telas, vivendo cada vez mais recluso. Hudson só assumiu a doença três meses antes de morrer, ao anunciar que doaria US$ 250 mil para uma fundação de pesquisas sobre a aids. Morreu em outubro de 1985, aos 59 anos.

(Coluna publicada em 18/4/2010)

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