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História de uma enfermeira negra

05 de julho de 2010 0

O ano que não acabou foi movimentado também na televisão. Em 1968, para ficar apenas nos EUA, o país era incendiado pelos assassinatos de Martin Luther King e Bob Kennedy, pelo acirramento dos conflitos no Vietnã, pelas constantes manifestações pelos direitos civis e pelos protestos populares. A TV refletia esta realidade conturbada, e uma fatia expressiva do público, a dos afroamericanos, começava a se reconhecer na tela da televisão.

Grande representante dos seriados criados nesta época, Julia colocava uma atriz negra como protagonista e abordava assuntos dos mais atuais. Criado por Hal Kanter e Harold Stone, o seriado acompanhava o cotidiano de Julia Baker (Diahann Carroll), uma enfermeira negra de pouco mais de 30 anos, que levava a vida ao lado do filho Corey Baker (Marc Copage), de nove anos (juntos, na foto).

A série foi produzida pela rede NBC, estreou em setembro de 1968 e permaneceu na programação por três anos, até 1971, tendo no total 86 episódios de meia hora cada. No elenco, também estavam Lloyd Nolan, Betty Beaird, Michael Link e Mary Wickes.

TALENTO VERSÁTIL

Fenômeno entre as atrizes de seriado da década de 1960, Diahann Carroll se destacava não apenas pela beleza como pelo talento. Foi das mais versáteis e importantes intérpretes de sua geração na TV americana, atraindo fãs e ganhando prêmios.

Nascida em julho de 1935, no Bronx, em Nova York, Diahann começou a carreira em 1954 participando de musicais da Broadway. Na década seguinte, ganharia ainda mais destaque ao participar de seriados como Peter Gunn e The Naked City, até ser convidada para ser protagonista.

Por Julia, ela venceria o Globo de Ouro em 1968 (melhor atriz feminina da TV), além de ter sido indicada ao mesmo prêmio em 1970 (melhor atriz principal em seriado de comédia ou musical) e ao Emmy, em 1969 (melhor atriz principal em um seriado cômico). Em 1975, concorreria ao Oscar de melhor atriz pelo filme Claudine.

Hoje, aos 74 anos, Diahann participa de seriados televisivos e atua como cantora.

(Coluna publicada em 4 de julho de 2010)

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