Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Posts na categoria "música"

Adeus à King's

08 de novembro de 2011 0

Desde 1979 que não houve uma semana que eu não tenha entrado em uma loja de discos. Conheci lojas no Rio, SP, Recife e Brasília. Também fui a Montevidéu, Buenos Aires, NY, Londres, Paris e Amsterdam. Vi o LP viver a sua melhor fase, agonizar, perder o lugar para o CD e voltar a viver nos últimos anos.

Faço este pequeno exercício de memória para registrar a melancolia que senti  ao entrar na semana passada na King’s – loja que foi um símbolo para tantos da minha geração em Porto Alegre – e saber que ela vivia seus últimos dias. A loja mais charmosa da charmosa Galeria Chaves – onde ouvi o primeiro CD da minha vida – fechou suas portas.

Olhei cada um dos CDs que ainda estavam expostos, comprei alguns dos últimos que a loja mantinha em oferta, me despedi dos dois funcionários que estavam lá desde a minha primeira compra e saí ainda mais nostálgico do que normalmente sou. Num rápido cálculo de cabeça me dei conta que não houve lugar como essas lojas onde eu tenha deixado tanto dinheiro (acho que por baixo daria para ter comprado um pequeno apartamento), recebido tantas informações – e, obviamente, sido tão feliz.

Amigos de Marvin Gaye

26 de dezembro de 2010 0

O álbum é I Want You. O autor é Marvin Gaye.

Leia o post completo no blog Letra e Música:
Amigos de Marvin Gaye

Rock de resistência

04 de setembro de 2010 0

Você já ouviu falar no rock de Camboja?

Leia o post completo no blog Letra e Música:
Rock de resistência

Cordas

23 de agosto de 2010 0

Um instrumento musical com nome de foguete há mais de cinco décadas revoluciona o rock. A Fender Stratocaster é reconhecida como modelo de guitarra elétrica mais famoso do mundo, imortalizado por uma legião que vai de Jimi Hendrix a Eric Clapton, de Buddy Holly a Lou Reed.

Leia o post completo no blog Letra e Música:
Cordas

Nove mais - Gilberto Gil

16 de junho de 2010 0

Gilberto Gil é sempre lembrado por Realce, Domingo no Parque, Procissão, Drão, Refazenda, Expresso 2222, Oriente, Super Homem… Aí vão nove músicas de Gilberto Gil que não são consideradas clássicas, mas deveriam ser: Amor Até o Fim Coragem pra Suportar Deixar Você Ele Falava Nisso Todo Dia Lente do Amor A Linha e o Linho Mar de Copacabana Quilombo Tradição Qual é a tua lista?

Leia o post completo no blog Letra e Música:
Nove mais – Gilberto Gil

Na minha ilha

08 de junho de 2010 0

Em 90 anos de vida, Henri Salvador (1917 – 2008) construiu, em uma carreira de mais de seis décadas, uma das pontes mais criativas entre a canção francesa com estilos musicais de outros lugares, como a música americana, os ritmos latinos e caribenhos e até a bossa nova brasileira. Seu repertório incluía clássicos do jazz, esquetes, canções divertidas, boleros e mambos.

Leia o post completo no blog Letra e Música:
Na minha ilha

O onipresente Aloysio de Oliveira

04 de junho de 2010 0

Quando Carmen Miranda foi para os Estados Unidos ensinar o que é que a baiana tem, quem estava do lado dela? Quando Walt Disney precisou de alguém para dar uma certa “brasilidade” aos seus desenhos a quem ele recorreu? Quando artistas da bossa nova queriam gravar seus discos com liberdade e criatividade a quem eles procuravam?

Leia o post completo no blog Letra e Música:
O onipresente Aloysio de Oliveira

Cervejazz

03 de junho de 2010 0

Jazz e cerveja combinam.

Leia o post completo no blog Letra e Música:
Cervejazz

Nove mais - Caetano Veloso

01 de junho de 2010 0

Caetano Veloso é sempre lembrado por Leãozinho, Beleza Pura, Tropicália, Alegria Alegria, Esse Cara, Terra…

Leia o post completo no blog Letra e Música:
Nove mais – Caetano Veloso

Nelson fala

10 de maio de 2010 1

Nelson Coelho de Castro fala muito. Tanto em conversas de bar quanto no palco. No belo show que apresentou na última sexta, tocando por quase duas horas, mais uma vez ele falou bastante. Nas duas conversas que teve comigo também falou muito. E mais: nas perguntas que lhe enviei as respostas igualmente foram longas. Como não pude usar tudo na matéria que fiz para ZH, achei que a boa conversa de Nelson não poderia ficar perdida. Por isso, reproduzo aqui a íntegra da nossa conversa por email:

Por que tanto tempo sem gravar?
Nelson – Depois de lançar o Da Pessoa em 2001 e, quase na mesma época, o Juntos 2 (com Bebeto, Gelson e Totonho), comecei a disputar nos projetos culturais do Fumproarte e da Petrobras o patrocínio de um novo disco. Rodava em ambos, seguidamente. No final de 2006 fui aprovado na Petrobras. Depois da natural jornada burocrática, a gravação prevista para 2007, pula pra 2009. Na manha, surfei no fluxo. A vontade de registrar um novo trabalho era grande durante este período, mas dependia, claro, de condições (recursos) que estes expedientes proporcionavam. Poderia ter gravado um disco, tipo, voz e violão. No entanto, com o parecer favorável da Petrobras, aguardei a melhor oportunidade. Valeu a espera.

As composições já vinham sendo feitas ou foram preparadas especialmente para o disco?
Nelson – Algumas vinham sendo feitas ao logo do tempo. Outras não.

É um disco de samba, certo? É a linguagem musical que tu melhor te comunica?
Nelson – Penso que é um disco de MPB e que tem samba. Faço samba instintivamente. Não me considero um “sambista”. Ficaria sob “rubor” com esta legenda. Mas o gênero samba sempre esteve nos meus discos. Como exemplo, no meu primeiro compacto tinha o samba Faz a Cabeça, 1979. No entanto, nos outros discos, havia também a valsa Armadilha, a marcha rancho Aquele Tempo do Julinho, a balada Ver-te Algo Teu ou o batuque afro de Vim Vadiá. Quer dizer, faço pocadinho de tudo. Lua Caiada tem sete sambas, mas tem ciranda, valsa, chorinho…Este disco, de certa forma, ficou mais coeso. Voltando. Da minha geração, acho, fui o compositor gaúcho que mais gravou sambas. Como em Porto Alegre, nos últimos quase 30 anos, a mídia de rádio está mais para o pop rock, quem faz MPB parece propor uma excentricidade. Mas isto vem mudando com o surgimento de novos grupos de sambas, melhor, de pagode “jovem”, também de uma nova geração de grandes músicos fazendo choro, samba de raiz nos bares da cidade baixa etc e com uma platéia expressiva!

Existe um samba feito no RS? Se sim, quais seriam as características desse samba?
Nelson - Sempre houve. Os compositores das escolas de samba de Porto Alegre, de Pelotas, de Uruguaiana, fora do período do carnaval, fazem samba. Mas ficam “nublados” depois da folia. No RS, podemos passar pelo Túlio Piva, Lupi etc ou pelo samba/rock do Bedeu. Mesmo na geração dos anos 60, influenciados pelos festivais e pela bossa nova, como Paulo e César Dorfman, Raul Ellwanger, Paulinho do Pinho, Giba Giba entre outros, havia o samba. Pena que muito pouco há de registro desta época. Poucos destes gravaram discos. A característica do samba gaúcho é a partir do Rio de Janeiro, mas isso se deu em todo o país. Antes do Rio, começa lá com o jongo, o samba de roda baiano, o samba chula, que vai ser seminal para o samba carioca no início do século passado. Depois vem a Rádio Nacional e…. Bueno, nossas etnias negras no sul vão dar um sotaque especial ao samba. Especialmente pelas religiões afro que aqui no sul são em grande número. Há, nos tambores, uma levada para cada entidade, assim por diante. Por exemplo, em se tratando de carnaval, as baterias das Escolas de Samba de Pelotas tem outra “levada”, mais manhosa e menos marcial que as de Porto Alegre. Basta ver, ouvir as charangas, tanto dos times Brasil ou do Pelotas, em comparação com as do Inter ou do Grêmio num jogo qualquer. Na do Brasil, inclusive, a charanga usa o Sopapo. Uma maravilha.

Quem são os compositores que te inspiram?
Nelson - A MPB toda dos anos sessenta: Chico, Milton, Caetano, Gil, Edu Lobo, João Gilberto, também a Jovem Guarda e dantes como Lamartine, Ari Barroso, Dorival, Lupi… Escutei também música americana, música clássica e o rock londrino dos Beatles e Rolling Stones. Uma salada das buenas.

Explique um pouco melhor aquela tua tese que me falaste no Tuim, de que as pessoas precisam se “esbarrar” mais?
Nelson - na verdade, somos, nesta província, um bando de aquários lindeiros e estes com as suas faces vítreas justapostas, translúcidas, onde todo mundo se vê, se reconhece, mas as águas não se visitam e muito menos os peixes. Nos apartamos por pueril estranhamento, medo e preguiça. Um exemplo disso. Nos anos sessenta, as TVs locais possuíam na sua grade de programação conteúdos produzidos regionalmente. Para tal, era necessário artistas, atores, cantores, orquestras, redatores, cenógrafos, apresentadores, etc… na sua maioria vindos do Rádio. Com o surgimento do vídeotape, e logo após das transmissões via satélite, acontece a “natural” debandada destes profissionais das emissoras locais. Simples: os conteúdos vinham prontos das matrizes de São Paulo e Rio de Janeiro, e com custos bem mais baixos. O legado é que interessa à tese. Uma filigrana: os edifícios das emissoras locais ficaram áridos, até mesmo fóbicos, à cultura regional com a ausência daqueles profissionais. Só agora se retoma isso. 50 anos depois. Esse seria dos lugares que poderíamos “esbarrar” com a classe artística em suas diferentes praias. Em 1980, numa entrevista, falei: os porto-alegrenses só se vêem de manhã, ao escovar os dentes. Isto mudou um pouco, com a TV produzindo curtas gaúchos e as rádios executando a música daqui sem o embaraço de antes. Culpa dos lúcidos conspiradores nestas mídias Cabe a nós re-significar isto. Ainda há tempo.

Das breguices que a gente gosta

19 de janeiro de 2010 0

O ritmo impecável de Tony Bennet

04 de novembro de 2009 0

Com um certo atraso, reproduzo aqui o texto que fiz para Zero Hora sobre o show de Tony Bennett, em outubro.

Um Tony Bennett envolvente e vibrante abriu na noite de quarta-feira, no Teatro do Sesi, a etapa de sua nova turnê brasileira, que daqui seguirá para Brasília (hoje), Salvador (amanhã), São Paulo (dias 26 e 27), Rio de Janeiro (dia 29) e Recife (dia 31). Precedido pela herdeira musical, Antonia Bennett – que abriu o espetáculo com 15 minutos para apresentar em quatro músicas suas credenciais ao público –, Tony Bennett entrou em cena aplaudido de pé. E o que se viu nos 90 minutos seguintes de um show enxuto, objetivo e emocionante foi a compensação de uma aguardada espera.

De uma elegância sóbria que se contrapunha a um repertório explosivo, Bennett recordou quase todas as fases de seus mais de 60 anos de carreira, privilegiando clássicos consagrados que marcaram o cenário musical no século 20, como The Good Life, For Once in My Life, The Way You Look Tonight e a confirmadíssima I Left My Heart in San Francisco.

Representante de uma linhagem que inclui Frank Sinatra, Sammy Davis Jr. e Bing Crosby, Tony Bennett é um artista superlativo, que já gravou mais de 70 discos, vendeu mais de 50 milhões de álbuns em todo o mundo, recebeu 15 prêmios Grammy, inclusive o prestigiado Grammy Lifetime Achievement Award. Líder generoso, que se renova no convívio com os parceiros musicais, Bennett sabe abrir espaço para solos de todos os seus instrumentistas, um quarteto formado por Lee Musiker (piano), Gray Sargent (guitarra), Harold Jones (bateria) e Marshall Wood (baixo). Se soltou o vozeirão em Watch What Happens – de Michel Legrand, já gravada por Elis Regina e Sérgio Mendes –, Bennett soube ser sofisticado e suave quando emendou a country Cold, Cold Heart com a suingante Speak Low – em que o contrabaixo de Marshall Wood dá o andamento –, além da gershwiniana I Got Rhythm, com Gray Sargent fazendo um citação de Aquarela do Brasil, a primeira das muitas que o músico faria em homenagem à música brasileira.

Logo a seguir, Tony Pai e Tonia Filha passam a dividir o microfone em I’ve Got My Love to Keep me Warm, momento único em que os dois ficam em cena, pois imediatamente depois o patriarca reassume sozinho o comando da noite. Se é econômico nos gestos, na lentidão do caminhar e na charmosa coreografia desajeitada – rara exceção é quando se permite uma brincadeira à la Michael Jackson na versão abolerada de The Shadow of your Smile –, Bennett mostra tudo o que sabe quando abre a boca. A disciplina e a rígida formação, aperfeiçoada em aulas de canto lírico, deram a Tony Bennett a segurança para chegar aos 83 anos em plena forma, segurando até uma versão à capela, sem microfone, de Fly me to the Moon. Entre tantos, esse foi o ponto alto de uma noite em que um artista confirmou, como canta em The Best Is Yet to Come, que o melhor ainda está por vir.

Trinta anos esta noite

13 de setembro de 2009 0

Banco de Dados/ZHEmbora eu sempre tenha tido boa memória – comprovando o nome do blog e da coluna – às vezes ela me falhou. E esta era uma das falhas mais antigas: não conseguia me lembrar a data do primeiro show a que fui na vida. Lembrava que havia sido de Gilberto Gil, em 1979, lançamento do disco (é, ainda era LP) Realce. Lembrava ainda que foi o primeiro show da turnê, que Gil usava trancinhas e contas, que o baixista da banda era o Rubão Sabino, que eu consegui um bom lugar numa das poltronas daquele corredor intermediário que o teatro tinha e que foi um show no Teatro Leopoldina. Este último, um detalhe fundamental, pois foi essa proximidade com a casa onde morávamos que garantiu que eu, do alto dos meus 12 anos, conseguisse convencer minha mãe me deixar ir sozinho.

Agora, lendo a Zero Hora deste domingo, vi a notícia sobre o início da temporada – e lá estava a data: 13 de setembro de 1979, uma quinta-feira.

Memória é coisa boa quando a gente tem e melhor ainda quando se recupera.

Ninguém sabe

13 de agosto de 2009 0

Saxofonista de primeira linha da vanguarda do jazz, Albert Ayler (1936-1970) também sabiar ser reverente com o passado, como mostra essa bela interpretação de “Nobody Knows the Trouble I`ve Seen”.

Revendo amigos

13 de agosto de 2009 0

Joyce canta bem, compõe bem e escreve bem. Quem não conhece essa faceta da grande cantora pode agora acompanhá-la pelo blog Outras Bossas que ela mantém em seu site, www.joycemoreno.com, de onde foi tirada a foto ao lado, e curtir lembranças maravilhosas como a dela recordando sua primeira participação em um festival, aos 19 anos.

O sambista barroco

04 de agosto de 2009 1

Foto de Tadeu Vilani/Zero HoraHolofotes – aquela em que a letra de Waly Salomão e de Antônio Cícero fala “Eu lhe ofereço / Essas coisas que enumero / Quando fantasio / É quando sou mais sincero” – ilumina a abertura do show para que em seguida João Bosco emende com a debochada Incompatibilidade de Gênios e com a primeira homenagem a Elis Regina na interpretação de Bala com Bala.

Assim o mais percussivo dos cantores brasileiros abriu o mais aguardado show da temporada do Festival de Inverno, na noite de sexta-feira, no Teatro do Bourbon Country, na Capital. Transformando a garganta numa orquestra de tambores que garantia a base rítmica para seus improvisos, João Bosco, em pouco mais de duas horas, construiu um repertório diversificado em cima de sambas, boleros e lundus.

Fazendo com elaboração e estudo o que Clementina de Jesus fazia de modo intuitivo – ao criar uma nova linguagem musical a partir de monossílabos –, o músico seguiu esbanjando seu amplo estojo de recursos nas brincadeiras vocais de Odilê Odilá (parceria com Martinho da Vila) e O Ronco da Cuíca. Já na metade do espetáculo, o sambista polirrítmico dá lugar ao suave jazzista na interpretação da primeira música que não carregava sua assinatura, Tarde (de Milton Nascimento e Márcio Borges). Generoso ao abrir espaços para os solos do trio que o acompanha – Nelson Faria (guitarra), Ney Conceição (baixo) e Kiko Freitas (bateria) – João Bosco elevou ainda mais o clima romântico na ralentada Desenho de Giz (em que pergunta “Quem pode querer ser feliz se não foi por amor?”) e na etérea Lígia, buscada no repertório de Tom Jobim.

Daí até o final – com direito a cinco bis, aí incluídas Memória da Pele, A Paz, Trem Azul e a indefectível Papel Machê –, João Bosco retomou o fio da meada com sambas em que exaltou Dorival Caymmi, Silas de Oliveira (Nação) e Moacir Santos (Maracatu, Nação do Amor) até desaguar em O Bêbado e a Equilibrista, nova homenagem a Elis Regina, precedida por uma citação de Smile.

Foi com a derradeira Linha de Passe que a inventividade desse sambista barroco (nascido no interior de Minas Gerais, mas forjado nas parcerias com Vinicius de Moraes e com Aldir Blanc no Rio de Janeiro) ganhou a melhor forma. No canto final, quando com a sobreposição de versos como “Há um diz que tem e no balaio tem também / Um som bordão bordando o som, dedão, violação / Diz um diz que viu e no balaio viu também / Um pega lá no toma-lá-dá-cá do samba”, João Bosco parafraseia Vinicius de Moraes e se transforma no branco mais preto do Brasil, na linha direta dos afrossambas de Baden Powell. Saravá, mestre!

(Texto publicado na Zero Hora de 3/8/2009.)

Postado por Márcio Pinheiro

Um Michael além da imaginação

05 de julho de 2009 0

O adulto esquisito, atormentado e melancólico em que iria se transformar não transparecia na figura alegre e descontraída que Michael Jackson inspirava como figura principal do desenho animado feito em homenagem à família musical mais importante dos Estados Unidos da década de 1970. Jackson Five foi uma aventura psicodélica que tinha como personagens os cinco irmãos, pela ordem: Jackie, Tito, Jermaine, Marlon e Michael.

O quinteto já era um fenômeno como um dos principais nomes da Motown, a gravadora criada em Detroit por Berry Gordy e que colocou no mapa musical grandes nomes da música afroamericana, como Stevie Wonder, Marvin Gaye, Diana Ross e Smokey Robinson. No embalo desse sucesso – que incluía entre os fãs crianças, adolescentes e adultos –, a ABC resolveu criar uma série retratando o cotidiano da banda. A produção era do estúdio Rankin/Bass, de Arthur Rankin, Jr. e Jules Bass, que já havia feito um desenho animado dos Beatles. Os desenhos ficaram sob a responsabilidade de Paul Coker Jr, nome importante da animação nos Estados Unidos e um dos colaboradores da revista Mad.

Jackson Five – ou Jackson 5ive, como aparecia na abertura – estreou em setembro de 1971 com um episódio semanal aos sábados pela manhã. Como a maior parte da animação era feita em Londres ou em Barcelona – sob a direção do hispano-americano Robert Balser –, as vozes dos integrantes do grupo não eram utilizadas, apenas as músicas. A estrutura misturava o cotidiano familiar com aventuras. Já naquela época, Michael era a principal estrela da família, e muitos episódios giravam em torno dele, inclusive na sua paixão por animais domésticos pouco comuns como dois ratos, Ray e Charles – homenagem óbvia ao grande cantor e compositor –, e uma cobra azul, Rosey.

Outros personagens importantes na vida do grupo, como a cantora Diana Ross e o empresário Berry Gordy, também apareciam nos desenhos. No meio de tudo isso, clipes musicais, com destaque para sucessos como I Want You Back, ABC e I’ll Be There.

Jackson Five durou duas temporadas, sendo apresentado até setembro de 1973. A primeira temporada foi dividida em 17 episódios. A segunda, com o título de The New Jackson Five Show, teve apenas seis. No Brasil, a série foi exibida pela Rede Globo e depois pela Manchete. Em 1985, aproveitando o sucesso planetário de Michael Jackson, a ABC reprisou nos Estados Unidos todos os episódios. Da segunda temporada, dois episódios acabaram tornando-se proféticos: Michael in Wonderland e Michael White.

Postado por Márcio Pinheiro