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Aula de sax

18 de junho de 2010 0

Vai treinando. Quem sabe um dia você toca que nem o John Coltrane.

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Nove mais - Gilberto Gil

16 de junho de 2010 0

Gilberto Gil é sempre lembrado por Realce, Domingo no Parque, Procissão, Drão, Refazenda, Expresso 2222, Oriente, Super Homem… Aí vão nove músicas de Gilberto Gil que não são consideradas clássicas, mas deveriam ser: Amor Até o Fim Coragem pra Suportar Deixar Você Ele Falava Nisso Todo Dia Lente do Amor A Linha e o Linho Mar de Copacabana Quilombo Tradição Qual é a tua lista?

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Ouro Negro

14 de junho de 2010 0

De Nova York, meu amigo Zé Nogueira me manda a bela matéria que saiu no NYT sobre o concerto em homenagem a Moacir Santos no Lincoln Center.

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Ouro Negro

Here comes the sun

11 de junho de 2010 1

Nunca gostei de Fórmula-1, tampouco tive Fittipaldi, Piquet e Senna entre as minhas admirações.

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Som do vinil

09 de junho de 2010 0

Boa matéria do El Pais sobre os discos de vinil mais valorizados na Espanha. Vainica Doble, de Vainica Doble, foi vendido por 2.700 euros.

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Na minha ilha

08 de junho de 2010 0

Em 90 anos de vida, Henri Salvador (1917 – 2008) construiu, em uma carreira de mais de seis décadas, uma das pontes mais criativas entre a canção francesa com estilos musicais de outros lugares, como a música americana, os ritmos latinos e caribenhos e até a bossa nova brasileira. Seu repertório incluía clássicos do jazz, esquetes, canções divertidas, boleros e mambos.

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A vanguarda do jazz

06 de junho de 2010 0

Na porta há um toldo vermelho, com o nome do lugar em letras brancas, facilmente reconhecível por qualquer um que tenha um mínimo de intimidade com o jazz. Lá dentro – depois de descer uma escada de 15 degraus – são exatos 123 lugares voltados para um palco tão modesto quanto histórico.

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O onipresente Aloysio de Oliveira

04 de junho de 2010 0

Quando Carmen Miranda foi para os Estados Unidos ensinar o que é que a baiana tem, quem estava do lado dela? Quando Walt Disney precisou de alguém para dar uma certa “brasilidade” aos seus desenhos a quem ele recorreu? Quando artistas da bossa nova queriam gravar seus discos com liberdade e criatividade a quem eles procuravam?

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Cervejazz

03 de junho de 2010 0

Jazz e cerveja combinam.

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Nove mais - Caetano Veloso

01 de junho de 2010 0

Caetano Veloso é sempre lembrado por Leãozinho, Beleza Pura, Tropicália, Alegria Alegria, Esse Cara, Terra…

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Pepe legal

01 de junho de 2010 0

Jornalista fundamental para compreender a imprensa cultural brasileira dos anos 80, Pepe Escobar foi um dos críticos mais argutos de sua geração. Seus textos, primeiro na Folha, depois no Estadão, causavam furor e polêmica.

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Sem destino

31 de maio de 2010 0

Completo e detalhado – como sempre – este bem escrito obituário do NYT faz uma bela homenagem ao rebelde dos rebeldes, Dennis Hopper.

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O suspense em forma de seriado

14 de maio de 2010 0

Lembrado quase sempre pela sua imensa contribuição ao cinema – com clássicos absolutos como Janela Indiscreta, Disque M para Matar e Um Corpo que Cai –, Alfred Hitchcock (13 agosto de 1899 – 29 de abril de 1980) também teve uma presença importante na televisão, levando para o formato de seriados sua genialidade para criar histórias de suspense.

O mestre e a televisão se aproximaram em outubro de 1955, quando Hitchcock foi convidado a produzir episódios com cerca de uma hora de duração e nos quais deveria atuar como anfitrião. A figura rotunda e simpática, ao som de Funeral March of a Marionette, de Charles Gounod, aparecia na tela para dar boas-vindas aos telespectadores e introduzir o episódio, quase sempre com seu tom irônico e seu humor negro. Além disso, Hitchcock fazia questão de manter um estilo sarcástico, falando pausada e arrastadamente.

Já um nome de primeira linha do cinema mundial, Hitchcock emprestava seu prestígio, mas mantinha um certo distanciamento das produções, muitas delas surgidas a partir de cartas e relatos de telespectadores. Cabia aos roteiristas darem o formato final. Ao todo foram 361 episódios, sendo 268 episódios como Alfred Hitchcock Presents e 93 episódios como Alfred Hitchcock Hour.

Interrompida nos anos 50, a série foi retomada em setembro de 1985, recuperando o nome original (Alfred Hitchcock Presents) e trazendo novamente Hitchcock como anfitrião e dando uma atualizada nas versões originais. O detalhe – tão macabro como divertido – é que o grande cineasta havia morrido cinco anos antes. Participação como essa nem Hitchcock teria imaginado.

Quatro coisas curiosas

> A primeira versão, apresentada nos Estados Unidos pela rede CBS, revelou uma série de artistas que mais tarde fariam sucesso no cinema, como Charles Bronson, Robert Redford, Steve McQueen, Cloris Leachman, Gena Rowlands, Katharine Ross, Peter Fonda e Robert Duvall.

> A nova versão da série, exibida entre setembro de 1985 e julho de 1986, contou com John Huston, Kim Novak, Ned Beatty, Bill Mumy, Steven Bauer, Tippi Hedren e Melanie Griffith, filha de Tippi.

> O sucesso do seriado fez com que Hitchcock se tornasse popular, atraindo um público maior para suas produções cinematográficas.

> Hitchcock soube readaptar obras literárias de escritores importantes, como Robert Bloch , H.G. Wells, Robert Louis Stevenson , Sir Arthur Conan Doyle e Mark Twain.

(Coluna publicada em 9/5/2010)

Nelson fala

10 de maio de 2010 1

Nelson Coelho de Castro fala muito. Tanto em conversas de bar quanto no palco. No belo show que apresentou na última sexta, tocando por quase duas horas, mais uma vez ele falou bastante. Nas duas conversas que teve comigo também falou muito. E mais: nas perguntas que lhe enviei as respostas igualmente foram longas. Como não pude usar tudo na matéria que fiz para ZH, achei que a boa conversa de Nelson não poderia ficar perdida. Por isso, reproduzo aqui a íntegra da nossa conversa por email:

Por que tanto tempo sem gravar?
Nelson – Depois de lançar o Da Pessoa em 2001 e, quase na mesma época, o Juntos 2 (com Bebeto, Gelson e Totonho), comecei a disputar nos projetos culturais do Fumproarte e da Petrobras o patrocínio de um novo disco. Rodava em ambos, seguidamente. No final de 2006 fui aprovado na Petrobras. Depois da natural jornada burocrática, a gravação prevista para 2007, pula pra 2009. Na manha, surfei no fluxo. A vontade de registrar um novo trabalho era grande durante este período, mas dependia, claro, de condições (recursos) que estes expedientes proporcionavam. Poderia ter gravado um disco, tipo, voz e violão. No entanto, com o parecer favorável da Petrobras, aguardei a melhor oportunidade. Valeu a espera.

As composições já vinham sendo feitas ou foram preparadas especialmente para o disco?
Nelson – Algumas vinham sendo feitas ao logo do tempo. Outras não.

É um disco de samba, certo? É a linguagem musical que tu melhor te comunica?
Nelson – Penso que é um disco de MPB e que tem samba. Faço samba instintivamente. Não me considero um “sambista”. Ficaria sob “rubor” com esta legenda. Mas o gênero samba sempre esteve nos meus discos. Como exemplo, no meu primeiro compacto tinha o samba Faz a Cabeça, 1979. No entanto, nos outros discos, havia também a valsa Armadilha, a marcha rancho Aquele Tempo do Julinho, a balada Ver-te Algo Teu ou o batuque afro de Vim Vadiá. Quer dizer, faço pocadinho de tudo. Lua Caiada tem sete sambas, mas tem ciranda, valsa, chorinho…Este disco, de certa forma, ficou mais coeso. Voltando. Da minha geração, acho, fui o compositor gaúcho que mais gravou sambas. Como em Porto Alegre, nos últimos quase 30 anos, a mídia de rádio está mais para o pop rock, quem faz MPB parece propor uma excentricidade. Mas isto vem mudando com o surgimento de novos grupos de sambas, melhor, de pagode “jovem”, também de uma nova geração de grandes músicos fazendo choro, samba de raiz nos bares da cidade baixa etc e com uma platéia expressiva!

Existe um samba feito no RS? Se sim, quais seriam as características desse samba?
Nelson - Sempre houve. Os compositores das escolas de samba de Porto Alegre, de Pelotas, de Uruguaiana, fora do período do carnaval, fazem samba. Mas ficam “nublados” depois da folia. No RS, podemos passar pelo Túlio Piva, Lupi etc ou pelo samba/rock do Bedeu. Mesmo na geração dos anos 60, influenciados pelos festivais e pela bossa nova, como Paulo e César Dorfman, Raul Ellwanger, Paulinho do Pinho, Giba Giba entre outros, havia o samba. Pena que muito pouco há de registro desta época. Poucos destes gravaram discos. A característica do samba gaúcho é a partir do Rio de Janeiro, mas isso se deu em todo o país. Antes do Rio, começa lá com o jongo, o samba de roda baiano, o samba chula, que vai ser seminal para o samba carioca no início do século passado. Depois vem a Rádio Nacional e…. Bueno, nossas etnias negras no sul vão dar um sotaque especial ao samba. Especialmente pelas religiões afro que aqui no sul são em grande número. Há, nos tambores, uma levada para cada entidade, assim por diante. Por exemplo, em se tratando de carnaval, as baterias das Escolas de Samba de Pelotas tem outra “levada”, mais manhosa e menos marcial que as de Porto Alegre. Basta ver, ouvir as charangas, tanto dos times Brasil ou do Pelotas, em comparação com as do Inter ou do Grêmio num jogo qualquer. Na do Brasil, inclusive, a charanga usa o Sopapo. Uma maravilha.

Quem são os compositores que te inspiram?
Nelson - A MPB toda dos anos sessenta: Chico, Milton, Caetano, Gil, Edu Lobo, João Gilberto, também a Jovem Guarda e dantes como Lamartine, Ari Barroso, Dorival, Lupi… Escutei também música americana, música clássica e o rock londrino dos Beatles e Rolling Stones. Uma salada das buenas.

Explique um pouco melhor aquela tua tese que me falaste no Tuim, de que as pessoas precisam se “esbarrar” mais?
Nelson - na verdade, somos, nesta província, um bando de aquários lindeiros e estes com as suas faces vítreas justapostas, translúcidas, onde todo mundo se vê, se reconhece, mas as águas não se visitam e muito menos os peixes. Nos apartamos por pueril estranhamento, medo e preguiça. Um exemplo disso. Nos anos sessenta, as TVs locais possuíam na sua grade de programação conteúdos produzidos regionalmente. Para tal, era necessário artistas, atores, cantores, orquestras, redatores, cenógrafos, apresentadores, etc… na sua maioria vindos do Rádio. Com o surgimento do vídeotape, e logo após das transmissões via satélite, acontece a “natural” debandada destes profissionais das emissoras locais. Simples: os conteúdos vinham prontos das matrizes de São Paulo e Rio de Janeiro, e com custos bem mais baixos. O legado é que interessa à tese. Uma filigrana: os edifícios das emissoras locais ficaram áridos, até mesmo fóbicos, à cultura regional com a ausência daqueles profissionais. Só agora se retoma isso. 50 anos depois. Esse seria dos lugares que poderíamos “esbarrar” com a classe artística em suas diferentes praias. Em 1980, numa entrevista, falei: os porto-alegrenses só se vêem de manhã, ao escovar os dentes. Isto mudou um pouco, com a TV produzindo curtas gaúchos e as rádios executando a música daqui sem o embaraço de antes. Culpa dos lúcidos conspiradores nestas mídias Cabe a nós re-significar isto. Ainda há tempo.

Um ciborgue cheio de humor

01 de maio de 2010 0

Se Feather & Father Gang, lembrado aqui na semana passada, foi uma série que misturava humor com casos policiais, Holmes & Yo-Yo ia mais adiante, fazendo uma curiosa mistura de humor com aventuras policiais e ficção científica. A unir os dois seriados, duas tristes coincidências: o pouco interesse por parte do público e, logo, o cancelamento da curta temporada.

Desenvolvida pelo produtor executivo Leonard Stein, com a colaboração de roteiristas de Agente 86 (Get Smart), Holmes & Yo-Yo acompanhava as aventuras de uma dupla de detetives. Um era o detetive Alexander Holmes (Richard B. Shull), figura trágica que atingia com seu azar qualquer um que estivesse ao seu redor. Como não havia parceiro que se dispusesse a dividir as tarefas com Holmes, a solução foi criar Yo-Yo, na verdade Gregory Yoyonivich (John Schuck), um androide programado para combater o crime.

Embora não fosse muito brilhante, compensava a fraqueza intelectual com força física e capacidade de analisar as pistas de um crime. Além disso, Yo-Yo era dotado de uma máquina fotográfica, do tipo Polaroid, embutida em seu corpo. Cada vez que apertasse o nariz, uma cena era fotografada por seus olhos e saía impressa através do seu bolso de sua camisa.

Completavam o elenco os atores Bruce Kirby, como o capitão Harry Sedford, e Andrea Howard, como a oficial Maxine Moon. No episódio de estreia, o humorista e apresentador Jay Leno interpretava o funcionário de um posto de gasolina.

A baixa audiência fez com que a série não chegasse a durar um ano. Holmes & Yo-Yo foi apresentado originalmente nos Estados Unidos pela rede ABC, entre 25 de setembro de 1976 e 8 de agosto de 1977, num total de 13 episódios com 30 minutos cada.

TALENTO POLICIAL

Para representar o primeiro robocop da história da televisão, os produtores de Holmes & Yo-Yo escolheram um ator que com menos de 40 anos já era um veterano: John Schuck. Nascido em Boston, em fevereiro de 1940, Schuck atuava desde a década de 60 e, nos anos anteriores à estreia de Holmes & Yo-Yo, obteve sucesso como o colega de Rock Hudson em Casal McMillan – não, ele não formava o casal com Rock. Esse papel era de Susan Saint James.

Após a rápida e fracassada temporada de Holmes & Yo-Yo, Schuck continuou a ser bem requisitado como ator, ao participar de Jornada nas Estrelas IV – A Volta para Casa, e como produtor, na minissérie Raízes. Aos 70 anos, Schuck continua na ativa. Os novos espectadores de seriados devem reconhecê-lo como Muldrew, o chefe da NYPD em Law & Order: Special Victims Unit.

(Coluna publicada em 1/5/2010)

Contragolpes de mestres

01 de maio de 2010 0

A dificuldade em rotular o seriado Feather and Father Gang (no Brasil, Contragolpe) talvez explique a curta duração e a baixa audiência. Não era uma série de humor, embora tivesse cenas e diálogos engraçados. Também não era uma série policial, embora acontecessem crimes. Ação era algo mais adiante, ainda mais se for levado em conta que os protagonistas eram uma advogada na faixa dos 30 anos auxiliada por seu pai, um homem com o dobro dessa idade. Essa falta de rumo fez com que o seriado durasse cinco meses, em 1977, num total de 13 episódios.

Produzida pela Larry White Productions e pela Columbia Pictures Television, Contragolpe acompanhava as aventuras de Toni “Feather” Danton (Stefanie Powers), uma esforçada e idealista advogada que, para resolver seus casos, conta com a ajuda do pai, Harry Danton (Harold Gould). Tudo seria normal não fosse Danton um simpático picareta, conhecedor de artimanhas e com passagens pela polícia. Homem das ruas, Danton trazia para o escritório da filha personagens habituados a circular pelo submundo. Desses contatos surgia o golpe que iria derrubar o golpista ou – como explicava o título em português – o contragolpe.

Seriados em série

Ator que havia chegado ao ápice da carreira interpretando Twist Kid, um dos trapaceiros de Golpe de Mestre (1972), Harold Gould voltaria à televisão em 1977 agora para viver novamente um golpista em Contragolpe. Nascido Harold V. Goldstein, em dezembro de 1923, em Nova York, Gould transformou-se num dos atores mais conhecidos de sua geração. A carreira começou em 1947, depois de uma rápida passagem pelo exército. A partir dos anos 50, dividindo-se entre a TV e o cinema, Gould tornou-se um nome muito requisitado pelos produtores atuando em dezenas de seriados. Teve papéis de destaque em Além da Imaginação, Columbo, Agente 86, James West, O Fugitivo, Rhoda, Mary Tyler Moore, Cannon, Hawaii 5-0, O Barco do Amor, Missão Impossível, Gunsmoke e Mister Ed. Tamanho talento e capacidade de trabalho lhe garantiram mais de 300 participações, que se transformaram em cinco indicações ao Emmy e dezenas de outros prêmios.

Aos 86 anos, Gould diminuiu o ritmo, mas continua na ativa. Seus trabalhos mais recentes foram nos seriados Nip/Tuck e Cold Case.

(Coluna publicada em 25/4/10)

Em ritmo de aventura

23 de abril de 2010 0

Lembrado aqui na semana passada como protagonista de Casal McMillan, Rock Hudson também teve papel de destaque em outra série televisiva: Operação Devlin (Devlin Connection). Criada por Jerry Thorpe, Cliff Gould e Howard Rodman, Operação Devlin tinha um ritmo mais acelerado do que Casal McMillan – com alguns momentos claramente inspirados em Missão Impossível – e acompanhava as aventuras de Brian Devlin (Rock Hudson), um agente da inteligência militar que havia ficado milionário e se aposentara. Da juventude, Devlin lembrava-se de um caso amoroso que teve com uma mulher chamada Nicole Corsello, que, na época, ficou grávida, mas nada falou a ele. Quase três décadas mais tarde, Nick Corsello (Jack Scalla), então um homem muito rico e que trabalha como investigador particular, decide procurar seu pai para que possam trabalhar juntos.

Como as tramas não eram das mais fascinantes e as histórias quase sempre previsíveis, Operação Devlin teve curtíssima duração, sendo apresentada apenas por pouco mais de dois meses (de outubro a dezembro de 1982). Produzido pela rede NBC, Operação Devlin teve no total somente 14 episódios, sendo que dois ainda permanecem inéditos. No Brasil, a série foi apresentada na temporada de 1983, pela Rede Globo.

Rock Hudson, do cinema para a TV

Ator formado no cinema, Rock Hudson soube antever que sua carreira poderia entrar em declínio e, por conta disso, transferiu-se rapidamente para a TV na década de 70. Além dos já citados Casal McMillan e Operação Devlin, o ator obteve destaque na telessérie Dinastia.

Nascido em novembro de 1925 em Illinois, Leroy Harold Scherer Jr. (seu nome verdadeiro) entrou para o cinema nos anos 1940, logo depois de deixar a Marinha. Seu primeiro grande papel foi em Sublime Obsessão, de Douglas Sirk, e graças ao seu bom porte (tinha 1m93cm de altura), pasou a ser chamado para estrelar westerns, dramas e comédias até. Em 1957, foi indicado ao Oscar de Melhor Ator por Assim Caminha a Humanidade.

Como Hudson era homossexual, seu agente arranjou-lhe um casamento de fachada com a própria secretária, Phyllis Gates, em 1955. Mas, como o ator manteve romances com homens, Phyllis logo depois pediu o divórcio.

Seu último filme foi O Embaixador, em 1984. Desde o início dos anos 1980, já com os primeiros indícios de que estava com aids, o ator se afastou das telas, vivendo cada vez mais recluso. Hudson só assumiu a doença três meses antes de morrer, ao anunciar que doaria US$ 250 mil para uma fundação de pesquisas sobre a aids. Morreu em outubro de 1985, aos 59 anos.

(Coluna publicada em 18/4/2010)

Os casos de um casal

23 de abril de 2010 0

Muito antes de Jonathan e Jennifer Hart (casal vivido na TV por Robert Wagner e Stephanie Powers), uma outra dupla de marido e mulher já se arriscava em perigosas aventuras na resolução de crimes. Eram Stewart e Sally, que protagonizavam McMillan and Wife (no Brasil, Casal McMillan), seriado lançado nos Estados Unidos em 1971. Casal McMillan era uma das séries que participava do rodízio semanal da faixa NBC Mistery Movie (no Brasil, Os Detetives). As outras duas atrações eram Columbo, com Peter Falk, e McCloud, com Dennis Weaver.

Stewart era interpretado por Rock Hudson, já então um nome importante no cinema americano. Sua mulher era vivida por Susan Saint James (juntos, acima). Completava o elenco a irônica e sarcástica empregada Mildred (Nancy Walker, uma das atrizes mais importantes na evolução do humor televisivo nos EUA). Ao contrário de Jonathan e Jennifer, do Casal 20, dois ricaços entediados que se dedicavam a resolver crimes, o casal McMillan era do metiê. Stewart era um comissário da polícia de São Francisco, que sempre contava com o auxílio da esposa e da empregada para encontrar os vilões.

Por ser a de menor audiência entre as três séries apresentadas, Casal McMillan dava aos produtores maior liberdade. Assim, em muitos episódios eles deixavam os crimes em segundo plano para privilegiar a comédia de costumes e as situações inesperadas.

Porém, com o tempo, a série acabou rachando. Ao final da quinta temporada, o seriado sofreu fortes modificações com a saída de Nancy Walker e com a briga de Susan Saint James com os produtores. Como ela não quis renovar o contrato, o jeito foi eliminá-la da série e transformar Stewart em viúvo (Sally teria morrido num acidente de helicóptero). A reação do público foi péssima, e o seriado acabou sendo abandonado logo depois.

Cinco coisas curiosas

  1. No primeiro episódio, o interior mostrado da casa dos McMillan era na verdade o interior da casa de Rock Hudson.
  2. Apesar de ter aparecido grávida em alguns momentos da série, Sally McMillan, inexplicavelmente, nunca apareceu com um filho em qualquer um dos episódios.
  3. As aventuras do casal foram inspiradas nas do casal Nick e Nora Charles, da série Thin Man, famosa nos anos 1940.
  4. O papel de Nancy Walker teve tão boa aceitação do público que a atriz abandonou o seriado para estrelar sua própria série.
  5. Casal McMillan durou no total seis temporadas divididas em 40 episódios. Deixou de ser exibida em abril de 1977.
(Coluna publicada em 11/4/2010)

Um astro da TV

23 de abril de 2010 0

O sorriso largo e o queixo proeminente conferiam ao rosto uma feição ao mesmo tempo simpática e facilmente reconhecível. Essas características – aliadas ao fato de o ator ser um bom intérprete, tanto para vilões quanto para mocinhos – fizeram de Robert Culp uma das figuras mais respeitadas da televisão americana. O ator, que morreu no último dia 24, aos 79 anos, deixou em cinco décadas de carreira sua marca na TV e no cinema.

Nascido em agosto de 1930, em Oakland, na Califórnia, Culp começou a estudar arte dramática no final dos anos 1940, mas não chegou a concluir o curso pois, no começo da década seguinte, já chamava a atenção de produtores atuando em seriados como Kraft Television Theatre, Alfred Hitchcock Presents e Trackdown, em que também escrevia alguns roteiros.

Depois que Trackdown deixou de ser exibida, em 1959, Culp continuou a ser requisitado para produções das três principais redes americanas (CBS, ABC e NBC), até que, em 1965, ganhou seu primeiro papel como protagonista no seriado I Spy (no Brasil, Os Destemidos), em que dividia o estrelato com Bill Cosby.

Após o término da série, Culp voltou a emprestar seu talento para outros trabalhos. Ao lado do amigo Peter Falk, participou de quatro episódios de Columbo, tornando-se o ator que mais vezes interpretou um vilão na série. Fez ainda participações especiais em Os Audaciosos, com Tony Franciosa, em Os Novos Centuriões e, mais recentemente, em Chicago Hope (2000) e Everybody Loves Raymond (1996 – 2004).

Paralelamente à TV, Culp também se destacou no cinema, atuando em filmes de sucesso como a comédia Bob & Carol & Ted & Alice, ao lado de Natalie Wood e Dyan Cannon, e no suspense O Dossiê Pelicano, com Denzel Washington e Julia Roberts.

Espionagem na quadra de tênis

Os Destemidos (I Spy) foi um dos grandes sucessos da TV americana no final da década de 1960. O seriado acompanhava as aventuras de um jogador de tênis mundialmente famoso chamado Kelly Robinson, interpretado por Robert Culp, e de seu seu treinador, Alexander Scott (Bill Cosby). Na verdade, o esporte era o disfarce que mascarava a identidade dos dois, que, na realidade, eram agentes secretos a serviço do Pentágono em busca de espiões. Além de protagonista, Culp também escrevia roteiros e um dos sete trabalhos de sua autoria chegou a ser indicado ao Emmy.

Culp e Cosby voltariam a se encontrar em 1987, quando o primeiro fez uma participação no seriado comandado pelo segundo (The Cosby Show). Culp interpretava um amigo do Dr. Cliff Huxtable (Cosby) chamado Scott Kelly, uma combinação dos nomes de seus personagens em Os Destemidos.

(Coluna publicada em 4/4/2010)

Charme e muito cor de rosa

23 de abril de 2010 0

Comuns nos seriados televisivos, os spin offs também se fazem presentes nos desenhos animados. Um dos mais famosos foi o que deu origem a Os Apuros de Penélope Charmosa, desenho criado a partir do grande sucesso que o personagem obteve em outro trabalho da dupla Hanna-Barbera: a Corrida Maluca.

Penélope, provavelmente a primeira perua da história dos desenhos animados, dirigia um carro cor-de-rosa em Corrida Maluca (que nunca iria aparecer em Os Apuros de Penélope Charmosa), usava um capacete também cor-de-rosa além de meias vermelhas e botas brancas.

A protagonista vivia sofrendo com as perseguições e armadilhas desenvolvidas por seu inimigo número 1, Tião Gavião. O que Penélope não sabia é que Tião Gavião era na verdade o alter-ego de Silvestre Soluço, seu advogado e tutor. Auxiliado por uma dupla de vilões atrapalhados, os Irmãos Bacalhau, Tião Gavião pretendia matar Penélope para ficar com a fortuna que ela havia herdado. Para escapar dos malignos planos do trio de malfeitores – que quase sempre envolviam desastres aéreos ou perigosas perseguições automobilísticas –, Penélope contava com a ajuda da Quadrilha de Morte, um grupo de sete simpáticos gângsteres, também saído de Corrida Maluca e claramente inspirados nos sete anões que cercavam Branca de Neve. Como boa moça rica, Penélope estava sempre viajando pelo mundo. Assim, suas aventuras tinham como cenário o Egito, a Inglaterra, o Polo Norte e diversas localidades dos Estados Unidos.

Lançado em setembro de 1969 nos Estados Unidos – e pouco tempo depois no Brasil –, o seriado teve apenas uma temporada com 17 episódios – cada um com cerca de meia hora de duração. O último episódio foi ao ar em 17 de janeiro de 1971, mas nas últimas quatro décadas foram raras as temporadas no Brasil ou nos Estados Unidos em que o desenho não fosse reprisado.

Três coisas curiosas

> O título do desenho fazia uma referência a um seriado dos tempos do cinema mudo, The Perils of Pauline.

> Embora tenham se originado de a Corrida Maluca, os personagens nunca fizeram referência ao desenho.

> Um dos bordões clássicos de Os Apuros de Penélope: um dos integrantes da Quadrilha de Morte estava sempre rindo e falava: “Hahaha, Penélope vai morrer, Hahaha!”.

(Coluna publicada em 28/3/2010)