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Paz e amor

18 de agosto de 2009 0

Ele foi o maior profeta da sua geração. Seus milagres – nunca confirmados, mas isso seus seguidores não exigiam – iam da chuva de dinheiro no pregão da bolsa de Wall Street à levitação do Pentágono em um sit-in, da ameaça de jogar LSD nas caixas d’água de San Francisco à invasão da convenção do Partido Democrata que indicaria o candidato adversário do republicano Richard Nixon na eleição presidencial de 1968.

Abbot Howard “Abbie” Hoffman nasceu em novembro de 1936 em Worcester, Massachusetts. Nos anos 60, consagrou-se como um emergente líder dos direitos civis. Carismático e bem humorado, Hoffman foi um marxista de uma linha que cultuava mais o Groucho do que o Karl. Era um ator que teria muito a dizer, mas que infelizmente optou por sair cedo de cena. Saiu do front, mas não abandonou a guerra.

A partir dos anos 70, enquanto alguns de seus colegas da invasão da convenção Democrata se acomodavam em Wall Street e deixavam de ser hippies para se tornarem yuppies, Hoffman – gordo, grisalho, barbudo, desleixado – abraçava outras causas, como a ecologia, e vivia do que arrecadava em palestras. As agitações culturais, políticas e comportamentais daqueles anos foram a universidade onde Hoffman foi aluno e professor.

Mestre pouco afeito aos didatismos, ele estava com 52 anos quando foi encontrado morto em sua casa, vítima de uma dose excessiva de calmantes – não se sabe se foi suicídio ou acidente – em abril de 1989, nos primeiros meses do obscuro mandato de Bush, pai, e uma década antes do novo milênio, da era que ele ajudou a mudar.

Recentemente, Hoffman renasceu em “Chicago 10″, filme que trata dos protestos contra a guerra do Vietnã que explodiram durante a convenção do Partido Democrata em 1968 e o julgamento bombástico que se seguiu dos ativistas.