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Posts com a tag "desenho animado"

O motoqueiro voador

20 de setembro de 2010 1

Entre tantos desenhos animados inspirados em personagens reais, Devlin, O Motoqueiro destacou-se por dar uma versão cheia de aventuras e perseguições à vida do dublê Evel Knievel.

Nome conhecido nos Estados Unidos dos anos 1970 e ídolo de milhares de garotos naquela época, Knievel teve sua vida adaptada pelos estúdios Hanna Barbera. Além de ressaltar suas habilidades, o desenho colocava o personagem principal, agora batizado de Ernie Devlin, envolvido em perigosas tramas. No seriado, Devlin fazia parte da trupe de um circo que viajava por diversas cidades americanas. Ao lado de seu irmão Tod e de sua irmã Sandy, Devlin fazia arriscados números com sua moto – como o salto em rampas e o globo da morte. Quando não estava envolvido com as turnês, Devlin descansava ajudando pessoas da comunidade a resolver crimes e prender bandidos.

Produzido pelos estúdios Hanna Barbera e apresentado pela Rede ABC, Devlin, O Motoqueiro não repetiu o sucesso de público entre os milhares de fãs de Evel Knievel. O seriado teve uma curta carreira de apenas 16 episódios, que foram exibidos originalmente nos EUA entre setembro e dezembro de 1974. No Brasil, o desenho foi reprisado por várias emissoras ao longo dos anos 1970 e 1980.

A América em duas rodas

Capitão América montado numa moto, Evel Knievel encarnou o herói fantasiado que está sempre em busca de desafios e superações. Nascido em Montana em 1938, Knievel começou a andar de moto ainda na adolescência mas só nos anos 1960, depois de ter se apresentado em corridas e rodeios, passou a imaginar um espetáculo em que pudesse mostrar suas habilidades.

Por duas décadas, Knievel amealhou prêmios e reconhecimentos por inventar uma fórmula de espetáculo que misturava diversão com manobras arriscadas. Com sua moto, Knievel ia encarando desafios como pular sobre rios e fileiras de caminhões ou ainda saltar de um edifício para outro. Nessas temporadas, Knievel bateu dezenas de recordes, entre eleso de maior número de ossos quebrados, pois muitas vezes a apresentação não saía como planejada.

Knievel morreu bem longe das aventuras. Com a saúde muito debilitada, Knievel dedicou seus últimos anos à pintura e a um projeto chamado fundação Make a Wish, criado especialmente para crianças com doenças terminais. Ele morreu numa sexta-feira, dia 30 novembro de 2007, aos 69 anos, por conta da diabetes e fibrose pulmonar. O estilo de pilotar que criou vem sendo mantido por Robbie Knievel, seu filho.

(Coluna publicada em 19/9/2010)

Carros animados

28 de julho de 2010 0

Se a dupla William Hanna e Joseph Barbera havia revolucionado os desenhos animados na década de 1960, principalmente por dar hábitos humanos aos mais variados tipos de animais, a sequência na década seguinte seria dar vida a seres inanimados. Carros, por exemplo. A inspiração pode ter vindo do cinema, com Se Meu Fusca Falasse. E pelo menos dois desenhos fizeram muito sucesso.

“Carangos e Motocas” (“Wheelie and the Chopper Bunch”)

Os protagonistas eram um casal automobilístico: Wheelie, um simpático e romântico fusca vermelho, e Roda, sua namorada, um modelo conversível amarelo bem semelhante ao carro de Penélope Charmosa. Eles eram constantemente importunados por uma gangue de motocicletas: Avesso, Risada e Confuso. Os três eram liderados por Chapa. Todos os personagens tinham voz e eram muito falantes. A única exceção era o próprio Wheelie, que curiosamente só buzinava e exibia símbolos em seu para-brisas, mostrando seus pensamentos, tais como um coração para o amor ou uma lâmpada de uma ideia.

Como invariavelmente os planos de Chapa davam errado, o grande personagem da gangue de motos acabou sendo Confuso, quase um ciclomotor de tão pequeno, mas que criou o bordão “eu te disse, eu te disse”, que ficava repetindo sem parar.

A série teve no total 13 episódios, cada um com meia hora de duração, que foram exibidos de setembro de 1974 a agosto de 1975.

“Speed Buggy”

Contemporâneo de Carangos e Motocas, Speed Buggy seguia uma fórmula semelhante, porém com mais aventuras e perseguições. A série tinha uma estrutura parecida com a de Scooby Doo, só que em vez de um cachorro era protagonizada por um carro, um buggy, no caso. Outra referência muito forte era Josie e as Gatinhas. Três episódios de Speed Buggy, inclusive, tiveram seus roteiros quase que praticamente copiados das tramas de Josie.

Ao lado de seus amigos – Debbie, Tinker (piloto e mecânico) e Mark –, o buggy aventureiro pulava de corrida em corrida. Nos intervalos, o intrépido veículo ajudava a polícia a resolver mistérios e desaparecimentos. Speed Buggy estreou na TV americana em setembro de 1973 e durou até agosto de 1975. Apesar da curta temporada, o seriado foi tão bem recebido pelo público americano que acabou sendo apresentado pelas três grandes redes de TV (CBS, ABC e NBC). No Brasil, a voz do automóvel era feita pelo ator Olney Cazarré.

(Coluna publicada em 25/7/2010)

Charme e muito cor de rosa

23 de abril de 2010 0

Comuns nos seriados televisivos, os spin offs também se fazem presentes nos desenhos animados. Um dos mais famosos foi o que deu origem a Os Apuros de Penélope Charmosa, desenho criado a partir do grande sucesso que o personagem obteve em outro trabalho da dupla Hanna-Barbera: a Corrida Maluca.

Penélope, provavelmente a primeira perua da história dos desenhos animados, dirigia um carro cor-de-rosa em Corrida Maluca (que nunca iria aparecer em Os Apuros de Penélope Charmosa), usava um capacete também cor-de-rosa além de meias vermelhas e botas brancas.

A protagonista vivia sofrendo com as perseguições e armadilhas desenvolvidas por seu inimigo número 1, Tião Gavião. O que Penélope não sabia é que Tião Gavião era na verdade o alter-ego de Silvestre Soluço, seu advogado e tutor. Auxiliado por uma dupla de vilões atrapalhados, os Irmãos Bacalhau, Tião Gavião pretendia matar Penélope para ficar com a fortuna que ela havia herdado. Para escapar dos malignos planos do trio de malfeitores – que quase sempre envolviam desastres aéreos ou perigosas perseguições automobilísticas –, Penélope contava com a ajuda da Quadrilha de Morte, um grupo de sete simpáticos gângsteres, também saído de Corrida Maluca e claramente inspirados nos sete anões que cercavam Branca de Neve. Como boa moça rica, Penélope estava sempre viajando pelo mundo. Assim, suas aventuras tinham como cenário o Egito, a Inglaterra, o Polo Norte e diversas localidades dos Estados Unidos.

Lançado em setembro de 1969 nos Estados Unidos – e pouco tempo depois no Brasil –, o seriado teve apenas uma temporada com 17 episódios – cada um com cerca de meia hora de duração. O último episódio foi ao ar em 17 de janeiro de 1971, mas nas últimas quatro décadas foram raras as temporadas no Brasil ou nos Estados Unidos em que o desenho não fosse reprisado.

Três coisas curiosas

> O título do desenho fazia uma referência a um seriado dos tempos do cinema mudo, The Perils of Pauline.

> Embora tenham se originado de a Corrida Maluca, os personagens nunca fizeram referência ao desenho.

> Um dos bordões clássicos de Os Apuros de Penélope: um dos integrantes da Quadrilha de Morte estava sempre rindo e falava: “Hahaha, Penélope vai morrer, Hahaha!”.

(Coluna publicada em 28/3/2010)

(Mais) bandas da ficção

08 de agosto de 2009 0

O som animado dos desenhos dos anos 1970 e 1980 lembrados aqui na semana passada atiçou a memória de alguns leitores, que enviaram suas sugestões. Aí vão mais três bandas que alegraram muitas tardes infantis:

MONSTROS CAMARADAS

Monstros Camaradas – nos Estados Unidos, Groovie Goolies – foi um desenho produzido entre 1970 e 1972, tendo como protagonista um power trio formado por três dos mais conhecidos monstros da história: Frankenstein, Drácula e o Lobisomem. Frankenstein, tocando um instrumento de percussão feito de ossos, era o mais tonto e, sempre que dizia uma besteira, era atingido por um raio. Seu bordão era: “Eu não merecia isso!”. Mais afetado, o Drácula era emo (ou seria hemo?). Estava sempre segurando a capa de maneira lânguida, corria na ponta dos pés e tocava piano com gestos delicados. Quando estava na forma de morcego, tentava entrar no castelo pela janela, que se desviava fazendo com que ele batesse a cara na parede.O Lobismem era o doidão. Com traços e voz inspirados em Wolfman Jack, famoso DJ americano, o monstro peludo pilotava um skate e tinha um estilo hippie, com uma fala cheia de gírias.

THE ARCHIES

Foi um dos maiores fenômenos da cultura pop a tal ponto que o desenho animado gerou a gravação de um disco. Desenvolvido pela Filmation, a série durou de 1968 a 1978 e era inspirada nos personagens da revista criada por Bob Montana em 1941. Acompanhando as aventuras de adolescentes que estudavam na Escola Riverdale, o desenho tinha como protagonistas as sensuais Betty (percussão) e Verônica (teclados), além de Reggie (guitarra), o atrapalhado Moleza (bateria), o peludo e simpático cão Hot Dog, além do próprio Archie (guitarra). Juntos, eles faziam um rock’n’roll ingênuo com canções como Archie is Here ou o super hit Sugar Sugar, que virou tema de abertura da novela Despedida de Solteiro, exibida pela Globo, em 1992.

BANANA SPLIT

Não era desenho, mas era a maior animação. Banana Split era um programa infantil de variedades, misturando desenhos animados com bonecos. Entre esses bonecos, estava um quarteto que compunha uma banda de rock formada por um cachorro (Fleegle), um leão (Drooper), um gorila (Bingo) e um elefante (Snorky), que tinham como inimigo um outro grupo, os Uvas Azedas, que nunca apareciam, mas sempre mandavam uma mensagem através de uma menininha dançarina.

Animação total

01 de agosto de 2009 0

Quem tem mais de 40 anos e cita como a primeira banda de que gostou Beatles, Rolling Stones, Pink Floyd ou Led Zeppelin provavelmente está mentindo. Nessa faixa de idade – para alguém criado em frente à televisão – o que havia de mais importante em termos musicais estava nas bandas dos desenhos animados. Entre tantas, destaco três:

OS IMPOSSÍVEIS

The Impossibles, nos Estados Unidos, foi criado pelos estúdios Hanna-Barbera e apresentado a partir de 1966 pela Rede CBS. Inspirado numa mistura de Beatles com Monkees, o desenho acompanhava as aventuras de uma banda de rock formada por três músicos que viviam constantemente excursionando pelo mundo. Entre um show e outro, eles ainda arranjavam tempo para combater o crime. Quem parecia exercer uma liderança era o Multi-Homem (Multi Man). Com o cabelo sempre cobrindo os olhos e empunhando um escudo com a letra “M”, ele era capaz de fazer múltiplas cópias de si mesmo. Junto com o Multi-Homem estavam o Homem-Mola (Coil Man), um baixinho, gordinho, que conseguia transformar os braços e as pernas em molas, e o Homem-Fluido (Fluid Man), que usava uma máscara de mergulho e tinha o poder de se transformar em líquido. Eles eram comandados por Big D, que, nas situações de perigo, acionava o trio entrando em contato com eles através de um visor na guitarra do Homem-Mola.

JOSIE E AS GATINHAS No original, Josie and the Pussycats é outra criação dos estúdios Hanna-Barbera, exibida a partir de 1970 pela CBS. A série mostrava um grupo musical formado por garotas – Josie (a líder), Melody (a loira maluquinha e engraçada) e Valerie (uma garota negra, a primeira a aparecer em desenhos animados) – todas vestidas como leopardos e se metendo em enrascadas enquanto excursionavam com a banda. Como a música tinha um papel preponderante no desenho, qualquer situação servia de pretexto para que um clipe fosse mostrado, tendo a banda como protagonista.

TUTUBARÃO Entre tantos desenhos inusitados, esse era dos mais absurdos. Tutubarão (Jabberjaw, 1976, também dos estúdios Hanna-Barbera), entrou na grade de programação da rede ABC aproveitando a onda de sucessos do filme de Steven Spielberg, lançado um ano antes. Porém, nesse seriado, o tubarão era da paz. A ação se passava em 2021, e o protagonista, um tubarão branco e generoso que não se preocupava em perseguir pessoas no mar. Preferia tocar bateria com seus amigos em um conjunto chamado Os Netunos. Como nos outros dois desenhos, o personagem central acaba se envolvendo em aventuras contra pérfidos vilões enquanto está em turnê com sua banda.

Um Michael além da imaginação

05 de julho de 2009 0

O adulto esquisito, atormentado e melancólico em que iria se transformar não transparecia na figura alegre e descontraída que Michael Jackson inspirava como figura principal do desenho animado feito em homenagem à família musical mais importante dos Estados Unidos da década de 1970. Jackson Five foi uma aventura psicodélica que tinha como personagens os cinco irmãos, pela ordem: Jackie, Tito, Jermaine, Marlon e Michael.

O quinteto já era um fenômeno como um dos principais nomes da Motown, a gravadora criada em Detroit por Berry Gordy e que colocou no mapa musical grandes nomes da música afroamericana, como Stevie Wonder, Marvin Gaye, Diana Ross e Smokey Robinson. No embalo desse sucesso – que incluía entre os fãs crianças, adolescentes e adultos –, a ABC resolveu criar uma série retratando o cotidiano da banda. A produção era do estúdio Rankin/Bass, de Arthur Rankin, Jr. e Jules Bass, que já havia feito um desenho animado dos Beatles. Os desenhos ficaram sob a responsabilidade de Paul Coker Jr, nome importante da animação nos Estados Unidos e um dos colaboradores da revista Mad.

Jackson Five – ou Jackson 5ive, como aparecia na abertura – estreou em setembro de 1971 com um episódio semanal aos sábados pela manhã. Como a maior parte da animação era feita em Londres ou em Barcelona – sob a direção do hispano-americano Robert Balser –, as vozes dos integrantes do grupo não eram utilizadas, apenas as músicas. A estrutura misturava o cotidiano familiar com aventuras. Já naquela época, Michael era a principal estrela da família, e muitos episódios giravam em torno dele, inclusive na sua paixão por animais domésticos pouco comuns como dois ratos, Ray e Charles – homenagem óbvia ao grande cantor e compositor –, e uma cobra azul, Rosey.

Outros personagens importantes na vida do grupo, como a cantora Diana Ross e o empresário Berry Gordy, também apareciam nos desenhos. No meio de tudo isso, clipes musicais, com destaque para sucessos como I Want You Back, ABC e I’ll Be There.

Jackson Five durou duas temporadas, sendo apresentado até setembro de 1973. A primeira temporada foi dividida em 17 episódios. A segunda, com o título de The New Jackson Five Show, teve apenas seis. No Brasil, a série foi exibida pela Rede Globo e depois pela Manchete. Em 1985, aproveitando o sucesso planetário de Michael Jackson, a ABC reprisou nos Estados Unidos todos os episódios. Da segunda temporada, dois episódios acabaram tornando-se proféticos: Michael in Wonderland e Michael White.

Postado por Márcio Pinheiro