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O adeus à atriz de radioteatro Maria Alice Barreto

28 de setembro de 2010 0

O velório da atriz da época das novelas de rádio, Maria Alice Barreto,  está ocorrendo, desde às 21h30 desta terça, na Capela B do Cemitério do Itacorubi, em Floripa. Ela morreu no final da tarde e o enterro será nesta quarta-feira, às 11h. Maria Alice Barreto fez sucesso nas emissoras de rádio de Floripa e também na Rádio Nacional, no Rio de Janeiro, e estava internada na UTI do Hospital Celso Ramos há 20 dias. A sua saúde, já debilitada, piorou após ter quebrado o fêmur da perna esquerda. Natural de Floripa, a atriz tinha completado 78 anos de idade no último dia 12. Tinha apenas uma filha, Miriam Barreto Trigo da Silva, e dois netos.

Sua trajetória na rádio começou aos 14 anos, em 1946. Como radioatriz e também substituiu o ator Pituca no programa “A Hora Infantil”, na antiga Rádio Guarujá. Escreveu várias cartas para Otto Lara Resende, redator-chefe da extinta Revista Manchete, mas ele respondia sempre que ela não tinha chance de emplacar no elenco carioca, ainda mais na Rádio Nacional, que era o seu objetivo. Depois da Guarujá, Maria Alice foi para a Diário da Manhã, atual CBN Diário, onde ficou por cerca de seis meses. E seguiu para o Rio, onde bateu na porta de Lara Resende, pedindo recomendação para ao menos fazer testes em algumas emissoras de lá. E acabou encenando esquetes nas rádios Nacional e Mayrink Veiga. Optou pela rádio Nacional, que era a maior do país na época, nos idos de 1955. Ali trabalhou com autores como Dias Gomes, Janete Clair, Oduvaldo Vianna Filho e Mário Lago. Depois de dez anos, mudou para a Rádio Globo, e também fez dublagens para cinema até 1978. Maria Alice Barreto teve uma trajetória rica, realizou o que sonhava e viveu como queria.

 

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