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Um mês sem ela que iria querer estar lá neste 11/01

11 de janeiro de 2015 2
Mamãe feliz à margens do Sena - Foto: juliana Wosgraus

Mamãe feliz à margens do Sena – Fotos: Juliana Wosgraus

O domingo histórico para o mundo aqui em casa marcou também um mês da morte de minha mãe. Batalhadora pela justiça e liberdade como era, com certeza ela iria querer estar lá na Praça da República, em Paris, onde estivemos juntas tantas vezes, com os braços erguidos, caminhando e cantando a Marseillaise. Porque a dona Ivone mal arranhava o francês, mas o hino da França ela sabia cantar inteirinho. Já por aqui, eu sigo com as lembranças e a saudade aumentado a cada dia.

Aos 86 anos de idade, Ivone de Oliveira Lemos Ferraz Wosgraus era dona de cultura e consciência política raras, vontade de viver idem. Meu pai, Francisco, dizia que ela sempre acordava adolescente. Em certo sentido – constatei já adulta -, era isso mesmo. Que bênção amar a vida assim! E era também a representante da REBRA – Rede Brasileira de Escritoras, com sede no Rio de Janeiro, sob o comando de Joyce Cavalccante, que já fez homenagem em rede à sua “rebrinha” que partiu.

Ivone em frente ao Arco do Triunfo, e tudo estava isolado e vazio porque era o dia do resultado da eleição Sarkozy, e uma hora depois tanta a Avenida Champs Elysés estaria tomada por gente, especialmente jovens revoltados com a derrota da candidata socialista e queimando carros e motos. Alertadas, a essa hora já estávamos no hotel

Em frente ao Arco do Triunfo – Foto: Juliana Wosgraus

E tudo estava isolado e vazio em torno do Arco do Trinunfo pois era o dia do resultado da primeira eleição do Sarkozy, e uma hora depois a Avenida Champs Elysés e arredores, estaria tomada especialmente por jovens revoltados com a derrota da candidata socialista, Ségolène Royal, em 2007, quebrando tudo e queimando carros e motos. Alertadas, a essa hora já estávamos no hotel. A imprensa local, e internacional já estava bem posicionada enquanto ainda circulávamos por ali, na cidade da multiplicidade. E que hoje mostrou uma coragem e amor próprio que emocionou junto boa parte do mundo.

Imprensa na cobertura! Foto: Juliana Wosgraus

Imprensa na cobertura ao pé da letra! Foto: Juliana Wosgraus

Ivone Ferraz Wosgraus, catarinense de Porto União, Norte do Estado, professora, escritora, escultora e pintora, que nos deixou há um mês

Ivone Ferraz Wosgraus, catarinense de Porto União, Norte do Estado; professora, escritora, escultora e pintora que nos deixou há um mês dedicou sua arte ao não preconceito e respeito às diferenças, o que deixou claro em seu livro infantil “O Menino que veio do Céu”

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Comentários (2)

  • Adalberto diz: 13 de janeiro de 2015

    No exercicio pleno da Liberdade, d. Ivone, agora sem passaporte, sem fronteiras, “estava” la’ sim…Ela era Charlie!

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