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Reduto de arte e cartão de visita da Ilha

13 de junho de 2015 0

casa açoriana fachada e placaSimples e difícil falar da Casa Açoriana de Artes & Tramoias Ilhoas. Simples porque ali tem tudo de bom na arte feita na Ilha de Santa Catarina, sem preconceito da procedência sobre a identidade dos artistas, mas sim de sua arte. E a identidade ali é essa: arte da mais contemporânea e ousada de grandes mestres a novos talentos, ao nosso rico artesanato, e com ele o folclore. A parte difícil é resumir o espaço cultural pioneiro que também é um cartão de visitas da capital, frequentado por locais e turistas o ano inteiro.

João Otávio Neves Filho, o Janga, criador e dono do espaço cutlural

João Otávio Neves Filho, o Janga, criador e dono do espaço cultural

O criador e dono da Casa Açoriana, Janga – João Otávio Neves Filho, é artista plástico do mais alto quilate. E também  renomado crítico de arte vinculado à associação internacional da área, e dos poucos que realmente entendem do assunto por aqui. Eu fui sua pupila e incentivada por ele me inscrevi e acabei premiada no Salão dos Novos Artistas, realizado pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC) e RBS TV, em 1984. A partir dali passei a ter militância ativa e relevante sucedendo o Janga na presidência da então antenada Acap, e depois atuando na FCC.

O mestre Silvio Pléticos, um dos homenageados deste sábado em Santo Antônio de Lisboa

O mestre Silvio Pléticos, um dos homenageados deste sábado em Santo Antônio de Lisboa

Ivone Wosgraus, homenageada in memoriam neste sábado, com uma de suas esculturas em pedra - Foto: Norton José

Ivone Wosgraus, homenageada in memoriam neste sábado, na foto com uma de suas esculturas em pedra – Foto: Norton José

Momento de extrema emoção neste sábado, testemunhando o sucesso destes 30 anos de Casa Açoriana, e na celebração, a homenagem ao grande pintor Silvio Pléticos e, in memoriam, minha mãe, Ivone Wosgraus. Janga sempre foi seu grande incentivador, vendeu e cuida ainda das suas esculturas. Depois de viúva é que ela pode se dedicar intensamente à arte, já aos 70 anos de idade, e logo após sofreu acidente e teve de operar um pulso, nunca mais pode fazer o que mais gostava: suas esculturas.

Daí ser maior ainda a minha gratidão ao Janga. Foi a ele que ela confiou o pouco que restou da sua produção. A grande coincidência é que esta quinta-feira marcou os seis meses da sua partida. Com certeza mamãe estará aplaudindo a festa de hoje, no Dia de Santo Antônio, em Santo Antônio de Lisboa, no endereço que ela adorava.

Lélia Nunes Pereira e a bailarina e coreógrafa Déborah Colkes, que neste dia recebeu prêmio junto com minha mãe, entre escultura dela na Fundação Franklin Cascaes - Foto: Acervo pessoal

Lélia Nunes Pereira e a coreógrafa e bailarina Deborah Colker – que neste dia aí da foto recebeu prêmio junto com minha mãe-, entre escultura dela na Fundação Franklin Cascaes – Foto: Acervo pessoal

Casa Açoriana de Rates & Tramoias Ilhoas - espaço resistente de cultura popular e erudita

Casa Açoriana de Artes & Tramoias Ilhoas – espaço resistente de cultura popular e erudita em Floripa

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