
Foto: Gal Oppido
Nesta segunda parte da entrevista com Zeca Baleiro ele revela qual som está curtindo no momento: o do catarinense Wado, nascido aqui e radicado em Alagoas, pouquíssimo conhecido em seu Estado natal. Mas olha só o fã que ele tem. E Zeca Baleiro confidenciou ainda que seu sonho é ter um time de futebol, esporte que gosta de praticar e assistir.
Você está completando 15 anos de carreira e virou mainstream logo de cara, isso pesa? Ou é só alegria?
"Só alegria" é refrão de pagode rss. Não sou tão alegre assim. Nem me acho tão mainstream assim também. Falo isso na canção que encerra o disco, "Mamãe no Face": "Mamãe, não sou mainstream nem sou cult / meu som assim vapt vupt / caiu na boca do povo".
Tive meu trabalho bem aceito desde o início, mas isso pra mim foi também uma surpresa. Jurava que seria sempre um artista "alternativo". Hoje, gosto de poder transitar entre esses extremos, considero isso um privilégio.
O que mudou no Zeca pessoa por conta do sucesso?
Tenho menos tempo livre e um pouco menos de sossego. No mais, sou o mesmo cara que gosta de ir a mercados, livrarias, farmácias e estádios.
Alguma mudança de hábitos?
Jogo menos futebol rsss
Livro de cabeceira:
Uma coletânea de poemas do Murilo Mendes que tenho desde os 16 anos.
O que está ouvindo no momento?
O último disco do Wado, por coincidência catarinense de nascimento e radicado em Alagoas - "Samba 808". Sou fã do Wado.
Sonho que ainda não realizou?
Ter um time de futebol.

Zeca e o show "Calma aí, coração". Foto: Bruna Coelho