
Amy no show em Floripa. Fotos: Juliana Wosgraus
Já existe até um livro “Clube 27”, sobre os mitos do rock´n´roll que morreram aos 27 anos, idade da Amy Winehouse.
Não são poucos. Kurt Cobain, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Jim Morrison, Brian Jones (da primeira formação dos Rolling Stones).
O que eles tinham em comum além do talento excepcional? Eram verdadeiros, autênticos, sensíveis até demais, e não se enquadravam nos modelitos de star que a cultura de celebridades gosta de fabricar. Eram todos muito autênticos e sucumbiram diante do sucesso.
No show da Amy em Floripa em janeiro deste ano, quando ela apareceu no palco eu senti na pele o seu sofrimento: ela era tímida. E talvez por timidez, pra conciliar a carreira – e artista verdadeiro não respira sem exercitar sua arte -, talvez não tivesse outro caminho. Lúcida não conseguia enfrentar a superexposição, drogada ou bêbada muito menos. E deu no que deu.
Se a saga destes talentos do rock que morreram aos 27 anos é coincidência ou mito não importa, é fato. Cabe uma reflexão. O mais triste é que muito vai se falar dela, e bem mal. Se era alvo de todo tipo de ataques em vida, agora mesmo, não tenho dúvida de que vai ser julgada sem dó nem piedade.