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Posts com a tag "Inhotim"

Museu do Inhotim agora recolhe doações para a população de Brumadinho

05 de janeiro de 2012 0

Instalação da japonesa Yayoi Kusama em Inhotim. Foto: Juliana Wosgraus

Gente sensível que lida com gente, arte e natureza já entrou em ação em Minas Gerais. O Instituto Inhotim, mega museu de arte contemporânea e jardim botânico localizado no município de Brumadinho, um dos que mais sofrem com as enchentes, está recolhendo doações para a população daquela cidade. É um dos raros apoios, nem a Cruz Vermelha havia entrado em ação até à tarde desta quarta-feira, por questões burocráticas.

Interditado desde a última terça-feira devido às chuvas, o Instituto Inhotim está recebendo roupas, cobertores, colchões, alimentos não perecíveis, água potável e produtos de limpeza e higiene pessoal em seu escritório na capital mineira: Rua Antônio de Albuquerque, 911, Savassi, Belo Horizonte. Telefone: (31) 3194-7300.

Brumadinho está em estado de alerta e isolada, com as estradas de acesso interditadas. Muitos dos moradores dali trabalham no parque museu Inhotim, muitos estudantes que nas horas de folga são monitores das diversas galerias e exposições, outros jovens pilotam carrinhos tipo os de golfe para o visitante percorrer trajetos mais longos e subidas, porque as inúmeras galerias e instalações possuem pontos de concentração bem distantes e íngremes uns dos outros.

Como incentivo a essa ajuda para a população de Brumadinho o Inhotim está oferecendo uma cortesia para cada doação de pessoa física destes itens de maior urgência.

E a expectativa é que a instituição seja reaberta ao público assim que o acesso até lá esteja liberado.  E alguns habotantes de Brumadinho estão retratos logo na entrada do parque, em esculturas que parecem vivas. A moça grávida da foto lá de cima , agora já mamãe e também uma das que trabalham ali, precisamente da Biblioteca. 

Esculuras parecem reais, as pessoas que serviram de modelo são da região. Foto: Juliana Wosgraus

População de Brumadinho está retratada em arte logo na entrada. Fotos: Juliana Wosgraus

John Ahearn e Rigoberto Torres são os autores do mural feito com fibra de vidro e pintura automotiva

 

Verde que te quero verde!

09 de novembro de 2011 0

Uma fada na Praia do Matadeiro. Foto: Juliana Wosgraus

Beija-flor de fronte violeta. Foto: HHattori

Natureza, arte, arquitetura, design, moda, e até nos esmaltes, o verde entrou na moda com tudo. É a cor da esperança, da saúde, da vida! E também tem seu ponto alto na literatura, com o “verde que te quero verde” nos versos do espanhol Federico Garcia Lorca (1898, 1936). Aqui um micro trecho do poema e a cor presente em várias manifestações de arte e especialmente ao verde que se referia Lorca, o verde da natureza.

Moda. Foto: Reprodução


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Esmalte

Adrielle Guimarães, arquiteta que estreou nesta edição da Mostra Casa Nova, vestiu verde esmeralda

Grifes de luxo desfilando verde nas passarelas e vitrines

Caminhos emoldurados por árvores, paraíso na Terra, Foto: Juliana Wosgraus

Mais arte e natureza casadas em Inhotim

28 de setembro de 2011 2

Mesmo resumindo, tentando extrair a essência de Inhotim com sua arte e natureza, o local é tão exuberante que um post só não traduz o resumo do resumo. E aqui mais um pouco de Inhotim e uma mostra do que é a paisagem dos morros no horizonte,  bem parecidos com o verde do parque Serra do Rola Moça, ardendo em chamas na região de Brumadinho, município que abriga o parque museu de Inhotim, este fora do risco das queimadas.

As visceras na parede de azulejo de Adriana Varejão. Fotos: Reprodução

Pavilhões que abrigam a série de instalações "Cosmococa" de Helio Oiticica. Foto: Juliana Wosgraus

Cisnes negros - são fieis e nunca se separam. Foto: Juliana Wosgraus

Oiticica - Penetrável Magic Square no 5 De Luxe. Fotos: Juliana Wosgraus

Narciso, instalação da japonesa Yayoi Kusama. Fotos: Juliana Wosgraus

Palmeiras pata de elefante, raríssimas. Foto: Juliana Wosgraus

Jatos de água nos lagos pra não deixar a água parada

Jardim Botânico e Museu de Inhotim não corre risco

28 de setembro de 2011 0

Fotos: Juliana Wosgraus

O parque Serra do Rola Moça, ali na região de Brumadinho, na Grande Belo Horizonte, já teve 150 mil metros quadrados queimados, 80% de sua área. Segundo os bombeiros, o Museu de Inhotim, que fica cerca de 30 quilômetros distante do foco principal do incêndio, não está ameaçado. Ali tem muita vida, animal, vegetal e arte que atrai pessoas do mundo todo, um espaço alimentar o espírito e oxigenar o cérebro.

Aqui uma seleção de fotos que fiz quando estive lá e pincei agora imagens que misturam arte e natureza, e mostram bem como é rica em verde e diversidade de vida aquela região, além da riqueza e relevância do patrimônio artístico, que é sempre bom ver de novo.

Instalação ao ar livre de Chris Burden com vigas de ferro

Escultura em bronze de Edgard de Souza

Doug Aitken e seu pavilhão de onde se pode ouvir o som da Terra abaixo dos nossos pés, em tempo real

Cúpula geodésica espelhada de Matthew Barney refletindo a mata

Lá dentro, um trator devora uma árvore, escultura do artista feita em poliuretano

Sufoco e bom humor

28 de setembro de 2011 0

Natureza em Inhorim, há 30 Km do foco da grande queimada em Brumadinho (MG). Fotos: Juliana Wosgraus

O carro do post abaixo me lembrou outros três, fuscas remontados com intenção artística, expostos no Inhotim, que mistura jardim botânico e museu de arte contemporânea, no município de Brumadinho, em Minas Gerais. Brumadinho é uma das regiões atingidas pelas queimadas que castigam não só os mineiros, como populações de outros estados, como São Paulo e Mato Grosso. Perdas irreversíveis para o meio ambiente e ecossistema, desequilíbrio na vegetação e vida animal, tudo como num pesadelo.

Mas há de chover logo e ele acaba, pra alívio da população do município que tem a honra de ser endereço de tamanho patrimônio, entre arte e natureza, assim como os outros que estão sofrendo com queimadas nestes últimos dias. 

Inhotim tem reconhecimento mundial e atrai turistas de toda parte. No fusca, que se completa com outros dois através de um troca-troca de pára-choques e portas, cada qual com uma frase que tem o mesmo significado tanto  quando lida normalmente como de trás para frente.

Instalação/ Intervenção de Jarbas Lopes em Inhotim. Fotos: Juliana Wosgraus

Chris Burden também tem obra gigante no Brasil

24 de janeiro de 2011 2

O artista norte-americano Chris Burden, cuja nova mega instalação foi mostrada no Fantástico deste domingo, um autorama gigante que reproduz uma cidade com mais de mil mini-veículos sincronizados e todo aquele moto contínuo das metrópoles, é inspirada no clássico "Metropolis", de Fritz Lang, um dos pioneiros do cinema. Continua fazendo escola e foi inspiração para Burden na obra de arte gigantesca já vendida por uma fortuna para colecionador não revelado. Mas ainda ficará em exposição pública por dois anos. 
"É uma retrato poético de Los Angeles. É, talvez uma cidade contemporânea... funciona como um relógio suíço, muito precisa", disse Burden em entrevista ao programa da Globo, que revelou ainda: um brasileiro quis comprar a obra, atualmente  ocupando um pavilhão nos arredores de Los Angeles.
Não duvido que fosse o empresário apaixonado por arte, Bernardo Paz, dono do Museu de Inhotim, em Minas Gerais, que já conta com uma outra mega instalação de Chris Burden, mostrada aqui no blog em novembro passado. E vale a pena ver de novo.

 

“Beam drop Inhotim”, de Chris Burden. Fotos: Juliana Wosgraus

 
 
 

“Beam drop Inhotim”, de Chris Burden. Fotos: Juliana Wosgraus

Beam drop Inhotim” (a “queda de viga”) foi realizada pela primeira vez em 1984 no Art Park, em New Jersey, e refeita ano passado, no Inhotim. Do alto de um guindaste de 45 metros de altura, Burden lançou 71 vigas em uma poça de cimento fresco, formando também um cenário contemporâneo, mais dramático.

 

Arte sonora, um novo caminho que arrepia e faz pensar

12 de janeiro de 2011 0

Alguns dos sacrilégios que cometi ao comentar a visita feita em novembro passado, ao Museu de Inhotim, em Minas Gerais, estão justamente em omitir algumas das obras que mais me tocaram. Como a áudio-instalação da canadense radicada em Berlim, Janet Cardiff, e George Bures Miller, "A  morte dos corvos", inspirada em um quadro do pintor espanhol Goya , e que consegue, apenas com sons e um roteiro ou vendas nos olhos dos espectadores que preferirem, contar histórias horripilantes, sonoplastia que transita pelo pavilhão através de dezenas de alto-falantes, com sons desde fabricas e máquinas infernais, até o barulho do mar e a canção que encerra a "experiência", na voz da Janet, e ouça o seu sonho, “... close your eyes and try to sleep...”.

Obra de Francisco Goya, "The sleep of reason produces monsters", Reprodução

Instalação sonora em Inhotim

A duração da peça sem imagens, mas muitos sons, é de 30 minutos.

Aqui, o  finalzinho, mas não em Inhotim, aonde ela está agora, e sim na Alemanha. A obra atualmente só pode ser conhecida aqui no Brasil.   

Arte e meio-ambiente

12 de novembro de 2010 5

Já me despedindo dessa viagem ao universo de Inhotim, entre as obras que mais me tocaram estavam duas exclusivamente sonoras, mas essas não tem como mostrar, tem que vivenciar lá nesse espaço fantástico que atrai gente do mundo inteiro. E impacto não falta também na instalação gigantesca de Mattew Barney (que creditei antes, por engano, ao dinamarquês Olafur Eliasson, presente com três obras no parque). Nessa do norte-americano que vive em Nova York, dentro de duas cúpulas geodésicas interligadas, feitas em vidro espelhado por fora e estrutura de metal, um trator com suas rodas cobertas de lama, com uma árvore toda branca (feita em polietileno), como se tivesse sido arrancada momentos antes.

Detalhe externo da instalação de Mattew Barney, Fotos Juliana Wosgraus

Ali naquele espaço cercado pelo verde que de dentro se torna visível, ganha um tom mais agressivo ainda. A obra é resultado de uma performance feita por Mattew e o músico Arto Lyndsay, no Carnaval de Salvador em 2004.

Utilizando o candomblé como referência, a instalação apresenta o conflito entre Ogum - Orixá do ferro, da guerra e tecnologia -, e Ossanha, Orixá das florestas, plantas e forças da natureza. A preocupação ambiental do artista coloca na cena também elementos naturais que ajudam aos orixás, como o minério de ferro do solo, e as árvores da mata no entorno da obra. 

Mattew BArney, "De lama lâmina", 2009, domos geodésicos em aço e vidro, trator florestal, escultura em poliuretano

O som da terra

12 de novembro de 2010 0

Neste roteiro resumido, já finalizando porque como falei, cada dia valeram por muitos a serem absorvidos, um dos momentos de maior encantamento que senti foi em uma das novas instalações permanentes. Também proibida de fotografar por dentro, por já fora mostra seu caráter científico aliado ao lúdico.

É o "Sound Pavilion”, de Doug Aitken, feito em 2009. Ali podemos ouvir o som que vem do interior da Terra em tempo real.

Pavilhão pra ouvir o som da terra, Fotos Juliana Wosgraus

O artista norte-americano escavou 200 metros de profundidade, cravou um cilindro no buraco e instalou cinco microfones de alta sensibilidade, em diferentes alturas.

Eles captam diversas frequências de som e os ruídos do interior da Terra chegam ao prédio, também cilíndrico, amplificados. De arrepiar.

Mamãe entrando pra viver a experiência nova

Na saída, o carrinho à nossa espera

Projetores, slides, redes e trilha sonora com Jimi Hendrix

11 de novembro de 2010 0

Ainda tem muita coisa pra mostrar, e isso dentro de um roteiro resumido no complexo cultural e ecológico de Inhotim, iniciativa particular de Bernardo Paz, e isso também é raro e bom lembrar. Claro que  parcerias e patrocínios viabilizam toda a infra-estrutura do espaço, e vieram porque o investimento vai além de qualquer coisa dimensionável. Lá está também, entre as instalações recentes e permanentes, a legendária “Cosmococa”, de Hélio Oiticica e Neville D’Almeida.

Pavilhão que abriga as quatro "Cosmococas", Foto Juliana Wosgraus

As quatro “Cosmococas” feitas por Hélio Oiticica em parceria com o cineasta Neville d´Almeida ganharam um pavilhão especialmente construído para elas. Nas instalações pioneiras feitas no final dos anos 70, o artista plástico carioca que morreu em 1980, trabalhou com o cineasta mineiro criando obras para, através de projeções de slides, trilha sonora e outros elementos, provocar na gente experiências multisensoriais. Senti na pele. Especialmente na sala dedicada a Marilyn Monroe, com música alegre, orquestrada, seu rosto projetado nas quatro paredes, chão de superfície lisinha e cheia de saliências que provocam vontade de escorregar (só se pode entrar descalço ou com meia, e é proibido fotografar). Balões brancos e amarelos jogados no chão provocam o impulso de chutar e quando percebi estava dançando feito uma menina com minha mãe, outra criança ali dentro. Mas as instalações que formam a Cosmococa, também chamadas pelos autores de Blocos-Experiências, são coisa pra adulto.

Cosmococa 5 Hendrix-war, 1973 - Técnica mista, Mixed media, Reprodução