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Criança saudável - O que fazer quando o amigo do filho só come guloseimas

25 de maio de 2016 0
Foto: Ricardo Duarte / Agência RBS.

Foto: Ricardo Duarte / Agência RBS.

 

 

Por Giane Guerra

 

Mamãe Dali:

“Estou em um dilema. Tenho uma vizinha que tem um filho de dois anos que não se alimenta bem. Come toda hora biscoitos, salgadinhos, balas e refrigerante. A alimentação principal é mingau de Mucilon, três mamadeiras ao dia.
Só que é a única criança aqui no condomínio para minha filha brincar. Então, estão brincando e minha filha – de três anos – chega com coisas como pirulito ou pastel.
Já não gosto que ela coma fora de horários porque atrapalha as refeições. Imagina comer essas besteiras!
Não sei o que faço.”

O relato foi feito em um grupo de alimentação saudável para crianças no Facebook e a mãe autorizou o blog Lado Natureba a replicar para tratar do assunto. Mucilon três vezes ao dia? Por favor… Açúcar e aditivos na mamadeira, para engolir bem rápido.

Pois que situação difícil! A blogueira aqui sabe bem. E esta mamãe ainda deve estar sendo taxada de “neurótica” por cuidar da alimentação da filha.

Dá trabalho alimentar bem os filhos. Ter sempre alimentos frescos, cozinhar em casa, buscar conhecimento… Dar mamadeira com suplementos e fórmulas é muito mais fácil. Mas é um trabalho extremamente bem recompensado. E deve ser respeitado.

Então, a blogueira aqui falaria com os pais do vizinho e pediria que não oferecesse as guloseimas. Ao menos, não todos os dias. Eventualmente, mandaria porções de lanches “do bem”. Também convidaria a criança para a nossa casa e ofereceria alimentos bons.

Não estou falando em dar uma abobrinha para a criança que come pirulito no lanche. Mas um bolo com cacau e mel, iogurte natural com frutas, por aí. Até mesmo um chocolate decente, com mais cacau.

Nutricionista e mãe de uma menina linda de três anos, Gisele Berardi aconselha:

“O que a gente oferece em casa é muito mais importante. As crianças mantêm essa memória alimentar.
Eu levaria opções saudáveis na hora da brincadeira. Levaria frutas secas, palitos de frutas, tomate cereja, cenoura… Talvez até a gente consiga desenvolver na outra criança curiosidade sobre esses alimentos.
Outro ponto, a gente não consegue colocar os filhos em uma redoma de vidro. Então, é importante que não seja por meio da proibição. Pesquisas mostram que aquilo que é proibido pode gerar mais voracidade.
O importante é não ter essas porcarias em casa. Se for um pirulito a cada 15 dias, não será o problema.
Se a gente treinou o paladar da criança desde a gestação, consegue que ela não tenha muita afinidade com estes alimentos doces. Vai ouvir sobre o pirulito: ‘Ai, mamãe! Isso é muito doce. Cola na minha língua!’”

 

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