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Kinder Ovo está proibido e McLanche teve que mudar pela saúde das crianças do Chile

29 de junho de 2016 7

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Por Giane Guerra

 

 

Entrou em vigor esta semana no Chile uma lei com regras bem rígidas para alimentos infantis. É a Ley de Etiquetado. (Uhu! Comemoramos aqui no blog Lado Natureba). A lei levou cinco anos para ser aprovada. Outros quatro anos foram dados para a indústria se adaptar.

Há novas exigências para informação nutricional na publicidade de alimentos dirigida a crianças, ou melhor, menores de 14 anos. E alguns alimentos foram proibidos.

Entre eles, está o chocolate “Kinder Ovo”, que vem com um brinquedo como brinde. Vale para os “Kinders Surpresa”.

Também foi modificado o “McLanche Feliz” (chamado lá e Cajita Feliz), da rede de fast-food McDonald’s. O lanche que usa e abusa da publicidade infantil com seus brindes é cheio de sal, açúcar e gorduras saturadas.

- Hoje, o ‘McLanche’, do ponto de vista dos nutrientes críticos, não é feliz. –  chegou a dizer o chefe do Departamento de Políticas Públicas do Ministério da Saúde, Tito Pizarro.

Pois não poderia mais ter os brindes. Então, mudou para um hamburguer mais fino, sem maionese nem queijo, batata frita pequena e quase sem sal, suco de baixa caloria e um iogurte ou purê de maçã. A nova versão está sob análise ainda para ver se poderá continuar com brindes.

O governo disse que, se as empresas desenvolverem versões saudáveis, os produtos poderão ser vendidos novamente. A Coca-Cola mudou o rótulo para diferenciar as bebidas que têm açúcar. A barra de cereal Quaker reduziu níveis de gordura, sal e açúcar de 40% para 16%.

Em todas as embalagens dos produtos que superam os limites fixados como recomendáveis, deverá ter na frente uma etiqueta com a descrição “Alto em” sobre um fundo negro. Os produtos que tiverem essa etiqueta não poderão ser comercializados nas escolas, ser anunciados na televisão em horário infantil nem incorporar na embalagem brinquedos ou caricaturas que possam atrair a atenção das crianças.

Fabricante do Kinder Ovo, disse que vai recorrer da proibição em mecanismos internacionais. E teme que o Brasil também adote regras semelhantes. (Torcemos!)

Pitaco Lado Natureba: O objetivo do Chile é combater a obesidade. Só que há também muitas crianças que não são obesas, mas que se alimentam mal. São magras demais até, consumindo apenas produtos industrializados com baixíssimo valor nutricional e cheios de substâncias que afetam a saúde. A publicidade infantil precisa ser feita para ajudar os pais, ajudando os países. Não pode ser mais um obstáculo em busca da saúde, da formação do paladar infantil.

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Comentários (7)

  • Felipe Fischer diz: 30 de junho de 2016

    Acho muito positivo as regulamentações governamentais sobre os alimentos, visto que são partes fundamentais da saúde da população e interferem nos gastos públicos.
    Contudo, discordo das proibições e regulamentações que são, no meu entender, excessivas e abusivas. No meu ponto de vista, um kinder ovo por mês, ou qualquer outro “junk food” não fará mal algum a uma criança, principalmente se aliado a outras atitudes regulares de boa alimentação e exercício.
    Os pais devem ser responsáveis por dar a educação adequada para os filhos, ensinar o certo e o errado, monitorar a saúde dos filhos. Se os governos investirem mais em educação, os problemas de saúde, segurança e tantos outros se resolvem naturalmente, o mercado se regula.

  • Alessandro diz: 30 de junho de 2016

    Esse Kinder ovo é uma porcaria! Minha filha quando era pequena pedia para comprar, mas ela queria só o brinquedo. Dizia que o chocolate era ruim. Sempre eu ou minha esposa que comíamos o chocolate, e era muito ruim mesmo! kkk

  • André Horbach diz: 30 de junho de 2016

    Combater a obesidade tirando a liberdade das pessoas, ao invés de educá-las… Não acho muito sensato.
    Como a maioria dos blogs estão mais alinhados com ideais pessoais do que com a liberade de opção das pessoas, é nisso que dá.

  • william diz: 30 de junho de 2016

    O que que vai mudar proibir kinder ovo com a obesidade. Vem um pingo de chocolate. Precisaria comer uns 30 por dia pra ter algum efeito.

  • Eduardo diz: 30 de junho de 2016

    Falou tudo André Horbach, e eu também não sabia que a Giane Guerra era a favor desse tipo de intervencionismo na vida das pessoas.

  • ANA CLAUDIA diz: 30 de junho de 2016

    Todo bom exemplo deveria ser seguido! O MC Lanche feliz atrai novos consumidores para os lanches bombados cheios de gorduras e tal, o problema maior é esse! O Brinquedo eles nem fazem questão de vender separado, visto que é praticamente o mesmo preço do lanche. O “lance” do MC é fidelizar clientes desde a infância…

  • Susumu Kodai diz: 6 de julho de 2016

    “cheios de sustâncias”. Sério? Sustâncias?

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