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Proibida venda de lote de geleia produzida no Rio Grande do Sul com larva, fungo e pelo de roedor

22 de agosto de 2016 15

Por Giane Guerra

 

Foto: Roni Rigon / Agencia RBS.

Foto: Roni Rigon / Agencia RBS.

Foi proibida a venda de um lote de geleia de morango produzida no Rio Grande do Sul. A resolução é da Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, e está publicada no Diário Oficial da União.

A geleia é da marca Piá, produzida pela Cooperativa Agropecuária Petrópolis. Fica em Nova Petrópolis, na Serra Gaúcha.

O lote que deve ser recolhido do mercado é:

“lote no 02 (val.:19/11/2016) do produto GE- LÉIA DE MORANGO, Marca: PIÁ, fabricado por Cooperativa Agropecuária Petrópolis LTDA. (CNPJ : 91.589.507/0001-88), situada à Rua Emilio Raimman 888 – Piá – Nova Petrópolis/RS.”

 

 

 

Foto: Reprodução.

 

 

O laudo é do Laboratório de Saúde Pública de Santa Catarina. O exame detectou:

“micélio de fungo (fungo filamentoso) não típico do produto, presença de duas larvas mortas, matérias estranhas indicativas de falhas das boas práticas e 01 pelo de roedor inteiro, matéria indicativa de risco acima do limite máximo de tolerância pela legislação vigente.”

 

Posicionamento enviado pela empresa:

“Tendo em vista a proibição da venda de um lote de geleia de morango, a diretoria da Cooperativa Agropecuária Petrópolis – detentora da marca Piá, vem a público informar que o problema já havia sido detectado antes mesmo da decisão da Anvisa, e que o mesmo foi totalmente recolhido do mercado no dia 25 de maio de 2016.

Cabe salientar ainda que a origem do problema do Lote número 02, fabricado em 19 de novembro de 2015 e com validade até 19 de novembro de 2016, é a própria matéria prima, no caso o morango utilizado na produção da geleia. Os animais entram em contato com o fruto nas lavouras, no momento da colheita, antes de sua transformação na indústria. Durante o processamento na indústria, que atinge temperaturas altas, são eliminados os microrganismos, mas as matérias estranhas que estão na matéria-prima podem permanecer.

A Cooperativa Agropecuária Petrópolis vai intensificar o treinamento e o monitoramento de boas práticas dos produtores de morangos para as próximas safras.”

 

Leia mais:

Proibida venda de lotes de cinco marcas de molho e extrato de tomate com pelo de roedor acima do limite

Proibido lote de extrato de tomate Heinz com pelo de roedor

 

Como assim, limite?

 

Há limites para materiais estranhos em alguns alimentos. Vão de pelos a insetos inteiros. Acima dessa tolerância que a Anvisa considera prejudicial à saúde.

O limite foi estabelecido por legislação de 2014. Os fragmentos não podem ser vistos a olho nu. Até então, não eram tolerados pela Anvisa.

Na época da norma que implementou os limites, a Anvisa alegou que era inviável muitas vezes eliminar todos os fragmentos. Exemplos de produtos que permitem, até um limite, a presença de “matérias estranhas”:

Geleias de frutas: 25 fragmentos de insetos para cada 100 gramas

Café torrado e moído: 60 fragmentos de insetos para cada 25 gramas

Chá de camomila: cinco insetos inteiros mortos para cada 25 gramas

Canela em pó: um fragmento de pelo de roedor para cada 50 gramas

Chocolate e achocolatados: um fragmento de pelo de roedor para cada 100 gramas

Orégano: 20 fragmentos em 10 gramas

No caso de insetos, não vale moscas, baratas ou formigas, por exemplo. Anvisa considera que estes trazem riscos à saúde.

A norma completa está neste link: RDC 14/2014

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Comentários (15)

  • aladiah diz: 22 de agosto de 2016

    “Selections” pelos de ratos/larvas e proteínas selecionadas!.

  • Vanessa diz: 22 de agosto de 2016

    Hummmm mas que iguaria!!

  • Brent Mydland diz: 22 de agosto de 2016

    Apesar do nojo que dá ao ler essa matéria, cabe um senão: a tal ANVISA é um monstro sem controle, composta por pessoas que passam o dia inteiro inventando normas e modificando as que recém instituíram. São pessoas que morrem de medo de perder o emprego, então, quando parece que já regraram tudo, começam a modificar tudo outra vez, sem absolutamente NENHUMA preocupação com o impacto econômico que isso pode causar. E mais: COBRAM por cada norma que instituem ou apenas modificam. Isso cheira mal – pior até que asa de mosquitinho na chimia…

  • luciana diz: 22 de agosto de 2016

    Coloquem os ratos em forma, raspem seus corpos como recrutas e punam com meia ração de queijo aqueles que transitam em áreas restritas.
    Tenham a santa paciência! Contratem uma empresa de controle de pragas e deixem de ser porcos!

  • Alexandre diz: 22 de agosto de 2016

    De novo a Piá?

  • Facundo diz: 22 de agosto de 2016

    Que feio hein Piá? Já não basta o leite? E A Fetag do seu Elton Weber e Heitor Schulz o que diz agora?

  • Roberto da Silva Lima diz: 22 de agosto de 2016

    Geleias e chimias se faz em casa. Em vez de ficarem grudadas(os) nas redes sociais se ocupem fazem alguma guloseima que será mais gratificante.

  • Chicão diz: 22 de agosto de 2016

    Abomino o comunismo, mas a China dá exemplos de como proceder nesses casos, de a saúde pública se tornar fonte de lucro criminoso:

    PENA DE MORTE!!!

    Desta forma, não existe reincidência, conforme a Piá entende ser rotineira esta conduta condenável e execrável!!

  • Cláudio diz: 22 de agosto de 2016

    Vão tirar a proteína da geleia?

  • Giselda diz: 22 de agosto de 2016

    Isso se chama ¨selections¨?Normalmente selections ,quer dizer,que são produtos selecionados e então,cadê a inspeção desse produto?Uma empresa como a Piá,que tive o privilegio de um dia visitar,que nos mostrou em visita,que se preocupa com a qualidade de seus produtos,dá esse exemplo de conduta?Onde estão as Boas Práticas de Fabricação?Somente no papel?
    Pensei que fosse uma empresa séria,que se preocupasse com a saúde de seus consumidores,mas pelo visto,é mais uma a se preocupar somente com o lucro e não com a qualidade oferecida com seus produtos!!!Que vergonha!!!!que vexame,Piá!!!!!

  • José Antonio diz: 22 de agosto de 2016

    Em se tratando de produtos alimentícios, se tenho que optar por industrializados, na dúvida, tenho um princípio, opto pela marca mais cinceituada, consolidada e tradicional. No caso desta marca da geléia, não me surpreende, há alguns meses, “me deu na cabeça” e não sei pq, comprei um doce de frutas (geléia), na pressa não fiz o que sempre faço antes de efetuar a compra, o de ler atentamente a composição, ingredientes, aditivos, conservantes e prazo de validade; ao chegar em casa e antes de abrir a embalagem, surpresa, tinha dióxido de enxofre como conservante, o que se diz na linguagem de eng. de alimentos: é como usar uma bomba para matar uma formiga. Dióxido de enxofre em contto com a umidade naturalmente presente num produto alimentício (doce), se tranforma ácido! Liguei para a empresa, comentei a respeito, mas parece que não deram a mínima importância. Resumindo, têm empresas e empresas. Uma Nestlé dificilmente fará coisas deste tipo.

  • Anderson diz: 23 de agosto de 2016

    Podemos dizer que a Anvisa é um órgão suspeito. Não passa confiança. Foi um bafáfá depois que anunciaram que pelo menos 1 pelo de rato era tolerável nos produtos. Bom mesmo é fazer comida, geléia em casa. Você ve a coisa sendo construída do começo ao fim. A indústria, como tantos controles(de qualidade, matéria prima, fornecedor, normas e mais normas de higiene…) não consegue entregar algo limpo. Sem contar todos aqueles nomes que terminam em “ante” que consolidam o veneno que se está pondo a mesa.

  • Lúcia diz: 9 de setembro de 2016

    Produtos industrializados sempre fizeram mal, por conter conservantes, sódio, etc. Mas pelos de ratos!! Fiquei com a dúvida na indústria como é preparado o molho de tomate?? Sai das caixas da direto para o fogo, seria só os pelos ou com os ratos e outros bichos? Pensei que o tomate passaria por uma esteira com água antes, mas o pior é o depois. Que decepção Elefante, Predilecta, PIA??

  • Flávio Luis noronha diz: 2 de dezembro de 2016

    Está ficando cada vez mais difícil se confiar nos nossos fabricantes,todos sabemos que a natureza nos dá os alimentos impuros é que uma vez de posse deles devemos proceder a sua assepsia,porque não o fazem?Só pelo maldito lucro,pois geram mais custos comprando melhores máquinas e contratando mais pessoal para o trabalho?No entanto não fazem isso e os preços sempre altos !

  • rogerio filk diz: 28 de fevereiro de 2017

    esta tal pia so fabrica lixo !!!!!depois de leite pia contaminado agora a sobremesa de lixo!! voces nao tem vergonha na cara !!!!safados!!!!!falcatruas!!!!!!!vou compartilhar esta empresa falcatraua !!!!!

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