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Teste reprova oito de 20 azeites de oliva analisados

25 de agosto de 2016 2

Por Giane Guerra

 

 

Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Agencia RBS.

Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Agencia RBS.

Pela quinta vez, a Proteste Associação de Consumidores testou azeites de oliva. E novamente os resultados decepcionam: ainda há fabricantes colocando nas prateleiras produtos adulterados. A entidade considera fraude.

De 20 azeites testados, quatro foram eliminados. Outros quatro não são indicados para compra.

Em quatro marcas, havia indícios de outros óleos vegetais adicionados. Ou seja, não tinha apenas a gordura da azeitona.

“São reincidentes os fabricantes dos azeites Figueira da Foz, Tradição e Quinta d`Aldeia que parecem pouco se importar com o consumidor. Essas mesmas marcas haviam sido denunciadas em 2013, por conta da mesma irregularidade apontada agora. A eles se juntou o Pramesa, que no último teste não havia sido eliminado. Estes produtos foram eliminados do teste após a análise em laboratório comprovar adulteração, com adição de outros óleos vegetais, o que não é permitido por lei.”

Embora tragam a palavra extravirgem na embalagem, os azeites da Qualitá, Beirão, Carrefour Discount e Filippo Berio foram apontados como virgens na análise. Significa que, na hora da compra, o consumidor paga mais caro por um extravirgem, mas leva um produto virgem.

Segundo a avaliação da Proteste, sete marcas não poderiam ser classificadas como extravirgens: quatro são virgens (Qualitá, Beirão, Carrefour Discount, Filippo Berio); e três são o que chamamos de lampantes, ou seja, adequados somente para uso industrial devido à alta acidez: Figueira da Foz, Tradição e Quinta D’Aldeia.

Segundo a entidade, os fabricantes estão infringindo o Código de Defesa do Consumidor e outras legislações.

 

Notícias boas

Mas o teste trouxe notícias boas: cinco marcas que tinham sido avaliadas como virgens, em 2013, agora apresentaram um azeite melhor. A avaliação mostrou que são extravirgem agora. Foram os casos de La Española, Carbonell, Serrata, Gallo e Borges.

 

O melhor

O produto mais bem avaliado foi o Cocinero. É indicado pela Proteste como autêntico azeite extravirgem, que apresentou excelente qualidade, apesar de sua embalagem de plástico. Isso porque as garrafas de vidro escuro tendem a conservar melhor o alimento.

Além disso, teve o melhor custo-benefício entre os produtos analisados. O ponto negativo é o rótulo que precisa de adequações porque não informa a data de envase do produto.

Pesquisa:
Marcas testadas: Andorinha; Beirão; Borges; Carbonell; Cardeal; Carrefour; Cocinero; Figueira da Foz; Fillippo Berio; Gallo; La Espanhola;La Violetera; O-Live; Pramesa; Qualitá; Quinta da Aldeia; Renata; Serrata; Tradição e Taeq.

 

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Leia mais:

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Comentários (2)

  • Fernando diz: 29 de agosto de 2016

    Primeiro, para ser considerado extra-virgem, a oliva deve ser prensada a frio em até 24 da colheita;
    Segundo, nenhum azeite extra-virgem deve ter sua acidez quimicamente controlada;
    Nenhuma destas marcas atendem estes requisitos básicos.
    Muita coisa é dita sobre azeites no Brasil sem o mínimo conhecimento. Desafio a qualquer um a tomar uma colher de sopa destas marcas citadas. Diferentemente dos azeites bons, para estas marcas simplesmente não dá. Não são azeites de qualidade. Provem um Castillo de Canena, um Masia el Altet, Frantoio, Olis Solé, etc. E aí sim, escrevam sobre azeite.

  • Diego diz: 9 de maio de 2017

    Essa análise é de lascar. Por que não colocam na lista azeites como o DELEYDA e HERDADE DO ESPORÃO ???
    No mínimo tinha que ter esses dois.

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