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"Margarina? Dê para seu pior inimigo", diz nutricionista

01 de setembro de 2016 6

Por Giane Guerra

 

Foto: Ricardo Duarte / Agencia RBS.

Foto: Ricardo Duarte / Agencia RBS.

 

 

Quando escuto aquela expressão:

“Família de comercial de margarina.”

Eu penso comigo: “De manteiga, por favor. De manteiga.”

A margarina não é uma boa opção para uma alimentação saudável. A nutricionista Rita Lamas é a favor de alimentação sem muitas restrições, mas a margarina…

- A margarina… Você dá para seu pior inimigo!

A nutricionista explica: A margarina é uma gordura vegetal hidrogenada. Passa por um processo de hidrogenação, que muda a molécula para trans.

Essa gordura trans artificial é criada pela indústria. Aumenta o colesterol ruim e diminui o colesterol bom.

- A gordura trans aumenta em 50% a chance de infarto. – enfatiza a nutri

É feita por um processo bem diferente da gordura saturada, que é uma gordura animal e que está na manteiga e no requeijão. A gordura saturada não modifica o perfil lipídico, que atinge a questão do colesterol.

 

E as “margarinas amigas do coração”?

- Pois bem, elas passam por um processo um pouco diferente da hidrogenação. Gera menos, mas ainda assim cria gordura trans!

 

Estudos

Há vários estudos sobre a margarina. Um bem recente foi publicado no British Medical Journal. Mostrou que substituir a manteiga por margarina pode duplicar o risco de morte por doenças no coração. O estudo foi realizado nos Estados Unidos com quase 500 homens de 30 a 59 anos e que sofreram ataque cardíaco. Metade cortou a manteiga. A outra metade cortou a margarina.

Outro estudo, também dos Estados Unidos, tentou tirar a imagem de décadas que que a manteiga é vilã. A pesquisa foi feita em 15 países desde 2005, consultando 640 mil adultos. Nos resultados, só 10 mil apresentaram motivações cardiovasculares e outros 24 mil, diabetes.

 

Mas não abuse da manteiga também

A manteiga é um produto derivado do leite. Tem gorduras saturadas e também colesterol. Já para margarina, moléculas de hidrogênio são incorporadas às moléculas de gordura de modo artificial.

Enfim, o Ministério da Saúde sugere consumir, no máximo, 1 porção por dia de óleos vegetais, azeite ou manteiga. No caso da manteiga, é meia colher de sopa. Para óleos e azeites, é uma colher de sopa inteira.

 

Ghee

Essa manteiga tem sido bastante usada pelo pessoal da alimentação saudável. É uma manteiga clarificada e sem resíduos lácteos e toxinas da manteiga comum.

Tem uma receita que a Bela Gil fez no programa. É assim: Colocar 250 gramas de manteiga sem sal em uma panela e levar ao fogo médio, mais para alto. A manteiga derrete até começar a ferver. Forma uma espuma, que baixa depois. Quando formar a segunda espuma, aguardar alguns minutos e retirar do fogo. Os cristais no fundo da panela são a lactose, explica Bela Gil. Após esfriar, coar e colocar em um vidro. Deixar no freezer até endurecer. Retirar e está pronta.

 

 

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Comentários (6)

  • Susumu Kodai diz: 1 de setembro de 2016

    Esses mesmos que dizem isso agora, antigamente demonizavam a manteiga e idolatravam a margarina. Assim como aconteceu com o ovo. Daqui a algum tempo vão descobrir que açúcar mascavo e arroz integral são prejudiciais. O negócio é comer de tudo e não esquentar a cabeça.

  • C diz: 1 de setembro de 2016

    Tudo é muito relativo,quem vive na Inglaterra é diferente de quem vive no Brasil,a genética conta muito,exemplo Steve Jobs era totalmente natureba e morreu de câncer no pâncreas,se bem que ele puxava um baseado,mas do jeito que a coisa vai ,violência,acidentes,temporais ,pelo menos o prazer de comer tem que contniuar um pouco.

  • Marcos diz: 1 de setembro de 2016

    Acho que falta informação. Margarina, consumida fria e sem trans (processo que hoje existe nas indústrias) não é maléfico quanto a manteiga, com seu colesterol. Utilizando para fritura pode haver a reestruturação molecular de CIS para Trans. Fato que é algo a discutir por muuuito tempo como ovo, sal, etc. Tem alimentos industrializados bem piores, com maior consumo e não são citados. Dê ao seu inimigo, “salgadinhos”, “comidas prontas”, etc.

  • Anna Karoline diz: 2 de setembro de 2016

    Meu caso foi quase igual da Natalia Pithan… Assim que a minha mãe descobriu o câncer…também evitou muita coisa e optamos pelo mais saudável já que a doença dela também estava avançada e não tinha fatores genéticos e nem cura permanente… E mesmo acamada se alimentava bem… E sempre falávamos que oque mantinha ela firme e forte eram os hábitos saudáveis. Infelizmente essa doença em certo estágio não ha oque fazer e ela acabou falecendo… Mas vemos o quão importante é optarmos por hábitos saudáveis… que sempre achei que essa droga de doença está muito ligada mais a alimentação do que o fator genético!!

  • Ivan Lima diz: 6 de outubro de 2016

    Susumu Kodai para isso que pessoas estudam em Universidades e pesquisa em laboratórios, para nos alertar dos males.

  • Guilhermo diz: 23 de outubro de 2016

    Olá,

    Se possível,por favor, coloque as referências dos artigos científicos que se embasou para escrever a matéria.

    Obrigado

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