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Pão Francês - O cacetinho que você compra é de boa qualidade? Saiba como descobrir

15 de dezembro de 2016 2

Por Giane Guerra
pao de novo

 

 

Aquele cacetinho básico do café da manhã parece tão inofensivo. Mas será?

Também amamos cacetinho. Ou pão francês, como preferirem.

Preferimos o integral. Mas veja bem, tem situações em que o cacetinho integral é pior que o branco.

Queríamos aprender e dividir com os leitores como escolher um cacetinho de qualidade. Então, colocamos o desafio para a nutricionista Rita Lamas.

E abaixo estão as respostas para as nossas dúvidas. Destaque para um ponto essencial: cuidado com a gordura que é usada!

Blog Lado Natureba – Quais os perigos do cacetinho (pão francês)?

Nutri Rita Lamas - Não há perigo em consumir em uma dieta equilibrada. Mas é preciso escolher um cacetinho de boa qualidade. Se tiver gordura trans ou gordura vegetal na composição, faz mal para a saúde. E mais o sódio. Tem portaria do Ministério da Saúde dizendo para as panificadoras baixarem o sódio do cacetinho de 2% para 1,8%. Isso porque este pão é o mais consumido no mundo.

Blog – Não faltam fibras neste pão?

Nutri – Um dos motivos de o cacetinho ser criticado é o índice glicêmico, que é alto por não ter fibra. E, claro, sabemos que quanto mais fibras tem uma alimentação, mais saudável ela é. Para um diabético ou uma pessoa com comida pobre em fibras, consumir o cacetinho pode ser um risco. Mas, dentro de uma alimentação equilibrada, há espaço.

Blog – O que acrimalida?

Nutri – É uma substância produzida quando alguns alimentos são aquecidos acima de 120 graus. Principalmente, cereais, batata, pão… E essa substância é considerada cancerígena. Não há comprovação em humanos, mas em ratos, sim. Então, quando a gente torra o pão e fica preto, ali tem a substância acrimalida. Uma torrada normal não tem.

Blog – Ainda usam bromato?

Nutri – Consultei uma professora universitária de panificação até, que me disse: “eu prefiro acreditar que não”. Há uma portaria do Ministério da Saúde que regulamenta o pão francês. Ela diz que usar o bromato de potássio no pão é proibido. Mas eu acho que algumas padarias pequenas… Quando a gente compra aquele cacetinho aerado, que a gente abre e só tem ar dentro… Para mim, aquilo é bromato de potássio. E essa substância está relacionada ao risco de câncer.

Blog – Como analisar o rótulo do pão francês?

Nutri – Os cinco ingredientes básicos do cacetinho: farinha de trigo, sal, fermento, água e melhorador de farinha. O melhorador de farinha é formado por substâncias químicas autorizadas pela Anvisa e que melhorar o processo mecânico para fabricação do pão. Um exemplo é o ácido ascórbico. É usado também por grandes indústrias, mas nem sempre em padarias menores… Então, para analisar o rótulo, o melhor é ter menos ingredientes com nomes “desconhecidos”. Mais que isso, fique com o pé atrás. Em alguns casos, há enriquecedores, como leite e ovos. Não são ruins e o cacetinho fica até mais proteico.

Blog – E a gordura que é usada?

Nutri – Não precisa. Mas é bem comum usar a gordura vegetal. É permitida por lei e deixa o cacetinho mais crocante. Mas…

Blog – O que perguntar para o seu padeiro?

Nutri – Eu sempre pergunto o mesmo que pergunta na sorveteria: que tipo de gordura vocês usam? Se falou gordura vegetal, não compra.

Blog – E o cacetinho integral?

Nutri – O problema é que costumam colocar gordura vegetal no pão integral para ficar macio. Então, o pão integral fica pior que o cacetinho branco.

Blog – O cacetinho sempre foi assim problemático ou deturparam ele depois?

Nutri – Deturparam. Na França, o índice de obesidade é baixíssimo e comem pão francês todo dia. Um cacetinho de boa qualidade e sem gordura vegetal cabe sim em uma alimentação equilibrada! Para meus pacientes sem restrições, deixo comer pão francês sempre, cuidando a gordura usada. Só peço que comam pão integral de qualidade três vezes na semana.

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Comentários (2)

  • Lise diz: 15 de dezembro de 2016

    Não há lixo maior que pão de padaria.Feito só de farinhada sal e fermento, tudo mal cozido – branco e no máximo sapecado, pq não deixam o alimento cozer corretamente, a falta de educação até na comida algo que o brasileiro tanto cultiva! Mal saiu do forno esta tudo molenga e fedendo fermento- um cheiro horroroso parece um chlé brabo – Um nojo !

  • Anderson diz: 15 de dezembro de 2016

    Vamos ao que importa: ácido ascórbico é um veneno, bem como toda a química que é adicionada ao famoso pão francês. Mas como a produção é em larga escala, “fica difícil” as padarias fazerem algo comestível. Sem contar a farinha que temos hoje no mercado, toda modificada geneticamente, produzindo um produto que difícil digestão pelo organismo. Só ver o quanto de gente intolerante ao glúten, muito disso do resultado dessa coisa branca que chamam de farinha. Contudo, há um movimento engatinhando para que se volte a fazer pão de forma artesanal, com os ingredientes necessários e fermentação natural(para mim é o ideal) e, claro, usando farinha de boa qualidade. Os que usam, a importam da França, pois não é modificado e tem boa digestibilidade. Aliás, o pão com fermento levain fica outra coisa, não tem comparação.

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