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Da rinite à diabete - Drible a genética e tome as rédeas da saúde da sua família

10 de maio de 2017 0

 

CC0 Public Domain.

CC0 Public Domain.

 

De alergia a diabete, passando pela obesidade e várias outras doenças. É muito comum as pessoas culparem a genética. Mas sabia que muitos estudos e profissionais da saúde têm defendido que podemos driblar isso? Há quem diga que temos controle por até 60% da carga genética, dependendo do caso.

O ideal é começar antes mesmo da gestação. Quando engravidei, pesquisei bastante como minimizar as chances de meus filhos carregarem doenças da família. Alergia respiratória, de pele, diabete, colesterol…

O material sobre isso ainda não é amplamente divulgado, mas é rico. Ficou interessado? Leia sobre a teoria dos 1.000 dias do bebê, que mostra a importância para o futuro da pessoa daquilo a que ela é exposta durante a gravidez e nos dois primeiros anos de vida. Momento de desenvolvimento aceleradíssimo do organismo.

Tem impacto da alimentação da mãe na gravidez, da saudável exposição ao sol, tem a influência de esperar o trabalho de parto, das contrações com a liberação da mágica ocitocina, da amamentação exclusiva, da introdução alimentar do bebê, da exposição gradual a substâncias alergênicas “educando” o sistema imunológico… Enfim, é um mundo de conhecimento.

O pediatra Flávio Melo, do site Pediatria do Futuro, fala muito da epigenética. Está além da nossa carga genética, regula os genes herdados e trata da influência do ambiente, da alimentação e da microbiota na nossa saúde.

- Você gostaria de chegar aos 100 anos? Mas como você quer chegar lá? Tomando um monte de remédios, mal podendo andar, solitário? Claro que não. Mas para ter uma vida com longevidade qualidade, é preciso começar ontem. – diz o pediatra em um dos textos do seu e-book gratuito e que pode ser solicitado pelo site.

Melo é um pediatra entusiasta da alimentação e, assustadoramente, há muitos médicos que desdenham o efeito da nutrição sobre a saúde. Principalmente, de longo prazo.

Blog - Uma boa alimentação nos primeiros 1.000 dias previne doenças respiratórias, como bronquiolite e asma?

Pediatra Flávio Melo - O período da gestação é crucial. É quando ocorre a pressão epigenética, quando há a formação de um padrão de funcionamento dos genes, caso eles sejam modulados e organizados para ter uma formação de genes de saúde. Caso a mãe se alimente bem na gestação, o bebê já nasce propenso a não desenvolver doenças. Formação de genes de saúde ou de doença é feita na gestação e perdura nos primeiros anos de vida. O aleitamento materno ajuda a modular a flora intestinal e a resposta imunológica às infecções. Facilita ou dificulta a existência de doenças alérgicas e respiratórias. O modo de parto influencia na flora intestinal, o aleitamento materno, o contato do bebê com o ambiente, a introdução alimentar. Prefira frutas e verduras inteiras em vez de sucos. Evite ao máximo a fórmula infantil, quando possível. Use alimentos com prebióticos, como leguminosas.

Blog - Como é o efeito da boa alimentação sobre a imunidade? E da má alimentação?

Melo - A alimentação que chamamos de “ocidental típica” – rica em açúcar, sal e gordura – usa muitos ultraprocessados. Altera a microbiota intestinal (flora intestinal) e leva à resposta inflamatória do organismo. Provoca o acúmulo de gordura visceral, o que deixa o organismo em estado crônico de inflamação, alterando a resposta imunológica, levando o indivíduo a responder mal a qualquer agente infeccioso. Alimentos menos processados são ricos em antioxidantes. Tem o ômega 3 dos peixes, fibras prebióticas das leguminosas, vitaminas combinadas das frutas, azeite e abacate com gordura monoinsaturada. Têm fenólicos e propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. A alimentação colorida e variada faz com que o organismo tenha uma resposta adequada.

Blog - Como essa imunidade previne e ajuda a curar as gripes?

Melo - Estudos mostram que o indivíduo com gordura visceral, acima do peso, tem alterada até a resposta vacinal. A formação de anticorpos da vacina é diferente. Há também alteração na resposta inflamatória à infecção. Uma pesquisa publicada na revista Chest mostra até que indivíduos que consomem canja de galinha têm uma resposta inflamatória mais adequada quando expostos ao vírus influenza. A avó está certa. Há até componentes na carne de frango que ajudam.

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Nutricionista Gisele Berardi também explica como podemos driblar a genética, que costuma receber a culpa por todos os nossos males.

Blog Lado Natureba – Qual é a importância da alimentação da mãe na gestação?

Nutri Gisele - Com o Projeto Genoma, foi descoberto que nosso DNA – bagagem genética pode ou não se manifestar de acordo com a nossa exposição aos chamados “fatores positivos e negativos” individuais. Ou seja, mesmo que uma pessoa tenha o gene de uma determinada doença, se ela evitar os fatores que estimulam este gene e preferir os seus fatores protetores, além deste gene nunca se manifestar, ela pode passar esta informação genética mais fortalecida ao seu bebê, diminuindo exponencialmente a tendência dele e das gerações futuras manifestarem, por exemplo, o gene do diabetes. É a medicina individualizada. Baseado nisso, eu considero que a alimentação de uma gestante é um dos maiores cuidados que a mãe pode dar ao seu filho.

Blog – E na amamentação?

Nutri - Durante o aleitamento, também estamos reforçando características e fornecendo nutrientes necessários para o desenvolvimento deste bebê.

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Pediatra da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, José Paulo Ferreira costuma dizer que não é “Como reforçar a imunidade das crianças”, mas sim “Como não estragar a imunidade das crianças.” Algumas orientações do médico, separadas em tópicos:

Leite materno

Não tem algo mais poderoso do que o leite materno. A mãe passa para o bebê os anticorpos que produziu ao longo de toda a vida. A criança começa a ganhar força. O colostro – que a mãe produz para o bebê nos primeiros dias após o parto – é super carregado de anticorpos e, portanto, importantíssimo.

- A mãe gripada não pode deixar de amamentar. Claro que não vai tossir em cima da criança. Mas ela está produzindo anticorpos e já passando de imediato para o bebê pelo leite.

Gestação

Sem álcool e sem cigarro, que provocam danos e criam abstinência. É estragar a imunidade da criança ainda no útero.

Mas um alerta não é tão disseminado ainda: não se deve engordar demais. Ideal é não passar dos 10 quilos a mais.

- Se a mãe consumir muito açúcar e muita gordura, o bebê terá avidez por estes alimentos.

Células de gordura

Bebê gordinho não é sinônimo de saúde. O pediatra José Paulo Ferreira alerta que há três fases na vida em que produzimos células de gordura: terceiro trimestre da gestação, primeiro ano de vida e adolescência. Elas ficam para sempre na gente. Não conseguimos eliminá-las. Apenas “murchá-las”.

- No longo prazo, a pessoa terá mais dificuldade de perder peso. Além disso, provocam doenças relacionadas à obesidade.

Parto

Quando a mulher entra em trabalho de parto, é o sinal do corpo que o bebê está pronto. Isso inclui o sistema imunológico da criança.

- O corpo do bebê manda mensagens para a mãe de que está chegando. As contrações liberam a ocitocina, que libera o aleitamento e dá as pistas para o sistema imunológico.

Esperar o trabalho de parto reduz os riscos de alergia e outros problemas relacionados à imaturidade do organismo da criança. Exceção, é claro, para casos em que há complicações e a cesárea marcada é mais segura. O parto normal também expõe a criança às bactérias do próprio organismo da mãe. Isso ocorre quando a criança passa pelo canal vaginal. O sistema imunológico começa já a se tornar resistente.

Alergias

A alergia ocorre quando o sistema imunológico reage em excesso.

- Limpeza extrema prejudica. Crianças sempre com luvas, que não vão para o chão, não preparam a imunidade. Não precisa esterilizar mamadeira e proibir animais. – pondera o pediatra.

Frio

Situações de frio deixam o sistema imunológico mais propenso a doenças.

- A dificuldade de se aquecer baixa imunidade. Além de ficar em ambientes fechados concentra os vírus em um ambiente e aumenta o contato.

Alimentos

A alimentação deve ter menos industrializados e evitar produtos muito processados. A exposição do sistema imunológico a produtos químicos demais pode provocar alergias. Fora que sobrecarrega o sistema imunológico. Não apenas no caso de bebês, mas também de crianças mais velhas.

A fruta fresca tem muito mais nutrientes e mais fibras do que o suco de caixinha, por exemplo. São as vitaminas e sais minerais que fortalecem o organismo da criança.

Leia também: Dra, o que faz com o paciente que não muda para ficar saudável?

Mais sobre imunidade:

Microbiota – Bactérias do bem que fortalecem a imunidade

Ficando muito doente? O açúcar pode estar derrubando sua imunidade.

Gripe A – Alimentos que ajudam a aumentar a imunidade

Leitoras perguntam – Como alimentar uma criança doente?

Quais são e onde estão os nutrientes que fortalecem o sistema imunológico

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Leitor pergunta o que passar no pão das crianças. Veja 10 opções:

24 de abril de 2017 1
Foto: Pixabay.

Foto: Pixabay.

 

Leitor pergunta. Lado Natureba responde.

Pais leitores do blog perguntam com frequência o que passar no pão para as crianças comerem. É uma dúvida bem legal, até porque devemos fugir dos embutidos (da salsicha ao peito de peru), da maionese, da margarina…

Mas, então, colocar o que? Quem nos ajuda a dar ideias é a nutricionista infantil Fabíola Frezza Andriola, da página Sabores do Bem.

Em muitos casos, o pão é saboroso mesmo puro. Ainda mais quando é um pão turbinado com legumes ou sementes. Ou ainda com castanhas e frutas secas.

Mas se os pais querem incrementar o pãozinho, vão algumas opções saudáveis e saborosas:

1 – Manteiga sem sal - É uma gordura saturada, mas não precisa ter medo. A criança precisa de gordura. Em equilíbrio com uma alimentação saudável e em quantidade adequada, é claro. A nutri ressalta: até é bom ter uma fonte de gordura junto com o carboidrato porque reduz o índice glicêmico do pão, pois reduz a velocidade em que a farinha é transformada em glicose.

2 – Pasta de amendoim - Mas a pasta de amendoim sem açúcar. Não é pasta de paçoca…

3 – Patês caseiros - Que tal bater um requeijão de boa qualidade com uma cenoura ou uma beterraba cozida? Requeijão de boa qualidade é aquele que não é cheio de amido e conservantes, que tenha poucos ingredientes no rótulo.

4 – Maionese de inhame ou maionese caseira - A de inhame é muito fácil de fazer: bater no liquidificador inhame cozido com azeite de oliva, um pouco de sal e tempero a gosto. Fica igual a um patê. Para a maionese caseira, use, de preferência, ovo caipira e um bom azeite de oliva ou óleo de girassol.

5 – Azeite de oliva – Azeite de oliva puro. Dá sabor e é muito saudável para as crianças.

6 – Geleias -Há geleias ótimas no mercado e nas feiras sem açúcar e sem conservantes. Ou fazer em casa. A nutri Fabiola Andriola faz uma geleira caseira que leva apenas uva, tâmara e suco de maçã.

7 – Guacamole - Aquela tradicional pasta mexicana, que usa o abacate como base. Depois, é só temperar com o que quiser, cebola, tomate, sal…

8 – Queijo minas, ricota e até um queijo colonial com certificação - 

9 – Nata - Mas a nutri alerta para ler o rótulo porque algumas marcas têm até gelatina. Nata tem que ter creme de leite e só.

10 – Banana -  Adoramos o “xis mico”. Dá até para aquecer um pouco a fruta para desmanchar.

A nutri Fabíola é um amor e super atenciosa com nossos leitores. E ela vai fazer este workshop no próximo final de semana. Ainda tem vagas:

 

workshop

 

Falando no que passar no pão, confere estas dicas:

Cinco pastinhas fáceis e saudáveis para passar no pão

E leia mais sobre alimentação infantil:

Comida de criança

Quer engravidar? Saiba quais alimentos afetam a fertilidade:

Amamentar reduz risco de diabete nas mães

Leite artificial? Bico de silicone? Livre demanda? – Orientações para a boa amamentação já na maternidade

Amamentação Prolongada – Por que é recomendado amamentar por dois anos ou mais?

Leite de vaca X Leite artificial – Qual o melhor a partir dos 2 anos de idade?

Aniversário infantil saudável e barato. Veja as fotos e inspire-se!

Pediatra indica dar sardinha já na introdução alimentar do bebê

“Melhor dar enlatada do que não dar sardinha para seu filho”, esclarece pediatra sobre polêmica

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Cardápios das escolas trazem pegadinhas. Fique ligado!

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Quer engravidar? Saiba quais alimentos afetam a fertilidade:

18 de abril de 2017 0

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Tentando engravidar? A alimentação tem influência na fertilidade, sabia?

Nutricionista do Centro de Reprodução Humana Nilo Frantz, Rosa Silvestrim conta que há evidências científicas que mostram que os hábitos de vida e o ambiente social em que uma pessoa está inserida podem modificar o funcionamento dos genes.

- A saúde reprodutiva depende muito dos hábitos de vida do casal, afetando os gametas femininos e masculinos e o desenvolvimento da capacidade do embrião. Esse efeito pode continuar na gestação.

E onde entra a alimentação?

- Os hábitos alimentares são fundamentais na produção de bons óvulos e bons espermatozoides, para que resulte também em um embrião de boa qualidade e que gere um filho saudável.

O papel da nutrição vale para fertilidade espontânea e também nos tratamentos de reprodução assistida. Por exemplo, um casal com cerca de 30 anos procurou a clínica para engravidar com a chamada “reprodução assistida com seleção genética do embrião”. Queriam gerar embriões livres da doença genética da mãe (Síndrome de Marfan). A primeira tentativa não deu certo, sendo que havia 80% de chance.

O casal foi, então, encaminhado para a nutricionista Rosa, da equipe da clínica e especialista em orientação nutricional com foco em reprodução assistida. Foram orientados a cuidar a qualidade dos alimentos e os ingredientes contidos nos produtos industrializados.

- Em 30 dias, o homem passou de obesidade II para obesidade I. Depois de alguns meses, o casal fez nova tentativa de fertilização, com sucesso. Foram 14 óvulos maduros, dez fertilizaram e três estavam livres da doença. Ela conseguiu engravidar e o bebê nasce no final do ano.

Mas quais alimentos são bons?

Rosa Silvestrim explica que vitaminas, minerais e compostos bioativos das frutas e hortaliças são capazes de modular os chamados “mecanismos epigenéticos” na formação do embrião.

Devem comer todos os dias alimentos com potencial anti-inflamatário, como as frutas. Principalmente, as frutas vermelhas como mirtilo, amora, framboesa, morango, romã. Abuse também de verduras, legumes e use cúrcuma como condimento.

- Hidratação com água sempre. Além de comer cereais integrais, como a quinoa, aveia, amaranto, em pequena quantidade.

E o que não comer?

Os casais com problemas para engravidar precisam evitar alimentos com alto índice glicêmico, como as farinhas refinadas, pães brancos, biscoitos, barras de cereais, iogurtes com açúcar, doces, sucos e refrigerantes.

- Geram processos inflamatórios e alterações metabólicas, que interferem na qualidade dos gametas e no crescimento do endométrio, onde o embrião se fixa e a gestação se desenvolve. – explica a nutri.

Muito importante é não usar líquidos quentes em copos plásticos ou de isopor, salienta a nutricionista Rosa.

- Para aquecer ou congelar alimentos, usar somente recipiente de vidro, porque as toxinas dos plásticos, como o bisfenol A, interferem no funcionamento hormonal. Assim como os produtos à base de soja.

A nutri pede para a gente salientar: “o estilo de vida do casal interfere no desenvolvimento do embrião e na futura saúde da criança e que esses cuidados também devem ser mantidos durante a gestação.”

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Leia mais:

Joia – Leite materno é usado para fazer pingentes por farmacêutica de Porto Alegre

Pediatra mandou dar alimentos antes dos seis meses do bebê. O que faço?

Amamentar reduz risco de diabete nas mães

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Comida de criança

“Só engravidei de novo quando tive segurança que poderia seguir amamentando.”, um depoimento sobre amamentar na gestação

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Joia - Leite materno é usado para fazer pingentes por farmacêutica de Porto Alegre

05 de abril de 2017 1

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O Lado Natureba é entusiasta da amamentação! Afinal, o leite materno materno é o alimento mais nutritivo que existe, alertam vários nutricionistas e pediatras.

Adoramos esta iniciativa da farmacêutica Julia Quintana de Moraes. Ela criou a Pingente de Amor, inspirada na ideia surgida nos Estados Unidos de transformar o leite materno em joias.

A partir de pedidos de mães em um grupo do Facebook, Julia testou e criou uma técnica para solidificar o leite. Fica como uma pedra.

- Depois de algumas semanas, já estava quase desistindo. Mas fui olhar algumas das primeiras peças. Não tinha ficado no formato do molde… mas tinha endurecido!

Julia é mãe de um bebê lindo de cinco meses e fez os testes com o próprio leite!

Agora, está desenvolvendo mais moldes. Alguns deles:

 

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Os valores variam de R$ 99 a R$ 149 por pingente. A mamãe tem que congelar de 10 ml a 20 ml de leite materno, enviar por Sedex 10 ou entregar no endereço Rua Sarmento Leite, 880, Cidade Baixa, em Porto Alegre. Em até 20 dias, o pingente é enviado pronto.

Eu já providenciei meu presente de Dia das Mães…

 

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Contatos: juliaquintana@gmail.com ou WhatsApp 51.992377067.

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Leia mais:

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Pediatra mandou dar alimentos antes dos seis meses do bebê. O que faço?

03 de março de 2017 2

 

Foto: Diego Vara / Agencia RBS.

Foto: Diego Vara / Agencia RBS.

 

Leitores perguntam. Lado Natureba responde.

Pergunta que recebemos muito aqui, além de vermos com muita frequência pela vida e pelas redes sociais:

Pediatra mandou fazer a Introdução Alimentar antes dos seis meses do bebê. Organizações de saúde dizem que não. O que faço?

Confira a opinião de especialistas, colocados aqui em ordem alfabética, já que sabemos que o tema é bem polêmico:

Cristina Machado, consultora em amamentação, bióloga e doutora em Ciências. Autora da página Plantão Materno:

Eu trocaria de pediatra! Seguindo as recomendações do manual de nutrologia do Ministério da Saúde, quando não possível o aleitamento materno exclusivo até seis meses, ele deve continuar sendo aleitamemnto misto (peito e fórmula) até os seis meses tbém. Pediatras antecipam a Introdução Alimentar por algumas questões como alto custo do leite artificial. Então, a ideia é que é melhor, para mães pobres, dar batata e cenoura que leite de saquinho. Alguns estudos mostravam uma janela imunológica dos quatro aos seis meses, mas esse estudo não foi feito com bebês amamentados exclusivamente. Há muito desconhecimento. Pediatras nem deveriam prescrever Introdução Alimentar. O Manual de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria diz que a IA tem que ser feita a partir dos seis meses, atendendo ao desenvolvimento neuropsicomotor do lactente. ‘Nesta idade, a maioria das crianças atinge estágio de desenvolvimento com maturidade fisiológica e neurológica e atenuação do reflexo de protrusão da língua, o que
facilita a ingestão de alimentos semissólidos. As enzimas digestivas são produzidas em quantidades suficientes, razão que habilita as crianças a receber outros alimentos além do leite materno.’ Está no material de saúde da criança do Ministério da Saúde a recomendação de introduzir alimentos somente após os seis meses: ‘Não há vantagens em se iniciar os alimentos complementares antes dos seis meses, podendo, inclusive, haver prejuízos à saúde da
criança, pois a introdução precoce de outros alimentos está associada a:
• Maior número de episódios de diarréia;
• Maior número de hospitalizações por doença respiratória;
• Risco de desnutrição se os alimentos introduzidos forem nutricionalmente inferiores ao
leite materno, como, por exemplo, quando os alimentos são muito diluídos;
• Menor absorção de nutrientes importantes do leite materno, como o ferro e o zinco;
• Menor eficácia da amamentação como método anticoncepcional;
• Menor duração do aleitamento materno.’

Cristina Targa Ferreira, presidente da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul:

Não está errado introduzir com quatro meses e nem com seis meses. Mas não se deve retardar mais do que seis meses a introdução alimentar. Começar com frutas no lanche da manhã e, quando estiver aceitando, começar legumes no almoço (papa salgada). Com oito e nove meses, já comer dois lanches de frutas (manhã e tarde) e almoço e jantar (papa salgada). O importante é não dar “outras coisas”, como industrializados, no primeiro ano de vida. Só dê comidas saudáveis. E não retardar demais a introdução alimentar, pois só o leite não é suficiente após os seis meses. Outra coisa importante: é para dar frutas e não sucos. A fruta é dada de colher, raspada. A fruta tem fibras e menos açúcar (frutose) do que os sucos. E não compete com a mamada.

Fabíola Frezza Andriola, nutricionista infantil especialista em Comportamento Alimentar. Tem o site Introdução Alimentar:

Esta orientação é mais comum do que parece! Mesmo que esperar os seis meses seja a recomendação da Organização Mundial da Saúde e Sociedade Brasileira de Pediatria. Está no próprio manual deles… Não há benefício algum começar a Introdução Alimentar antes dos seis meses. Mas… As desculpas são mil… Por exemplo, a volta ao trabalho. Deveriam, então, ensinar como ordenhar e estocar o leite, indicar uma nutricionista especializada ou consultora em amamentação. Outra desculpa: bebê não ganha peso. Gente! Nada é mais completo do que o leite materno. Como uma banana será mais completa?  Minha dica: informe-se! Empodere-se e acredite em si mesma, mamãe! É possível sim voltar a trabalhar e manter o aleitamento. Até mesmo na impossibilidade de ordenhar, melhor uma boa fórmula do que comidinha Dificilmente um bebê senta sozinho e sem apoio antes dos seis meses e esse é o principal sinal de estar pronto para iniciar a introdução alimentar. 

Flávio Melo, pediatra especialista pela Sociedade Brasileira de Pediatria e membro da Associação Brasileira de Nutrologia. Tem o site Pediatria do Futuro:

Caso a sua licença seja de seis meses, em concordância com o pediatra, você poderá começar a testar alimentação sólida (frutas, palitinho de legumes, procurem BLW – Baby Led Weaning em inglês ou Desmame Orientado pelo Bebê) 15 dias antes e dessa forma permitir que ele se alimente no intervalo antes do almoço e à tarde. Se sua licença for de quatro meses, use o atestado de mais 15 dias do pediatra (não precisa ser doente para necessitar do aleitamento). Após isso, use o direito de uma hora a mais de intervalo. Dependendo da situação, seria melhor iniciar introdução alimentar mais cedo do que substituí-la integralmente por fórmula. Já existem estudos que não demonstram nenhum problema em iniciar IA entre os quatro e seis meses, nessas condições acima, a critério do médico acompanhante.

 

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Leia mais:

Comida de Criança

Leite de vaca X Leite artificial – Qual o melhor a partir dos 2 anos de idade?

Leitores perguntam – Crianças podem beber leites vegetais? Substituem o leite de vaca?

Amamentação Prolongada – Por que é recomendado amamentar por dois anos ou mais?

Tenho diabete gestacional. E agora?

Dicas para pais que trabalham e querem cozinhar as refeições dos filhos para a semana toda

Comida de criança

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Vamos montar um cardápio saudável para o lanche das crianças?

15 de fevereiro de 2017 2

Por Giane Guerra

 

Pixabay.

Pixabay.

 

 

Há alguns dias, publicamos a matéria Cardápios das escolas trazem pegadinhas. Fique ligado!

Vários pais falam que têm dificuldade para organizar lanches saudáveis para crianças. Acabam buscando os industrializados normais de supermercado porque são mais práticas. Aí, o resultado são as merendas com “inhos” (que não são iogurte), bolachas maria (essas mesmo), néctar de caixinha (que não é suco), bolacha recheada (ui!)…

Mas estamos aqui para ajudar! Com o apoio da nutricionista Fabíola Frezza Andriola, da página Sabores do Bem.

A primeira dica é montar um cardápio. Pode ser adaptado, mas ter uma organização mínima já tranquiliza os pais, que não precisam ficar decidindo todo o dia.

A nutri lembra que vários alimentos podem ser congelados do fim de semana. Bolos, pães de queijo fake, pães feitos em casa…

Que tal um cardápio como esse?

Segunda-feira 

Bolo caseiro. Bolos podem ser feitos até no liquidificador. Suja só o copo e a forma para assar. Temos várias receitas aqui no blog: Receitas de Bolo no Blog Lado Natureba.

Terça-feira

Sanduíche. Um pãozinho integral feito em casa ou comprado em lugar de confiança. Tomate, uma folha verde, um bom queijinho. Só fuja dos embutidos, como peito de peru e presunto. Receitas de pães do blog Lado Natureba.

Quarta-feira

Iogurte com cereal. Um iogurte natural integral com granola ou aveia, por exemplo, é a melhor opção. Só cuidado com a escolha do iogurte. Opte por produtos com nada ou menos conservantes na lista de ingredientes. São até mais caros! Só para reforçar: fuja dos “inhos” e achocolatados prontos.

Quinta-feira

Biscoito saudável. Se vocês soubesse como é fácil fazer biscoito em casa. E a gente evita a exposição diária das crianças a açúcar em excesso, conservantes e até gordura hidrogenada (trans). Olhem só: Receitas de biscoito no Blog Lado Natureba.

Sexta-feira

Pão de queijo. Quer lanche melhor para uma sexta-feira? Só que os pães de queijo à venda são cheios de gordura ruim e, muitas vezes, o queijo passa longe. Olha estas receitas:

Receita – Pão de queijo de kefir no liquidificador

Receita – Pão de queijo de liquidificador

Tem ainda estas opções chamadas de pão de queijo fake, porque não levam queijo. E como levam legumes, são turbinados de nutrientes importantes para as crianças. Também podem ser congelados e assados no dia.

Receita – Pãozinho de polvilho com moranga, chia e tomilho

Receita – Pãozinho de polvilho e aipim

Receita – Pãozinho de inhame com polvilho

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Importante! Sempre colocar junto uma fruta. De preferência, variar o tipo de futa! E algo para beber. Águas saborizadas são práticas e saudáveis.

Água saborizada – Três motivos para incluir na alimentação

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Aqui, sugestões lindas da nutri Fabíola Andriola:

 

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Comida de Criança

Dez coisas que crianças não devem comer. Veja opções melhores.

Leitoras perguntam – Como alimentar uma criança doente?

Leitora pergunta: Meu filho não ganha peso. O que faço?

Dez industrializados para comer e oferecer para crianças sem preocupação

Comida de criança – alimentos para substituir pães e biscoitos

“Células de câncer adoram açúcar”, alerta nutricionista.

Alimentação infantil – E quando a gente começou errado?

Alimentação infantil – arroz e feijão não são suficientes

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Receita - Pão de queijo de kefir no liquidificador

14 de fevereiro de 2017 5

Por Giane Guerra

 

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Pão de queijo de kefir 

- 1 e 1/2 xícara de leite de kefir (probiótico produzido a partir da fermentação do leite)

- 3 e 1/2 xícara de polvilho doce

- 1/2 xícara de óleo

- 2 ovos

- queijo da preferência (usei colonial)

- tempero que e se quiser (usei manjericão fresco)

- sal a gosto (não coloquei)

Modo de fazer: Bate tudo no liquidificador e coloca para assar em forminhas de cupcake. Usei de silicone e nem precisei untar.
Pronto! Rendeu 32 pães de queijo.

 

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Mais receitas do Lado Natureba:

Receita – Quibe de moranga assado

Cinco pastinhas fáceis e saudáveis para passar no pão

Receita – Bolo de cenoura integral com água com gás em vez de óleo

Receita – Batata rústica com alho no forno

Receita – Pasta de berinjela com pimentão

Receita – Mousse de chocolate sem açúcar

Receita – Sorvete de manga com casca

Receita – Ambrosia Natureba com açúcar mascavo

Receita – Sangria funcional sem álcool

Receita – Bolo integral de iogurte natural e frutas (de liquidificador!)

Receita – Pão integral de manjericão

Receitas de Verão – Suco de casca de melão & Sorvete de manga com casca

Receita – Pãozinho de polvilho com moranga, chia e tomilho

Receita – Bolinho integral básico de cacau no liquidificador

Receita – Gelatina de banana e maracujá

Receita – Pãozinho de polvilho e aipim

Receita – Pão-bolo integral de alfarroba

Receita – Pão integral de requeijão com azeitona

Receita – Pão 100% integral de liquidificador

Receita – Salada de massa com folhas de cenoura e beterraba

Receita – Pão doce 100% integral com frutas cristalizadas

Receita – Picolé de frutas picadas

Receita – Frutas com cobertura de chocolate

Receita – Pãozinho integral de milho

Receita – Massa de pizza 100% integral

Receita – Compota de ameixas amarelas (nêsperas)

Receita – Bolinho de arroz integral rico em fibras de talos e folhas

Metabolix – Suco acelera o metabolismo e ajuda a queimar gorduras

Receita – Leite de coco caseiro

Receita – Bolo integral de cenoura feito no liquidificador

Receita – Massa de pizza feita de couve-flor

Receita – Pãozinho de inhame com polvilho

Receita – Banana assada com chocolate

Receita – Nuggets caseiro de peixe

Receita – Bolo de chocolate com café feito no liquidificador

Receitas – Brigadeiro e Bolo de casca de banana

Louco por um doce? Coma ambrosia, sugere nutricionista.

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Amamentar reduz risco de diabete nas mães

09 de fevereiro de 2017 0

Por Giane Guerra

 

Foto: Felipe Carneiro / Agência RBS.

Foto: Felipe Carneiro / Agência RBS.

 

Amamentar por dois anos ou mais é o indicado para o bebê. Já diz a Organização Mundial da Saúde.

Pois é bom para a mãe também. E, principalmente, para mães que – como eu – tiveram diabete gestacional.

Isso apareceu em estudo feito nos Estados Unidos e publicado no Annals of Internal Medicine. Mostrou que amamentar pode reduzir pela metade a probabilidade de uma mulher desenvolver diabetes tipo 2 dentro de dois anos após o parto. A lactação melhora o metabolismo da glicose.

Nos Estados Unidos, cerca de 250 mil mulheres têm diabetes gestacional todos os anos. Lembrando que quem tem a doença durante a gravidez apresenta até sete vezes mais chances de desenvolver diabetes tipo 2 depois do nascimento do bebê.

A pesquisa durou quatro anos. Considerou mais de 1 mil mulheres com do diagnóstico de diabetes gestacional.

“Concluiu-se que a intensidade e a duração maiores da lactação foram independentemente associadas a menores incidências de DM2 em até dois anos após uma gestação com DMG. O aleitamento pode evitar a evolução para a DM2 após o parto de uma gestação com DMG.”

Estudo: Study of Women, Infant Feeding and Type 2 Diabetes After GDM Pregnancy de 2008 a 2011

Outros estudos já mostraram que a amamentação pode reduzir a necessidade de insulina em até 25%. O leite materno tem açúcar, chamado de lactose. Portanto, amamentar o bebê significa uma perda de açúcar e uma queda nos níveis de glicose no sangue da mãe.

Ainda outra pesquisa, esta feita na Alemanha, avaliou 200 mães que tiveram diabetes gestacional. As análises de sangue mostraram que havia diferenças no metabolismo das mães que amamentaram por mais de três meses. Indicavam a presença de substâncias conhecidas por prevenir o desenvolvimento de diabetes tipo 2 em 40% dos casos.

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Leia mais:

Leite artificial? Bico de silicone? Livre demanda? – Orientações para a boa amamentação já na maternidade

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Cardápios das escolas trazem pegadinhas. Fique ligado!

03 de fevereiro de 2017 3

Por Giane Guerra

 

 

 

 

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O cardápio da escola tem um poder imenso. Principalmente, para bebês, que estão em uma fase importantíssima da formação da sua saúde da vida adulta e também pela educação do paladar. Mas ainda segue muito importante para crianças maiores.

A alimentação na escola pode arrebentar com o trabalho dos pais que dedicam-se em casa. Acha que não?

- Criança que come alimentos açucarados e com realçadores de sabor tende a rejeitar aquela manga que você oferece em casa.

* Alimentação infantil – E quando a gente começou errado?

- Se ele toma refresco em pó na escola, vai tomar um suco de maracujá em casa? Há uma chance, mas é mínima.

Por que não dar suco de caixinha para crianças?

- Se come só arroz e feijão todo dia, vai comer um refogado de legumes no sábado em casa?

Alimentação infantil – Arroz e feijão não são suficientes

 

- Nega maluca e salsicha… Vocês têm noção do que isso faz com a saúde e com o paladar de uma criança pequena?

Ficando muito doente? O açúcar pode estar derrubando sua imunidade.

Por que não dar salsicha para crianças?

- Cardápio saudável, mas monótono também é um problema. Todo o dia brócolis. A criança tem contato apenas com um sabor e apenas com aquele tipo restrito de nutrientes.

Por outro lado, a escola pode ser uma aliada e até ajudar na alimentação da criança. Se tiver cuidado e carinho com a saúde dos pequenos. Se não cuida de nutrir as crianças, cuida do que mesmo?

Especializada em cardápios escolares, a nutricionista Fabíola Frezza Andriola nos ajuda a alertar para as pegadinhas que aparecem por aí. Olhando por cima, parece ótimo. Mas será mesmo?

- Usa pão integral. Mas que tipo de pão? De supermercado, padaria ou feito na escola? Pão integral comum de supermercado nem sempre é bom. Muitos são cheios de gorduras ruins, corantes e conservantes. Listas enormes de ingredientes, diferente de um pão feito na escola. * Pão Francês – O cacetinho que você compra é de boa qualidade? Saiba como descobrir

- O que passa no pão? Margarina? Socorro! * “Margarina? Dê para seu pior inimigo”, diz nutricionista

- Tem frutas no cardápio. Quais? Há variedade? Ou é só banana e maçã?

- Sanduíche. Usa embutidos, como peito de peru e presunto? Fuja. Nem vou falar de salsicha e salsichão comuns. Se for caseiro, ótimo. Mas é bem difícil. Nuggets? Só se for feito na escola, certo? *Por que não dar nuggets para crianças? *Por que não dar salsicha para crianças?  *Frios de peru e chester são saudáveis? Não.

- Não dá refrigerante, mas oferece suco. Qual suco? Natural ou de caixinha? É suco ou é néctar, com muito açúcar e conservantes? Ou pior, refresco em pó? *Leitora pergunta – Suco em pó é uma boa opção para o filho levar para a escola?

- Massa com carne e legumes. É uma massa de boa qualidade, preferencialmente integral, com molho de carne feito com legumes mesmo na escola? Ou é macarrão instantâneo, com molho pronto de tomate e a carne passa na esquina da escola só? *Por que não dar miojo para crianças?

- Iogurte de morango com cereal? Parece lindo. Mas é um iogurte natural batido com morango e granola ou aveia? Ou é uma bebida láctea com muito açúcar e corante, junto com um sucrilhos com mais açúcar ainda?

- Bolo de chocolate. É feito na escola com cacau e um bom açúcar? Ou é um bolo pronto? Ou leva achocolatado no bolo e mais ainda na calda? *Por que não dar achocolatado para crianças? 

- Gelatina. Aqui, até tenho um frio na barriga. Mas se for uma gelatina sem sabor com suco de fruta natural, a gente até conversa. *Por que não dar gelatina para crianças?

- Biscoito. Muito calma nessa hora! Não é só bolacha recheada que é ruim. Maisena? Bolacha maria? Água e sal? Biscoito tem que ser artesanal e olhe lá. De preferência, feito na própria escola. *Por que não dar bolacha maria e de maisena para crianças?

Preço 

Posso argumentar longamente com a alegação de preços. Comer bem não sai caro. Aveia é muito mais barato do que farinha láctea. Fruta é mais barata do que bolacha. Iogurte natural  é mais barato do que “inhos”. Água com limão é mais barata do que refrigerante. E, para encerrar, comida de verdade é mais barata do que remédio.

Alguns exemplos para você ficar atento:

 

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