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Posts na categoria "Dúvidas dos Leitores"

Leitora pergunta - Manteiga de kefir tem menos gordura que a industrializada?

04 de maio de 2017 1

Leitor pergunta. Lado Natureba responde. 

kefir

Foto: Priscilla Fernanda.

 

A leitora Jeane comentou no Facebook do Lado Natureba, com a seguinte pergunta:

“Uso a manteiga de kefir feita com nata que preparo em casa. Tem o mesmo índice de gordura das manteigas industrializadas?” 

A nutricionista Bianca Canci fez o trabalho de conclusão sobre kefir e prontamente respondeu à dúvida da leitora:

“A manteiga feita de leite, independente se foi fermentado com o kefir, é produto das gorduras deste alimento. Então, o teor fica praticamente igual porque o kefir reduz apenas o carboidrato do leite, a lactose. Mas importante: por mais que a gordura da manteiga seja saturada, ela é melhor do que a hidrogenada (a gordura trans) das margarinas. Isso porque nosso corpo metaboliza a gordura da manteiga. A gordura saturada, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, pode fazer parte de até 10% do total calórico proveniente das gorduras da dieta sem riscos para a saúde.”

Quer saber mais sobre o probiótico kefir? Indico o grupo Kefir e seus Probióticos, no Facebook. Lá, você pode pedir doações, inclusive. Foi indicação da Priscilla Fernanda, que também tem um blog com informações sobre kefir e outros probióticos, como a kombucha.

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Leia mais:

Receita – Pão de queijo de kefir no liquidificador

O que é mais saudável: manteiga ou requeijão?

Leitor pergunta o que passar no pão das crianças. Veja 10 opções:

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Cozinhar com banha, pode? Deve!

“Margarina? Dê para seu pior inimigo”, diz nutricionista

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Leitor pergunta o que passar no pão das crianças. Veja 10 opções:

24 de abril de 2017 1
Foto: Pixabay.

Foto: Pixabay.

 

Leitor pergunta. Lado Natureba responde.

Pais leitores do blog perguntam com frequência o que passar no pão para as crianças comerem. É uma dúvida bem legal, até porque devemos fugir dos embutidos (da salsicha ao peito de peru), da maionese, da margarina…

Mas, então, colocar o que? Quem nos ajuda a dar ideias é a nutricionista infantil Fabíola Frezza Andriola, da página Sabores do Bem.

Em muitos casos, o pão é saboroso mesmo puro. Ainda mais quando é um pão turbinado com legumes ou sementes. Ou ainda com castanhas e frutas secas.

Mas se os pais querem incrementar o pãozinho, vão algumas opções saudáveis e saborosas:

1 – Manteiga sem sal - É uma gordura saturada, mas não precisa ter medo. A criança precisa de gordura. Em equilíbrio com uma alimentação saudável e em quantidade adequada, é claro. A nutri ressalta: até é bom ter uma fonte de gordura junto com o carboidrato porque reduz o índice glicêmico do pão, pois reduz a velocidade em que a farinha é transformada em glicose.

2 – Pasta de amendoim - Mas a pasta de amendoim sem açúcar. Não é pasta de paçoca…

3 – Patês caseiros - Que tal bater um requeijão de boa qualidade com uma cenoura ou uma beterraba cozida? Requeijão de boa qualidade é aquele que não é cheio de amido e conservantes, que tenha poucos ingredientes no rótulo.

4 – Maionese de inhame ou maionese caseira - A de inhame é muito fácil de fazer: bater no liquidificador inhame cozido com azeite de oliva, um pouco de sal e tempero a gosto. Fica igual a um patê. Para a maionese caseira, use, de preferência, ovo caipira e um bom azeite de oliva ou óleo de girassol.

5 – Azeite de oliva – Azeite de oliva puro. Dá sabor e é muito saudável para as crianças.

6 – Geleias -Há geleias ótimas no mercado e nas feiras sem açúcar e sem conservantes. Ou fazer em casa. A nutri Fabiola Andriola faz uma geleira caseira que leva apenas uva, tâmara e suco de maçã.

7 – Guacamole - Aquela tradicional pasta mexicana, que usa o abacate como base. Depois, é só temperar com o que quiser, cebola, tomate, sal…

8 – Queijo minas, ricota e até um queijo colonial com certificação - 

9 – Nata - Mas a nutri alerta para ler o rótulo porque algumas marcas têm até gelatina. Nata tem que ter creme de leite e só.

10 – Banana -  Adoramos o “xis mico”. Dá até para aquecer um pouco a fruta para desmanchar.

A nutri Fabíola é um amor e super atenciosa com nossos leitores. E ela vai fazer este workshop no próximo final de semana. Ainda tem vagas:

 

workshop

 

Falando no que passar no pão, confere estas dicas:

Cinco pastinhas fáceis e saudáveis para passar no pão

E leia mais sobre alimentação infantil:

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Quer engravidar? Saiba quais alimentos afetam a fertilidade:

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Leitor pergunta: Tenho "fígado gordo". O que posso comer?

30 de março de 2017 0

Leitor pergunta. Lado Natureba responde.

 

Divulgação UFSC.

Divulgação UFSC.

 

Mensagem do leitor André Américo:

“Estou com gordura no fígado. O tal “fígado gordo”. O que poderiam me indicar como uma alimentação saudável?

Primeiro, perguntamos para a nutricionista Isabela Jaeger: o que é esta doença?

Nutri Isabela Jaeger - A Esteatose hepática, também conhecida como “Fígado Gorduroso” ou “Esteatose Hepática Gordurosa Não Alcoólica”, ocorre quando o fígado acumula gordura em excesso. É associada a fatores de riscos metabólicos como obesidade, resistência à insulina, diabetes mellitus tipo 2 e dislipidemia. A doença tem se tornado comum devido a hábitos alimentares e estilo de vida da população. O diagnóstico por exames de rotina em laboratório ou de imagem.

Lado Natureba – E, diagnosticado, o que o leitor pode fazer?

Nutri - Nos casos de sobrepeso ou obesidade, a perda de peso orientada por dietas equilibradas e adaptadas, junto com atividade física. Manter o peso dentro dos padrões ideais para altura e idade.

Lado Natureba – E qual a orientação mais específica para a alimentação?

Nutri - Evite bebidas com maior teor de açúcar, assim como comida com gorduras saturadas e trans. Fuja também de alimentos com elevadas taxas de calorias, industrializados e gordurosos do tipo fast-food. Mude ainda o hábito de comer rápido e na frente de aparelhos eletrônicos. Mas é muito importante um acompanhamento de nutricionista para elaborar uma dieta individualizada, conforme as necessidades nutricionais da pessoa.

Orientações gerais:

- Prefira os alimentos naturais aos industrializados! Use e abuse das ervas e especiarias como: alho, salsa, cebolinha, páprica, orégano, açafrão, alecrim, erva-doce, hortelã, manjericão, louro, etc.

- Tente incluir no seu dia a dia alimentos ricos em fibras: frutas (se possível, com casca), vegetais (de preferência, crus), cereais integrais (pão, massa, arroz).

- Use leite e iogurtes desnatados e queijos brancos (tipo minas frescal, ricota e cottage).

- Prefira cortes magros de carnes vermelhas (patinho, maminha, filé mignon e alcatra), aves ou peixes (atum, sardinha, pescada, merluza, salmão) assados, cozidos ou grelhados com pouca gordura de adição. Retire a pele e a gordura aparente dos cortes antes do preparo.

- Alguns estudos apontam o chá verde como um potente termogênico e antioxidante, auxiliando na diminuição na absorção de carboidrato e lipídios.

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Amanhã, publicaremos sugestões de receitas para quem tem a doença. Acompanhe!

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Leia mais:

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Pão Francês – O cacetinho que você compra é de boa qualidade? Saiba como descobrir

Como sovar pão? Vídeo mostra todo o processo.

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Pediatra mandou dar alimentos antes dos seis meses do bebê. O que faço?

03 de março de 2017 2

 

Foto: Diego Vara / Agencia RBS.

Foto: Diego Vara / Agencia RBS.

 

Leitores perguntam. Lado Natureba responde.

Pergunta que recebemos muito aqui, além de vermos com muita frequência pela vida e pelas redes sociais:

Pediatra mandou fazer a Introdução Alimentar antes dos seis meses do bebê. Organizações de saúde dizem que não. O que faço?

Confira a opinião de especialistas, colocados aqui em ordem alfabética, já que sabemos que o tema é bem polêmico:

Cristina Machado, consultora em amamentação, bióloga e doutora em Ciências. Autora da página Plantão Materno:

Eu trocaria de pediatra! Seguindo as recomendações do manual de nutrologia do Ministério da Saúde, quando não possível o aleitamento materno exclusivo até seis meses, ele deve continuar sendo aleitamemnto misto (peito e fórmula) até os seis meses tbém. Pediatras antecipam a Introdução Alimentar por algumas questões como alto custo do leite artificial. Então, a ideia é que é melhor, para mães pobres, dar batata e cenoura que leite de saquinho. Alguns estudos mostravam uma janela imunológica dos quatro aos seis meses, mas esse estudo não foi feito com bebês amamentados exclusivamente. Há muito desconhecimento. Pediatras nem deveriam prescrever Introdução Alimentar. O Manual de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria diz que a IA tem que ser feita a partir dos seis meses, atendendo ao desenvolvimento neuropsicomotor do lactente. ‘Nesta idade, a maioria das crianças atinge estágio de desenvolvimento com maturidade fisiológica e neurológica e atenuação do reflexo de protrusão da língua, o que
facilita a ingestão de alimentos semissólidos. As enzimas digestivas são produzidas em quantidades suficientes, razão que habilita as crianças a receber outros alimentos além do leite materno.’ Está no material de saúde da criança do Ministério da Saúde a recomendação de introduzir alimentos somente após os seis meses: ‘Não há vantagens em se iniciar os alimentos complementares antes dos seis meses, podendo, inclusive, haver prejuízos à saúde da
criança, pois a introdução precoce de outros alimentos está associada a:
• Maior número de episódios de diarréia;
• Maior número de hospitalizações por doença respiratória;
• Risco de desnutrição se os alimentos introduzidos forem nutricionalmente inferiores ao
leite materno, como, por exemplo, quando os alimentos são muito diluídos;
• Menor absorção de nutrientes importantes do leite materno, como o ferro e o zinco;
• Menor eficácia da amamentação como método anticoncepcional;
• Menor duração do aleitamento materno.’

Cristina Targa Ferreira, presidente da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul:

Não está errado introduzir com quatro meses e nem com seis meses. Mas não se deve retardar mais do que seis meses a introdução alimentar. Começar com frutas no lanche da manhã e, quando estiver aceitando, começar legumes no almoço (papa salgada). Com oito e nove meses, já comer dois lanches de frutas (manhã e tarde) e almoço e jantar (papa salgada). O importante é não dar “outras coisas”, como industrializados, no primeiro ano de vida. Só dê comidas saudáveis. E não retardar demais a introdução alimentar, pois só o leite não é suficiente após os seis meses. Outra coisa importante: é para dar frutas e não sucos. A fruta é dada de colher, raspada. A fruta tem fibras e menos açúcar (frutose) do que os sucos. E não compete com a mamada.

Fabíola Frezza Andriola, nutricionista infantil especialista em Comportamento Alimentar. Tem o site Introdução Alimentar:

Esta orientação é mais comum do que parece! Mesmo que esperar os seis meses seja a recomendação da Organização Mundial da Saúde e Sociedade Brasileira de Pediatria. Está no próprio manual deles… Não há benefício algum começar a Introdução Alimentar antes dos seis meses. Mas… As desculpas são mil… Por exemplo, a volta ao trabalho. Deveriam, então, ensinar como ordenhar e estocar o leite, indicar uma nutricionista especializada ou consultora em amamentação. Outra desculpa: bebê não ganha peso. Gente! Nada é mais completo do que o leite materno. Como uma banana será mais completa?  Minha dica: informe-se! Empodere-se e acredite em si mesma, mamãe! É possível sim voltar a trabalhar e manter o aleitamento. Até mesmo na impossibilidade de ordenhar, melhor uma boa fórmula do que comidinha Dificilmente um bebê senta sozinho e sem apoio antes dos seis meses e esse é o principal sinal de estar pronto para iniciar a introdução alimentar. 

Flávio Melo, pediatra especialista pela Sociedade Brasileira de Pediatria e membro da Associação Brasileira de Nutrologia. Tem o site Pediatria do Futuro:

Caso a sua licença seja de seis meses, em concordância com o pediatra, você poderá começar a testar alimentação sólida (frutas, palitinho de legumes, procurem BLW – Baby Led Weaning em inglês ou Desmame Orientado pelo Bebê) 15 dias antes e dessa forma permitir que ele se alimente no intervalo antes do almoço e à tarde. Se sua licença for de quatro meses, use o atestado de mais 15 dias do pediatra (não precisa ser doente para necessitar do aleitamento). Após isso, use o direito de uma hora a mais de intervalo. Dependendo da situação, seria melhor iniciar introdução alimentar mais cedo do que substituí-la integralmente por fórmula. Já existem estudos que não demonstram nenhum problema em iniciar IA entre os quatro e seis meses, nessas condições acima, a critério do médico acompanhante.

 

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Leia mais:

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Nutri responde: Pode tomar água direto da torneira? Como escolher o melhor filtro?

24 de janeiro de 2017 5

Leitor pergunta. Lado Natureba responde.

 

Foto: Carlinhos Rodrigues / Agência RBS.

Foto: Carlinhos Rodrigues / Agência RBS.

 

A leitora Priscila, de Porto Alegre, pergunta sobre água!

Qual é a melhor água para consumir? Pode ser direto da torneira? Qual é o melhor filtro? De barro? De plástico? Aqueles filtros elétricos? Ou então comprar mineral?

A nutricionista Isabela Jaeger aceitou o desafio do Lado Natureba de destrinchar o assunto e responder às dúvidas da leitora – e nossas também!

A nutri começa avisando que nem toda água está pronta para consumo. Deve ser livre de poluição e contaminação, além daquilo que a gente aprendeu lá na escola: límpida (sem cor) e inodora (sem cheiro).

Blog Lado Natureba – Pode tomar água direto da torneira?

Nutri Isabela Jaeger - A água que sai da torneira vem diretamente da empresa de abastecimento de água da cidade. Em regiões nas quais não se tem acesso a água tratada, não se sabe exatamente qual sua procedência ou grau de pureza.

A água que vem da companhia de abastecimento de água até chegar nas residências percorre um longo trajeto, passando por diversas tubulações para então ficar armazenada na caixa d’água da residência. É importante que todos estes locais sejam limpos periodicamente, bem vedados e sem exposição à riscos. Essa água, na maioria dos casos, não está totalmente livre de impurezas indesejáveis. É possível encontrar resíduos de produtos utilizados no tratamento da água e outros contaminantes que geram gosto e cheiro desagradáveis. Portanto, caso o consumidor não tenha certeza sobre a qualidade da água que chega em sua residência, o consumo diretamente da torneira não é recomendado.

Portaria do Ministério da Saúde regula o controle e a vigilância da qualidade da água para o consumo humano e seu padrão de potabilidade. É importante fazer uma análise microbiológica da água ou até mesmo solicitar a companhia de abastecimento que indique a composição química da água. Isso é uma obrigação da empresa.

Blog – Quais os riscos?

Nutri - A ingestão de água é essencial para a saúde. Mas, quando contaminada, pode causar diarreia, hepatite A, salmonella, gastroenterites, entre outras complicações.

Blog – E os filtros e purificadores de água?

Nutri - Há diferentes tipos de purificadores e filtros de água disponíveis no mercado e a certificação do INMETRO é a garantia de qualidade que os consumidores devem procurar. É recomendado ficar atento às informações que constam no selo de identificação encontrado na embalagem do produto, pois servem de orientação aos consumidores quanto ao produto que melhor atende às suas necessidades.

Os modelos ideais são aqueles que retêm as partículas menores, reduzem em maior quantidade o cloro livre e apresentem eficiência bacteriológica aprovada.

 

filtros

Blog – Qual filtro é melhor?

Nutri - 

filtros 2

 

Para que ambos funcionem de modo adequado, deve ser realizada a manutenção dos equipamentos, conforme as instruções de uso. Entre elas, a troca dos refis e a limpeza periódica. A melhor opção fica a critério do consumidor que deve avaliar as questões referentes à despesa, consumo de água, necessidade de uso e aplicação do produto.

Blog – E comprar água mineral?

Nutri - Parece ser uma boa opção. Mas tem um custo mensal considerável. As marcas de água que estão atualmente no mercado devem atender os requisitos solicitados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Quanto menor o teor de sódio, cloreto, vanádio, sulfato, bário, nitrato, zinco e lítio, melhor a qualidade e os benefícios da água. E o pH deve ter valor entre 7 e 10, conforme recomendação da American Public Health Association.

As pessoas que sofrem com hipertensão, doenças cardiovasculares e renais devem ficar atentas quando ao teor de sódio contido nas informações nos rótulos. Em excesso, pode gerar complicações. Procure um nutricionista que indicará quais as melhores opções de água de acordo com a individualidade do tratamento de cada paciente.

Leia mais sobre água:

Água – Como escolher e como deixá-la melhor para a sua saúde

Leitor pergunta se água com gás faz mal

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Leitor pergunta - Iodo ajuda a tirar o agrotóxico do alimento?

10 de janeiro de 2017 0

Leitor pergunta. Lado Natureba responde.

 

iodo

 

Leitor pergunta – Iodo ajuda a tirar agrotóxico do alimento?

O leitor César Vieira pergunta:

“Tenho lido materiais na internet que indicam iodo para remover o agrotóxico dos alimentos. Funciona?”

Resposta:

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária é enfática: evite iodo para remover agrotóxicos dos alimentos!

Ou seja, não siga o que estes textos dizem. Segundo o Ministério da Saúde, é mais uma “receita milagrosa.”

A Anvisa argumenta que não há dados científicos que comprovem a eficácia do uso do iodo para remover os agrotóxicos. Inclusive, alerta para a ação oxidante.

“Pode oxidar não somente os resíduos de agrotóxicos como também vitaminas, flavonoides e outros compostos benéficos presentes na superfície dos alimentos, o que levará à diminuição de seu conteúdo nutricional.”

O iodo em tintura alcoólica é até considerado um medicamento. Tem ação bactericida.

Então, a orientação da Anvisa para quem comprar alimentos convencionais em vez de orgânicos é:

“A recomendação mais segura e correta para diminuição do nível residual de agrotóxicos da superfície é lavá-los bem em água corrente, com auxílio de uma esponja ou escovinha destinadas somente para esta finalidade.”

Até pode usar um pouco de detergente e sabão neutro. Mas é preciso enxaguar bem.

Lembrando que remove pouco do agrotóxico, que fica impregnado no alimento. Até mesmo deixar de consumir as cascas não é indicado já que a pessoa deixa de consumir fibras e outros nutrientes importantes do alimento, removendo pouca quantidade do agrotóxico.

Já a imersão prévia dos alimentos por 20 minutos em água com hipoclorito de sódio (água sanitária) pode e deve ser feita. Só que apenas diminui a contaminação por germes e micróbios. Não retira agrotóxico do alimento.

Leia mais:

Leitor pergunta: Lavar o alimento retira parte dos agrotóxicos?

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Leitora pede avaliação de duas marcas de macarrão instantâneo com apelo saudável

09 de janeiro de 2017 0

Leitor pergunta. Lado Natureba responde.

O macarrão instantâneo tradicional – popular miojo – é um alimento da categoria industrializado ultraprocessado. Costumam ter muito sódio e gordura na própria massinha. No tempero, então, tem mais ainda, incluindo conservantes bem ruins.

Leia mais sobre isso aqui: Por que não dar miojo para crianças?

Então, a leitora Karolina pediu para o blog uma avaliação de duas marcas de macarrão instantâneo que ela encontrou para comprar e que têm um apelo no rótulo de serem mais saudáveis:

 

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E a gente repassou para a Bianca Canci, nutricionista que está se especializando em construir e analisar tabelas nutricionais e, é claro, as famosas listas de ingredientes:

Nutri Bianca Canci - A lista de ingredientes é “menos pior” que os miojos da vida… Pelo menos, a do macarrão é bem simples. Mas no tempero sempre vai ter algum item químico não tão natureba assim. Por exemplo, na primeira opção, o de carne: corante natural cúcuma e urucum. Ok. Entretanto, temos maltodextrina e também açúcar. O cloreto de potássio parece estar substituindo o cloreto de sódio, que é o sal comum. Mas, na porção, ainda temos quase 1g de sódio. A recomendação é de 6g/dia de sal ou 2.400mg de sódio. O de frango, de químico, só tem os aromas. Mas temos que observar que, na natureza, não existe frango em pó ou desidratado. Teria que ver o processo que a indústria usa para obter estes produtos. É simplesmente a retirada de água ou vai algum produto químico junto?

*** E compartilho com vocês o resto do meu diálogo com a nutri:

Blog Lado Natureba - Por que essa magia em volta do macarrão instantâneo, né?

Nutri - Estes produtos vieram com o “brilho” da praticidade. Só que uma massa comum leva, em média, sete minutos para ficar pronta. Enquanto ela cozinha, podemos juntar o que temos legumes na geladeira, fazer um refogado e jogar na massa.

Natureba - Exato! Muito mais saudável. No sábado, cozinhei uma massa integral em menos de dez minutos. Na panela do lado, esquentei sardinha de lata, pedaços de tomate e um resto de cenoura cozida que estava na geladeira. Almoço saudável no prato em menos de meia hora.

Nutri - Boa! Quando temos preguiça, é só refogar o que tem de sobra na geladeira e colocar na massa. Massinha com refogado!

Natureba - Marido elogia e eu digo: “Aproveita porque não faço ideia de como fazer essa receita de novo.”

Aliás, a própria marca Mossmann opções legais de massas tradicionais. Sem a necessidade de ser instantânea e ganhar alguns minutos no cozimento.

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Leitora pergunta: Qual sal usar? Marinho 2 X 0 Himalaia

03 de janeiro de 2017 5

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Leitor pergunta. Lado Natureba responde.

Leitora Fátima pergunta:

“O sal marinho é mais saudável? Onde compro? E o sal do himalaia?”

O sal marinho é mais saudável do que o sal refinado. Os processos térmico, de refino e branqueamento retiram nutrientes e adiciona produtos químicos, em geral.

Já o sal marinho não sofre isso. No máximo, é moído para ser mais fácil de usar nos alimentos.

Mas nenhum sal pode ser consumido em exagero. O sal em excesso aumenta o risco de doenças cardiovasculares, hipertensão, cálculo renal, entre ooutras.

Na quantidade certa, o sal traz minerais importantes para o organismo. O limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde é de cinco gramas diárias. É aproximadamente uma colher de chá.

Importante: o sal marinho deve manter o iodo. Não precisa ser iodado depois. É importante para a saúde.

Já o sal rosa do himalaia tem gerado polêmica. Veja a opinião de duas nutricionistas consultadas pelo blog Lado Natureba sobre o assunto:

Nutri Bruna Brognoli:

O sal marinho é melhor por não ter aditivos de agentes antiaglomerantes. Mas é importante ter iodo.

Consumimos menos iodo do que o recomendado. Ele passou a ser adicionado ao sal para reduzir os casos de escorbuto.

Importante lembrar que estão sendo questionados os benefícios do sal do himalaia. E também o fato de que salga menos do que o sal normal, o que leva as pessoas a usarem mais, elevando o consumo de sódio.

Nutri Aline de Andrade:

O sal marinho é uma boa alternativa. Tem que ter iodo, que é um nutriente importante para a formação dos hormônios da tireóide.

Já o sal rosa do Himalaia está na moda, mas não tem comprovação de que é melhor para nossa saúde. Será que vale pagar dez vezes mais? Acho que este dinheiro poderia ser melhor investido em outros alimentos.

Exatamente como o sal rosa do Himalaia, os principais elementos que compõem o sal marinho não refinado, além de cloreto de sódio são cálcio, potássio, magnésio, brometo, zinco e ferro. O resto dos elementos vem em quantidades tão pequenas que são considerados elementos secundários, como em quantidades de 0,0001% ou menos em volume.

Se mesmo assim você deseja consumir o sal rosa, meu conselho é que seja na finalização de pratos.

Onde comprar o sal marinho?

Em lojas de produtos naturais, é mais fácil de encontrar. Há também em alguns supermercados. A pedido do blog Lado Natureba, a Loja Virtual do Mercado Público de Porto Alegre pesquisou e encontrou na banca 12 uma boa opção:

Sal Marinho com Iodo

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Leia mais:

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Dra, o que faz com o paciente que não muda para ficar saudável?

30 de dezembro de 2016 0

Por Giane Guerra

 

CC0 Public Domain.

CC0 Public Domain.

 

O blog Lado Natureba perguntou para uma médica:

- Qual o teu sentimento quando o paciente não muda os hábitos de vida para ficar saudável?

Médica – Bá. A gente tenta entender, convencer com jeito… Mas é difícil, sabe? Difícil não virar os olhinhos.

Natureba – É falta de conhecimento?

Médica – Sempre acho que o maior problema é falta de conhecimento e entendimento. Quando é isso, eu sou compreensiva e tento ajustar.

Natureba – Mas não é só isso, né?

Médica - A dificuldade é com gente que desanima ou o que chamam tecnicamente de humor deprimido. Gente que sabe o que tem e o que tem que fazer, mas se arrasta, dizendo que “não consegue”.

E você, leitor? Também diz que não consegue sem nem ter tentado?

Pitaco pessoal: A blogueira aqui teve diabete gestacional na segunda gravidez. O mais fácil seria tomar remédio. Mas o mais fácil era o melhor para o bebê? Não. Para o bebê, o melhor era uma dieta saudável e exercícios físicos diários. Foi esta a minha opção, portanto. E foi muito mais fácil do que eu esperava, com um resultado tão bom que toda a família mudou de hábitos e mantivemos a nova vida mesmo após o nascimento do bebê.

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Leitoras perguntam - Como alimentar uma criança doente?

28 de dezembro de 2016 0

Por Giane Guerra

 

Foto: Ilya Andriyanov / Deposit Photos.

Foto: Ilya Andriyanov / Deposit Photos.

 

Leitor pergunta. Lado Natureba responde.

Mães leitoras já perguntaram várias vezes como deve ser a alimentação da criança que está doente. Seja qual for o “dodói”, leia o alerta principal do Guia Alimentar feito pelo Ministério da Saúde para crianças:

“Durante a doença, a criança aumenta suas necessidades de energia e nutrientes, além de reduzir sua ingestão devido à anorexia e de aumentar suas perdas pela diarreia, necessitando, assim, de maiores cuidados quanto à sua alimentação.”

A criança precisa mais ainda de nutrientes durante a doença. Precisa reforçar e não enfraquecer a sua imunidade. Ou seja, apesar da tentação de dar algo que seja facilmente aceito pelos pequenos, evite açúcar, conservantes, corantes e gordura vegetal (hidrogenada/trans).

São alimentos que deixam o organismo ainda mais debilitado e atrasam a recuperação da criança. Favorecem a inflamação. Ou seja, fuja de gelatinas, sorvetes, achocolatados, “inhos”, bolachas…

Microbiota – Bactérias do bem que fortalecem a imunidade

Ficando muito doente? O açúcar pode estar derrubando sua imunidade.

Dez coisas que crianças não devem comer. Veja opções melhores.

O que a boa – e a má – alimentação provocam no sistema imunológico

Círculo vicioso - O Ministério da Saúde alerta para o círculo vicioso entre desnutrição e infecção que ocorre quando a criança fica doente:

“A criança doente, por apresentar falta de apetite, ingere menos alimentos e gasta mais energia devido à febre e ao aumento da produção de alguns hormônios e anticorpos. Além disso, há um aumento no catabolismo de proteínas com perdas significativas de nitrogênio pela via urinária e, nos casos de diarreia, de perdas gastrintestinais, não só de nitrogênio como de energia e micronutrientes como zinco e vitamina A. Essa última vitamina também é perdida por via urinária durante a diarreia.”

Infecções frequentes podem atrasar o desenvolvimento da criança. Além disso, provocam deficiência de nutrientes, o que deixa a criança mais vulnerável a ficar doente de novo. Está aí o círculo vicioso.

A criança fica mais resistente a comer. Prepara-se para isso. Mas vale a pena direcionar esforços para manter uma alimentação boa.

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“É claro que a anorexia é um fator limitante, cujos efeitos podem ser minimizados oferecendo, com freqüência, os alimentos prediletos da criança, ricos em calorias e numa consistência que facilite a sua deglutição e que não irrite as mucosas (alimentos muito ácidos) se a criança apresentar dor à deglutição e/ou mastigação.”

Aposte em alimentos ricos em vitamina A. Vale para doenças como sarampo, diarreia, infecções respiratórias agudas e outras infecções graves.

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Alimento vivo - Se a criança mama no peito, já é uma ótima notícia. O leite materno é alimento vivo. Além de prevenir infecções, o leite materno limita os efeitos negativos das doenças. É cheio de nutrientes e tem anticorpos que a própria mãe está produzindo contra a doença.

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Depois da doença - O Ministério da Saúde comenta que a criança costuma ter mais apetite depois da doença. Está recuperando o seu “estado nutricional”. É bom turbinar a denta com mais calorias boas e proteínas.

“A proteína adicional preferencialmente deve ser de alto valor biológico (carne, produtos lácteos e ovos), o que favorecerá, também, o aporte nutricional de ferro, zinco e algumas vitaminas.”

 

 

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