Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts com a tag "agrotóxico"

Leitor pergunta - Iodo ajuda a tirar o agrotóxico do alimento?

10 de janeiro de 2017 0

Leitor pergunta. Lado Natureba responde.

 

iodo

 

Leitor pergunta – Iodo ajuda a tirar agrotóxico do alimento?

O leitor César Vieira pergunta:

“Tenho lido materiais na internet que indicam iodo para remover o agrotóxico dos alimentos. Funciona?”

Resposta:

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária é enfática: evite iodo para remover agrotóxicos dos alimentos!

Ou seja, não siga o que estes textos dizem. Segundo o Ministério da Saúde, é mais uma “receita milagrosa.”

A Anvisa argumenta que não há dados científicos que comprovem a eficácia do uso do iodo para remover os agrotóxicos. Inclusive, alerta para a ação oxidante.

“Pode oxidar não somente os resíduos de agrotóxicos como também vitaminas, flavonoides e outros compostos benéficos presentes na superfície dos alimentos, o que levará à diminuição de seu conteúdo nutricional.”

O iodo em tintura alcoólica é até considerado um medicamento. Tem ação bactericida.

Então, a orientação da Anvisa para quem comprar alimentos convencionais em vez de orgânicos é:

“A recomendação mais segura e correta para diminuição do nível residual de agrotóxicos da superfície é lavá-los bem em água corrente, com auxílio de uma esponja ou escovinha destinadas somente para esta finalidade.”

Até pode usar um pouco de detergente e sabão neutro. Mas é preciso enxaguar bem.

Lembrando que remove pouco do agrotóxico, que fica impregnado no alimento. Até mesmo deixar de consumir as cascas não é indicado já que a pessoa deixa de consumir fibras e outros nutrientes importantes do alimento, removendo pouca quantidade do agrotóxico.

Já a imersão prévia dos alimentos por 20 minutos em água com hipoclorito de sódio (água sanitária) pode e deve ser feita. Só que apenas diminui a contaminação por germes e micróbios. Não retira agrotóxico do alimento.

Leia mais:

Leitor pergunta: Lavar o alimento retira parte dos agrotóxicos?

Os 13 alimentos com agrotóxicos que trazem maior risco de intoxicação

Pessoas que variam menos os alimentos sofrem mais com agrotóxicos. Como fugir?

Mais de 160 fornecedores gaúchos entram no programa de controle de agrotóxicos do Walmart

Desenho animado explica para crianças o que são alimentos orgânicos

Aprovada lei que inclui orgânicos na merenda escolar de Porto Alegre

Um em cada dez consumidores já compra orgânicos nos supermercados gaúchos

Orgânicos precisam de cuidados para durarem mais

Aplicativo de celular mostra 42 feiras orgânicas no Rio Grande do Sul

===

Siga o @ladonatureba no Twitter.

Os 13 alimentos com agrotóxicos que trazem maior risco de intoxicação

25 de novembro de 2016 1

Por Giane Guerra

 

17482829

 

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária divulgou nesta sexta-feira uma atualização do PARA, o Programa de Análises de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos. Foram monitoradas mais de 12 mil amostras por todo o País.

É a primeira vez que o relatório monitora o risco agudo para a saúde. Está relacionado às intoxicações que podem ocorrer dentro de 24 horas após o consumo do alimento.

Foram avaliados 25 alimentos. Em 13 deles, houve amostras com risco potencial agudo para a saúde. Nesta ordem:

 

1 – Laranja 12,1% das amostras tinham risco

2 – Abacaxi 5%

3 – Couve 2,6%

4 – Uva 2,2%

5 – Alface 1,3%

6 – Mamão 0,8%

7 – Morango 0,6%

8 – Manga 0,5%

9 – Pepino 0,4%

10 – Feijão 0,3%

11 – Goiaba 0,2%

12 – Repolho 0,2%

13 – Maçã 0,1%

 

Acha que são percentuais pequenos? Desde que você não esteja entre os intoxicados, não é mesmo…

As amostras foram coletadas em supermercados. Do total, 99% até tinham agrotóxicos, mas sem risco agudo para a saúde.

O maior problema da laranja, segundo a Anvisa, é o carbofurano. Está, inclusive, sendo reavaliado pelo órgão. No caso do abacaxi, o risco é o agrotóxico carbendazim.

Para as próximas pesquisas, a Anvisa quer elevar para 36 o número de alimentos avaliados. Além disso, está avaliando o efeito cumulativo do agrotóxico no organismo.

Tirar a casca, no caso de alguns alimentos, pode até reduzir a presença de agrotóxico. Mas não elimina adequadamente. Em alguns casos, a eliminação das fibras e nutrientes da casca talvez nem compense. E o agrotóxico não sai nem lavando: Leitor pergunta: Lavar o alimento retira parte dos agrotóxicos?

Pessoas que variam menos os alimentos sofrem mais com agrotóxicos. Como fugir?

Mais de 160 fornecedores gaúchos entram no programa de controle de agrotóxicos do Walmart

Desenho animado explica para crianças o que são alimentos orgânicos

Aprovada lei que inclui orgânicos na merenda escolar de Porto Alegre

Um em cada dez consumidores já compra orgânicos nos supermercados gaúchos

Orgânicos precisam de cuidados para durarem mais

Aplicativo de celular mostra 42 feiras orgânicas no Rio Grande do Sul

===

Siga o @ladonatureba no Twitter.

 

 

 

Encontrados pesticidas proibidos em teste feito em oito alimentos

31 de outubro de 2016 2

Por Giane Guerra

 

Foto: Ricardo Duarte / Agencia RBS.

Foto: Ricardo Duarte / Agencia RBS.

 

 

A Associação de Consumidores ProTeste testou oito alimentos no Rio de Janeiro e em São Paulo. Pegou em supermercados e feiras amostras de alface crespa, maçã, milho, morango, pimentão verde, tomate, farinha de trigo e soja em grão. Apesar de a coleta dos itens ter sido feita só no Sudeste, a pesquisa indica um comportamento que deve ocorrer por todo o País.

A conclusão? A saída são os orgânicos e hortas em casa, indica a entidade.

Isso porque foi encontrado pesticidas acima da quantidade e até proibidos no Brasil. Quando o agrotóxico não é permitido é porque não tem a sua segurança comprovada.

O laboratório verificou quais os produtos estavam nos alimentos e a quantidade. A Proteste analisou se estão autorizados para o uso no Brasil e para o cultivo daquele alimento.

Foram compradas 30 amostras.

- 14% tinham níveis de pesticidas acima do recomendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
- 37% tinham substâncias não autorizadas para o plantio de determinado tipo de alimento ou proibidas no Brasil

Qual o alimento com mais problemas?

O pimentão! Que, aliás, é o líder de contaminação segundo o PARA (Programa Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos).

As quatro amostras mostraram:

- 19 resíduos de pesticidas

- 9 não são permitidos pela Anvisa para o cultivo desse alimento

Além disso, as quatro amostras de morango testadas apresentaram resíduos de agrotóxicos. Em metade, as substâncias encontradas não são autorizadas no cultivo dessa fruta. Em uma dessas, foi verificado resíduos acima do limite máximo permitido. Então, o morango foi o segundo mais problemático do teste.

E tem mais: todas as amostras de soja tinham resíduos de pesticidas. Foram encontrados resíduos de glifosato e AMPA em quantidade bem superiores ao limite máximo permitido e resíduos permitidos para essa cultura (Ditiocarbamatos).

Todas as amostras de tomate também apresentaram resíduos de pesticidas. E, em uma amostra, estavam presentes resíduos de Oxamil. Segundo a associação, é proibido no Brasil pela Anvisa.

Já a alface foi o produto com menos resíduos, apesar de ter Ditiocarbamatos, acima do limite recomendável para o plantio dessa cultura. É um dos pesticidas mais usados no Brasil.

Dentre as cinco amostras de maçã analisadas, quatro delas (80%) tinham resíduos de pesticidas. Foi encontrado em uma amostra resíduos de Ditiocarbamatos acima do limite máximo permitido e duas amostras tinham Tiacloprido, um resíduo de pesticida não permitido para a cultura de maçã.

Das três amostras de milho avaliadas, 67% apresentaram resíduos de Ácido Aminometilfosfônico. Isso indica o uso de dosagens excessivas do herbicida glifosato no plantio.

O mesmo percentual de contaminação foi observado dentre as farinhas de trigo analisadas. Duas das três amostras continham resíduos de pesticidas, sendo um deles, o Glifosato, não permitido para essa cultura.

===

Leia mais:

Veja preços dos alimentos da nova feira de orgânicos no Bairro Petrópolis

Leitor pergunta: Lavar o alimento retira parte dos agrotóxicos?

Uso de agrotóxicos triplicou em cinco anos no Rio Grande do Sul

Um em cada dez consumidores já compra orgânicos nos supermercados gaúchos

Orgânicos precisam de cuidados para durarem mais

Dossiê Congelamento – Como conservar os alimentos no congelador

Pessoas que variam menos os alimentos sofrem mais com agrotóxicos. Como fugir?

Preços de orgânicos variam até mais de 100% – Aprenda onde comprar:

Loja virtual do Mercado Público completa um ano com produtos naturais como carro-chefe

Frutas e legumes feios costumam ser mais nutritivos e são desperdiçados

Porto Alegre tem mais de 50 feiras de rua

Compra coletiva de orgânicos encurta caminho entre produtor e consumidor

Aplicativo de celular mostra 42 feiras orgânicas no Rio Grande do Sul

===

Siga o @ladonatureba no Twitter.

E também curta o Facebook do Lado Natureba.

 

Uso de agrotóxicos triplicou em cinco anos no Rio Grande do Sul

30 de setembro de 2016 2

Por Giane Guerra

 

 

Foto: Ricardo Duarte / Agencia RBS.

Foto: Ricardo Duarte / Agencia RBS.

 

 

O uso de agrotóxicos triplicou em cinco anos no Rio Grande do Sul. Passamos de uma taxa de 3,86 quilos por hectare para 11,91 quilos.

O dado está no Relatório Nacional de Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Agrotóxicos, que usa informações de 2013. Mas a sanitarista do Centro Estadual de Vigilância em Saúde Vanda Garibotti afirma que o uso seguiu aumentando depois disso.

Os agrotóxicos provocam intoxicações agudas e crônicas. No ano passado, foram registradas 264 intoxicações agudas no Rio Grande do Sul. Mas Vanda alembra que apenas uma em cada 50 (!!!) são registradas, conforme projeção da Organização Mundial da Saúde.

- E isso é obrigatório. Os profissionais de saúde são obrigados a registrar.

Por isso até que a bióloga está participando de uma caravana da Associação dos Médicos do Rio Grande do Sul.

Não há dados assim das intoxicações crônicas por agrotóxicos. Os sintomas são menos intensos. Mas gera desde doenças de pele, lesões nos olhos até câncer.

- O uso continuado e a exposição ao produto ou resíduos causam muitos malefícios ao ser humano, como depressão, dermatoses, alergias, pneumonites, insuficiência renal, catarata, conjuntivite, redução de fertilidade, mutagêneses, diarreia, salivação, dor de cabeça, dor no peito e dor abdominal. Os agrotóxicos são considerados, ainda, desreguladores endócrinos e causam alterações comportamentais e falência ovariana, entre outros problemas de saúde. – alerta Vanda Garibotti.

 

Mais dados dos agrotóxicos no Rio Grande do Sul

Em 2013, o Rio Grande do Sul passou Goiás e assumiu o quinto lugar no País em comercialização de agrotóxicos. Ainda assim, a notificação por intoxicações é muito baixa. O Ministério da Saúde vê falhas neste processo de comunicação.

Desde 2008, O Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos.

 

 

Reprodução JE Online.

Reprodução JE Online.

 

 

Leitor pergunta: Lavar o alimento retira parte dos agrotóxicos?

Pessoas que variam menos os alimentos sofrem mais com agrotóxicos. Como fugir?

Mais de 160 fornecedores gaúchos entram no programa de controle de agrotóxicos do Walmart

Desenho animado explica para crianças o que são alimentos orgânicos

Aprovada lei que inclui orgânicos na merenda escolar de Porto Alegre

Um em cada dez consumidores já compra orgânicos nos supermercados gaúchos

Orgânicos precisam de cuidados para durarem mais

Aplicativo de celular mostra 42 feiras orgânicas no Rio Grande do Sul

===

Siga o @ladonatureba no Twitter.

 

Leitor pergunta: Lavar o alimento retira parte dos agrotóxicos?

16 de setembro de 2016 0

Por Giane Guerra

 

 

Foto: Ricardo Duarte / Agencia RBS.

Foto: Ricardo Duarte / Agencia RBS.

 

 

 

Leitor Romeo pergunta se lavar o alimento reduz a quantidade de agrotóxico.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, lavar o alimento retira parte dos agrotóxicos. Mas não completamente.

A Anvisa explica que os agrotóxicos podem ser divididos quanto ao modo de ação. São sistêmicos ou de contato.

Os sistêmicos são aqueles que, quando aplicados nas plantas, circulam através da seiva por todos os tecidos vegetais. Por isso, a distribuição é uniforme e o tempo de ação é ampliado.

Já os agrotóxicos de contato agem externamente no vegetal e precisam entrar em contrato com o alvo biológico (pragas). Mesmo estes têm boa parte absorvida pela planta. Isso porque ele penetra pelas porosidades do alimento.

Lavar os alimentos em água corrente só remove parte dos resíduos de agrotóxicos que ficam na superfície. Mas isso não invalida a lavagem.

“Os agrotóxicos sistêmicos e uma parte dos de contato, por terem sido absorvidos por tecidos internos da planta, caso ainda não tenham sido degradados pelo próprio metabolismo do vegetal, permanecerão nos alimentos mesmo que esses sejam lavados. Neste caso, uma vez contaminados com resíduos de agrotóxicos, estes alimentos levarão o consumidor a ingerir resíduos de agrotóxicos.” – alerta a Anvisa.

Então, para reduzir o consumo de agrotóxicos, é preciso optar por alimentos orgânicos ou “Brasil Certificado”. Segundo a Anvisa, produtos com a origem identificada aumentam o comprometimento dos produtores com a qualidade dos alimentos.

E mais: alimentos da época – ou da estação, como dizemos – levam menos agrotóxicos.

Água sanitária remove agrotóxicos dos alimentos?

Anvisa informa que não há evidências científicas de que a água sanitária ou o cloro removam resíduos de agrotóxicos nos alimentos. Soluções de hipoclorito de sódio (água sanitária) devem ser usadas para a higienizar os alimentos com o objetivo apenas de matar agentes microbiológicos. A proporção é aquela que sempre falamos aqui: uma colher de sopa para um litro de água.

Leia mais:

Pessoas que variam menos os alimentos sofrem mais com agrotóxicos. Como fugir?

Mais de 160 fornecedores gaúchos entram no programa de controle de agrotóxicos do Walmart

Desenho animado explica para crianças o que são alimentos orgânicos

Aprovada lei que inclui orgânicos na merenda escolar de Porto Alegre

Um em cada dez consumidores já compra orgânicos nos supermercados gaúchos

Orgânicos precisam de cuidados para durarem mais

Aplicativo de celular mostra 42 feiras orgânicas no Rio Grande do Sul

===

Siga o @ladonatureba no Twitter.

 

 

Empresa condenada em R$ 50 mil por vender beterraba com muito agrotóxico

11 de julho de 2016 1
Foto: Roni Rigon / Agencia RBS.

Foto: Roni Rigon / Agencia RBS.

 

Por expor os consumidores ao risco, uma empresa de hortigranjeiros foi condenada a pagar R$ 50 mil por vender produtos com agrotóxicos acima do permitido. A indenização é por dano moral coletivo e o dinheiro vai para o chamado Fundo de Reconstituição de Bens Lesados.

A decisão é da 19ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Condenou a empresa Transporte e Comércio de Hortifrutigranjeiros D’Agostini Ltda.

Os produtos tinham agrotóxicos acima do permitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Análises foram feitas em 2013 pelo Instituto de Pesquisas Biológicas e pelo Laboratório Central de Saúde Pública em itens vendidos pela empresa em grandes redes de supermercados.

Foi verificado alto índice de agrotóxico na beterraba. A ação civil pública argumentava que foram detectados os ingredientes ativos: acefato, clorpirifos e metamidofos. Todos, segundo a Anvisa, em quantidade não autorizada.

Relator do recurso, o desembargador Marco Antonio Angelo argumentou responsabilidade da empresa ao colocar no mercado produtos impróprios ao consumo e que põem em risco a saúde dos consumidores. A empresa não contestou a condenação do pagamento do dano moral coletivo, mas sim o valor, que afirmou ser alto, colocando em risco a continuidade do negócio.

- Porém, se verificou que a situação econômica da ré é muito boa, comercializando seus produtos junto a grandes redes de supermercados no Rio Grande do Sul e em outros Estados.

O relator informou ainda que não é a primeira vez que a empresa é alvo de inquérito civil.

Leia mais sobre o assunto:

Dossiê Congelamento – Como conservar os alimentos no congelador

Pessoas que variam menos os alimentos sofrem mais com agrotóxicos. Como fugir?

Preços de orgânicos variam até mais de 100% – Aprenda onde comprar:

Boa e Barata – Nova entrega de orgânicos em casa na Região Metropolitana

Loja virtual do Mercado Público completa um ano com produtos naturais como carro-chefe

Frutas e legumes feios costumam ser mais nutritivos e são desperdiçados

Porto Alegre tem mais de 50 feiras de rua

Compra coletiva de orgânicos encurta caminho entre produtor e consumidor

===

Siga o @ladonatureba no Twitter.

Pessoas que variam menos os alimentos sofrem mais com agrotóxicos. Como fugir?

27 de junho de 2016 0
Foto: Mauro Vieira / Agencia RBS.

Foto: Mauro Vieira / Agencia RBS.

 

 

Por Giane Guerra

 

Se a pessoa come só poucos tipos de frutas, a salada é todo dia igual, os legumes são os mesmos… Ela tem o que chamamos de dieta “monótona”. Dois problemas, para começo de conversa:

* Ingere pouca variedade de nutrientes. A natureza tem mais de 4 mil, estimam nutricionistas.

* E fica exposta aos mesmos tipos de agrotóxicos.

O alerta dos agrotóxicos é do fiscal da vigilância sanitária Augusto Kluczkovski Jr. Cada tipo de alimento costuma levar determinados produtos químicos.  Para o milho, uns. Feijão, outros… Cada cultura tem as doenças que a planta mais sofre.

- Então, quando você come cada dia uma coisa diferente, vai dando tempo do seu organismo metabolizar e se livrar desse princípio. Não acumula tanto. Agora, se você comer arroz todo dia, vai acumulando justamente os agrotóxicos do arroz, sem dar tempo do seu organismo metabolizar.

Então, variar é a dica básica. Comeu pimentão hoje, não coma amanhã.

- Aliás, o pimentão é o campeão disparado de agrotóxico nos últimos anos.

Tirar a casca dos alimentos é outra dica, caso não se confie que são orgânicos. Perde-se fibras, mas diminui a quantidade de agrotóxicos.

A frase do nosso especialista em Ciência de Alimentos é bárbara:

- Sabe o ditado que muita gente morre pela boca? Pode ser verdade.

As pessoas precisam cuidar mais do que comem. Como o Lado Natureba sempre diz: se não cuidamos do que colocamos dentro da gente… Cuidamos do que?

Kluczkovski orienta as pessoas a buscarem programas de rastreabilidade. Há grandes redes de supermercados já com esses sistemas. Conhecer o produtor, questionar sobre o uso de agrotóxicos é importante. E se, para fugir dos agrotóxicos, o consumidor cai nos produtos processados, o fiscal diz:

- Besteira! Os alimentos industrializados – como feijão e arroz – também levaram agrotóxicos.

E estudos mostram: melhor comer os vegetais e frutas com agrotóxicos do que não comer alimentos frescos.

Preços de orgânicos variam até mais de 100% – Aprenda onde comprar:

Boa e Barata – Nova entrega de orgânicos em casa na Região Metropolitana

Loja virtual do Mercado Público completa um ano com produtos naturais como carro-chefe

Frutas e legumes feios costumam ser mais nutritivos e são desperdiçados

Porto Alegre tem mais de 50 feiras de rua

Compra coletiva de orgânicos encurta caminho entre produtor e consumidor

Aplicativo de celular mostra 42 feiras orgânicas no Rio Grande do Sul

Pediatra querido aqui do blog, Flávio Melo está fazendo um material bacana sobre segurança alimentar. Descobrimos lá o entrevistado deste post.

===

Siga o @ladonatureba no Twitter.