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Pediatra mandou dar alimentos antes dos seis meses do bebê. O que faço?

03 de março de 2017 2

 

Foto: Diego Vara / Agencia RBS.

Foto: Diego Vara / Agencia RBS.

 

Leitores perguntam. Lado Natureba responde.

Pergunta que recebemos muito aqui, além de vermos com muita frequência pela vida e pelas redes sociais:

Pediatra mandou fazer a Introdução Alimentar antes dos seis meses do bebê. Organizações de saúde dizem que não. O que faço?

Confira a opinião de especialistas, colocados aqui em ordem alfabética, já que sabemos que o tema é bem polêmico:

Cristina Machado, consultora em amamentação, bióloga e doutora em Ciências. Autora da página Plantão Materno:

Eu trocaria de pediatra! Seguindo as recomendações do manual de nutrologia do Ministério da Saúde, quando não possível o aleitamento materno exclusivo até seis meses, ele deve continuar sendo aleitamemnto misto (peito e fórmula) até os seis meses tbém. Pediatras antecipam a Introdução Alimentar por algumas questões como alto custo do leite artificial. Então, a ideia é que é melhor, para mães pobres, dar batata e cenoura que leite de saquinho. Alguns estudos mostravam uma janela imunológica dos quatro aos seis meses, mas esse estudo não foi feito com bebês amamentados exclusivamente. Há muito desconhecimento. Pediatras nem deveriam prescrever Introdução Alimentar. O Manual de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria diz que a IA tem que ser feita a partir dos seis meses, atendendo ao desenvolvimento neuropsicomotor do lactente. ‘Nesta idade, a maioria das crianças atinge estágio de desenvolvimento com maturidade fisiológica e neurológica e atenuação do reflexo de protrusão da língua, o que
facilita a ingestão de alimentos semissólidos. As enzimas digestivas são produzidas em quantidades suficientes, razão que habilita as crianças a receber outros alimentos além do leite materno.’ Está no material de saúde da criança do Ministério da Saúde a recomendação de introduzir alimentos somente após os seis meses: ‘Não há vantagens em se iniciar os alimentos complementares antes dos seis meses, podendo, inclusive, haver prejuízos à saúde da
criança, pois a introdução precoce de outros alimentos está associada a:
• Maior número de episódios de diarréia;
• Maior número de hospitalizações por doença respiratória;
• Risco de desnutrição se os alimentos introduzidos forem nutricionalmente inferiores ao
leite materno, como, por exemplo, quando os alimentos são muito diluídos;
• Menor absorção de nutrientes importantes do leite materno, como o ferro e o zinco;
• Menor eficácia da amamentação como método anticoncepcional;
• Menor duração do aleitamento materno.’

Cristina Targa Ferreira, presidente da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul:

Não está errado introduzir com quatro meses e nem com seis meses. Mas não se deve retardar mais do que seis meses a introdução alimentar. Começar com frutas no lanche da manhã e, quando estiver aceitando, começar legumes no almoço (papa salgada). Com oito e nove meses, já comer dois lanches de frutas (manhã e tarde) e almoço e jantar (papa salgada). O importante é não dar “outras coisas”, como industrializados, no primeiro ano de vida. Só dê comidas saudáveis. E não retardar demais a introdução alimentar, pois só o leite não é suficiente após os seis meses. Outra coisa importante: é para dar frutas e não sucos. A fruta é dada de colher, raspada. A fruta tem fibras e menos açúcar (frutose) do que os sucos. E não compete com a mamada.

Fabíola Frezza Andriola, nutricionista infantil especialista em Comportamento Alimentar. Tem o site Introdução Alimentar:

Esta orientação é mais comum do que parece! Mesmo que esperar os seis meses seja a recomendação da Organização Mundial da Saúde e Sociedade Brasileira de Pediatria. Está no próprio manual deles… Não há benefício algum começar a Introdução Alimentar antes dos seis meses. Mas… As desculpas são mil… Por exemplo, a volta ao trabalho. Deveriam, então, ensinar como ordenhar e estocar o leite, indicar uma nutricionista especializada ou consultora em amamentação. Outra desculpa: bebê não ganha peso. Gente! Nada é mais completo do que o leite materno. Como uma banana será mais completa?  Minha dica: informe-se! Empodere-se e acredite em si mesma, mamãe! É possível sim voltar a trabalhar e manter o aleitamento. Até mesmo na impossibilidade de ordenhar, melhor uma boa fórmula do que comidinha Dificilmente um bebê senta sozinho e sem apoio antes dos seis meses e esse é o principal sinal de estar pronto para iniciar a introdução alimentar. 

Flávio Melo, pediatra especialista pela Sociedade Brasileira de Pediatria e membro da Associação Brasileira de Nutrologia. Tem o site Pediatria do Futuro:

Caso a sua licença seja de seis meses, em concordância com o pediatra, você poderá começar a testar alimentação sólida (frutas, palitinho de legumes, procurem BLW – Baby Led Weaning em inglês ou Desmame Orientado pelo Bebê) 15 dias antes e dessa forma permitir que ele se alimente no intervalo antes do almoço e à tarde. Se sua licença for de quatro meses, use o atestado de mais 15 dias do pediatra (não precisa ser doente para necessitar do aleitamento). Após isso, use o direito de uma hora a mais de intervalo. Dependendo da situação, seria melhor iniciar introdução alimentar mais cedo do que substituí-la integralmente por fórmula. Já existem estudos que não demonstram nenhum problema em iniciar IA entre os quatro e seis meses, nessas condições acima, a critério do médico acompanhante.

 

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Dieta com jejum - Médicos alertam para perda de músculo e transtorno mental

07 de fevereiro de 2017 1

Por Giane Guerra

 

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O Lado Natureba é “cheio de dedos” com dietas restritivas. Temos “o pé atrás” com o corte de grupos de alimentos sem a pessoa ter uma necessidade forte para isso.

Achamos que a oferta de produtos sem glúten, sem lactose e etc é bacana. Já vimos beneficiar muito pessoas que, com um acompanhamento médico, descobriram que precisam ter um controle sobre estes alimentos.

Na minha casa, por exemplo, nosso cuidado alimentar é direcionado a reduzir açúcar, pelo histórico familiar. Ou seja, “comer como a sua avó” não pode ser aplicado fielmente lá em casa.  ;-)

Mas voltando ao assunto do post, o jejum. Dá um medão dessa moda aí.

Já escrevemos sobre isso aqui: “Não faça sem supervisão”, alerta nutricionista sobre jejum para aumentar expectativa de vida

E a nutricionista Carmem Franco nos avisou do alerta enviado pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, que é bem objetivo ao dizer “Dieta do jejum intermitente pode trazer riscos à vida”.

A dieta prega uma redução drástica de calorias ingeridas em um determinado período de tempo. O jejum pode ser de dez, 14 ou 16 horas. Alguns adeptos optam por comer pouco durante dois ou três dias na semana. Outros ignoram refeições do dia.

O Simers cita um alerta do médico da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Rio Grande do Sul Eduardo Camargo.

- Embora o jejum possa causar emagrecimento, esse ocorre às custas de uma perda grande de massa muscular e água. Além disso, a maioria dos estudos que temos foi feita em animais.

Além da massa muscular, alerta para a perda de nutrientes importantes e cansaço.

- Com um jejum prolongado a pessoa começa a sentir maior irritabilidade, confusão mental, perda de água, músculo e de nutrientes importantes, como o potássio.

Explica que um homem adulto ativo precisa ingerir cerca de 2.200 calorias por dia. E uma mulher, 1.600.

- Para tolerar o jejum, se consome mais gordura e proteína. Esse tipo de compensação não é saudável.

O Simers também alerta para o impacto psicológico. Estes efeitos são bem difíceis de conscientizar antes que o problema já dê os sinais claros.

- Esses métodos radicais podem causar uma anorexia ou bulimia nervosas, por exemplo, em algum indivíduo mais frágil, focado na beleza e no culto ao corpo. – diz a psiquiatra da Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, Maria Angélica Nunes.

Não tem milagre

A nutricionista Sinara Menezes pede cautela com o apelo da perda de peso no jejum.

- Quando se trata de emagrecer, não existe fórmula milagrosa. É sempre preciso ter cuidado com o radicalismo, pois mudar profundamente os hábitos alimentares sem orientação médica, além de colocar a saúde em risco, propicia o efeito sanfona.

Então, a nutri sugere o que chama de “alternativas menos radicais”:

- Fracionar a alimentação: fazer em torno de seis alimentações leves ao longo do dia.
- Reduzir os carboidratos. Cortar os carboidratos refinados e substituí-los por aqueles ricos em fibras, como grãos e cereais integrais. As fibras auxiliam a promover a saciedade e a retardar a liberação da glicose no organismo.
- Turbinar o metabolismo. Apostar em bebidas livres de açúcar e adoçantes, especialmente aquelas com efeito termogênico pode beneficiar os que lutam contra a balança. Além de acelerar a queima de gorduras, alguns chás auxiliam no controle do apetite.

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Fim de ano detox - Quatro alimentos que eliminam as toxinas do corpo e aumentam a imunidade

12 de dezembro de 2016 0

Por Giane Guerra

 

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Ser mais saudável será sua promessa para 2017? O blog Lado Natureba apoia.

Aliás, as festas de fim de ano estão aí. Que tal preparar o corpo?

Nada de dieta radical. A sugestão é investir em alimentos “detoxicantes”, que ajudem na reeducação alimentar e a eliminar as impurezas do corpo.
Segundo a nutricionista na Nature Center, Sinara Menezes, nem adianta culpar as festas de fim de ano.

- Consumo de processados, açúcares e gorduras leva à retenção dessas impurezas. A culpa não é só das festas natalinas, mas de uma dieta desregrada ao longo de todo um período. Alimentos como fast foods, guloseimas e industrializados são ricos em corantes e conservantes, substâncias que podem se acumular no organismo e causar uma série de inflamações.

Isso abre a porta para doenças, deixando a imunidade da gente no dedão do pé.

Então, vamos eliminar toxinas?

A chamada dieta detox deve ser aplicada em casos específicos, adverte Sinara Menezes. Isso porque é restritiva.

Mas a gente pode incluir alimentos detox no cardápio na boa. Começando pelos integrais e alimentos que tenham muita fibra, em geral. A nutri dá quatro dicas básicas:

· Couve: altamente nutritiva, as folhas desse vegetal são ricas em vitaminas A, do complexo B e vitamina C. Rica também em sais minerais, a couve possui concentração equilibrada de cálcio e magnésio. É uma ótima fonte de fibras, auxiliando no processo digestivo e beneficiando a mucosa estomacal. É um dos principais alimentos detox, porém também podemos destacar outros vegetais como o brócolis, repolho, couve-flor, couve de Bruxelas, rabanete e nabo.
· Frutas cítricas: como a laranja, possuem grande poder antioxidante e alta concentração de vitamina C. Graças a essas propriedades, aceleram a excreção de toxinas e impurezas do organismo. Além disso, são de fácil inclusão na dieta, podendo compor sucos funcionais. Frutas como o limão, laranja e abacaxi tem poder diurético, anti-inflamatório e beneficiam o processo digestivo, auxiliando no combate ao inchaço.
· Arroz integral: rico em fibras insolúveis, este alimento auxilia na eliminação de toxinas durante o trânsito intestinal. Também é um cereal bastante nutritivo. É rico em sais minerais como potássio, cálcio, ferro e uma ótima fonte de vitaminas do complexo B.
· Líquidos: beber água é fundamental para que o corpo consiga eliminar as toxinas. Este é um dos componentes mais importantes no processo detoxificante, presente em praticamente todos os excrementos. Se o corpo está desidratado, o trabalho dos rins é prejudicado. Urina e suor são formas de expulsar as impurezas. Além da água, o chá verde e a água de coco podem ajudar, inclusive como ingredientes de um suco detox. Hidratar-se bem é essencial.

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Está em vigor nova regra para rótulos de leite artificial, papinhas e mamadeiras

06 de dezembro de 2016 1

Por Giane Guerra

 

Começaram a valer agora em dezembro as novas regras para rótulos de alimentos e itens usados com bebês. O objetivo é controlar o consumo de produtos industrializados e incentivar o aleitamento materno como base da alimentação de bebês e crianças pequenas.

“Ah, mas meu bebê sempre chupou bico e mamou no peito!”

Que bom. Mas o nosso caso nem sempre faz a estatística. Os estudos mostram que há bicos e leites artificiais podem incentivar o desmame, que é recomendado até os dois anos pela Organização Mundial da Saúde.

Então, o Governo Federal vetou também a publicidade de alimentos infantis que seriam prejudiciais à amamentação, como papinhas, leites artificiais e até mamadeiras. A ideia é regular a alimentação das crianças de até três anos e evitar a interferência da publicidade nas campanhas de incentivo ao aleitamento materno.

Isso ocorreu no ano passado. As empresas tiveram prazo de um ano para se adequarem. O prazo terminou agora em novembro.

A lei trata da comercialização de alimentos para mães e crianças durante o período da amamentação e proíbe que esses produtos, além de mamadeiras e chupetas, tenham propagandas veiculadas nos meios de comunicação. A regulamentação também restringe descontos e exposições especiais desses alimentos e produtos em supermercados.

Quanto à rotulagem, a regra proíbe que as embalagens contenham fotos, desenhos e textos que induzam ao uso. E obriga que elas tragam a idade correta indicada para o consumo. No caso de chupetas, mamadeiras e bicos, determina que sejam informados os prejuízos que o uso desses materiais pode causar ao aleitamento materno.

Na época do debate, o Senado divulgou que o maios desafio é conscientizar as famílias de baixa renda sobre a importância do aleitamento materno para o desenvolvimento intelectual e físico da criança. São 60 milhões de pessoas.

Veja um resumo pelo Senado sobre as novas regras:

 

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Assista também à entrevista sobre amamentação e introdução alimentar do bebê com Rafaéli Arruguetti, nutricionista do Hospital Mãe de Deus, especialista em nutrição materno infantil:

 

 

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Leia mais:

“Só engravidei de novo quando tive segurança que poderia seguir amamentando.”, um depoimento sobre amamentar na gestação

Leite artificial? Bico de silicone? Livre demanda? – Orientações para a boa amamentação já na maternidade

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Comida de criança

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Gorduras boas - Cinco substituições na comida que fazem bem ao coração

24 de novembro de 2016 2

Por Giane Guerra

 

 

Foto: CC0 Public Domain

Foto: CC0 Public Domain

 

 

Já falamos aqui sobre o mito de que todas as gorduras são ruins. Não são.

Há gorduras boas e bem importantes para o organismo. Como exemplos, a nutricionista Bianca Naves sugere os ômegas 3 e 6.

- Os ômegas têm função importante na manutenção de níveis adequados de colesterol e na prevenção de doenças crônicas, auxiliando, assim, a manter a saúde do coração e a garantir uma alimentação equilibrada e saudável.

E mais: aumentam a imunidade e evitam a obesidade. Então, não são inimigos da dieta. Há o efeito anti-inflamatório dos nutrientes.

- Para reduzir o risco de doenças cardiovasculares em até 10%, o ideal é substituir 5% do valor calórico total que vem das gorduras saturadas por gorduras ‘boas’, as insaturadas, como os ômegas 3 e 6.

Onde encontrar:

Ômegas 3: Salmão, atum, chia, linhaça, noz.

Ômegas 6: Óleos vegetais, cremes vegetais, nozes, castanhas, amendoim.

A nutri Bianca Chimenti sugere cinco substituições no dia a dia:

1. Substituir o consumo de carne vermelha por peixes, como salmão, atum e sardinha, de 2 a 3 vezes por semana. Ajuda a garantir o consumo de ômega 3.
2. Nozes e castanhas são boa opção de lanche para contribuir com gorduras boas.
3. Cremes vegetais são produtos a base de óleos vegetais e contêm ômegas 3 e 6. Inclua no café da manhã.
4. O consumo de 25 gramas de proteína de soja por dia também ajuda a diminuir o colesterol.
5. A aveia vai muito bem com frutas e vitaminas. Além de adicionar sabor, ela é rica em beta glucana, um tipo de fibra que ajuda a diminuir a absorção de gorduras ruins.

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Mito ou verdade – Farinha ajuda a eliminar a gordura do churrasco?

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"A gelatina do dia a dia é pior que a cerveja do sábado", explica nutricionista

14 de novembro de 2016 3

Por Giane Guerra

 

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- A gelatina do dia a dia é pior que a cerveja do sábado.

O exemplo é dado pela nutricionista Rita Lamas. A nutri nos ajuda sempre a derrubar mitos de alimentação saudável. E essa frase é ótima para o blog Lado Natureba falar sobre a diferença fundamental entre a rotina e o eventual, já que escutamos muito: “mas então vou me alimentar de vento”, “e o prazer da vida?” ou “só vou comer pasto, então?”.

- É o dia a dia que conta. Não o eventual.

Mas o que é eventual?

- Depende. Uma vez por semana, talvez.

Mas antes, atenção: Não estamos dizendo que cerveja é melhor que gelatina!

Não é a questão.

Cheia de conservantes e corantes, a gelatina da frase representa alimentos aparentemente inofensivos que estão na nossa rotina, na sobremesa do almoço de quase todos os dias, no lanche da tarde… E ainda com uma boa dose de açúcar.

Mas se você gosta muito de gelatina, coma! Só saiba o que está comendo e tente que seja o eventual, a escapada ou o “pé na jaca”. Ou então, faça as receitas de gelatina natural que já publicamos no blog Lado Natureba: Por que não dar gelatina para crianças?

- Não entendo o motivo de a gelatina ser tão prescrita. Mas, enfim, comer eventualmente, em uma festa, uma vez por semana, não tem problema. Mas sempre prefira a gelatina normal, que não tem os adoçantes artificiais.

A questão é: se o dia a dia da alimentação for equilibrado, a exceção não atrapalha. E não estamos falando só em peso, mas muito mais em qualidade de vida e saúde.

Há substâncias que não engordam, mas que afetam a sua saúde. Com muito açúcar, gorduras ruins e aditivos químicos, baixam a imunidade com risco de provocar doenças graves no longo prazo.

Não é só a gelatina. É o peito de peru, é a bolacha de água e sal… Veja: Dez pegadinhas da alimentação (pseudo) saudável

E sobre a cerveja? Aposto que o pessoal que curte uma cerveja ficou animado.

Não é que cerveja faça bem para a saúde, viu? Foi só um exemplo. Alguns estudos até mostram que o álcool faz bem, mas…

- Nós, os profissionais da saúde, ainda temos receio de prescrever álcool, né… Mas tomar cerveja no sábado é normal. Eu também tomo. Não deixo de ser saudável e não ganho peso. Desde que não seja no dia a dia. – diz a nutri Rita Lamas.

Então, resumindo, não deixe de comer algo que gosta, não deixe de ir em uma festa que só vai servir “porcarias”.

- Só tenta comer menos. Esse é o segredo da qualidade de vida. Não é para cortar tudo e ser infeliz. – encerra a nutri.

Feito, leitores? Boa semana!

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Leia mais matérias com Rita Lamas:

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“Margarina? Dê para seu pior inimigo”, diz nutricionista

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"Crianças de 5 a 9 anos podem ser a primeira geração a viver menos que seus pais" - diz Marcio Atalla

31 de outubro de 2016 0

Por Giane Guerra

 

Foto: Alan Pedro / Agencia RBS.

Foto: Alan Pedro / Agencia RBS.

 

 
- As crianças de 5 a 9 anos podem ser a primeira geração a viver menos que seus pais.

A declaração foi de Marcio Atalla, na Expoagas deste ano. É preparador físico especialista em nutrição e apresentador do quadro Medida Certa do Fantástico.

Atalla mostrou bastante preocupação com a alimentação e o sedentarismo das crianças brasileiras. Acrescentou que quatro em cada cinco crianças são sedentárias no País.

E não são só as crianças com esse problema. Estima-se que 80% da população brasileira não se movimenta o necessário.

- Na década de 80, o brasileiro dava em média 10 mil passos por dia. Atualmente, são apenas 2,2 mil passos.

O ser humano sempre se movimentou por necessidade. Precisava caçar para comer, não tinha carro, elevador e controle remoto.

Marcio Atalla listou na palestra quatro regras sobre alimentação:

1 – comer mais fibras
2 – diminuir a quantidade de sal e açúcar
3 – ingerir menos gordura
4 – consumir mais água durante o dia

Atalla ficou famoso por ajudar o jogador Ronaldo Fenômeno a emagrecer após a aposentadoria.

 

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Franquia catarinense terá fast food saudável em Porto Alegre

27 de outubro de 2016 1

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Por Giane Guerra

A DNA Natural vai abrir um restaurante em Porto Alegre em breve. É uma empresa de Florianópolis, que foi comprada agora pelo grupo Restaura, que foi criado em Santa Cruz do Sul, mas atualmente está com sede em Laguna.

Pois o dono, Flávio Conrad, já está em negociação avançada com um parceiro. A ideia é abrir vários restaurantes no Rio Grande do Sul, onde a DNA ainda não tinha chegado.

É um fast food de alimentação saudável. Usa produtos frescos nas preparações. A ideia é vender o que a gente chama de comida de verdade.

Veja o vídeo que gravamos com Conrad aqui na Convenção ABF do Franchising, na Bahia:

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Ovo é um dos alimentos mais completos para bebês e crianças, defende pediatra

19 de setembro de 2016 1

Por Giane Guerra

 

 

Foto: CC0 Public Domain.

Foto: CC0 Public Domain.

 

 

- Depois do leite materno e do fígado, não sei se você vai encontrar alimento mais completo para dar para o seu bebê na introdução alimentar.

Começa assim a defesa do pediatra Flávio Melo de que o ovo seja colocado com frequência na alimentação de bebês e crianças.

Por vários anos – e ainda hoje -, há um receio de oferecer ovo para bebês devido a riscos de alergia. Alguns profissionais, inclusive, sugerem dar primeiro a gema e só depois de algum tempo oferecer a clara. Ou então, dar clara somente perto da vacina da gripe para testar se há reação.

Mas o pediatra defende que os pequenos devem comer também por este potencial alergênico.

- Assim, você ensina o sistema imunológico dele a reconhecer adequadamente o alimento e evita que ele cause problemas. Os últimos estudos mostram que a introdução precoce dos alérgenos ensina o sistema imunológico.

A não ser, é claro, que os pais saibam já que a criança tem alergia ou sensibilidade ao ovo.

Mas por que Flávio melo defende tanto o ovo? Ele explica:

“O ovo é uma fonte de proteínas de alto valor biológico: nele estão contidos os nove aminoácidos essenciais que o nosso corpo não fabrica e, como você deve saber das aulas de biologia, as proteínas são alimentos construtores. Nada melhor para seu bebê que está em fase construção!

Além disso, um pouco mais de proteína significará mais saciedade e você não terá um bebê ultra faminto comparado aos comedores de leite com farináceos e açúcar em excesso.

O ovo tem gordura boa!!! Isso, a gordura predominante no ovo é monoinsaturada. Isso mesmo: aquela do azeite de oliva que faz bem pro coração!

Além disso, o ovo tem gordura saturada (que não faz mal em quantidades normais e em alimentos não-processados) e poli-insaturada (um tiquinho de ômega-3), que fornecem energia e aumentam ainda mais a saciedade.

A lista de vitaminas e minerais é enorme:

Vitamina A, D, E, K (importante!).
K2 (mais importante ainda! ovos orgânicos/de capoeira principalmente)
Vitaminas do Complexo B, incluindo Folato e a importantíssima.
Colina (nutrição para o cérebro do seu filho).
Betina, que além de tudo ajuda à regular a genética do seu filho para o bem (sim!).
Cálcio, Ferro, Magnésio, Fósforo, Potássio, Sódio, Zinco e Selênio (importantes para a imunidade!!).
E se não bastasse tudo isso acima, o ovo tem antioxidantes, que ajudam a manter a imunidade e “limpam” a sujeira que entra no corpo do seu filho. Especialmente os carotenoides zeaxantina e luteína, que são essenciais para o desenvolvimento de uma boa visão e que custam bem caro na forma de comprimidos.”

 

Convencido? Ainda não? 

 

E o colesterol?

Ovo tem colesterol sim. Mas o pediatra lembra que a criança precisa de colesterol para produzir hormônios e que é muito pior o colesterol produzido pelo fígado quando a criança consome muito açúcar.

 

Qual o melhor ovo?

O melhor ovo é o caipira e orgânico.

Leitores perguntam: Qual a diferença entre os ovos?

Leitor pergunta: Como aproveitar a casca dos ovos?

 

Como oferecer?

O pediatra Flávio Melo diz para não oferecer ovo cru ou pouco cozido.

 

Quando ao óleo, sugere nesta ordem:  Manteiga clarificada (ghee ou da terra) ou manteiga comum – Azeite de oliva (opção para os alérgicos à leite que não podem manteiga) – Banha – Óleo de coco – Canola.

 

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Leia mais orientações do pediatra aqui: Como fazer ovo na introdução alimentar de seu bebê?

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Pesquisa busca mães para desenvolver jogo para ajudar crianças a comerem direito

13 de setembro de 2016 0

Por Giane Guerra

 

Foto:  CC0 Public Domain

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Seu filho está de olho no que você come!

A influência do comportamento da mãe na alimentação dos filhos é fundamental. As pesquisas mostram isso claramente. O Lado Natureba sempre diz: os filhos não fazem o que aconselhamos, mas sim o que fazemos.

Juliana Mota está organizando um grupo de pesquisa sobre educação alimentar infantil e design. Mistura engraçada? Na verdade, a dissertação da publicitária tem como objetivo criar um jogo com atividades para incentivas as crianças a comerem mais frutas e legumes.

- Ver os pais comendo legumes é muito mais eficiente do que usar punição ou recompensa, mostram as pesquisas. É impressionante.

Então, a Juliana está buscando mães com crianças entre dois e seis anos. Haverá um encontro, onde serão trocadas informações e dicas. As crianças podem ir!

A reunião será no dia 24 de setembro, um sábado. À tarde, das 13h às 18h. Na unidade Unisinos Porto Alegre. Haverá estacionamento e alimentação gratuitos para as mães que participarem presencialmente. Informações pelo whatsapp 51.98373352.

Atenção: As vagas são limitadas! Mas para quem quiser ir até lá. O encontro será transmitido por Live no Facebook da pesquisadora Juliana Gonçalves Mota.

 

Mas uma publicitária falando de alimentação infantil?

Juliana Mota não é nutricionista, não tem filhos, não tem obesos na família. Mas se diz assustada com as crianças que comem mal.

- Me assusta muito. Me considero uma pessoa de muita sorte por ter tido na infância uma alimentação balanceada e saudável em casa. Minha avó materna era a pessoa que cozinhava na minha família e era uma nutricionista autodidata, como eu costumo brincar.

E aí vem aquela boa intenção que a gente aqui no Lado Natureba conhece bem:

- Eu gostaria que todas as crianças pudessem ter essa mesma oportunidade e vi no design um caminho para contribuir para melhor os hábitos alimentares das crianças.

A pesquisa da Juliana está focada nos pais. Suas atitudes exercem uma influência decisiva sobre o comportamento nutricional infantil.

Os pais são considerados os principais “educadores nutricionais” dos filhos porque são os mediadores nas experiências das crianças com os alimentos.

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