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Posts com a tag "azeite"

Proibida venda de lote de azeite de oliva extra virgem com excesso de iodo

03 de abril de 2017 6

olivenza
A Anvisa está proibindo distribuição e venda de lote de azeite de oliva extra virgem com índice de iodo acima do recomendado. A publicação do Ministério da Saúde está no Diário Oficial da União.

É o produto da marca Olivenza, produzido em Mongaguá, em São Paulo. A determinação da Anvisa é para o lote 16D18, válido até 04/2019.

“considerando o laudo de análise fiscal definitivo nº 60.00/2016, emitido pelo Centro de Laboratório Regional de Santos IX – Instituto Adolpho Lutz, com resultado insatisfatório por apresentar índice de refração e índice de iodo acima das faixas recomendadas para o produto.”

Em 2015, outro lote da marca também apresentou laudo com problemas. Na época, a Anvisa também proibiu a venda.

O telefone do SAC da Olivenza é 0800 7707 808. Mas a atendente diz para o consumidor enviar um e-mail para qualidade@olivenza.com.br.

Aguardamos também um posicionamento solicitado para o departamento de marketing da empresa.

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Qual o melhor azeite de oliva no mercado?

Veja aqui o teste feito pela Proteste

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Receita - Pasta de berinjela com pimentão

19 de janeiro de 2017 1

Por Giane Guerra

 

 

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Pasta de berinjela com pimentão

A melhor pastinha de berinjela que já comi! Porque estava gostosa e porque foi feita de coração pelo meu amigo-fonte Célio Levandovski. E que, claro, vai ter que dividir com a gente a receita.

Lavar bem a berinjela. Tira a ponta e corta o resto em cubos.

Coloca para ferver com um pouco de água, sal, pimenta, uma folha de louro. Cozinha até a berinjela ficar quase sem água.

Frite separado cebola, alho e pimentão. Acrescentar a berinjela e fritar. Colocar sal, pimenta, orégano e tempero verde quase no final.

Os temperos podem variar conforme o “gosto do cliente.”

Leva em torno de 35 minutos para ficar pronta.

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Análise de 20 marcas dá notas de 30 a 91 a azeites de oliva. Confira:

29 de agosto de 2016 3
Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Agencia RBS.

Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Agencia RBS.

 

 

Por Giane Guerra

 

O blog Lado Natureba publicou na semana passada:

Teste reprova oito de 20 azeites de oliva analisados

A pesquisa é da Associação de Consumidores Proteste. É a quinta vez que a entidade faz a análise.

De 20 azeites testados, quatro foram eliminados. Outros quatro não são indicados para compra.

Os leitores pediram as notas de cada produto testado. Então, o blog Lado Natureba publica aqui:

Aprovados:

Cocinero – Nota 91 (O melhor avaliado. E foi encontrado com preço de R$ 10,15 e R$ 21,49.)

Olive – Nota 86

Cardeal – Nota 86

Gallo - Nota 85

La Española - Nota 85

Borges - Nota 85

Serrata - Nota 80

Taeq - Nota 77

La Violetera - Nota 77

Andorinha - Nota 76

Selmi Renta Superiore - Nota 75

Carbonell - Nota 71

 

Reprovados:

Qualitá - Nota 30

Beirão - Nota 30

Carrefour Discount - Nota 30

Filippo Berio - Nota 30

Pramesa – Eliminado por adulteração.

Figueira da Foz - Eliminado por adulteração.

Tradição - Eliminado por adulteração.

Quinta D´Aldeia - Eliminado por adulteração.

Mais detalhes da avaliação na tabela abaixo. Clique para ampliar a imagem:

 

 

tabela

 

 

Leia mais:

Dossiê dos óleos e azeites – Qual escolher?

Leitor pede avaliação sobre o óleo de arroz

Leitora pergunta como identificar o ponto de fumaça dos óleos e azeites

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Teste reprova oito de 20 azeites de oliva analisados

25 de agosto de 2016 2

Por Giane Guerra

 

 

Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Agencia RBS.

Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Agencia RBS.

Pela quinta vez, a Proteste Associação de Consumidores testou azeites de oliva. E novamente os resultados decepcionam: ainda há fabricantes colocando nas prateleiras produtos adulterados. A entidade considera fraude.

De 20 azeites testados, quatro foram eliminados. Outros quatro não são indicados para compra.

Em quatro marcas, havia indícios de outros óleos vegetais adicionados. Ou seja, não tinha apenas a gordura da azeitona.

“São reincidentes os fabricantes dos azeites Figueira da Foz, Tradição e Quinta d`Aldeia que parecem pouco se importar com o consumidor. Essas mesmas marcas haviam sido denunciadas em 2013, por conta da mesma irregularidade apontada agora. A eles se juntou o Pramesa, que no último teste não havia sido eliminado. Estes produtos foram eliminados do teste após a análise em laboratório comprovar adulteração, com adição de outros óleos vegetais, o que não é permitido por lei.”

Embora tragam a palavra extravirgem na embalagem, os azeites da Qualitá, Beirão, Carrefour Discount e Filippo Berio foram apontados como virgens na análise. Significa que, na hora da compra, o consumidor paga mais caro por um extravirgem, mas leva um produto virgem.

Segundo a avaliação da Proteste, sete marcas não poderiam ser classificadas como extravirgens: quatro são virgens (Qualitá, Beirão, Carrefour Discount, Filippo Berio); e três são o que chamamos de lampantes, ou seja, adequados somente para uso industrial devido à alta acidez: Figueira da Foz, Tradição e Quinta D’Aldeia.

Segundo a entidade, os fabricantes estão infringindo o Código de Defesa do Consumidor e outras legislações.

 

Notícias boas

Mas o teste trouxe notícias boas: cinco marcas que tinham sido avaliadas como virgens, em 2013, agora apresentaram um azeite melhor. A avaliação mostrou que são extravirgem agora. Foram os casos de La Española, Carbonell, Serrata, Gallo e Borges.

 

O melhor

O produto mais bem avaliado foi o Cocinero. É indicado pela Proteste como autêntico azeite extravirgem, que apresentou excelente qualidade, apesar de sua embalagem de plástico. Isso porque as garrafas de vidro escuro tendem a conservar melhor o alimento.

Além disso, teve o melhor custo-benefício entre os produtos analisados. O ponto negativo é o rótulo que precisa de adequações porque não informa a data de envase do produto.

Pesquisa:
Marcas testadas: Andorinha; Beirão; Borges; Carbonell; Cardeal; Carrefour; Cocinero; Figueira da Foz; Fillippo Berio; Gallo; La Espanhola;La Violetera; O-Live; Pramesa; Qualitá; Quinta da Aldeia; Renata; Serrata; Tradição e Taeq.

 

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Leia mais:

Dossiê dos óleos e azeites – Qual escolher?

Leitor pede avaliação sobre o óleo de arroz

Leitora pergunta como identificar o ponto de fumaça dos óleos e azeites

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Leitora pergunta como identificar o ponto de fumaça dos óleos e azeites

10 de maio de 2016 0

Leitor pergunta. Lado Natureba responde.

Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Agencia RBS.

Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Agencia RBS.

 

 

Por Giane Guerra

 

Leitora Clélia Ramos leu os posts:

- Dossiê dos óleos e azeites – Qual escolher?

- Leitor pede avaliação sobre o óleo de arroz

E pergunta:

“Quando ligamos o fogão e colocamos o óleo na panela para fritar alguma coisa, qual é a temperatura que se atinge com esse aquecimento? Como saber se passamos ou não do ponto de fumaça de cada óleo?”

Vice-presidente do Conselho Regional de Nutricionistas, Carmem Franco responde:

“Ao usar óleos, deve-se respeitar que a temperatura não ultrapasse o “ponto de fumaça” ou “ponto de saturação”. É quando as substâncias benéficas das gorduras transformam-se em uma substância nociva chamada acroleína. Ela é tóxica para o aparelho digestivo e também relacionada a alguns tipos de câncer.

Quando começa a sair fumaça com bastante cheiro, significa que aqueceu demais. Podemos fritar com óleo novo e aquecendo lentamente. Não colocar em fogo bem alto de início.”

 

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Leitor pede avaliação sobre o óleo de arroz

09 de maio de 2016 1

Leitor pergunta. Lado Natureba responde.

 

Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Agencia RBS.

Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Agencia RBS.

 

Por Giane Guerra

 

Na sexta-feira, o blog Lado Natureba publicou um dossiê com avaliações sobre óleos e azeites.

Confira: Dossiê dos óleos e azeites – Qual escolher?

O leitor Luiz Fernando Dillmann, da empresa Irgovel, pediu que citássemos também o óleo de arroz. A vice-presidente do Conselho Regional de Nutricionistas, Carmem Franco, já enviou a avaliação:

“Óleo de arroz – É semelhante ao óleo de soja, oliva e milho, apresentando apenas 20% de gordura saturada, bem menos que os óleos de palma e de coco. É rico em gorduras monoinsaturadas e as poli-insaturadas, consideradas protetoras por contribuírem com a redução do colesterol total e ainda aumentarem o HDL (colesterol bom).
Como em todos os óleos, seus benefícios dependem de consumo moderado, pois todos apresentam valor calórico semelhante, com 9 calorias por grama de gordura.
É ainda fonte de vitamina E possui ação anti-oxidante, ou seja, importante na prevenção de danos celulares, ajudando a combater o envelhecimento precoce.
Sua temperatura não deve ultrapassar 180ºC. Assim como qualquer outro óleo, não deve ser reutilizado, pois perde as propriedades benéficas a partir do momento em que começa a produzir fumaça.
Apresenta sabor ameno, não comprometendo as preparações.”

 

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Dossiê dos óleos e azeites - Qual escolher?

06 de maio de 2016 5

Leitor pergunta. Lado Natureba responde.

 

Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Agencia RBS.

Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Agencia RBS.

 

 

Por Giane Guerra

Que óleo usar? Azeite é melhor? Qual faz bem? Qual faz mal?

As blogueiras do Lado Natureba e os leitores têm muitas dúvidas. Este post quer destrinchar o assunto com a vice-presidente do Conselho Regional de Nutricionistas, Carmem Franco.

Vamos lá!

 

Lado Natureba – Qual o melhor óleo para o dia a dia?

Nutricionista Carmem Franco - Os óleos vegetais de cozinha são provenientes de diferentes plantas e sementes com diferentes composições de vitaminas solúveis em gorduras (Vitaminas A, D, E e K) e diferentes gorduras: monoinsaturada, poliinsaturadas (ômega 6 e ômega 3) e saturadas.

Todas elas são indispensáveis para o equilíbrio da nossa saúde. Inclusive as gorduras saturadas são essenciais para a produção de hormônios, revestimento de células nervosas e outras funções. Todas devem estar presentes na alimentação do dia a dia, em quantidades moderadas.

 

Lado Natureba – O que é ponto de fumaça?

Nutri – Ao usar óleos, deve-se respeitar que a temperatura não ultrapasse o “ponto de fumaça” ou “ponto de saturação”. É quando as substâncias benéficas das gorduras transformam-se em uma substância nociva chamada acroleína. Ela é tóxica para o aparelho digestivo e também relacionada a alguns tipos de câncer.

O ponto de fumaça geralmente é maior em óleos vegetais do que em gordura animal. É maior em óleos refinados que nos não refinados. E é maior em gorduras mais novas que nas mais velhas.

A reutilização do óleo é desaconselhável. O processo de degradação do óleo acontece quando é exposto a temperaturas elevadas e restos de comida mudam o seu ponto de fumaça.

Gorduras que têm outras substâncias, como a manteiga, possuem ponto de fumaça menor que gorduras puras. Para frituras, devemos usar aqueles óleos que suportam temperaturas mais altas, como o óleo de arroz e soja.

Lado Natureba – Qual a diferença entre óleos e azeites?

Nutri – Óleos são gorduras extraídas de plantas e sementes através de pressão, solventes químicos e posterior purificação e refinação. Azeites são extraídos a frio, não são usados solventes químicos e não sofrem o processo de refinação.

O aquecimento modifica todas as gorduras. Altera propriedades de sabor, acidez e qualidade nutricional de seus ácidos graxos. Quanto mais alto o ponto de fumaça, mais tolerância às altas temperaturas.

 

Lado Natureba – Azeite de oliva: Há diferença no uso adequado do virgem e do extravirgem?

Nutri – A diferença entre o azeite e o azeite extra-virgem é a acidez. Quanto menor a acidez, maior a pureza do produto.

O extravirgem é o mais nobre, obtido da primeira prensagem da azeitona fria. Tem a menor acidez (até 1%), maior quantidade de antioxidantes, que retardam o envelhecimento e protegem contra o câncer e combatem o colesterol ruim.

O azeite virgem tem acidez máxima de até 1,5% ou 2%, e é extraído da segunda ou terceira prensagem das azeitonas. Isso acarreta a perda do sabor e um pouco das propriedades.

 

Lado Natureba – Óleo de canola – Por que é tão controverso? Dizem que é tóxico.

Nutri – É originário do óleo de Colza, que não é próprio para a alimentação. Mas a semente foi modificada, sendo então considerado um óleo saudável por ter baixa gordura saturada e por ser rico em gordura monoinsaturada e poli-insaturada, apresentar menor teor de gordura saturada: menos que os de soja, milho e girassol e ter ótima relação ômega 3 e 6.

É comparado ao azeite de oliva, mas por ser refinado acaba perdendo um pouco de suas propriedades. Tem a vantagem do preço menor, de poder ser aquecido até 180ºC, mas é originário de uma modificação de semente.

 

Lado Natureba – E o óleo de milho?

Nutri – Rico em gordura poliinsaturada – ômega 6 – e monoinsaturada. Ajuda a melhorar os níveis do colesterol, protege as artérias e melhora o sistema imunológico. Pode ser também aquecido até 180ºC. Contém vitamina E, antioxidante, e vitamina A, que protege contra problemas de visão.

 

Lado Natureba – E o óleo de girassol, que tem sido bem indicado para forno e fogão.

Nutri – Possui baixa porcentagem de gordura do tipo saturada e alta de gordura do tipo monoinsaturada. Contém ômega 6 e 9, porém em pequenas quantidades. É rico em vitamina E, considerada um poderoso antioxidante no combate ao envelhecimento além de auxiliar no bom funcionamento do sistema imunológico; e gordura monoinsaturada, ótimo para prevenir doenças cardiovasculares. É um pouco mais resistente do que os outros óleos, podendo ser aquecido até 200ºC.

 

Lado Natureba – Óleo de soja – Não deve mesmo ser usado? Pessoal anda falando muito mal dele.

Nutri – Rico em gordura poliinsaturada ômega 3 e ômega 6, que atua diminuindo o colesterol ruim (LDL) e aumentando o colesterol bom (HDL). Outro fator positivo deste óleo é o custo-benefício, sendo o óleo mais em conta. Pode ser aquecido a mais de 200°C sem perder as propriedades. Por ter um ponto de fumaça mais alto e o custo acessível é uma boa opção para frituras.

 

Lado Natureba – Óleo de coco – Para cozinhar ou não? É caro. Vale o preço?

Nutri – É uma alternativa para os vegetarianos. Adiciona sabor ao alimento. Mas deve ser usado com moderação, pois é rico em gordura saturada. Só que, devido também ao alto teor de gorduras monoinsaturadas, protege o coração por diminuir o colesterol ruim (LDL) e aumentar o colesterol bom (HDL). Tem ação termogênica, que ajuda a queimar calorias.

 

Lado Natureba – Óleo de palma ou dendê – são difíceis de achar, não? Valem a procura?

Nutri – Contém altos índices de gordura poli-insaturada (ômega 6 e ômega 9), além de ser fonte de vitamina E, que atua. É utilizado em grande variedade de produtos, como sorvetes, chocolate, alimentos industrializados, pois proporciona ótima textura e crocância. Também usado para produzir velas, graxas e lubrificantes, cosméticos e sabão. É também muito utilizado na culinária baiana, nos acarajés, vatapás e outras receitas tradicionais.

 

Lado Natureba – E o óleo de linhaça?

Nutri – É extraído a frio da semente de linhaça, o que preserva suas propriedades nutricionais. É fonte de vitaminas, minerais, ômegas 3, 6 e 9 com ação anti-inflamatória, contribuindo para a saúde cardiovascular e intestinal, além de prevenir doenças da pele, como psoríase, dermatite e acne, mantendo-a adequadamente hidratada.

Também é considerado antioxidante, ajudando a combater os radicais livres responsáveis pelo envelhecimento celular. O óleo de linhaça é encontrado na forma de cápsulas, o que facilita o seu consumo.

 

Lado Natureba – Manteiga – É boa para cozinhar substituindo os óleos?

Nutri – É responsável por conferir grande sabor aos alimentos, mas seu ponto de fumaça fica em torno de 150°C. Portanto, é bom usar se a temperatura não for tão alta.

Para usar a manteiga em preparações nas quais a temperatura será mais alta, pode-se usar a manteiga clarificada (sem a parte das proteínas e água). O processo remove as partes sólidas do leite aumentando o ponto de fumaça para 200°C. Só que esses dados são divergentes conforme a fonte consultada.

 

Lado Natureba – Banha – Tem sido bastante citada nos materiais que sugerem que a gente volte a cozinhar como os avós.

Nutri – O efeito maléfico das gorduras saturadas vem sendo questionado nos últimos anos. Como todos os óleos, a banha não possui apenas um tipo de gordura (saturada), mas sim um mix entre saturadas e insaturadas. Todos os óleos quando aquecidos saturam (em tempos diferentes) e liberam também algumas substâncias tóxicas.

É rica em vitaminas do complexo B e ômega 3. Está voltando à tona na busca de uma alimentação menos industrializada. Porém, não se pode utilizar em grandes quantidades.

 

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Muita informação, não?!

Mas vamos a algumas conclusões, então:

- O ideal é variar os tipos de óleos para conseguir aproveitar todos os benefícios que cada um pode oferecer!
- Não é recomendado reutilizar os óleos aquecidos. Quanto mais aquecidos, menos gordura insaturada eles têm e com mais gordura saturada ficam, alterando o que era bom para ruim.
- Não há consenso quanto ao efeito de gordura saturada nos riscos de doenças cardíacas.
- Isso não significa que você deva comer gordura saturada em grande quantidade.
- Quando as gorduras são aquecidas no preparo de um prato, devemos ter em mente o ponto de fumaça delas.
- Gorduras com baixo ponto de fumaça (manteiga, margarina, azeite extra virgem) não são indicadas para preparos em alta temperatura. Dê preferência aos óleos vegetais, pois possuem maior ponto de fumaça.

 

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