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Pediatra mandou dar alimentos antes dos seis meses do bebê. O que faço?

03 de março de 2017 2

 

Foto: Diego Vara / Agencia RBS.

Foto: Diego Vara / Agencia RBS.

 

Leitores perguntam. Lado Natureba responde.

Pergunta que recebemos muito aqui, além de vermos com muita frequência pela vida e pelas redes sociais:

Pediatra mandou fazer a Introdução Alimentar antes dos seis meses do bebê. Organizações de saúde dizem que não. O que faço?

Confira a opinião de especialistas, colocados aqui em ordem alfabética, já que sabemos que o tema é bem polêmico:

Cristina Machado, consultora em amamentação, bióloga e doutora em Ciências. Autora da página Plantão Materno:

Eu trocaria de pediatra! Seguindo as recomendações do manual de nutrologia do Ministério da Saúde, quando não possível o aleitamento materno exclusivo até seis meses, ele deve continuar sendo aleitamemnto misto (peito e fórmula) até os seis meses tbém. Pediatras antecipam a Introdução Alimentar por algumas questões como alto custo do leite artificial. Então, a ideia é que é melhor, para mães pobres, dar batata e cenoura que leite de saquinho. Alguns estudos mostravam uma janela imunológica dos quatro aos seis meses, mas esse estudo não foi feito com bebês amamentados exclusivamente. Há muito desconhecimento. Pediatras nem deveriam prescrever Introdução Alimentar. O Manual de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria diz que a IA tem que ser feita a partir dos seis meses, atendendo ao desenvolvimento neuropsicomotor do lactente. ‘Nesta idade, a maioria das crianças atinge estágio de desenvolvimento com maturidade fisiológica e neurológica e atenuação do reflexo de protrusão da língua, o que
facilita a ingestão de alimentos semissólidos. As enzimas digestivas são produzidas em quantidades suficientes, razão que habilita as crianças a receber outros alimentos além do leite materno.’ Está no material de saúde da criança do Ministério da Saúde a recomendação de introduzir alimentos somente após os seis meses: ‘Não há vantagens em se iniciar os alimentos complementares antes dos seis meses, podendo, inclusive, haver prejuízos à saúde da
criança, pois a introdução precoce de outros alimentos está associada a:
• Maior número de episódios de diarréia;
• Maior número de hospitalizações por doença respiratória;
• Risco de desnutrição se os alimentos introduzidos forem nutricionalmente inferiores ao
leite materno, como, por exemplo, quando os alimentos são muito diluídos;
• Menor absorção de nutrientes importantes do leite materno, como o ferro e o zinco;
• Menor eficácia da amamentação como método anticoncepcional;
• Menor duração do aleitamento materno.’

Cristina Targa Ferreira, presidente da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul:

Não está errado introduzir com quatro meses e nem com seis meses. Mas não se deve retardar mais do que seis meses a introdução alimentar. Começar com frutas no lanche da manhã e, quando estiver aceitando, começar legumes no almoço (papa salgada). Com oito e nove meses, já comer dois lanches de frutas (manhã e tarde) e almoço e jantar (papa salgada). O importante é não dar “outras coisas”, como industrializados, no primeiro ano de vida. Só dê comidas saudáveis. E não retardar demais a introdução alimentar, pois só o leite não é suficiente após os seis meses. Outra coisa importante: é para dar frutas e não sucos. A fruta é dada de colher, raspada. A fruta tem fibras e menos açúcar (frutose) do que os sucos. E não compete com a mamada.

Fabíola Frezza Andriola, nutricionista infantil especialista em Comportamento Alimentar. Tem o site Introdução Alimentar:

Esta orientação é mais comum do que parece! Mesmo que esperar os seis meses seja a recomendação da Organização Mundial da Saúde e Sociedade Brasileira de Pediatria. Está no próprio manual deles… Não há benefício algum começar a Introdução Alimentar antes dos seis meses. Mas… As desculpas são mil… Por exemplo, a volta ao trabalho. Deveriam, então, ensinar como ordenhar e estocar o leite, indicar uma nutricionista especializada ou consultora em amamentação. Outra desculpa: bebê não ganha peso. Gente! Nada é mais completo do que o leite materno. Como uma banana será mais completa?  Minha dica: informe-se! Empodere-se e acredite em si mesma, mamãe! É possível sim voltar a trabalhar e manter o aleitamento. Até mesmo na impossibilidade de ordenhar, melhor uma boa fórmula do que comidinha Dificilmente um bebê senta sozinho e sem apoio antes dos seis meses e esse é o principal sinal de estar pronto para iniciar a introdução alimentar. 

Flávio Melo, pediatra especialista pela Sociedade Brasileira de Pediatria e membro da Associação Brasileira de Nutrologia. Tem o site Pediatria do Futuro:

Caso a sua licença seja de seis meses, em concordância com o pediatra, você poderá começar a testar alimentação sólida (frutas, palitinho de legumes, procurem BLW – Baby Led Weaning em inglês ou Desmame Orientado pelo Bebê) 15 dias antes e dessa forma permitir que ele se alimente no intervalo antes do almoço e à tarde. Se sua licença for de quatro meses, use o atestado de mais 15 dias do pediatra (não precisa ser doente para necessitar do aleitamento). Após isso, use o direito de uma hora a mais de intervalo. Dependendo da situação, seria melhor iniciar introdução alimentar mais cedo do que substituí-la integralmente por fórmula. Já existem estudos que não demonstram nenhum problema em iniciar IA entre os quatro e seis meses, nessas condições acima, a critério do médico acompanhante.

 

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Bebês gêmeas fazem ensaio fotográfico Smash the Fruit

24 de janeiro de 2017 0

Leitora pergunta - Quanto tempo o que a mãe come demora para sair no leite materno?

23 de novembro de 2016 0

Por Giane Guerra

 

Foto: Arquivo Pessoal.

Foto: Arquivo Pessoal.

 

 

Leitora Fernanda pergunta:

- Quanto tempo o que a mãe come demora para sair no leite materno?

Nutricionista do Hospital Mãe de Deus, especialista em nutrição materno infantil, Rafaéli Arruguetti responde:

“Tudo que a gente come sai no leite materno. Mas o que vai chegar até o bebê é o que ele precisa: nutrientes, vitamina, cálcio, ferro…

Em geral, perguntam isso por causa da cólica. Mas não há estudo algum comprovando que a alimentação da mãe tem relação com a cólica do bebê.

A cólica é fisiológica. É preciso um amadurecimento do intestino, que estava quietinho dentro da barriga. O tempo desse desenvolvimento costuma ser de três meses. 

Então, o indicado não é restringir a alimentação, mas usar medidas de conforto. Por exemplo: slings, carinho, colo, beijo… Colo não estraga!

E muito leite materno! É como um quebra-cabeça. O leite da mãe é feito exatamente para aquele intestino do bebê.

Então, tenha uma alimentação saudável. Evitando apenas os exageros.”

*** E mais: o leite materno tem oxitocina. É o hormônio do amor e tem efeito analgésico. ***

Assista à entrevista completa com a nutricionista:

 

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Leite artificial? Bico de silicone? Livre demanda? - Orientações para a boa amamentação já na maternidade

08 de novembro de 2016 3

Por Giane Guerra

 

Ah, essa troca de olhares... Foto: Arquivo Pessoal.

Ah, essa troca de olhares… Foto: Arquivo Pessoal.

 

 

A foto é da Rafaéli Arruguetti e do Matias. A Rafaéli é mãe do Pedro, de 11 anos, e do Matias, de 2 anos e 1 mês, que ainda mama em livre demanda.

Mas a Rafaéli é também nutricionista do Hospital Mãe de Deus, especialista em nutrição materno infantil e o mais recente “achado” aqui do blog Lado Natureba.

 

A nutri topou tirar as principais dúvidas que as mães nos perguntam sobre amamentação. Até mesmo porque o leite materno é o alimento mais natureba do mundo!

Vamos já para as perguntas e as respostas enviadas pela nutri:

Blog Lado Natureba – Como preparar os seios ainda na gestação?

Nutricionista Rafaéli Arruguetti – A resposta não está nas mamas e sim na cabeça. O melhor preparo para a amamentação é a informação. O próprio organismo se encarrega de preparar as mamas durante a gestação. Nada de bucha vegetal, cremes e pomadas… Pelo contrário, podem retirar a proteção natural dos mamilos e prejudicar, aumentando a chance de lesões por deixarem a pele mais sensível. A “regrinha básica” é a pega correta desde a primeira mamada, onde o bebê deve abocanhar o máximo possível da aréola ao invés de apenas o mamilo.

Blog – Quando é realmente necessário dar complemento ainda na maternidade? Os riscos de dar e de não dar.

Nutri – Por uma regra lógica, pensemos assim: se o bebê recebe fórmula ao invés do leite materno, ficará saciado. Com isso, não suga o seio materno. Consequentemente, não estimula a mama. Então, temos um efeito dominó com muitas consequências. Entre elas, o desmame precoce. Mas não podemos ser radicais. Em alguns casos, se faz necessário correr este risco. Por exemplo, bebês que têm hipoglicemia nas primeiras horas de vida. Mesmo assim, o ideal seria colocá-lo para sugar o seio da mãe. Porém, às vezes, há mulheres em que a descida do leite tarda um pouco, o que não é anormal.

Blog – Amamentar o bebê logo que nasce reduz o risco de hipoglicemia, certo? Mesmo na cesárea, é possível pedir antes para a pediatra colocar o bebê no seio assim que retirado da mãe. Alguma orientação sobre isso?

Nutri – O contato pele a pele e a amamentação, logo após o parto, são reco­mendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e correspondem ao quarto passo da Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC). Dentre vários benefícios, encorajar a amamentação logo após o parto reduz o risco de hipoglicemia no recém nascido. Mesmo na cesárea, pode ser previamente combinado com obstetra e pediatra tal procedimento (exceto se o bebê precisar de suporte por alguma intercorrência, mas incentivado assim que o recém nascido estabilizar). A minha dica é: consulte o pediatra de sua escolha ainda no pré-natal para combinar os procedimentos da hora do parto e tirar dúvidas.

***
Pitaco blog Lado Natureba – O segundo filho da blogueira aqui, meu pequeno Gael, nasceu depois de uma diabete gestacional. Apesar de controlada com alimentação e exercícios, havia um risco maior de hipoglicemia. Fora os riscos normais de oferecer outro leite, como a dificuldade de amamentação e o potencial para alergias. Quando, durante o trabalho de parto, cedemos para a cesárea, combinei com pediatra e obstetra de colocar Gael no seio mesmo na mesa de cirurgia. E foi tudo bem! O pequeno mamou e a medição da glicemia foi ótima. Sem necessidade de leites artificiais.
***

Blog – Defende a livre demanda ou os horários marcados para amamentar?

Nutri – Livre demanda sempre! Isso significa o bebê mamar quando quiser e o quanto quiser. Ou seja, desapegue do relógio! Quando um bebê mama com a pega correta, consegue extrair todo leite que precisa se não for interrompido.

Blog – O que comer e beber (e não comer e beber) para uma amamentação saudável de um recém-nascido?

Nutri – A primeira coisa a saber é que, infelizmente, a cólica do recém-nascido é algo fisiológico, relacionada à imaturidade intestinal, adaptação do bebê nesta nova vida fora do útero, ou seja, algo que independe da alimentação da mãe. Mesmo que algumas pessoas relacionem certos alimentos às famosas cólicas do primeiro trimestre, não existe comprovação alguma de que isso influencie realmente. A orientação que sempre dou é: coma de tudo! Só evite exageros. Pois se o bebê for sensível a sentir esse amadurecimento/adaptação do intestino, vai ter cólicas mesmo quando a mãe se privar de qualquer que seja o alimento.

Blog – E a importantíssima “pega correta”, quais as principais orientações?

Nutri – Embora pareça muito instintivo, amamentar não é tão simples como se pensa. Por isso, a importância da informação ainda na gestação. Uma pega correta que permita uma sucção eficiente e uma amamentação tranquila precisa muitas vezes de auxílio para que ocorra com sucesso. Os principais sinais a serem observados: o bebê deve abocanhar não só o mamilo (“bico do seio”), mas sim toda (ou quase) aréola. A boca bem aberta e os lábios ficam virados para fora (boca de peixe). Além disso, enquanto o bebê suga, as bochechas ficam redondas (não faz cova) e a mãe não sente dor.

Blog – Qual tua orientação quanto à indicação e uso do bico de silicone?

Nutri – Comercializado com o nome de “protetor de mamilos”, é desnecessário na maioria das vezes. O uso do bico intermediário de silicone pode também levar à diminuição da produção por falta de estímulo adequado, ingurgitamento mamário ou mastite por esvaziamento ineficiente e até ao desmame. Importante saber que os bebês mamam em quase todos tipos de mamilos, sejam eles protusos, planos ou invertidos. Isso porque é a aréola que tem que ser abocanhada para garantir uma boa mamada. Em alguns tipos de mamas, os bebês apresentam uma dificuldade INICIAL de pega, ou seja, eles precisam de auxilio/treino e não de intermediário de silicone. Podemos ajudar o bebê fazendo uma prega na mama com a mão em C, usando o indicador e o polegar, segurando pela borda da aréola). Assim, ajudamos para que ele consiga abocanhar toda a aréola.

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Prematuros

Bebezinhos prematuros me enchem de amor. E a nutri Rafaéli Arruguetti pediu para orientar sobre isso também neste nosso post já que o dia 17 de novembro é o Dia Internacional da Prematuridade.

*** Leite diferente – O leite da mãe de prematuro é diferente do leite da mãe de um bebê a termo, sem que isso o torne inferior. Cada mãe produz o leite adequado para cada fase do seu bebê. Para o prematuro, a amamentação é ainda mais defendida com base nas propriedades imunológicas do leite humano, no seu papel na maturação gastrintestinal, na formação do vínculo mãe-filho e no melhor desempenho neurológico e cognitivo. Ainda, o leite materno está associado a um menor índice de reinternação hospitalar.

*** Ordenha – Importante mesmo é a mãe saber que pode amamentar seu filho mesmo estando separada dele, através da ordenha das mamas (em banco de leite ou salas de coleta de leite humano) atá que o bebê possa mamar diretamente no seio. Durante a amamentação, a coordenação da sucção/deglutição dos prematuros é maior se comparada ao uso de mamadeira, confirmando que a alimentação ao seio é mais fisiológica.

*** Método Canguru – Para colaborar com isso, o Ministério da Saúde sugere que os bebês submetidos ao Método Canguru têm uma redução significativa na incidência de infecções graves. É quando o bebê é colocado na posição vertical, contra o corpo da mãe, barriga com barriga. O apoio às mães é o principal ato para o sucesso da amamentação dos prematuros. A rotina cansativa de uma UTI e o estresse colaboram para uma diminuição da produção de leite. Para a manutenção da lactação, é primordial que, enquanto o bebê não mame no seio, a mãe faça esse papel, estimulando e ordenhando as mamas com frequência. Quando o bebê puder mamar ao seio, livre demanda!

 

Assista nossa entrevista com a nutri:

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Leia mais:

Amamentação Prolongada – Por que é recomendado amamentar por dois anos ou mais?

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Leite de vaca X Leite artificial - Qual o melhor a partir dos 2 anos de idade?

27 de setembro de 2016 4

Por Giane Guerra

 

 

Foto: Diego Vara / Agência RBS.

Foto: Diego Vara / Agência RBS.

 

 

 

Leite de vaca X Leite artificial (fórmulas e compostos lácteos)

 

O assunto é polêmico e uma dúvida que muitos pais trazem ao blog Lado Natureba. Ou seja, nossas pautas preferidas.

Aquela longa lista de ingredientes dos leites artificiais, é claro, coloca uma pulga atrás da nossa orelha. E sabemos que jamais um nutriente artificial será absorvido pelo corpo tão bem quanto o nutriente que vem da comida de verdade.

Mas antes vamos esclarecer alguns pontos:

- Estamos considerando crianças com dois anos ou mais. Antes disso, a discussão envolve outras questões que não serão abordadas agora neste post. E lembrando que o blog Lado Natureba defende o leite materno até DOIS ANOS OU MAIS. Leia: Amamentação Prolongada – Por que é recomendado amamentar por dois anos ou mais?

- O objetivo não é esgotar o assunto aqui e nem dar a resposta certa para todos. Mas sim provocar a reflexão e o questionamento. E, por isso, buscamos SEIS opiniões.

- Consideramos muito interessante ter orientação conjunta de pediatras e nutricionistas nos cuidados da alimentação das crianças. Por isso, ouvimos profissionais das duas áreas sobre o tema.

A pergunta enviada aos especialistas foi:

Após os dois anos de idade, o que é mais indicado: O leite de vaca ou o leite artificial (que inclui as fórmulas infantis e os compostos lácteos)?

Vamos às opiniões, por ordem alfabética. São longas, mas estão riquíssimas de informação!

 

Fabíola Frezza Andriola, nutricionista infantil especialista em Comportamento Alimentar.

“Leite de vaca é melhor. Tudo entra dentro de um contexto familiar. Ainda temos a cultura de que criança tem que beber leite. Às vezes, a família inteira não toma leite, mas acredita que a criança tem que tomar leite. Mas pensando em qual leite tomar, certamente o leite de vaca. Minha sugestão é o leite de vaca tipo A ou o leite de vaca tipo B, preferencialmente. Uma dica é evitar o leite de caixinha, que é o leite UHT. Este tipo de leite tem três tipos de conservantes a base de sódio. E os leites pasteurizados não têm aditivos. O leite de saquinho, que é o tipo C, também não tem aditivos. Mas recomendo o A e o B porque há menos contaminantes. Se o acesso for difícil, pode usar o leite em pó. Mas o leite em pó puro! Não o composto lácteo ou a fórmula infantil.”

 

Flávio Melo, pediatra especialista pela Sociedade Brasileira de Pediatria e membro da Associação Brasileira de Nutrologia.

“Leite de vaca é melhor. Preferencialmente, leite Tipo A fluido (leite na forma líquida). O leite tipo A UHT (UHT é leite longa vida, mais chamado de caixinha) perde lactobacilos. No geral, fluido A seria o melhor. Em segundo lugar, UHT tipo A. Os estudos mais recentes com milhares de pacientes, incluindo crianças e adolescentes (http://www.nature.com/ejcn/journal/v70/n4/full/ejcn2015226a.html), demonstram que o consumo de laticínios integrais, incluindo o leite fluido, os queijos e os iogurtes, em quantidades adequadas, se correlacionam com melhor composição corporal, menor risco de diabetes e síndrome metabólica. Além de o leite fluido ter um conteúdo maior de vitaminas lipossolúveis, há também um tipo de gordura polinsaturada chamada CLA (nesse caso, natural), que aumenta a taxa metabólica basal e os probióticos (lactobacilos), presentes também nos iogurtes integrais e queijos. O maior teor de gordura do leite também proporciona melhor sabor e mais saciedade. Para as crianças maiores de dois anos, que têm uma dieta diversa e não usam nenhum outro ‘aditivo’ ao leite – como achocolatados, açúcar e farináceos – a evidência é consistente para que se deva recomendar o leite de vaca ao invés das fórmulas e dos compostos lácteos. E importante: limitando seu consumo a duas porções (copos de 200ml) por dia.”

 

José Paulo Ferreira, pediatra da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul.

“Até um ano, não se dá leite de vaca. Entre um ano e dois anos, dar leite de vaca não é um crime. A indústria que estendeu a recomendação de fórmulas e compostos lácteos até dois anos, até três anos e agora fala-se até cinco anos. Mas assim… Se o pai chega no meu consultório com criança de dois anos e pergunta “Doutor, preciso continuar com fórmula infantil?”. Eu digo que não precisa dar fórmulas e nem compostos. E nem leites fortificados com vitaminas e etc. A fonte de alimentação da criança é arroz, feijão, batata. Comida de verdade. Vejo criança de três ou quatro anos ainda com alimentação baseada em leite. A criança não precisa de leite, precisa de cálcio. Leite é mais fácil e barato, mas o cálcio está no iogurte, queijo, leite, legumes… A criança tem que consumir duas ou três porções de cálcio por dia. Fórmulas dão uma pseudo-segurança em relação à qualidade do leite. Mas muitas trazem, por exemplo, aromatizantes e maltodextrina, que é um tipo de açúcar. Então, melhor leite de vaca.”

 

Karine Durães, nutricionista especializada em Pediatria pelo Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da FMUSP.

“A resposta depende de que criança estamos falando. Sua família toma leite e gosta? Na sua cultura, leite é importante? A criança fez sua introdução alimentar com sucesso e come bem? Leite é mais um alimento e não o mais importante. Prefiro sempre que as crianças se nutram com comida de verdade. Já os compostos são produtos alimentícios – mas, para algumas crianças, pode ser importante. O composto lácteo tem alguns nutrientes importantes associados, mas têm açúcar. O leite integral é só leite, sem os nutrientes adicionados, mas sem açúcar, o que é ótimo. Depende da criança. Se a criança tem uma alimentação que supra a necessidade destes nutrientes adicionados, melhor o leite.”

 

Silvana Nader, pediatra neonatologista e professora da Ulbra, indicada pela Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul.

“O ideal é que, se for possível, o aleitamento materno continue após os dois anos. Não há limite de tempo para amamentar. Mas vamos à proposta de a criança ter dois anos ou mais e estiver desmamada. Então, não precisa dar fórmula e nem composto lácteo. Pode ser o leite de vaca. Preferencialmente, enriquecidos com ferro e vitamina A. E não precisa ser muito e sempre leite. O cálculo está no iogurte, no queijo, no brócolis… Uma ótima opção e barata é fazer iogurte em casa.”

 

Thaiana Lindemann da Silva, nutricionista pós-graduanda em Nutrição em Pediatria do IPGS.

“Leite materno até os dois anos é o indicado. Após os dois anos, sabemos que a criança passa por uma formação da massa óssea importante e o cálcio é o principal. Leite e derivados são ricos neste nutriente. Então, é o modo mais fácil de atingir a quantidade de cálcio. Só que estudos mostram que, para vender em caixas, são acrescidos itens que estão sendo associados a alergias, por exemplo. Mas considerando a comparação com as fórmulas infantis e compostos lácteos, acho que devem ser oferecidos no caso de algumas doenças genéticas da mãe e do bebê ou HIV. Mas não são necessários quando a mãe e o bebê são saudáveis, ainda mais se há a possibilidade de dar ainda o leite materno após os dois anos. Os nutrientes que colocam no leite artificial podem ser consumidos através dos alimentos tranquilamente. E, assim, evita outros itens acrescidos às fórmulas, como o açúcar, que aparece com outros nomes. Por fim, é importante respeitar o comportamento da família e analisar cada criança para ver se todos os nutrientes estão sendo oferecidos. E uma das saídas para garantir a qualidade do leite é buscar no mercado o leite orgânico da vaca. Continua sendo leite de vaca, mas não tem acréscimo de conservantes.”

 

Para encerrar, confira tabela da Sociedade Brasileira de Pediatria e cuidado com dietas muito dependentes do leite. O alimento é um complemento para as crianças.  

 

 

tabela

 
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Ovo é um dos alimentos mais completos para bebês e crianças, defende pediatra

19 de setembro de 2016 1

Por Giane Guerra

 

 

Foto: CC0 Public Domain.

Foto: CC0 Public Domain.

 

 

- Depois do leite materno e do fígado, não sei se você vai encontrar alimento mais completo para dar para o seu bebê na introdução alimentar.

Começa assim a defesa do pediatra Flávio Melo de que o ovo seja colocado com frequência na alimentação de bebês e crianças.

Por vários anos – e ainda hoje -, há um receio de oferecer ovo para bebês devido a riscos de alergia. Alguns profissionais, inclusive, sugerem dar primeiro a gema e só depois de algum tempo oferecer a clara. Ou então, dar clara somente perto da vacina da gripe para testar se há reação.

Mas o pediatra defende que os pequenos devem comer também por este potencial alergênico.

- Assim, você ensina o sistema imunológico dele a reconhecer adequadamente o alimento e evita que ele cause problemas. Os últimos estudos mostram que a introdução precoce dos alérgenos ensina o sistema imunológico.

A não ser, é claro, que os pais saibam já que a criança tem alergia ou sensibilidade ao ovo.

Mas por que Flávio melo defende tanto o ovo? Ele explica:

“O ovo é uma fonte de proteínas de alto valor biológico: nele estão contidos os nove aminoácidos essenciais que o nosso corpo não fabrica e, como você deve saber das aulas de biologia, as proteínas são alimentos construtores. Nada melhor para seu bebê que está em fase construção!

Além disso, um pouco mais de proteína significará mais saciedade e você não terá um bebê ultra faminto comparado aos comedores de leite com farináceos e açúcar em excesso.

O ovo tem gordura boa!!! Isso, a gordura predominante no ovo é monoinsaturada. Isso mesmo: aquela do azeite de oliva que faz bem pro coração!

Além disso, o ovo tem gordura saturada (que não faz mal em quantidades normais e em alimentos não-processados) e poli-insaturada (um tiquinho de ômega-3), que fornecem energia e aumentam ainda mais a saciedade.

A lista de vitaminas e minerais é enorme:

Vitamina A, D, E, K (importante!).
K2 (mais importante ainda! ovos orgânicos/de capoeira principalmente)
Vitaminas do Complexo B, incluindo Folato e a importantíssima.
Colina (nutrição para o cérebro do seu filho).
Betina, que além de tudo ajuda à regular a genética do seu filho para o bem (sim!).
Cálcio, Ferro, Magnésio, Fósforo, Potássio, Sódio, Zinco e Selênio (importantes para a imunidade!!).
E se não bastasse tudo isso acima, o ovo tem antioxidantes, que ajudam a manter a imunidade e “limpam” a sujeira que entra no corpo do seu filho. Especialmente os carotenoides zeaxantina e luteína, que são essenciais para o desenvolvimento de uma boa visão e que custam bem caro na forma de comprimidos.”

 

Convencido? Ainda não? 

 

E o colesterol?

Ovo tem colesterol sim. Mas o pediatra lembra que a criança precisa de colesterol para produzir hormônios e que é muito pior o colesterol produzido pelo fígado quando a criança consome muito açúcar.

 

Qual o melhor ovo?

O melhor ovo é o caipira e orgânico.

Leitores perguntam: Qual a diferença entre os ovos?

Leitor pergunta: Como aproveitar a casca dos ovos?

 

Como oferecer?

O pediatra Flávio Melo diz para não oferecer ovo cru ou pouco cozido.

 

Quando ao óleo, sugere nesta ordem:  Manteiga clarificada (ghee ou da terra) ou manteiga comum – Azeite de oliva (opção para os alérgicos à leite que não podem manteiga) – Banha – Óleo de coco – Canola.

 

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Leia mais orientações do pediatra aqui: Como fazer ovo na introdução alimentar de seu bebê?

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Amamentação Prolongada - Por que é recomendado amamentar por dois anos ou mais?

01 de agosto de 2016 1

Por Giane Guerra

 

 

É Semana Mundial da Amamentação. O Lado Natureba é – muito – entusiasta do peito de mãe livre para nossos bebês.

Em especial, queremos plantar uma sementinha sobre a chamada Amamentação Prolongada. É amamentar por dois anos ou mais, como é recomendado pela Organização Mundial da Saúde.

 

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Foto: Natalie Mccain/The Honest Body Project.

Foto: Natalie Mccain/The Honest Body Project.

 

Olha nosso papo com a pediatra Elsa Regina Justo Giugliani, especialista em aleitamento materno e nutrição infantil:

Blog Lado Natureba – Quantas crianças brasileiras mamam por dois anos ou mais?

Pediatra Elsa Giugliani - Os últimos estudos apontam 25%. É um número que surpreende. A Organização Mundial da Saúde entende que é baixo, mas não dá para dizer que é ruim.

Blog – Quais os principais benefícios de amamentar por dois anos ou mais?

Pediatra - Inúmeros!
Principalmente, a imunidade. Enquanto a criança estiver sendo amamentada, a mãe passa anticorpos. Em especial, contra contra doenças infecciosas, como otite, asma e diarréia. E também contra doenças que a criança desenvolveria na vida, como diabete e doenças alérgicas. Quando mais exposta ao leite materno, maiores os benefícios. Funciona assim: a mãe tem contato com o vírus, produz os anticorpos mais rápido e passa para o bebê.
E os benefícios para a mãe: comprovadamente reduz a chance de câncer de mama e diabete. Quando mais amamentar, mais proteção. É assim.

Blog - E as fórmulas que dizem substituir o leite materno?

Pediatra - As fórmulas nunca vão se igualar ao leite materno.

Blog - O leite materno se adapta às necessidades da criança conforme ela cresce. Como isso funciona?

Pediatra - Por exemplo, a mãe transmite a sua “memória imunológica” pelo leite. A mãe produz anticorpos para o ambiente em que vive. E este é o mesmo ambiente da criança. Isso é uma forma de o leite se adaptar.
Além disso, como o líquido amniótico na gravidez, o leite materno tem sabores e aromas, que são típicos da alimentação da família. A criança é exposta a eles quando mama no peito.

Blog – Para a mãe que trabalha, qual a dica para manter a amamentação?

Pediatra - Ela vai depender de apoio de quem fica com o bebê. Enquanto ele ainda não come outros alimentos, ela precisa tirar o leite no trabalho para oferecer nos dias seguintes. Depois que ele comer, ela amamenta enquanto estiver em casa. Deve estimular a produção e tirar leite se necessário para manter a produção.

Blog – Há idade limite para amamentar?

Pediatra - Não há idade limite. Naturalmente, acredita-se que a raça humana amamentaria em média de dois a três anos, caso vivessemos como os animais, sem as pressões culturais da sociedade hoje. O desmame tem que ser natural. Sem traumas, sem pressa, dando sinais. Pode ser antes, mas pode passar dos três anos também.

Blog - Estudos rebatem o argumento de alguns médicos de que o leite materno não pode ser dado perto das refeições porque atrapalha a absorção do ferro dos alimentos. Qual a opinião da senhora?

Pediatra - As fórmulas artificiais de leite atrapalham essa absorção. O leite materno não tem essa restrição. Não vejo esse problema, essa colisão.

Blog - Estudo que a senhora fez mostrou que as mulheres que não vivem com o companheiro amamentavam mais. Por que isso?

Pediatra - Outros estudos já mostraram isso. O que ocorre muito na prática é o homem dar força para a mulher no primeiro ano de vida. Mas, conforme o tempo passa, por desconhecimento até passa a apoiar o desmame. Até mesmo assumindo uma postura de “esse peito é meu também”.

Perfil predominante da mãe que amamenta por dois anos ou mais:

- Fica em casa por pelo menos seis meses de licença maternidade
- Não usa bico artificial, como chupeta
- Faz a introdução alimentar a partir dos seis meses
- Não coabita com o companheiro

Pitaco do Lado Natureba:

Teu leite não é fraco. É forte e saboroso para teu bebê.

Não tem que dar água, chá ou qualquer coisa antes dos seis meses.

Livre demanda é melhor para o bebê e não aprisiona a mãe.

Para produzir mais leite, tem que deixar o bebê no peito sugando e estimulando.

Se alguém mandar dar fórmula porque ele “chora de fome”, pode pedir para essa pessoa lavar a louça e dar o tempo e tranquilidade que a mãe precisa para “matar a fome” do bebê.

Série: Por que não?

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Casal gaúcho produz roupas para bebês de algodão orgânico e sem diferenciar menino e menina

20 de julho de 2016 0

Por Giane Guerra

 

Quadro Fique de Olho, no Destaque Econômico.

Por Mariana Ceccon (mariana.ceccon@rdgaucha.com.br)

 

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Um casal de Porto Alegre está produzindo roupas para bebês com pegada sustentável e sem distinção de gênero. É a Matiz, marca criada por Pedro Benites e Lívia Dall’Agnol.

Sustentabilidade

As roupas são de algodão orgânico ou tecidos produzidos de garrafas PET recicladas. A tinta é à base de água.

- Usamos o algodão orgânico, que é cultivado sem agrotóxico. Além disso, o tecido é produzido a partir de garrafas PET recicladas. Em média, um metro desse tecido usa 20 garrafas PET recicladas. – explica Benites.

O negócio foi planejado durante dois anos até ser lançado no mercado no final de 2015. Ainda na onda da sustentabilidade, o casal optou por um modelo de produção feito por cooperativas. A Cooperativa de Costureiras Unidas Venceremos (Univens), formada somente por mulheres, é parceira da Matiz e produz as peças vendidas pela marca.

- Um dos nossos pilares é a produção justa. Temos a preocupação de ter uma cadeia produtiva onde tenhamos o maior controle possível. Conhecemos e valorizamos o trabalho das pessoas envolvidas no processo. A ideia foi trabalhar com cooperativas de costureiras. Buscamos mulheres trabalhadoras que fizessem essa produção, mas que, principalmente, fizessem esse trabalho motivadas e felizes. – esclarece o designer gráfico.

Gênero

A Matiz não acredita na divisão de roupas por gênero. Por isso, as roupas da marca não são separadas por feminino e masculino. A proposta é justamente romper com o estereótipo de rosa para meninas e azul para meninos. A empresa aposta no uso de cores vivas e alegres para estimular o desenvolvimento cognitivo da criança.

- O Rio Grande do Sul possui um mercado bem tradicional e conservador. Queríamos romper com essa segmentação entre a seção masculina e feminina nas lojas. Trabalhamos com gênero neutro. O objetivo é desconstruir os esteriótipos e pré-concepções que temos e que são reproduzidos em um comportamento automático. A primeira infância é o período fundamental de formação do ser humano. Por isso, é o melhor momento de debater questões de gênero.

Atualmente, a coleção da marca conta com bodies, calças, camisetas, babadores, alpargatas, luvinhas, cueiros, almofadas e tapa fraldas para crianças de até dois anos. Os produtos são vendidos na loja virtual da Matiz ou em feiras, bazares e em outras lojas físicas ou virtuais em Porto Alegre e no Rio de Janeiro.

Por mês, são comercializadas cerca de 130 peças, o que rende um faturamento de R$ 7 mil. Lívia e Benites já receberam convites para vender em lojas de São Paulo e Campinas. A ideia é, em breve, dobrar a produção.

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10 coisas que devem ser evitadas na introdução alimentar do bebê

28 de maio de 2016 0
Foto: Diego Vara / Agencia RBS.

Foto: Diego Vara / Agencia RBS.

 

 

Por Giane Guerra

 

Alimentação infantil está no topo do ranking de assuntos do Lado Natureba. Certo que já perceberam isso! É muito amor pela comidinha dos pequenos.

Já falamos que começa lá na gravidez, no hábito alimentar dos pais! Mas a Introdução Alimentar (carinhosamente chamada de IA pelas mamães) é extremamente importante.

Mais do que os acertos, é importante tratar do que deve ser evitado neste momento importante para a cultura alimentar do bebê. Por isso, o Lado Natureba e a nutricionista infantil Fabíola Frezza Andriola fizeram esta listinha para ajudar as famílias. Mães e pais também! O apoio dos pais e cuidadores é sempre essencial nas escolhas para o bebê!

Você fez alguma ou mais destes pontos e “deu tudo certo” ou “seu filho está grande e saudável”? Tudo bem. O caso de um não é a estatística. As orientações são baseadas em pesquisas e análises científicas, que, por sua vez, usam o comportamento da maior parte dos casos analisados.

 

1. Iniciar antes dos seis meses

A recomendação atual hoje dos órgãos nacionais e mundiais de saúde é unânime de somente iniciar a Introdução Alimentar a partir dos seis meses. Sabe-se que antes disso o bebê não está pronto para receber nada via oral além do leite. Não está pronto em pontos de desenvolvimento psicomotor. Por exemplo, um sinal que o bebê está pronto para iniciar a alimentação complementar é conseguir sentar sozinho e sem apoio. Isso só ocorre por volta dos seis meses. Além disso, o sistema digestório e renal do bebê ainda está imaturo, podendo aumentar as chances do desenvolvimento de alergias e hipersensibilidade alimentar.

2 – Interpretar as caretas como um “não gostou”

Super natural a criança fazer “caretas” quando experimenta os alimentos. Pense só, até aquele momento, o único alimento que ela conhecia era o leite. No alimento, tudo é novidade, o sabor, a textura, a cor, o aroma, a consistência… Faz com o que o bebê queira “explorar” tudo isso. Muitas vezes, colocam o alimento na boca e botam tudo para fora, ou esmagam com as mãos, ou fazem aquelas caras e bocas divertidíssimas, apenas comprovando para nós pais que aquilo se trata de uma novidade e que precisamos ter paciência.

3 – Criar expectativa de quantidade

Acho que é a maior dor de cabeça das mães. Mas, até um ano de idade, o PRINCIPAL alimento é o leite materno. Os demais alimentos vêm COMPLEMENTAR. Pense no bebê que mamou em livre demanda até os seis meses. Não sabemos e nunca saberemos quantos “ml” eles mamam, acompanhamos o seu desenvolvimento e confiamos nele. Após seis meses, isso não muda. O bebê continua sabendo o QUANTO precisa comer. Porém, é importante ficarmos atentos aos sinais que os bebês passam que indicam saciedade e fome.

4 – Desistir

Paciência é chave do sucesso. Tudo sendo uma novidade, terão dias em que os bebês estão super dispostos e outros nem tanto. Aceite isso. Não force, não chantageie, não faça ele comer por obrigação ou por pressão. Comer deve ser prazeroso e divertido desde sua primeira vez! Ofereça, encoraje, dê o exemplo.
5 – Tirar o peito em livre demanda

Grande erro achar que a Introdução Alimentar é o início do desmame (por favor, repita comigo isso!). Nenhuma mamada deveria ser substituída pelo alimento sólido e sim complementar o leite. A criança ainda não sabe que aquela comida irá saciá-la, que se ela comer todo aquele pedaço de mamão ou toda aquela papinha de banana ela vai ficar sem fome. Então, pular uma mamada, deixar a criança com fome para ver ela comer tudo… aquele momento de descobertas ficará confuso. O bebê vai pensar: “eu aqui com fome, querendo meu mamá, que vai me saciar, e vem minha mamãe com essa papinha…”
Sobre o ferro, leite materno favorece a absorção do ferro ao contrário de fórmulas lácteas. Então, leite materno pode ser oferecido, antes durante e depois da refeição ou lanche.  
6 – Iniciar com frutas doces

Não que seja ruim, mas o ideal seria variar ao máximo a oferta de frutas e legumes. Obviamente, o bebê aceita melhor alimentos adocicados (sem adição de açúcar, mas sim naturalmente doces),  mas nem por isso devemos deixar de oferecer as frutas mais cítricas e os legumes mais amargos, por exemplo. Paladar vai se formando e se moldando com o tempo. Frutas secas devemos deixar para oferecer a partir de um ano e não diariamente.
7 – Usar peneira/mixer/liquidificador

Super contraindicado bater, triturar e peneirar a comidinha do bebê. Bebê precisa aprender a mastigar, a sentir a textura de cada alimento, aprender a lidar com alimentos sólidos em sua boca. Isso tudo é aprendizado e ele só acontece se dermos a oportunidade! Se for seguir o método tradicional de Introdução Alimentar, as papinhas, os alimentos somente devem  ser amassados grosseiramente com o garfo.
8 – Colocar só carne e carboidrato

Refeição completa se caracteriza por um alimento do grupo dos carboidratos (arroz, massa, batata, aipim…), do grupo da carne (gado, frango, peixe, ovos), do grupo da leguminosa (feijão, ervilha, grão de bico…), do legumes (cenoura, beterraba, moranga, chuchu…) e vegetais verdes (espinafre, couve…).

9 – Oferecer leite de vaca e derivados antes de um ano

A recomendação é somente oferecer leite de vaca e derivados a partir de um ano, pois aumenta significativamente as chances de desenvolvimento de anemia e de alergias alimentares. Há estudos recentes questionando isso, mas ainda iniciais.
10 – Usar mamadeira e recorrer à fórmula infantil sem necessidade

Quando o bebê inicia a IA, deve-se encorajar o bebê a tomar líquidos em copo de boca larga ou copo de transição. Água, principalmente! Sucos de frutas, mesmo naturais, não se recomenda antes de um ano. Mamadeiras têm sido associadas ao risco maior de obesidade infantil pela tendência de tomar muito mais quantidade que a necessária, além bico artificial poder estimular desmame precoce.

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Quatro alimentos essenciais na papinha dos bebês

17 de maio de 2016 0
Foto: Diego Vara / Agencia RBS.

Foto: Diego Vara / Agencia RBS.

 

Por Giane Guerra

 

Cereal ou tubérculo, alimento proteico de origem animal, leguminosas e hortaliças.

- Todos os grupos alimentares devem estar desde a primeira papinha do bebê. – a sugestão é da nutricionista Vaneise do Nascimento.

 

papas

 

 

A nutri enviou a tabela para o blog Lado Natureba para ajudar as mães a organizarem a introdução alimentar do bebê. Outra dica é oferecer a primeira papa salgada no almoço ao completar seis meses e na janta, aos sete meses.

Importante!

- Amassar com garfo, não liquidificar e não passar na peneira. A papa deve ficar consistente, em forma de purê grosso.

Mantém fibras inteiras e também estimula a mastigação. Evita crianças maiores preguiçosas para mastigar uma carne, por exemplo.

E mais:

- As refeições, quanto mais espessas e consistentes, apresentam maior densidade energética (caloria/grama de alimento), comparadas com as dietas diluídas, do tipo sucos e sopas ralas.

 

Quantidades sugeridas:

- Carne na quantidade de 50 a 70g/dia (duas papas). Picada e desfiada.
- Após os 6 meses, a capacidade gástrica do bebê é de 20 a 30ml por quilo de peso.
Medo de dar peixes e carnes?

Muitas mães têm receio que a criança não consiga triturar os pedaços de carne ou até mesmo se engasgar. Vaneise esclarece:

- A partir do 6º mês, a criança passa a ter defesa motora, o que faz expelir os alimentos que não consiga engolir.

 

Água

A criança deve beber água nos intervalos. Sempre!

E água não é suco. Efeitos negativos do suco como substituto da água serão sentidos no longo prazo.

 

Rejeitou?

A criança rejeitou o alimento? Ofereça em outro momento, de outra forma.

A nutricionista lembra que costuma-se dizer que o alimento deve ser oferecido dez vezes até que a criança realmente mostre que não gosta. Tem quem fale em 20 vezes!

 

Confira as duas receitas enviadas como sugestão da nutricionista para o blog Lado Natureba:

Papinha doce:

Banana e mamão e suco de laranja lima (é a laranja do céu)
Ingredientes:
-1 banana maçã
-1 colher de sopa de mamão papaia
- Suco de laranja lima a gosto

Preparo:
Amasse a banana e o mamão, coloque o suco de laranja e misture bem. Servir imediatamente, NÃO aproveitar a sobra, as frutas vão oxidar e perder sua qualidade!

 

Papinha salgada:

Papinha de Batata, cenoura, frango e espinafre:
Ingredientes:
-1 batata média cortada em cubos
- ½ cenoura cortada em cubos
- 1 prato de sobremesa de folhas de espinafre
- 2 colheres de sopa de peito de frango desfiado
- 1/2 dente de alho amassado
- 1 colher de chá de cebola picada
- 1 colher de sobremesa de azeite de oliva
- 1 colher de chá de salsinha picada, lavada e higienizada
- Caldo de legumes (NÃO industrializado!) o suficiente para cozinhar.

Preparo:
Em uma panela de fundom aqueça o azeite de oliva e refogue a cebola sem deixar queimar.
Na sequência, dourar o alho, e acrescentar o peito de frango desfiado, as folhas de espinafre.
Assim que as folhas murcharem, acrescente a batata e a cenoura. Cubra com caldo (preparado) e deixe cozinhar até que os legumes estejam macios.
Coloque a sopinha no prato e amasse os legumes com um garfo. Finalize com a salsinha picada e está pronta!
Assim que o bebê estiver habituado com o sabor, é hora de trocar ou acrescentar mais um ingrediente. Esse ingrediente pode ser chuchu, beterraba, tomate, etc. Cuidado com a temperatura na hora de oferecer ao bebê.

Curso

A nutricionista Vaneise do Nascimento dá um curso “Preparo de papinhas para bebês” (da WebTV Senac). É dividido em quatro módulos – Introdução à Alimentação Infantil, Alimentação Ideal para as Crianças, Papinhas para Bebês antes dos 6 meses e Papinhas para Bebês de 6 a 12 meses.

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