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Posts com a tag "diabete"

Amamentar reduz risco de diabete nas mães

09 de fevereiro de 2017 0

Por Giane Guerra

 

Foto: Felipe Carneiro / Agência RBS.

Foto: Felipe Carneiro / Agência RBS.

 

Amamentar por dois anos ou mais é o indicado para o bebê. Já diz a Organização Mundial da Saúde.

Pois é bom para a mãe também. E, principalmente, para mães que – como eu – tiveram diabete gestacional.

Isso apareceu em estudo feito nos Estados Unidos e publicado no Annals of Internal Medicine. Mostrou que amamentar pode reduzir pela metade a probabilidade de uma mulher desenvolver diabetes tipo 2 dentro de dois anos após o parto. A lactação melhora o metabolismo da glicose.

Nos Estados Unidos, cerca de 250 mil mulheres têm diabetes gestacional todos os anos. Lembrando que quem tem a doença durante a gravidez apresenta até sete vezes mais chances de desenvolver diabetes tipo 2 depois do nascimento do bebê.

A pesquisa durou quatro anos. Considerou mais de 1 mil mulheres com do diagnóstico de diabetes gestacional.

“Concluiu-se que a intensidade e a duração maiores da lactação foram independentemente associadas a menores incidências de DM2 em até dois anos após uma gestação com DMG. O aleitamento pode evitar a evolução para a DM2 após o parto de uma gestação com DMG.”

Estudo: Study of Women, Infant Feeding and Type 2 Diabetes After GDM Pregnancy de 2008 a 2011

Outros estudos já mostraram que a amamentação pode reduzir a necessidade de insulina em até 25%. O leite materno tem açúcar, chamado de lactose. Portanto, amamentar o bebê significa uma perda de açúcar e uma queda nos níveis de glicose no sangue da mãe.

Ainda outra pesquisa, esta feita na Alemanha, avaliou 200 mães que tiveram diabetes gestacional. As análises de sangue mostraram que havia diferenças no metabolismo das mães que amamentaram por mais de três meses. Indicavam a presença de substâncias conhecidas por prevenir o desenvolvimento de diabetes tipo 2 em 40% dos casos.

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Doença silenciosa - Conheça 10 sintomas da diabete

13 de setembro de 2016 0

Por Giane Guerra

 

Foto: Daniel Marenco / Agencia RBS.

Foto: Daniel Marenco / Agencia RBS.

 

A diabete é chamada de doença silenciosa. Isso porque a pessoa pode ter o problema por muito tempo sem nem desconfiar.

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, o País tem 14 milhões de diabéticos. Só que metade nem sabe que tem a doença.

Os sintomas clássicos são:

- Sede
- Fome
- Urina em excesso
- Perda de peso involuntária

Mas há outros sinais de nível glicêmico acima do normal:

- Dores de cabeça
- Vômitos
- Sonolência
- Visão turva
- Comichão
- Hálito “cetônico”, que tem cheiro adocicado, semelhante ao de uma fruta

Eu tive diabete gestacional. Achava que os sintomas – sede, urina em excesso, sonolência e hálito doce – fossem da gravidez. Mas depois que descobri a diabete e controlei, os sintomas desapareceram.

- A adoção de um estilo de vida saudável, apoiado pela prática de exercícios e uma alimentação balanceada são as principais armas para o controle dos níveis de açúcar no sangue. Consultar-se regularmente com um médico e realizar exames periódicos também é uma forma de prevenir e manter a diabetes sobre controle. Seguindo os cuidados essenciais à risca, é totalmente possível ter qualidade de vida e conviver com a doença sem grandes complicações. – nutricionista Joanna Carollo da Nova Nutrii.

 

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Diabéticos - Controlando a doença com o índice glicêmico dos alimentos

19 de maio de 2016 0
Foto: Daniel Marenco / Agencia RBS.

Foto: Daniel Marenco / Agencia RBS.

 

 

Por Giane Guerra

 

O número de pessoas com diabetes quadruplicou nos últimos 30 anos. É uma doença crônica.

Vamos entender a doença. Temos dois tipos:

Diabetes tipo 1 - o sistema imunológico ataca as células produtoras de insulina, fazendo com que sua produção não aconteça ou seja insuficiente. Costuma aparecer na infância ou na adolescência, mas pode ser identificado em adultos.

Diabetes tipo II - 90% dos casos. O organismo não consegue usar adequadamente a insulina ou não produz o suficiente para controlar a glicemia.

 

Mais:

Insulina – É o hormônio produzido pelo pâncreas responsável pela entrada do açúcar nas células para que o nutriente seja transformado em energia. Com a capacidade de aproveitar o açúcar comprometida, o organismo passa a acumulá-lo na corrente sanguínea, levando à episódios de hiperglicemia.

 

O “barato” que o açúcar provoca:

Aquela vontade quase irresistível de comer doce tem explicação.

- O açúcar estimula áreas do cérebro responsáveis pela sensação de prazer. E, por ser uma fonte de energia rápida, é comum sentirmos desejo por comidas carregadas de açúcar e gorduras, principalmente quando passamos muitas horas sem comer. – explica a nutricionista Jéssica Freitas, da Nova Nutrii.

Quanto mais açúcar no sangue, mais risco de doença renal, problema circulatório, amputação de membros, AVC, problemas de visão e até cegueira. Tem mais: triplica as chances de infarto.

Ufa. Precisa mais?

 

Vamos controlar a alimentação e fazer exercício, então? Para ontem já.

 

Controle glicêmico

É preciso mudar a alimentação, mas não é “nunca mais terei prazer em comer nessa vida”.

Tem que conhecer o índice glicêmico (IG) dos alimentos. É fundamental para a escolha.

- O paciente com diabetes precisa ter conhecimento de que cada alimento possui uma concentração de açúcar, que pode ser liberada de forma rápida ou lenta no organismo. – explica a nutricionista.

O índice classifica os alimentos com potencial glicêmico baixo, moderado ou alto. A escala vai até 100.

- Possibilita que o paciente escolha os alimentos que mais o agradam dentro do seu controle glicêmico, tornando a dieta mais prazerosa. – complementa  Jéssica Freitas.

Além disso, o diabético – e todo mundo, na verdade – deve optar por grãos integrais. Têm mais fibras e ajudam no controle da glicemia e dão sensação de saciedade.

 

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Só doce precisa ser controlado para diabéticos? Não!

Carboidratos estão entre os alimentos que mais fazem a glicemia subir. Mas como são essenciais para dar energia, é preciso optar pelos chamados carboidratos complexos, os integrais.

O consumo de frutas deve ser controlado também. Têm frutose e podem elevar a glicemia bruscamente. Como são fontes de nutrientes e vitaminas, devem ser ingeridas moderadamente. De preferência, a fruta e não o suco porque traz as fibras todas.

Proteínas também são essenciais pelas vitaminas do complexo B, ferro e outros micronutrientes. Peixes ricos em gordura, como salmão, são ótimas opções.

Leguminosas e vegetais são indispensáveis. Em geral, possuem índice glicêmico baixo e ajudam a variar o cardápio.

 

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Porto Alegre segue no topo do ranking de consumo de refrigerante

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Pesquisa vai usar psicologia para adolescentes obesos mudarem estilo de vida

12 de maio de 2016 0

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Por Giane Guerra

 

- Fazer com que o adolescente se escute falando e ali entenda a necessidade de mudança.

Faz parte da ideia que será usada na pesquisa que será realizada pelo grupo de estudos Modificação do Estilo de Vida e Risco Cardiovascular da PUCRS. A bolsista Elizabeth Mânica, no entanto, disse que não pode dar mais detalhes da condução do trabalho para não influenciar o resultado.

Serão seis meses de trabalho com os adolescentes obesos e com sobrepeso. Estão sendo selecionados.

A ideia da pesquisa surgiu do crescimento da obesidade entre adolescentes. Isso está diretamente relacionado com a antecipação de doenças crônicas. Principalmente diabetes e doenças cardiovasculares.

- Um grande problema é o doce e os alimentos ultraprocessados que dão para crianças com menos de dois anos.

Outra questão a ser trabalhada pelo grupo: fazer o adolescente aceitar que tem um problema e entendê-lo.

Como inscrever-se:

- Tem que ter entre 15 e 18 anos.
- Não precisa saber o IMC. O pessoal calcula no primeiro contato para ver se o adolescente realmente tem sobrepeso.
- Só para Porto Alegre. Receberão passagem e todos os exames clínicos e físicos previstos na terapia, incluindo orientações nutricionais, de enfermagem, fisioterapia e psicologia.

Contatos: telefone 51.33534648, e-mail contatomerc@gmail.com, WhatsApp 51.99839367 ou pela página do Facebook facebook.com/mercpuc.

 

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Porto Alegre segue no topo do ranking de consumo de refrigerante

08 de abril de 2016 2
Foto: André Feltes / Agencia RBS.

Foto: André Feltes / Agencia RBS.

 

Por Giane Guerra

Líder de novo. Porto Alegre é a Capital com o maior consumo de refrigerante (e sucos artificiais). Aqui, 25,6% bebem essas bebidas cinco ou mais vezes na semana.

A pesquisa é do Ministério da Saúde. Saiu a atualização de 2016. Mostra também que não ficamos muito para trás no ranking dos doces em geral. O porto-alegrense é o quarto maior consumidor de doces, com 21,9% da população comendo cinco ou mais vezes na semana.

O alerta é: esses hábitos alimentares andam junto com o avanço de doenças crônicas. Principalmente, o diabetes. Porto Alegre tem o segundo índice mais alto de diabetes no País: 8,7%.

Lado Natureba: Refrigerantes e doces são um desafio no dia a dia do nutricionista?

Nutricionista Rita Lamas: São a principal causa de obesidade. Tanto para crianças e adolescentes. E o consumo desses pacientes é diário. Até porque o eventual não é o problema. São bebidas ricas em açúcar e sem valor nutritivo algum.

Lado Natureba: Como trabalha isso com os pacientes?

Rita Lamas: Para não ser tão difícil – até porque difícil é -, vou pedindo a redução no consumo. Se toma duas vezes ao dia, peço para diminuir para uma vez. Aí, mudo para dia sim, dia não. E vamos até o eventual, para a comemoração. Não todo dia mais. Vale para o doce e para o refrigerante.

 

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Tenho diabete gestacional. E agora?

08 de abril de 2016 0
Foto: Genaro Joner / Agencia RBS.

Foto: Genaro Joner / Agencia RBS.

 

Por Giane Guerra

Sheila perguntou:

Tenho diabete gestacional. E agora?

Importante ter uma boa equipe de médicos e fazer todos os exames. Isso inclui obstetra, endocrinologista/nutrólogo/nutricionista e um médico de confiança para fazer ecografias.

Enquanto isso, foco em exercícios e alimentação. Sempre com um bom acompanhamento dos profissionais.

Contei aqui sobre a minha segunda gravidez: Bendita diabete gestacional

Algumas dicas básicas:

- Exercícios! Uma caminhada de 30 minutos na esteira ou com um ritmo legal na rua baixava minha glicemia para níveis mais baixos do que no jejum.
- Corte doces. Os carboidratos e as frutas já têm o açúcar que a grávida e o bebê precisarão.
- Obedeça a quantidade de carboidratos por refeição que o médico ou nutricionista determinar.
- Obedeça também a quantidade de frutas. Não exagere na frutose, que é açúcar.
- Evite sucos, mesmo naturais. Muito menos os coados. Coma a fruta porque tem a fibra inteira, que ajuda na absorção do açúcar e ele não será repassado em excesso para o seu bebê, o que traz uma série de riscos. De superdimensionamento dos órgãos à obesidade no futuro.
- Integral sempre! Importantíssimo! O integral tem as fibras e é mais nutritivo. E adote isso para o resto da vida. Faça esse bem a si mesma. E já engate a introdução alimentar do seu bebê só com integrais. Fora que os brancos e refinados levam produtos químicos que, definitivamente, seu corpo não precisa.
- Estude a diferença de carga glicêmica e índice glicêmico.
- Pegue o costume de consultar informações sobre os alimentos antes de comer. Tapioca e aveia, por exemplo, não são indicados para diabéticos. Há quem discorde, mas, na dúvida, não custa evitar na gravidez.
- Fuja dos alimentos com muita gordura saturada.
E amamente! Muito!

Assim que nascer, já coloque o bebê para mamar imediatamente! Isso evitará hipoglicemia.

Além disso, estudos recentes mostram que mães que tiveram diabete gestacional e fizeram amamentação prolongada depois reduzem as chances de ter diabete no futuro.

Mas repetindo: conte com o apoio de bons profissionais da saúde!

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