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Posts com a tag "gordura"

Leitora pergunta - Manteiga de kefir tem menos gordura que a industrializada?

04 de maio de 2017 1

Leitor pergunta. Lado Natureba responde. 

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Foto: Priscilla Fernanda.

 

A leitora Jeane comentou no Facebook do Lado Natureba, com a seguinte pergunta:

“Uso a manteiga de kefir feita com nata que preparo em casa. Tem o mesmo índice de gordura das manteigas industrializadas?” 

A nutricionista Bianca Canci fez o trabalho de conclusão sobre kefir e prontamente respondeu à dúvida da leitora:

“A manteiga feita de leite, independente se foi fermentado com o kefir, é produto das gorduras deste alimento. Então, o teor fica praticamente igual porque o kefir reduz apenas o carboidrato do leite, a lactose. Mas importante: por mais que a gordura da manteiga seja saturada, ela é melhor do que a hidrogenada (a gordura trans) das margarinas. Isso porque nosso corpo metaboliza a gordura da manteiga. A gordura saturada, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, pode fazer parte de até 10% do total calórico proveniente das gorduras da dieta sem riscos para a saúde.”

Quer saber mais sobre o probiótico kefir? Indico o grupo Kefir e seus Probióticos, no Facebook. Lá, você pode pedir doações, inclusive. Foi indicação da Priscilla Fernanda, que também tem um blog com informações sobre kefir e outros probióticos, como a kombucha.

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Leitor pergunta: Tenho "fígado gordo". O que posso comer?

30 de março de 2017 0

Leitor pergunta. Lado Natureba responde.

 

Divulgação UFSC.

Divulgação UFSC.

 

Mensagem do leitor André Américo:

“Estou com gordura no fígado. O tal “fígado gordo”. O que poderiam me indicar como uma alimentação saudável?

Primeiro, perguntamos para a nutricionista Isabela Jaeger: o que é esta doença?

Nutri Isabela Jaeger - A Esteatose hepática, também conhecida como “Fígado Gorduroso” ou “Esteatose Hepática Gordurosa Não Alcoólica”, ocorre quando o fígado acumula gordura em excesso. É associada a fatores de riscos metabólicos como obesidade, resistência à insulina, diabetes mellitus tipo 2 e dislipidemia. A doença tem se tornado comum devido a hábitos alimentares e estilo de vida da população. O diagnóstico por exames de rotina em laboratório ou de imagem.

Lado Natureba – E, diagnosticado, o que o leitor pode fazer?

Nutri - Nos casos de sobrepeso ou obesidade, a perda de peso orientada por dietas equilibradas e adaptadas, junto com atividade física. Manter o peso dentro dos padrões ideais para altura e idade.

Lado Natureba – E qual a orientação mais específica para a alimentação?

Nutri - Evite bebidas com maior teor de açúcar, assim como comida com gorduras saturadas e trans. Fuja também de alimentos com elevadas taxas de calorias, industrializados e gordurosos do tipo fast-food. Mude ainda o hábito de comer rápido e na frente de aparelhos eletrônicos. Mas é muito importante um acompanhamento de nutricionista para elaborar uma dieta individualizada, conforme as necessidades nutricionais da pessoa.

Orientações gerais:

- Prefira os alimentos naturais aos industrializados! Use e abuse das ervas e especiarias como: alho, salsa, cebolinha, páprica, orégano, açafrão, alecrim, erva-doce, hortelã, manjericão, louro, etc.

- Tente incluir no seu dia a dia alimentos ricos em fibras: frutas (se possível, com casca), vegetais (de preferência, crus), cereais integrais (pão, massa, arroz).

- Use leite e iogurtes desnatados e queijos brancos (tipo minas frescal, ricota e cottage).

- Prefira cortes magros de carnes vermelhas (patinho, maminha, filé mignon e alcatra), aves ou peixes (atum, sardinha, pescada, merluza, salmão) assados, cozidos ou grelhados com pouca gordura de adição. Retire a pele e a gordura aparente dos cortes antes do preparo.

- Alguns estudos apontam o chá verde como um potente termogênico e antioxidante, auxiliando na diminuição na absorção de carboidrato e lipídios.

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Amanhã, publicaremos sugestões de receitas para quem tem a doença. Acompanhe!

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Fritura tem espaço na alimentação saudável. Só escolha uma boa gordura:

02 de fevereiro de 2017 2

Por Giane Guerra

 

Foto: Jessé Giotti / Agência RBS.

Foto: Jessé Giotti / Agência RBS.

O Lado Natureba hoje faz a alegria de muita gente. Inclusive, a nossa própria, que adoramos um peixe frito!

- Tem lugar para fritura em uma alimentação saudável sim. Só tem que ser uma fritura de boa qualidade.

Eu ouvi isso em uma consulta com a nutricionista Rita Lamas e pedi para ela nos explicar melhor.

- A gente precisa de gordura para viver. Ela tem diversas funções no nosso corpo e dá gosto para os alimentos. E há boas gorduras.

Na real, a gordura que não deve ser consumida – preferencialmente – jamais é a gordura trans, que é a gordura vegetal hidrogenada. Mas os óleos vegetais e gorduras de origem animal devem entrar em uma dieta equilibrada.

Leia: “Zero trans”? – A gordura trans que você não vê nos alimentos

Vamos entender como funciona a fritura:

Quando a gordura passa por um processo de aquecimento, existe um ponto de oxidação. Devemos evitá-lo. Quanto mais a gente esquenta o óleo ou a gordura, mais perto chega deste ponto, que também é conhecido como ponto de fumaça.

- A fritura geralmente fica perto de 180 graus celsius, que é considerada uma temperatura “ok” para alguns tipos de gordura. Óleos vegetais, por exemplo, têm ponto de fumaça acima de 200 graus celsius.

O óleo de soja tem um ponto de fumaça maior. Para quem não evita a soja, pode ser a opção para uma fritura com aquecimento maior. Óleo de milho e de girassol têm uma composição melhor, segundo a nutri Rita. Mas têm um ponto de fumaça menor que o de soja.

E o azeite de oliva?

Tem um ponto de fumaça menor. Então, Rita Lamas sugere não usá-lo em frituras que terão forte aquecimento. É o caso das frituras de imersão, como o bife a milanesa, batata frita, em que o alimento fica todo dentro do óleo. Não vale usar o azeite de oliva nestes casos. Melhor deixar para usar, por exemplo, em um ovo.

E a gordura animal?

Segundo a nutricionista, banha e manteiga têm se mostrado mais saudáveis para fritar do que os óleos vegetais. Justamente, por terem um ponto de fumaça maior.

Mas a fritura não engorda?

As pessoas têm preconceito, diz a nutri. Dizem que fritura engorda.

- Fritura não engorda. O que engorda é comer mal. Fazer uma fritura eventualmente em casa não engorda. Sempre digo para os pacientes que a fritura pode fazer parte da nossa alimentação.

Lembrem-se, inclusive, que a gordura costuma dar mais saciedade. E você não está se privando de um prazer, o que torna mais fácil sustentar uma dieta.

Mas…

O ideal é evitar comer fritura na rua. Muitas empresas de fast food usam a gordura trans para fritar ou óleo vegetal aquecido demais, que forma compostos ruins para saúde com relação com formação de câncer.

Então, para concluir, a nutri reforça:

- Um bife à milanesa não tem problema. Já a coxinha da beira da estrada… Pobres das artérias!

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"Sorvete do bem" usa produtos da agricultura familiar no Bairro Moinhos de Vento

27 de dezembro de 2016 0

Por Giane Guerra

 

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Tudo começou quando na busca por um “sorvete do bem” para comprar para a ceia de Natal. Com criança pequena e família, queria oferecer uma sobremesa de qualidade. E sorvete é uma coisa complicada. Os mais comuns que a gente comprar no supermercado ou no posto de conveniência são cheios de gordura vegetal. Há a possibilidade de que este ingrediente tenha a gordura trans.

A Associação de Consumidores Proteste avisa: gordura vegetal pode ter gordura trans. Gordura vegetal hidrogenada certamente tem gordura trans. E por que é muito ruim para a saúde? Estudos apontam relação com doenças cardiovasculares, como o infarto, e também diabetes. Aumenta o colesterol ruim e baixa o bom, alerta a Anvisa.

Mas vamos falar de coisa boa. O blog Lado Natureba recebeu a indicação da gelateria Quati. O local foi aberto em março e o dono, Fernando Campelo, é um entusiasmo que só vendo. Adora falar sobre o seu produto. Mas aqui vão os tópicos que mais nos chamaram a atenção:

- É usado leite de vaca integral. De saquinho e trazido direto de Santa Vitória do Palmar, do laticínio Leite da Fazenda.

- Tem 4,5% de gordura. Para chegar aos 13% que precisa para o sorvete, usa nata. Nada de gordura vegetal.

- Usa doce de leite também de uma cooperativa de Santa Vitória do Palmar.

- Para os sorvetes de fruta, usa uma geleia elaborada em conjunto com os produtores.

- São produtos de agricultura familiar.

- A gente encomenda e o sorvete é feito no dia.

E os sabores, pessoal? Doce de leite, morango, mirtilo, fisális, doce de leite com morango, chocolate com framboesa, gergelim com mel, laranja, doce de leite com amendoim (fica igual paçoca), doce de leite com figo… E por aí vai.

O pote de meio quilo custa R$ 18. Tem telentrega pelo número 51.30612929 ou pela página da Quati no Facebook. Fica na Rua Marquês do Herval, 214, Bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre.

Antes de terminar, os mandamentos da gelateria:

“Escolhas Difíceis:”
1. Não usar corantes, aromatizantes, realçadores de sabor, gordura hidrogenada e pozinhos em geral.
2. Comprar, preferencialmente, produtos de pequenas empresas, da agricultura familiar e, sempre que possível, orgânicos.
3. Não vender cigarros.
4. Separar o lixo, usar a água com cuidado e amor.
5. Não usar molhos prontos ou produtos demasiadamente processados.
6. Valorizar, divulgar e pagar preços justos sempre que compramos de pequenos produtores, cooperativas e empresas familiares.
7. Praticar preços justos e que sejam acessíveis a uma grande parte do público.

 

 

 

 

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Oito fábricas de Gramado definem mínimo de 35% de cacau no chocolate e nada de gordura vegetal

02 de novembro de 2016 1

Por Giane Guerra

 

 

Foto: Divulgação Caracol.

Foto: Divulgação Caracol.

 

 

- Mínimo de 35% de cacau.
- Zero gordura vegetal e – obviamente – nada de gordura vegetal hidrogenada.

São os dois requisitos básicos para uma fábrica de Gramado pleitear a Indicação de Procedência para o chocolate artesanal. É como um selo de qualidade de reconhecimento internacional.

A IP é concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial. Os doces de Pelotas já têm.

As empresas de Gramado que integram o projeto:

· Caracol
· Prawer
· Lugano
· Gramadense
· Do Parke
· Planalto
· Canto Doce
· Chocolataria Gramado

Marcelo Adriano, da Master Assessoria Empresarial, empresa que está desenvolvendo o trabalho, conta que já foram definidos os ingredientes que podem ser usados na produção do chocolate que receberá o selo:

· Manteiga de cacau
· Massa ou liquor de cacau
· Açúcar refinado ou não refinado
· Leite em pó integral e/ou desnatado
· Emulsificantes

A legislação determina no mínimo 25% de cacau no chocolate. Mas as empresas de Gramado que participam do projeto definiram que usarão 35% como mínimo.

Mínimo de:

35% chocolate ao leite

42% meio amargo

55% chocolate amargo

25% branco

Lembrando que, quanto mais cacau, mais nobre é o chocolate e melhor é para a saúde! As nutricionistas costumam recomendar chocolates com mais de 70% de cacau.

E o melhor: para o selo de qualidade de Gramado, ficou proibido o uso de gordura vegetal ou gordura vegetal hidrogenada!

Agora, estão definindo qual será o processo de fabricação padrão para todas as empresas.

- O regulamento que está sendo elaborado incorpora procedimentos já realizados pelas empresas, como a avaliação física e sensorial dos insumos no recebimento, o que evita que matérias-primas contaminadas sejam utilizadas no processo.

A Achoco – associação do setor – também está solicitando à Secretaria Estadual do Turismo o laudo para delimitação da área da Indicação de Procedência, que compreende os limites geográficos do município de Gramado.

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Cozinhar com banha, pode? Deve!

20 de outubro de 2016 2

Por Giane Guerra

 

 

Reprodução Campo e Lavoura.

Reprodução Campo e Lavoura.

 

 

A banha de porco foi considerada a vilã da alimentação por muitos anos. Mas isso está mudando. E o Lado Natureba não deixaria de esclarecer isso bem direitinho para os leitores.

A gente bateu um papo com a nutricionista Rita Lamas, que é…

- Super a favor da banha! As pessoas deveriam cozinhar mais com ela! – enfatiza a nutri.

A banha de porco é uma gordura saturada, como toda gordura de origem animal.

- E, como toda gordura animal, sofre preconceito. – comenta Rita.

Manteiga, carne gorda, banha… Todas sofreram preconceito nas últimas décadas. Alguns estudos até relacionaram a gordura saturada com o colesterol, mas esta visão mudou na comunidade científica.

Percebeu-se com o tempo que, quando a pessoa reduz o consumo de gordura saturada acaba aumentando o carboidrato na dieta. Com isso, ganha peso, aumenta risco de diabete e a tão problemática circunferência abdominal, que tem relação com várias doenças.

- Os estudos, então, concluíram que comer gordura saturada dentro das recomendações da Organização Mundial da Saúde é saudável. Exatamente por este equilíbrio.

Além disso, a banha é barata e rica em vitamina D, além de fonte de bom colesterol.

E qual é a quantidade recomendada?

Todo mundo pode consumir banha de porco, mas Rita Lamas explica que há aspectos que interferem na quantidade, como colesterol e perda de peso.

Mas e uma pessoa normal, sem restrições?

A nutricionista explica que as gorduras devem ficar de 15% a 30% do valor energético total consumido no dia. A saturada, especificamente, deve ficar em torno de 7%.

- Em uma dieta de 2 mil calories, 7% de gordura saturada dá 16 gramas. São duas colheres de sopa, divididas em manteiga, o bife e um pouquinho de banha, por exemplo.

Então, usar para cozinhar está liberado! Quando a pessoa usa banha para fazer um feijão ou pão acaba por consumir pouco.

- E dá um gosto especial. – diz a nutri.

E, para finalizar, Rita lembra que, cientificamente, sabe-se muito mais sobre a banha de porco do que sobre o óleo de coco, que está tão na moda.

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Bom de roer - Aprenda a escolher um biscoito de polvilho saudável

22 de setembro de 2016 0

 

Foto: Scheila Oliveira / divulgação.

Foto: Scheila Oliveira / divulgação.

 

 

Por Giane Guerra

 

Eita! Tem coisa mais viciante do que biscoito de polvilho? Com chimarrão?

Mas os biscoitos de polvilho podem ser sabotadores da saúde e da dieta. Então, o legal é aprender a escolher o melhor produto.

Um dos problemas está na gordura. Várias marcas não especificam qual tipo usam.

Colocam só “gordura vegetal”, por exemplo, o que abre espaço para uma das nossas principais inimigas: a gordura trans!

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Outras usam “óleo vegetal” apenas. Isso pode sinalizar uso de soja ou canola, que não têm sido indicados por nutricionistas.

 

 

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A nutricionista Fabíola Andriola dá algumas dicas:

- Quanto mais identificado o tipo de gordura, melhor.

- Quando menos ingredientes, melhor.

- Optar pelos biscoitos de polvilho sem sabor. Fugir do sabor queijo, churrasco, cebola, salsa, etc. Têm mais conservantes e realçadores químicos de sabor.

- Cuidar a quantidade de sódio. Algumas marcas têm 30% do sódio recomendado por dia em apenas 10 rosquinhas.
Na real, um biscoito de polvilho deveria ter apenas: polvilho, sal, óleo, ovos, leite e uma boa gordura.

Veja um bom exemplo enviado pela nutri para o blog Lado Natureba. Tem óleo de coco:

 

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Pediatra indica dar sardinha já na introdução alimentar do bebê

01 de setembro de 2016 2

Por Giane Guerra

 

Foto: stock.xchng / Divulgação.

Foto: stock.xchng / Divulgação.

 

 

Pediatra super ligado na questão nutricional, Flávio Melo indica oferecer sardinha já na introdução alimentar do bebê. É um peixe mais barato e cheio de boas propriedades nutricionais.

A sardinha é rica em ômega 3. Em especial, o DHA, que é muito importante para o desenvolvimento cerebral do bebê. O ômega 3 é uma gordura boa e que traz benefícios ao coração.

Além disso, a sardinha tem bastante cálcio. A nutricionista Rita Lamas pede que suas pacientes grávidas comam sardinha. Principalmente, as que não podem tomar leite por alguma restrição.

O pediatra Flávio Melo também lembra que a sardinha tem um ótimo custo-benefício. É um peixe barato.

O problema é estar, em geral, em óleo de soja. Mas já é possível encontrar em azeite de oliva.

- Os benefícios da sardinha superam os malefícios de ser um peixe enlatado.

Mas os pais podem comprar sardinha fresca. Pode ser cozida em panela de pressão, deixando bem fácil de desmanchar.

Lá em casa, dou sardinha na massa, com molho para o pãozinho integral, com arroz integral… E faz sucesso com as crianças – e com a gente!

A amiga Priscila Oliveira, mãe da morena linda Lulu, adaptou uma receita para uma pizza de sardinha totalmente integral! A massa é daquelas “pizzas de aniversário”, lembram? Sou fã. A Pri dividiu a receita com a gente:

Receita de Pizza Integral de Sardinha:

Ingredientes Massa:

4 xícaras de farinha integral
2 ovos
1/2 xícara de óleo
sal
água fria
1 colher de fermento químico

Ingredientes molho:

2 latas de sardinha
1 cebola picada
3 tomates pelados
alho
sal
orégano

Modo de fazer:
Massa: Mexa todos os ingredientes da massa com água até formar uma massa de bolo leve, não muito mole. Deixe o fermento para adicionar por último. Leve por 30 minutos ao forno, já aquecido.
Molho: Prepare o molho com a sardinha. Refogue a cebola, o tomate e o alho com sal e orégano. Acrescente as sardinhas em conserva e mexa até desmanchar.

Finalizando: Retire o massa do forno e acrescente o molho de sardinha. Faça pequenos furos na massa para o molho penetrar bem.

 

Nham!

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Fibra da laranja é usada para substituir gordura em pães

30 de agosto de 2016 0

Por Giane Guerra

 

Foto: Divulgação UFRGS.

Foto: Divulgação UFRGS.

 

Fibra de laranja como substituto de gordura de pães de forma. O teste foi feito pela engenheira de alimentos Liana Stoll para o trabalho de conclusão na UFRGS. A pesquisa trabalha a ideia de reduzir gorduras e aditivos químicos da dieta, além de aproveitamento de sobras das frutas cheias de nutrientes.

A engenheira usou resíduos doados por uma empresa de sucos. Liana retirou gordura e aplicou fibra pronta em pães de forma para ver se ficava com as mesmas características.

- Concluímos que é possível usar resíduos industriais para produzir pães macios, ricos em fibras e sem gordura.

Mas há um limite para essa substituição. Se não, o gosto fica amargo.

Para evitar a redução do volume do pão, a adição da fibra de laranja foi combinada ao uso de a-amilase – uma enzima natural da farinha de trigo. Serve para quebrar o carboidrato transformando-o no açúcar para gerar levedura que dá volume.

O pão foi provado por 50 pessoas. A amostra teve nota 7,4.

- Considerando que, para um produto ser aceito no mercado, seu índice de aceitação sensorial deve ser superior a 70%, a pesquisa concluiu que esse produto é viável para o consumo.

Blog Lado Natureba - Testaram em pães integrais?

Engenheira Liana Stoll - Não testamos a formulação com farinha intergral, mas acredito que funcione também! Provavelmente, teria que reduzir um pouco a fibra de laranja para não ficar tão pesado.

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"Zero trans"? - A gordura trans que você não vê nos alimentos

22 de julho de 2016 3
Foto: Félix Zucco / Agencia RBS.

Foto: Félix Zucco / Agencia RBS.

 

Por Giane Guerra

 

Sabe o “zero trans” escrito no rótulo? Nem sempre é confiável.

O alerta é do Instituto de Defesa do Consumidor. As regras de rotulagem no Brasil permitem que seja omitido até 0,2 grama nas informações nutricionais. Há dois anos, o Idec fez uma pesquisa com 50 alimentos, entre biscoitos doces e salgados.

“Os casos mais emblemáticos foram os de uma bolacha doce e de um cookie com gotas de chocolate que informam conter “0 g” de gordura trans na tabela nutricional, mas, quando se confere a respectiva lista de ingredientes, entre os principais componentes usados está a “gordura vegetal hidrogenada” – o que é praticamente uma prova de que os produtos contêm, sim, gordura trans.”

A nutricionista do Idec, Ana Paula Bortoletto, comenta que o problema também é a tabela nutricional se referir apenas a uma porção. Mas o consumidor costuma comer mais e aí consome uma quantidade maior da gordura trans.

O Idec também critica falta de detalhamento. Há muitos produtos que dizem apenas “gordura vegetal”. Pode ou não ter trans.

O tema está sendo discutido no Congresso e na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Objetivo é proibir a gordura trans no País.

 

O que é a gordura trans?

Está principalmente nos alimentos processados – como sorvete e bolacha recheada. É gerada a partir de um óleo vegetal líquido, que, após passar pelo processo tecnológico chamado hidrogenação, ganha consistência, tornando-se uma gordura sólida. É usada para melhorar a textura do alimento e dar a crocância em bolachas, por exemplo. Também aumenta o prazo de validade.

Por que é muito ruim para a saúde?

Estudos apontam relação com doenças cardiovasculares, como o infarto, e também diabetes. Aumenta o colesterol ruim e baixa o bom, alerta a Anvisa.

Quais alimentos são ricos em gordura trans?

A maior preocupação deve ser com os alimentos industrializados – como sorvetes, batatas-fritas, salgadinhos de pacote, pastelarias, bolos e biscoitos. Além, é claro, da margarina.

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