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Da rinite à diabete - Drible a genética e tome as rédeas da saúde da sua família

10 de maio de 2017 0

 

CC0 Public Domain.

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De alergia a diabete, passando pela obesidade e várias outras doenças. É muito comum as pessoas culparem a genética. Mas sabia que muitos estudos e profissionais da saúde têm defendido que podemos driblar isso? Há quem diga que temos controle por até 60% da carga genética, dependendo do caso.

O ideal é começar antes mesmo da gestação. Quando engravidei, pesquisei bastante como minimizar as chances de meus filhos carregarem doenças da família. Alergia respiratória, de pele, diabete, colesterol…

O material sobre isso ainda não é amplamente divulgado, mas é rico. Ficou interessado? Leia sobre a teoria dos 1.000 dias do bebê, que mostra a importância para o futuro da pessoa daquilo a que ela é exposta durante a gravidez e nos dois primeiros anos de vida. Momento de desenvolvimento aceleradíssimo do organismo.

Tem impacto da alimentação da mãe na gravidez, da saudável exposição ao sol, tem a influência de esperar o trabalho de parto, das contrações com a liberação da mágica ocitocina, da amamentação exclusiva, da introdução alimentar do bebê, da exposição gradual a substâncias alergênicas “educando” o sistema imunológico… Enfim, é um mundo de conhecimento.

O pediatra Flávio Melo, do site Pediatria do Futuro, fala muito da epigenética. Está além da nossa carga genética, regula os genes herdados e trata da influência do ambiente, da alimentação e da microbiota na nossa saúde.

- Você gostaria de chegar aos 100 anos? Mas como você quer chegar lá? Tomando um monte de remédios, mal podendo andar, solitário? Claro que não. Mas para ter uma vida com longevidade qualidade, é preciso começar ontem. – diz o pediatra em um dos textos do seu e-book gratuito e que pode ser solicitado pelo site.

Melo é um pediatra entusiasta da alimentação e, assustadoramente, há muitos médicos que desdenham o efeito da nutrição sobre a saúde. Principalmente, de longo prazo.

Blog - Uma boa alimentação nos primeiros 1.000 dias previne doenças respiratórias, como bronquiolite e asma?

Pediatra Flávio Melo - O período da gestação é crucial. É quando ocorre a pressão epigenética, quando há a formação de um padrão de funcionamento dos genes, caso eles sejam modulados e organizados para ter uma formação de genes de saúde. Caso a mãe se alimente bem na gestação, o bebê já nasce propenso a não desenvolver doenças. Formação de genes de saúde ou de doença é feita na gestação e perdura nos primeiros anos de vida. O aleitamento materno ajuda a modular a flora intestinal e a resposta imunológica às infecções. Facilita ou dificulta a existência de doenças alérgicas e respiratórias. O modo de parto influencia na flora intestinal, o aleitamento materno, o contato do bebê com o ambiente, a introdução alimentar. Prefira frutas e verduras inteiras em vez de sucos. Evite ao máximo a fórmula infantil, quando possível. Use alimentos com prebióticos, como leguminosas.

Blog - Como é o efeito da boa alimentação sobre a imunidade? E da má alimentação?

Melo - A alimentação que chamamos de “ocidental típica” – rica em açúcar, sal e gordura – usa muitos ultraprocessados. Altera a microbiota intestinal (flora intestinal) e leva à resposta inflamatória do organismo. Provoca o acúmulo de gordura visceral, o que deixa o organismo em estado crônico de inflamação, alterando a resposta imunológica, levando o indivíduo a responder mal a qualquer agente infeccioso. Alimentos menos processados são ricos em antioxidantes. Tem o ômega 3 dos peixes, fibras prebióticas das leguminosas, vitaminas combinadas das frutas, azeite e abacate com gordura monoinsaturada. Têm fenólicos e propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. A alimentação colorida e variada faz com que o organismo tenha uma resposta adequada.

Blog - Como essa imunidade previne e ajuda a curar as gripes?

Melo - Estudos mostram que o indivíduo com gordura visceral, acima do peso, tem alterada até a resposta vacinal. A formação de anticorpos da vacina é diferente. Há também alteração na resposta inflamatória à infecção. Uma pesquisa publicada na revista Chest mostra até que indivíduos que consomem canja de galinha têm uma resposta inflamatória mais adequada quando expostos ao vírus influenza. A avó está certa. Há até componentes na carne de frango que ajudam.

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Nutricionista Gisele Berardi também explica como podemos driblar a genética, que costuma receber a culpa por todos os nossos males.

Blog Lado Natureba – Qual é a importância da alimentação da mãe na gestação?

Nutri Gisele - Com o Projeto Genoma, foi descoberto que nosso DNA – bagagem genética pode ou não se manifestar de acordo com a nossa exposição aos chamados “fatores positivos e negativos” individuais. Ou seja, mesmo que uma pessoa tenha o gene de uma determinada doença, se ela evitar os fatores que estimulam este gene e preferir os seus fatores protetores, além deste gene nunca se manifestar, ela pode passar esta informação genética mais fortalecida ao seu bebê, diminuindo exponencialmente a tendência dele e das gerações futuras manifestarem, por exemplo, o gene do diabetes. É a medicina individualizada. Baseado nisso, eu considero que a alimentação de uma gestante é um dos maiores cuidados que a mãe pode dar ao seu filho.

Blog – E na amamentação?

Nutri - Durante o aleitamento, também estamos reforçando características e fornecendo nutrientes necessários para o desenvolvimento deste bebê.

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Pediatra da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, José Paulo Ferreira costuma dizer que não é “Como reforçar a imunidade das crianças”, mas sim “Como não estragar a imunidade das crianças.” Algumas orientações do médico, separadas em tópicos:

Leite materno

Não tem algo mais poderoso do que o leite materno. A mãe passa para o bebê os anticorpos que produziu ao longo de toda a vida. A criança começa a ganhar força. O colostro – que a mãe produz para o bebê nos primeiros dias após o parto – é super carregado de anticorpos e, portanto, importantíssimo.

- A mãe gripada não pode deixar de amamentar. Claro que não vai tossir em cima da criança. Mas ela está produzindo anticorpos e já passando de imediato para o bebê pelo leite.

Gestação

Sem álcool e sem cigarro, que provocam danos e criam abstinência. É estragar a imunidade da criança ainda no útero.

Mas um alerta não é tão disseminado ainda: não se deve engordar demais. Ideal é não passar dos 10 quilos a mais.

- Se a mãe consumir muito açúcar e muita gordura, o bebê terá avidez por estes alimentos.

Células de gordura

Bebê gordinho não é sinônimo de saúde. O pediatra José Paulo Ferreira alerta que há três fases na vida em que produzimos células de gordura: terceiro trimestre da gestação, primeiro ano de vida e adolescência. Elas ficam para sempre na gente. Não conseguimos eliminá-las. Apenas “murchá-las”.

- No longo prazo, a pessoa terá mais dificuldade de perder peso. Além disso, provocam doenças relacionadas à obesidade.

Parto

Quando a mulher entra em trabalho de parto, é o sinal do corpo que o bebê está pronto. Isso inclui o sistema imunológico da criança.

- O corpo do bebê manda mensagens para a mãe de que está chegando. As contrações liberam a ocitocina, que libera o aleitamento e dá as pistas para o sistema imunológico.

Esperar o trabalho de parto reduz os riscos de alergia e outros problemas relacionados à imaturidade do organismo da criança. Exceção, é claro, para casos em que há complicações e a cesárea marcada é mais segura. O parto normal também expõe a criança às bactérias do próprio organismo da mãe. Isso ocorre quando a criança passa pelo canal vaginal. O sistema imunológico começa já a se tornar resistente.

Alergias

A alergia ocorre quando o sistema imunológico reage em excesso.

- Limpeza extrema prejudica. Crianças sempre com luvas, que não vão para o chão, não preparam a imunidade. Não precisa esterilizar mamadeira e proibir animais. – pondera o pediatra.

Frio

Situações de frio deixam o sistema imunológico mais propenso a doenças.

- A dificuldade de se aquecer baixa imunidade. Além de ficar em ambientes fechados concentra os vírus em um ambiente e aumenta o contato.

Alimentos

A alimentação deve ter menos industrializados e evitar produtos muito processados. A exposição do sistema imunológico a produtos químicos demais pode provocar alergias. Fora que sobrecarrega o sistema imunológico. Não apenas no caso de bebês, mas também de crianças mais velhas.

A fruta fresca tem muito mais nutrientes e mais fibras do que o suco de caixinha, por exemplo. São as vitaminas e sais minerais que fortalecem o organismo da criança.

Leia também: Dra, o que faz com o paciente que não muda para ficar saudável?

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Vinho é bom para a saúde? Nem todos. Saiba escolher.

26 de janeiro de 2017 0

Por Giane Guerra

 

Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS.

Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS.

 

Vamos começar com uma breve história sobre vinho e a saúde cardiovascular:

Na primeira década do século XIX, três pesquisadores franceses ficaram intrigados com um fato. A população aumentou a alimentação rica em gorduras saturadas, mas… os casos de morte por doenças cardiovasculares mantinham-se no padrão para sexo e idade. E eram menores em comparação aos de outros países.

O fato recebeu o nome de “o paradoxo francês”. Só um século depois que a medicina encontrou respostas para este paradoxo: o consumo de vinho. Em 1992, a revista de medicina “The Lancet” publicou um artigo que relaciona o consumo da bebida ao paradoxo francês.

A nutricionista Bianca Canci explica:

- O queridinho de toda essa proteção é resveratrol, um importante antioxidante encontrado nas uvas.

Antioxidantes são tudo de bom para nossa imunidade. E o resveratrol está relacionado à proteção cardiovascular por ter ações antioxidantes. Ou seja, protege o organismo contra as lesões provocadas pelos radicais livres e anti-inflamatória.

- Sabemos que a aterosclerose, doença que provoca entupimento das artérias e infarto, é desenvolvida através de processo inflamatório crônico.

E tem mais, hein: o resveratrol também está relacionado à inibição da carcinogênese, que é a formação de câncer.

Mas a nutri Bianca dá uma ótima notícia para os gaúchos:

- Diversos estudos mostram que os vinhos produzidos na Serra Gaúcha contêm grande quantidade de resveratrol!

Mas não é só o vinho que é fonte de resveratrol: a fruta in natura e o suco de uva integral também são ricos neste antioxidante. É produzido pela videira e se encontra na casca da uva. Por isso, é importante consumir a fruta com casca e tudo. Até mesmo porque a casca tem fibras, que reduzem o pico de glicose na corrente sanguínea. Claro que sempre é melhor se a uva for orgânica.

 

Vinhos artesanais

A sommelière Stephanie Duchene defende os vinhos artesanais como opção melhor para a saúde. Diz que nem todo vinho é um elixir para o corpo.

- A matéria prima do vinho, a uva, tem várias propriedades terapêuticas em virtude da concentração de polifenóis. Estes compostos vegetais são resultantes de um processo natural de defesa da videira, que estimula a produção dessa substância diante das agressões externas como exposição solar, pestes e outras intempéries. Portanto, quanto mais “sofrida” a parreira, mais rica em polifenóis será a uva.

Ela está falando do nosso amigo resveratrol.

- Na uva, essa substância é a responsável por “escurecer” as bagas. Justamente por isso, as castas tintas são mais ricas neste elemento.

Isso significa que quanto mais tinto, melhor o vinho?

- Não necessariamente, pois apesar da uva ser um dos segredos para um vinho saudável, o processo de fabricação também é determinante. Uma das etapas da vinificação consiste, justamente, em extrair o mosto – sumo das uvas. No caso dos tintos, em especial, esse processo conta com a presença das cascas e sementes da uva – a maceração – que irá acentuar no líquido, além da coloração característica, as propriedades benéficas da fruta.

Stephanie alerta também que muitas indústrias acrescentam aditivos nas etapas seguintes de fabricação para atingir determinada coloração e densidade. Em especial, em vinhos comercializados em grande escala. Fique de olho nos conservantes.

A sommelière faz um aviso especial em relação ao sulfito, um conservante muito usado em vinhos. Também conhecido como dióxido de enxofre.

- Só que pode causar reações alérgicas e implicações de saúde, especialmente em asmáticos ou pessoas sensíveis ao químico. Controverso, muitos apontam ainda que a substância é a responsável pela dor de cabeça característica após o consumo de vinho.

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Sempre bom lembrar: bebidas alcoólicas exigem moderação de consumo. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia orientam: 30g de etanol ao dia, para homens. E a metade dessa quantidade a tolerada para as mulheres, afirma a nutri Bianca Canci. Para o vinho, o consumo equivale a 300mL e 150mL, respectivamente. E, de preferência, que não seja habitual.

 

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Infecção Urinária - Alimentos que evitam e que aumentam o risco da doença

22 de dezembro de 2016 0

Por Giane Guerra

 

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Eita dor chata – e perigosa – que dá na gente uma infecção urinária. A ginecologista Regina Paula Ares conta que há alimentos que podem aumentar e outros que podem reduzir o risco

Café e álcool

É bom reduzir o consumo de café e álcool, pois eles enfraquecem o sistema de defesa do organismo. Ainda segundo a gineco, são diuréticos, podendo irritar a bexiga e causar desidratação.

Vitamina C

A vitamina C também é chamada de ácido ascórbico. É usada para combater os sintomas da infecção urinária, já que inibe o crescimento de bactérias, como a E. coli.

- A vitamina C faz sua urina menos ácida e pode reduzir suas chances de desenvolver uma infecção urinária recorrente. – explica Regina.

Exemplos de alimentos ricos em vitamina C: repolho, couve-flor, tomate, kiwi, uvas vermelhas, mamão, abacaxi, laranja e limão brócolis, espinafre e goiaba.

Mas é importante sempre consultar o médico. Muitas vezes, são indicados antibióticos para evitar uma evolução ruim da infecção urinária. Mas não custa nada dar aquela ajudinha com uma alimentação saudável.

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Falando nisso, confira mitos e verdades sobre infecção urinária, segundo a média Regina Paula Ares:
1. Urinar depois do sexo! – VERDADE
Durante o sexo, o corpo humano entra em contato com muitas bactérias que, por consequência, podem acabar entrando tanto no canal urinário feminino quanto no masculino. Eliminar o xixi após a prática pode ajudar a remover as possíveis bactérias que se acumulam durante a relação.

2. Sempre que houver ardor ao urinar o motivo é a infecção urinária – MITO
Segundo pesquisas, apenas 20% dos casos de dor e ardor são infecções urinárias. Os outros 80% não apresentam alterações que comprovem. Esse problema pode estar relacionado a infecções ginecológicas, traumatismo local ou irritações.

3. Evitar segurar a urina – VERDADE
O fato de reter a urina favorece um aumento da população bacteriana da flora local, podendo ocasionar a infecção. O nosso trato urinário tem uma flora bacteriana própria, que coloniza o sistema e é eliminada periodicamente ao urinar.

4. A limpeza após a evacuação não pode causar infecção urinária – MITO
Em quase 90% das vezes a bactéria Escherichia coli, que habita o intestino, é a culpada. Por isso, é tão importante fazer corretamente a higiene íntima, limpando sempre da vagina em direção ao ânus.

5. Os problemas ginecológicos favorecem o surgimento da patologia – VERDADE
As mulheres com infecções vaginais ou corrimentos estão mais predispostas à infecção urinária. A proximidade entre a vagina, ânus e uretra, facilita a contaminação.

6. A ingestão de álcool e cafeína não influenciam na contaminação – MITO
É necessário reduzir consumo desses itens pois eles podem enfraquecer o sistema de defesa do organismo.

7. Evitar o uso de biquíni molhado por longos períodos – VERDADE
O uso prolongado de peças molhadas, como biquínis ou bermudas, aumentam as chances de contrair a doença, devido à proliferação facilitada de bactérias patogênicas (agressoras) no sistema urinário.

8. Usar roupas justas ou de fibras sintéticas não interfere no desenvolvimento da patologia – MITO
O hábito pode, sim, contribuir para o aparecimento dos sintomas, uma vez que a falta de ventilação pode facilitar na proliferação das bactérias.

9. Trocar o absorvente íntimo com frequência – VERDADE
A presença de umidade e sangue aumenta muito o risco de proliferação de bactérias. Portanto, o correto é não deixar o absorvente íntimo ficar cheio por muito tempo, principalmente se for um absorvente externo, que pode deixar a pele ao redor da uretra úmida e com sangue. Ainda há controvérsias entre os especialistas sobre qual tipo de absorvente é o mais perigoso: internos ou externos. Na dúvida, independentemente do absorvente usado, troque-o com frequência.

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Microbiota - Bactérias do bem que fortalecem a imunidade

30 de novembro de 2016 0

Por Giane Guerra

 

Foto: Genaro Joner / Agencia RBS.

Foto: Genaro Joner / Agencia RBS.

A microbiota é formada por microrganismos. São, principalmente, bactérias do bem e que o organismo deve ter.

Também é chamada de flora intestinal. Ajuda não só na digestão, mas também a proteger o organismo.

Quando está desequilibrada, a pessoa tem vários sintomas. Entre eles, desconforto, má digestão, prisão de ventre, ficar doente com frequência, diarreia, gases…

- Complexo, o aparelho digestivo executa funções interdependentes que visam garantir não somente a absorção adequada de nutrientes, mas também a eliminação do que é dispensável ou nocivo ao organismo. E um dos agentes mais importantes nessas tarefas é, justamente, a flora intestinal. – diz a nutricionista Joana Carollo, da Nova Nutrii.

Temos trilhões de bactérias no organismo. Isso mesmo! As bactérias boas que compõem a biota são mais numerosas e agem em harmonia com o meio intestinal.

Para ter uma microbiota equilibrada, a alimentação tem que ser rica em fibras e probióticos. Comer mal e tomar alguns medicamentos podem desencadear o disbiose, quando o número de microrganismos nocivos supera o de bactérias amigas.

Fibras – os agentes de limpeza do organismo

Ainda que não seja considerada um nutriente, a febre é fundamental na digestão. Como não são totalmente quebradas pelo organismo, ajudam no trânsito dos alimentos e na eliminação de impurezas.

Estão nos vegetais. Principalmente, em partes como cascas, caule, folhas e talos. E também nos alimentos integrais.

Insolúveis - permanecem praticamente inalteradas durante o processo digestivo, ajudando na formação do bolo fecal.
Solúveis - sofrem pequenas alterações ao longo do trato intestinal, ajudando na absorção de nutrientes e retardando o esvaziamento gástrico.

- As solúveis são parcialmente digeridas no intestino e acabam fermentando ao entrar em contato com a microbiota do órgão, criando assim um ambiente propício para a proliferação dos microrganismos benéficos. É como se este tipo de fibra alimentar servisse de alimento para as bactérias amigas, auxiliando na sua multiplicação. – explica Joana.

Compostos alimentares que estimulam essa propagação também são conhecidos como prebióticos.

Probióticos – bactérias do bem

Há também outros compostos alimentares que ajudam no combate à disbiose: os probióticos. Têm microrganismos vivos que, quando usados na proporção adequada, podem melhorar a microbiota intestinal.

- Os mais conhecidos são os Lactobacillus, que podem ser de várias espécies. Há ainda as Bifidobacterium.

*** Imunidade ***

Os probióticos também fortalecem a imunidade. Tanto que são indicados também para tratar infecções.

- Com a normalização da microbiota, a absorção de nutrientes também é beneficiada, auxiliando assim na recuperação do estado de saúde do paciente e na sua resposta imunológica. – explica a nutricionista.

Então…

Tente consumir frutas e legumes da forma mais natural possível. Preserve cascas, folhas e talos. Quanto aos probióticos, estão nos derivados do leite como o iogurte, a coalhada e os leites fermentados.

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Ficando muito doente? O açúcar pode estar derrubando sua imunidade.

09 de novembro de 2016 0

Por Giane Guerra

 

 

Foto: Ricardo Duarte / Agência RBS.

Foto: Ricardo Duarte / Agência RBS.

 

 

Dois mitos que vamos derrubar hoje:

- Que comer salada já é o suficiente para ter uma imunidade forte.

- Que o problema do açúcar é só engordar e ter diabete.

O açúcar está relacionado a várias doenças. Recentemente, até a problemas respiratórios e aumento da pressão.

O foco do Lado Natureba é mostrar hoje que o açúcar reduz a sua imunidade. Ele desativa o sistema imunológico e prejudica a defesa do organismo contra doenças provocadas por vírus e bactérias.

Como?

Além de aumentar os radicais livres que provocam doenças, o açúcar altera a capacidade das células brancas do sangue de destruir bactérias. Desorganiza os sais minerais, provocando deficiência de nutrientes e interferindo na aborção do cálcio e magnésio. Afeta a vitamina C e destrói a estrutura das células do sistema imunológico.

Então, o adulto e a criança ficam mais propensos a gripes, rinite, cistite e, obviamente, cáries. Sem falar que as células de câncer buscam energia no açúcar, como já falamos aqui: “Células de câncer adoram açúcar”, alerta nutricionista.

Então, esqueça do velho costume de comer sorvete e tomar chás muito doces quando está doente. O alívio imediato vai deixar seu organismo ainda mais frágil para combater a doença.

Os estudos estimam que o organismo perca de 40% a 75% da capacidade de destruir germes quando há consumo excessivo de açúcar. O efeito começa cinco minutos depois do consumo e pode durar até cinco horas.

Nutricionista e professora da Universidade Federal de Santa Maria, Gilberti Hubscher alerta que o açúcar promove a chamada disbiose, um processo destruidor da flora intestinal boa.

- Disbiose é a alteração microbiana de bactérias boas intestinais. Quando há este processo, a imunidade cai. Reduz a capacidade de absorver os nutrientes e afeta os mecanismos de imunidade do corpo.

Veja esta tabela divulgada pela química Conceição Trucom, defensora da alimentação natural:

 

Fonte: Doce Limão.

Fonte: Doce Limão.

 

 

O açúcar refinado é o pior de todos. Além de perder os nutrientes bons no processo de refino, carrega os produtos químicos que são usados. Açúcar mascavo, mel, melado… São opções boas, mas ainda assim são açúcar e o consumo precisa ser moderado.

- São exemplos de alimentos biocídicos, que acidificam rapidamente o sangue, deprimem o sistema imunológico, anulam enzimas digestivas causando fermentações (gases e gastrite), entravam o trabalho digestivo, intoxicam, além de ativarem desequilíbrios emocionais e mentais. – explica a cientista Conceição Trucom.

Açúcar da fruta, a frutose tem absorção mais lenta. Também não tem o efeito de acidificar o sangue. Outra opção que tem sido usada é a estévia. Preferencialmente, a planta natural.

E atenção: o açúcar não está só no doce. Está no carboidrato. Então, fuja de arroz, pão e massa brancos. Perdem nutrientes, não têm as fibras adequadas para a absorção do açúcar e muitos ainda têm os produtos químicos usados no branqueamento.

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Goji berry - modinha ou aliado do emagrecimento?

01 de novembro de 2016 0

Por Giane Guerra

 

Foto: Divulgação Nature Center.

Foto: Divulgação Nature Center.

 

 

O goji berry tem origem na China. Existe há séculos, mas chegou no Brasil há poucos anos e entrou com força no cardápio da galera fitness. É difícil achar a fruta in natura. Em geral, só desidratada.

Mas é uma fruta seca cara. Aliás, está entre as mais caras na Loja Virtual do Mercado Público de Porto Alegre.

 

Reprodução 01.11.2016.

Reprodução 01.11.2016.

 

Não se desespere para comer todo o dia, se o bolso não aguentar. Mas se conseguir eventualmente, legal. São nutrientes interessantes.

A fruta possui alto valor nutritivo e se destaca pela concentração de vitaminas. A nutricionista do Nature Center, Sinara Menezes, diz que é uma fonte riquíssima de proteínas e vitamina C, além de sais minerais como magnésio, cálcio, ferro e selênio.

- Para se ter uma ideia, a concentração de vitamina C em 100 gramas de goji é até 50 vezes maior do que a presente em uma única laranja.

Goji berry também é rico em de betacaroteno, mais do que a cenoura. Ou seja, beneficia a saúde da pele. Boa pedida para o verão.

Sinara salienta o beta-sitosterol da fruta. É conhecido pelo seu poder anti-inflamatório e de proteção ao coração.

- Sua ação seria capaz de regular os níveis de colesterol, reduzindo o tipo nocivo (LDL) e aumentando o bom colesterol (HDL).

E tem alto poder antioxidante, que turbina o sistema imunológico. Sua ação seria capaz de reduzir os danos causados pelos radicais livres, que são agentes que desestabilizam a estrutura das células.

- Justamente por isso, o consumo da fruta está associado ao combate ao envelhecimento precoce e a prevenção de diversas doenças.

Tem mais: rica em luteína e zeaxantina. São componentes que protegem a visão porque reduzem a degeneração ocular e, até mesmo, combatem a cegueira causada por lesões na mácula.
Goji emagrece?

Não há alimento milagroso, viu? Mas alguns aceleram o processo de emagrecimento. Conforme a nutricionista Sinara Menezes, as propriedades proteicas e o baixo valor calórico do goji berry são as vantagens. Uma colher de sopa tem só 40 calorias.

- Tem baixo índice glicêmico, ou seja, libera glicose no organismo de forma moderada, mantendo a energia estável, evitando os picos de açúcar no sangue e a fome abrupta. Além disso, por ser rica em fibras e proteínas, prolonga a sensação de saciedade e auxilia no controle da ingestão calórica – fatores essenciais para quem deseja emagrecer.

O beta-sitosterol presente no goji berry também ajuda no controle do cortisol. Também conhecida como hormônio do stress, a substância tem grande impacto sob o peso pois está relacionado ao acúmulo de gordura localizada.

- Além disso, a ação anti-inflamatória do goji auxilia no combate à celulite, reduzindo o processo inflamatório da pele e melhorando seu aspecto geral.

Veja o quadro de benefícios do goji berry feito pelo Nature Center:

· Melhora a resposta imunológica: rico em vitamina C, seu consumo é capaz de aumentar as células de defesa do organismo, fortalecendo o organismo e aumentando a resistência a doenças;
· Melhora a visão: uma das fontes mais ricas de carotenoides, o fruto protege a visão e pode prevenir problemas na mácula – parte da retina;
· Melhora a saúde da pele: rico em betacaroteno, o Goji é capaz de aumentar a proteção contra raios ultravioletas e ainda potencializar o bronzeado;
· Melhora a capacidade cognitiva: fonte de Ômega 3, a frutinha auxilia na síntese de hormônios e no funcionamento do sistema nervoso, melhorando a concentração, a acuidade mental e a memória;
· Melhora o metabolismo: a presença de ácidos graxos acelera o metabolismo, favorecendo a queima calórica;
· Melhora a saúde cardiovascular: além de regular os níveis de colesterol, o consumo de Goji aumenta o aporte de vitamina B6, essencial para a degradação de uma substância chamada homocisteína – que, por sua vez, pode aumentar o risco do desenvolvimento de doenças cardíacas.
· Melhora o humor: da mesma forma, a vitamina B6 presente na fruta é essencial para a produção da serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar. A redução do cortisol também é outra propriedade que conferiu ao Goji a alcunha de “fruta da felicidade”. Além disso, suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias fazem com que o berry também esteja associado a longevidade e qualidade de vida.

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Comida de verdade combate Dengue, Zika e Chikungunya. Médico lista alimentos que turbinam a imunidade.

24 de outubro de 2016 0

Por Giane Guerra

 

 

Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS.

Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS.

 

 

- Por que algumas pessoas pegam Chikungunya, Dengue ou Zika e tem um quadro mais leve? E por que outras complicam tanto?

A dúvida é colocada por Flávio Melo, pediatra e membro da Associação Brasileira de Nutrologia. Eles mesmo responde, dizendo que envolve a resposta do sistema imunológico que cada pessoa dá para a infecção.

Quando o vírus entra no organismo, um alarme dispara para a defesa. E é preciso que a resposta seja adequada.

Se for pouca, não é suficiente. Se for forte demais, causa ainda mais estrago.

- Essa resposta anormal, na Dengue – e possivelmente no Zika e Chikungunya -, tem a ver com essa hiperexcitação do sistema de defesa, que está relacionada ao nível de inflamação do nosso corpo e as complicações da doença.

Resumindo, a pessoa sadia tem inflamação menor e lida bem com a infecção. Já pessoas com doenças como diabete e hipertensão têm a imunidade alterada. Reagem mal ao vírus.

Aí, entra um ponto muito defendido pelo blog Lado Natureba e pelo médico Flávio Melo: a alimentação é essencial nesse processo. Comida ruim, ultraprocessada, com muito açúcar, provoca aumento do potencial inflamatório do organismo.

Melo afirma que estudos com vírus da Dengue e Influenza (gripe) mostraram que antioxidantes ajudam a pessoa a ter uma resposta inflamatória adequada. Além disso, otimizam a ação da imunidade e impedem o avanço viral.

- Uma dieta rica em antioxidantes, especialmente os polifenóis, está relacionada com essa melhor resposta imune. – resume o pediatra.

E onde encontramos os polifenóis? Flávio Melo lista vários alimentos! E viva a comida de verdade!

– Chocolate Amargo (70% de cacau pra cima)
– Chá verde (catequinas)
– Canela (Ac. Cinâmico)
– Café (Ac. Caféico)
– Gengibre (gingerol)
– Alho e Cebola (alicina e quercetina)
– Cúrcuma/açafrão-da-terra (curcumina)
– Cominho (galatos)
– Pimenta vermelha (capsaicina)
– Vinho tinto (resveratrol)
– Frutas vermelhas (ex morango, mirtilo e framboesa)
– Frutas negras (açaí e outras com antocianinas)
– Pimenta Preta (piperina)
– Tomate cozido (licopeno)

Só não vá se entupir de suplementos com estes alimentos:

- Se você fizer isso, vai morrer antes da Chikungunya, Dengue ou do Zika. – alerta Melo.

Comece a colocar estes alimentos nas refeições aos poucos. Consulte um profissional, como nutricionista ou nutrólogo para adaptar a alimentação toda.

E mais uma dica do médico Flávio Melo:

- O açafrão da terra (cúrcuma), quando colocado nos vasos de plantas, elimina 100% das larvas do mosquito aedes aegypti.

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Alimentos que ajudam e que atrapalham a cicatrização

20 de setembro de 2016 1

Por Giane Guerra

 

 

Foto: CC0 Public Domain.

Foto: CC0 Public Domain.

 

 

Nem tudo é crendice na sabedoria popular sobre alimentos. Isso vale para a cicatrização.

Alguns alimentos dão para o corpo a matéria-prima para reconstruir os tecidos. Já outros fazem o contrário, retardando o processo.

O esquema vale para a cicatrização de um pequeno arranho até um trauma mais extenso. Quando ocorre a lesão, o corpo aciona uma resposta coordenada. Desde sinalizar o sistema imunológico de que ocorreu um ferimento, até remodelar o tecido.

Para este processo, o organismo recorre a diversos micro e macronutrientes, explica a nutricionista Joanna Carollo.

- Um paciente bem nutrido responderá mais rapidamente e com mais qualidade ao tratamento de uma cirurgia, em contrapartida, um indivíduo com carências nutricionais pode ter uma resposta mais lenta ou até mesmo sofrer com complicações durante a cicatrização.

A resposta imunológica tem que ser reforçada através de alimentos funcionais ou uma dieta imunomoduladora. Destaque para:

Proteínas - Fundamentais para cicatrização. São quebradas em substâncias menores que vão ajudar na construção dos tecidos. Por exemplo, aminoácidos, indispensáveis para durante a formação do tecido fibroso – a famosa casquinha – e no próprio remodelamento da pele após a cicatrização.

Vitaminas - Em especial, as vitaminas do complexo B. Algumas delas estão ligadas ao metabolismo do colágeno. Outras otimizam a resposta do organismo ao ferimento, com a coagulação e formação da ferida. Por exemplo, as vitamina A, C e K. Já os minerais estão ligados à metabolização das proteínas no organismo.

Carboidratos - Até mesmo eles. Se o nível de carboidratos estiver abaixo do adequado, o corpo irá usar as proteínas (massa magra), prejudicando a regeneração dos tecidos. Logo,

 

Dieta cicatrizante
A nutricionista Joanna Carollo lista alguns alimentos para ajudar os leitores:

Potencializam o efeito anti-inflamatório: peixes gordurosos como sardinha, salmão e atum são as fontes mais ricas em Ômega 3 – potente antioxidante capaz de impactar a ação inflamatória do organismo. Também é possível encontrar esse ácido graxo em vegetais: semente de chia, semente de linhaça, oleaginosas como nozes, amêndoas e avelãs e são alternativas para o consumo desse nutriente.

Ajudam na coagulação: alimentos ricos em vitamina K. Está em vegetais folhosos e legumes de tom escuro como o couve, o espinafre, o brócolis, o alface e aspargos.

Beneficiam a regeneração dos tecidos: alimentos ricos em proteínas. São carnes magras, ovos, derivados do leite. Leguminosas como o feijão e a lentilha possuem bons índices de proteína.

Melhoram o aspecto da pele: ricos em vitamina A. Alimentos como o bife de fígado, a cenoura, a batata doce e a manga. Ajudam na proteção da pele e ainda possuem efeito antioxidante. Incluir óleo de girassol ou a própria semente no cardápio, bem como ingerir oleaginosas como a castanha do Pará e avelã aumenta o aporte de vitamina E, que também auxilia no combate aos radicais livres.

Dão elasticidade e hidratam a pele: vitaminas do complexo B. Destaque o ácido pantotênico ou vitamina B5. Está no farelo de trigo, ovos, semente de girassol.
Vilões da cicatrização

Alguns alimentos devem ser evitados.

- Alimentos processados, ricos em gordura saturada, conservantes e sódio. Provocam inchaço e retenção de líquidos, piorando o processo inflamatório.

Na real, são alimentos que devem ser evitados sempre.

 

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Pipoca aumenta a imunidade e combate o envelhecimento

12 de setembro de 2016 2
Foto: Divulgação.

Foto: Divulgação.

 

 

Por Giane Guerra

 
Leitores perguntam muito se pipoca é saudável. Até mesmo porque é um dos lanches que fazem sucesso com as crianças.

Para responder, o blog Lado Natureba recupera um estudo feito há alguns anos pela Universidade de Scranton, nos Estados Unidos. A pesquisa mostrou que a casca do milho tem polifenóis, que são atioxidantes e, portanto, melhoram a imunidade. Na mesma ação, também combatem o envelhecimento precoce, doenças cardíacas e colesterol. Ao reduzir a presença de radicais livres no organismo, combate até câncer e Alzheimer.

Os pesquisadores chegaram a publicar que a pipoca tem mais polifenóis do que frutas e verduras. Isso porque a pipoca tem 4% de água. Nos hortigranjeiros, a substância seria diluída em 90% de água. Mas atenção: não é substituto porque tem muitos outros nutrientes na jogada!

Só que os polifenóis estão na casquinha no milho! Então, tem que comer. Autor do estudo, Joe Vinson disse que a casquinha é “pepita de ouro” da nutrição.

Lembrando que milho é um carboidrato, mas cheio de fibras. Somos fãs de fibras aqui! Boas para saúde e também aumentam a sensação de saciedade.

Mas vamos para alguns alertas:

- Não usar margarina, por favor! De que adianta comer pipoca porque é bom, mas cheia de gordura trans?!

- Cuidar com a quantidade de sal.

- Nutricionistas indicam preparar com água e sal apenas. No fogão ou no microondas. Pode temperar com ervas secas ou frescas.

- Fuja das pipocas prontas para microondas. São cheias de conservantes e sódio.

- Pediatras pedem cuidado ao dar pipoca para crianças pequenas. Elas não mastigam direito e pode provocar asfixia. Sugerem dar pipoca somente após os dois anos e, se possível, só depois de quatro anos.

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Perdeu a voz? Mitos e verdades para recuperá-la logo.

06 de setembro de 2016 1

Por Giane Guerra

 

 

Foto: Salmo Duarte / Agência RBS.

Foto: Salmo Duarte / Agência RBS.

 

Povo está perdendo a voz direto neste inverno e perguntando para o blog Lado Natureba o que fazer. A gente vê por aí muita indicação e desconfia de algumas. Então, junto com a fonoaudióloga Rosane Mosmann, preparamos um material explicando mitos e verdades sobre o que fazer quando a voz começa a sumir ou já desapareceu.

Vamos por itens:

- Hidratação

Hidratar sempre. Tomar uma quantidade mínima de água para garantir uma secreção líquida e mais fácil de expelir. Não apenas da laringe, mas também a secreção do nariz. O quanto de água depende da alimentação, ambiente e estrutura física. Mas 2 liros por dia é uma boa média. Para monitorar: a urina precisa ser clara e não amarela forte.

- Alimentos adstringentes

Provocam salivação. Ajudam muito no quadro agudo porque reduzem a viscosidade do muco e sentimos isso na própria saliva. É a maçã, por exemplo. Os cítricos também – como laranja, bergamota e limão -, mas cuidado quando a pessoa tem refluxo. O mel ainda gera controvérsia em estudos. Mas o velho chá com limão e mel é uma opção interessante, segundo a fonoaudióloga.

- Alimentos espessantes

Fuja! É o chocolate, que até provoca a sensação de ressecamento da cavidade oral. Aumenta a viscosidade do muco. Assim como derivados do leite: queijo, iogurtes…

- Alimentos diuréticos

Evitar alimentos diuréticos, como café. Prejudicam a hidratação.

- Pastilhas e balas

Mito! Rosane Mosmann é enfática: não use! Segundo a fono, mascaram o sintoma. “Quando tenho dificuldade de falar, é o corpo pedindo socorro. A pastilha mascara o sintoma e você sobrecarrega o organismo, piorando e alongando o problema.”

- Alimentos anti-inflamatórios

* Gengibre – Recomenda colocar pedaços pequenos de gengibre in natura dentro da água. Também aumenta a imunidade do corpo. Cuidado com as balas de gengibre, que não têm eficácia comprovada e podem irritar o organismo.
* Própolis – Recomenda que o própolis seja diluído em água morna e que o líquido seja usado para gargarejo suave. Cuidado com o spray direto na garganta, que pode irritar o organismo também.
* Sal – Recomenda gargarejo com água morna e pitada de sal.

- Fumo

Nem pensar. Prejuízo direto no sistema vocal.

- Álcool

A pessoa acaba usando mais ainda a voz e também provoca perda de hidratação.

- Ar condicionado

Evitar. Tira a umidade do ambiente. Principalmente quando o ar entra pela boca e não é “umidificado” pelo nariz.

- Vapor

Muito bom e fácil de fazer. Se a pessoa está em um ambiente com bastante umidade, as gotículas de água vão direto para o trato vocal. Caprichar no banho! Mas o bom é o vapor frio. O vapor quente, no entanto, aumenta o inchaço, o que não é bom. Então, não fazer aquela técnica antiga de respirar em cima de uma bacia de água quente.

- Bebida gelada

Não há comprovação. Não é ruim para todo mundo porque nem todos têm irritação na laringe. Mas a fono alerta: “Se estou com minha temperatura a 36 graus e tomo uma água a cinco graus, haverá uma mudança brusca de temperatura. Passa pelo esôfago, que é do lado das cordas vocais. Posso ter um choque térmico.” A opção é segurar um pouco o líquido gelado na boca antes de engolir.

- Calor para o frio

Sair de um ambiente quente e ir para um gelado também provoca choque térmico. Rosane sugere ficar de boca fechada para atenuar o efeito.

- Repouso vocal

Durante a crise, não fazer exercícios para a voz! Falar pouco ou nada. O repouso vocal acelera e melhora a recuperação. Cuidado com locais barulhentos. Se não ouvimos nossa voz, a tendência é gritar.

 

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