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Joia - Leite materno é usado para fazer pingentes por farmacêutica de Porto Alegre

05 de abril de 2017 1

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O Lado Natureba é entusiasta da amamentação! Afinal, o leite materno materno é o alimento mais nutritivo que existe, alertam vários nutricionistas e pediatras.

Adoramos esta iniciativa da farmacêutica Julia Quintana de Moraes. Ela criou a Pingente de Amor, inspirada na ideia surgida nos Estados Unidos de transformar o leite materno em joias.

A partir de pedidos de mães em um grupo do Facebook, Julia testou e criou uma técnica para solidificar o leite. Fica como uma pedra.

- Depois de algumas semanas, já estava quase desistindo. Mas fui olhar algumas das primeiras peças. Não tinha ficado no formato do molde… mas tinha endurecido!

Julia é mãe de um bebê lindo de cinco meses e fez os testes com o próprio leite!

Agora, está desenvolvendo mais moldes. Alguns deles:

 

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Os valores variam de R$ 99 a R$ 149 por pingente. A mamãe tem que congelar de 10 ml a 20 ml de leite materno, enviar por Sedex 10 ou entregar no endereço Rua Sarmento Leite, 880, Cidade Baixa, em Porto Alegre. Em até 20 dias, o pingente é enviado pronto.

Eu já providenciei meu presente de Dia das Mães…

 

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Contatos: juliaquintana@gmail.com ou WhatsApp 51.992377067.

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“Só engravidei de novo quando tive segurança que poderia seguir amamentando.”, um depoimento sobre amamentar na gestação

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"Só engravidei de novo quando tive segurança que poderia seguir amamentando.", um depoimento sobre amamentar na gestação

02 de dezembro de 2016 0

Por Giane Guerra

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Há muito receio quanto à amamentação de uma criança durante a gravidez de outra. Mas isso é possível. Assim como amamentar depois, ao mesmo tempo, as duas crianças de idades diferentes, chamada de tandem.

Pedimos um depoimento para uma parceira do blog Lado Natureba em vários posts. Ela é mãe do Benjamin, com pouquinho mais de dois anos, e do Benício, que fez dez dias de vida. É a nutricionista infantil Fabíola Frezza Andriola:

“A amamentação tandem tem sido surpreendente, emocionante, sem explicação… Há vários desafios. Mas a gente vai superando.

O Benjamin está aceitando. Mas toda vez que ele vê o mano mamar, ele pede.

Tudo começou com o planejamento da gravidez. Eu e o pai não queríamos desmamar o Benjamin. Então, só engravidei quando tive segurança que poderia seguir amamentando durante a gravidez.

No início, foi difícil pela sensibilidade no bico do seio. Às vezes, eu via estrelinhas…

Por volta do sexto mês de gestação, por questão hormonal, cai a produção de leite. A gente percebe porque nem ouve a deglutição da criança que suga.

Mas eu levava e o Benjamin continuava mamando. Com isso, ele satisfazia a necessidade de sucção e ficou com mais apetite por outros alimentos.

No fim da gestação, veio o colostro. Isso mudou questões de intestino no Benjamin. Alguns bebês passam a recusar o leite materno pelo sabor, que é diferente por ter outros nutrientes.

Muita gente perguntava o risco de parto. A amamentação libera a oxitocina e dizem que isso poderia desencadear o trabalho de parto. Mas o que desencadeia o trabalho de parto é o bebê. Então, amamentar não provoca isso. Exceto quando a gravidez é de alto risco.

Ou então perguntavam: como tu consegue mamar com o barrigão? Os bebês acham as posições mais malucas para serem amamentados. Então, isso não foi problema.

Claro que amamentar gasta energia. A gente fica mais cansada. Mas são desafios que a gente supera, pensando no benefício.

Benjamin já fez dois anos, o mínimo indicado de amamentação. Mas eu não queria desmamá-lo principalmente pela questão do vínculo. Queria que este vínculo entre bebê e mãe ocorresse também entre os irmãos. E eu tenho percebido isso.

Estou muito feliz de ter chegado até aqui!”

 

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Fotos: Arquivo Pessoal Fabíola Andriola.

Fotos: Arquivo Pessoal Fabíola Andriola.

 

Veja o que diz documento da Secretaria de Atenção à Saúde Departamento de Atenção Básica, do Ministério da Saúde:

“1.10.1 Nova gravidez

É possível manter a amamentação em uma nova gravidez se for o desejo da mulher e se a gravidez for normal. Contudo, não é raro as crianças interromperem a amamentação espontaneamente quando a mãe engravida. O desmame pode ocorrer pela diminuição da produção de leite, alteração no gosto do leite (mais salgado, por maior conteúdo de sódio e cloreto), perda do espaço destinado ao colo com o avanço da gravidez ou aumento da sensibilidade dos mamilos durante a gravidez. Na ameaça de parto prematuro é indicado interromper a lactação.
Se a mãe optar por continuar amamentando o filho mais velho após o nascimento do bebê, é importante orientá-la que ela deve dar prioridade à criança mais nova no que diz respeito à amamentação.”

Abaixo, memes feitos pelo Grupo Virtual de Amamentação, no Facebook:

 

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Leitora pede uma avaliação sobre o composto lácteo indicado para o filho

28 de novembro de 2016 0

Por Giane Guerra

 

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Leitora tem um bebê com pouco mais de um ano e pediu uma avaliação sobre o composto lácteo indicado para o filho. É o Ninho Fases 1+ e a leitora mandou o rótulo. O blog Lado Natureba pediu a opinião de um pediatra e de uma nutricionista infantil.

Mas antes: A Organização Mundial da Saúde recomenda a amamentação até os dois anos da criança. Depois, todos os especialistas já ouvidos pelo blog recomendam dar leite de vaca. Sem necessidade de fórmulas ou compostos lácteos. 

Leite de vaca X Leite artificial – Qual o melhor a partir dos 2 anos de idade?

Amamentação Prolongada – Por que é recomendado amamentar por dois anos ou mais?

Nutricionista infantil Fabíola Frezza Andriola:

“Tem muitos óleos. Não entendo por que usam leite desnatado e depois acrescentam óleo vegetal. E de canola ainda. Crianças precisam da gordura do leite. Tem que usar o leite integral. E depois ainda acrescentam lactose. E a maltodextrina, que se equivale a açúcar, como fonte de carboidrato. mas tem absorção rápida pelo corpo, o que não é bom. E acrescentam minerais e vitaminas, que estão biodisponíveis em comida de verdade. É o exemplo da vitamina C, que está na laranja.”

Ex-presidente da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, pediatra José Paulo Ferreira:

“É um problema das coisas industrializadas. Para transformar um leite que vem da vaca em um composto lácteo, misturam um monte de coisas. Tiram gordura daqui, colocam gordura dali, modificam o carboidrato… Quanto menos industrializado, melhor. Não sou muito fã destas fórmulas e compostos recomendados para mais de um ano de idade. Recomendo dar leite de vaca normal. Não sou favorável a essa ‘montoeira” de produto químico.” 

Conforme o site da Nestlé:

“NINHO® Fases 1+

Para a Fase das Primeiras Descobertas

Nessa fase as crianças se tornam curiosas e algumas começam a conhecer o “mundo” pelo toque e pela boca. Por isso, é importante cuidar para não deixá-las expostas.

Pensando nisso, a Nestlé desenvolveu NINHO FASES 1+ com PREBIO 1.

Esse exclusivo composto de fibras prebióticas contribui para o equilíbrio da flora intestinal*, onde está a maioria das células de defesa do organismo**.

• Além disso, NINHO Fases 1+ contribui para ingestão diária de leite e derivados, além de possuir proteínas e ácidos graxos que podem contribuir para uma alimentação equilibrada nesta fase da vida da criança.

• Rico em Biotina e fonte de Cálcio, Zinco e Vitaminas C, D e E.

• NÃO CONTÉM GLÚTEN

* Seu consumo deve estar associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis.
**Vandenplas Y, Veereman-Wauters G, De Greef E, Peeters S, Casteels A, Mahler T, Devreker T, Hauser B. Probiotics and prebiotics in prevention and treatment of diseases in infants and children. J. Pediatr. 2011; 87(4): 292-300.”

Assista também a este Live no Facebook que fizemos sobre amamentação e introdução alimentar de bebês:

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Leia mais:

Leitora pergunta – Quanto tempo o que a mãe come demora para sair no leite materno?

Leite artificial? Bico de silicone? Livre demanda? – Orientações para a boa amamentação já na maternidade

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Comida de criança

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Leite artificial? Bico de silicone? Livre demanda? - Orientações para a boa amamentação já na maternidade

08 de novembro de 2016 3

Por Giane Guerra

 

Ah, essa troca de olhares... Foto: Arquivo Pessoal.

Ah, essa troca de olhares… Foto: Arquivo Pessoal.

 

 

A foto é da Rafaéli Arruguetti e do Matias. A Rafaéli é mãe do Pedro, de 11 anos, e do Matias, de 2 anos e 1 mês, que ainda mama em livre demanda.

Mas a Rafaéli é também nutricionista do Hospital Mãe de Deus, especialista em nutrição materno infantil e o mais recente “achado” aqui do blog Lado Natureba.

 

A nutri topou tirar as principais dúvidas que as mães nos perguntam sobre amamentação. Até mesmo porque o leite materno é o alimento mais natureba do mundo!

Vamos já para as perguntas e as respostas enviadas pela nutri:

Blog Lado Natureba – Como preparar os seios ainda na gestação?

Nutricionista Rafaéli Arruguetti – A resposta não está nas mamas e sim na cabeça. O melhor preparo para a amamentação é a informação. O próprio organismo se encarrega de preparar as mamas durante a gestação. Nada de bucha vegetal, cremes e pomadas… Pelo contrário, podem retirar a proteção natural dos mamilos e prejudicar, aumentando a chance de lesões por deixarem a pele mais sensível. A “regrinha básica” é a pega correta desde a primeira mamada, onde o bebê deve abocanhar o máximo possível da aréola ao invés de apenas o mamilo.

Blog – Quando é realmente necessário dar complemento ainda na maternidade? Os riscos de dar e de não dar.

Nutri – Por uma regra lógica, pensemos assim: se o bebê recebe fórmula ao invés do leite materno, ficará saciado. Com isso, não suga o seio materno. Consequentemente, não estimula a mama. Então, temos um efeito dominó com muitas consequências. Entre elas, o desmame precoce. Mas não podemos ser radicais. Em alguns casos, se faz necessário correr este risco. Por exemplo, bebês que têm hipoglicemia nas primeiras horas de vida. Mesmo assim, o ideal seria colocá-lo para sugar o seio da mãe. Porém, às vezes, há mulheres em que a descida do leite tarda um pouco, o que não é anormal.

Blog – Amamentar o bebê logo que nasce reduz o risco de hipoglicemia, certo? Mesmo na cesárea, é possível pedir antes para a pediatra colocar o bebê no seio assim que retirado da mãe. Alguma orientação sobre isso?

Nutri – O contato pele a pele e a amamentação, logo após o parto, são reco­mendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e correspondem ao quarto passo da Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC). Dentre vários benefícios, encorajar a amamentação logo após o parto reduz o risco de hipoglicemia no recém nascido. Mesmo na cesárea, pode ser previamente combinado com obstetra e pediatra tal procedimento (exceto se o bebê precisar de suporte por alguma intercorrência, mas incentivado assim que o recém nascido estabilizar). A minha dica é: consulte o pediatra de sua escolha ainda no pré-natal para combinar os procedimentos da hora do parto e tirar dúvidas.

***
Pitaco blog Lado Natureba – O segundo filho da blogueira aqui, meu pequeno Gael, nasceu depois de uma diabete gestacional. Apesar de controlada com alimentação e exercícios, havia um risco maior de hipoglicemia. Fora os riscos normais de oferecer outro leite, como a dificuldade de amamentação e o potencial para alergias. Quando, durante o trabalho de parto, cedemos para a cesárea, combinei com pediatra e obstetra de colocar Gael no seio mesmo na mesa de cirurgia. E foi tudo bem! O pequeno mamou e a medição da glicemia foi ótima. Sem necessidade de leites artificiais.
***

Blog – Defende a livre demanda ou os horários marcados para amamentar?

Nutri – Livre demanda sempre! Isso significa o bebê mamar quando quiser e o quanto quiser. Ou seja, desapegue do relógio! Quando um bebê mama com a pega correta, consegue extrair todo leite que precisa se não for interrompido.

Blog – O que comer e beber (e não comer e beber) para uma amamentação saudável de um recém-nascido?

Nutri – A primeira coisa a saber é que, infelizmente, a cólica do recém-nascido é algo fisiológico, relacionada à imaturidade intestinal, adaptação do bebê nesta nova vida fora do útero, ou seja, algo que independe da alimentação da mãe. Mesmo que algumas pessoas relacionem certos alimentos às famosas cólicas do primeiro trimestre, não existe comprovação alguma de que isso influencie realmente. A orientação que sempre dou é: coma de tudo! Só evite exageros. Pois se o bebê for sensível a sentir esse amadurecimento/adaptação do intestino, vai ter cólicas mesmo quando a mãe se privar de qualquer que seja o alimento.

Blog – E a importantíssima “pega correta”, quais as principais orientações?

Nutri – Embora pareça muito instintivo, amamentar não é tão simples como se pensa. Por isso, a importância da informação ainda na gestação. Uma pega correta que permita uma sucção eficiente e uma amamentação tranquila precisa muitas vezes de auxílio para que ocorra com sucesso. Os principais sinais a serem observados: o bebê deve abocanhar não só o mamilo (“bico do seio”), mas sim toda (ou quase) aréola. A boca bem aberta e os lábios ficam virados para fora (boca de peixe). Além disso, enquanto o bebê suga, as bochechas ficam redondas (não faz cova) e a mãe não sente dor.

Blog – Qual tua orientação quanto à indicação e uso do bico de silicone?

Nutri – Comercializado com o nome de “protetor de mamilos”, é desnecessário na maioria das vezes. O uso do bico intermediário de silicone pode também levar à diminuição da produção por falta de estímulo adequado, ingurgitamento mamário ou mastite por esvaziamento ineficiente e até ao desmame. Importante saber que os bebês mamam em quase todos tipos de mamilos, sejam eles protusos, planos ou invertidos. Isso porque é a aréola que tem que ser abocanhada para garantir uma boa mamada. Em alguns tipos de mamas, os bebês apresentam uma dificuldade INICIAL de pega, ou seja, eles precisam de auxilio/treino e não de intermediário de silicone. Podemos ajudar o bebê fazendo uma prega na mama com a mão em C, usando o indicador e o polegar, segurando pela borda da aréola). Assim, ajudamos para que ele consiga abocanhar toda a aréola.

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Prematuros

Bebezinhos prematuros me enchem de amor. E a nutri Rafaéli Arruguetti pediu para orientar sobre isso também neste nosso post já que o dia 17 de novembro é o Dia Internacional da Prematuridade.

*** Leite diferente – O leite da mãe de prematuro é diferente do leite da mãe de um bebê a termo, sem que isso o torne inferior. Cada mãe produz o leite adequado para cada fase do seu bebê. Para o prematuro, a amamentação é ainda mais defendida com base nas propriedades imunológicas do leite humano, no seu papel na maturação gastrintestinal, na formação do vínculo mãe-filho e no melhor desempenho neurológico e cognitivo. Ainda, o leite materno está associado a um menor índice de reinternação hospitalar.

*** Ordenha – Importante mesmo é a mãe saber que pode amamentar seu filho mesmo estando separada dele, através da ordenha das mamas (em banco de leite ou salas de coleta de leite humano) atá que o bebê possa mamar diretamente no seio. Durante a amamentação, a coordenação da sucção/deglutição dos prematuros é maior se comparada ao uso de mamadeira, confirmando que a alimentação ao seio é mais fisiológica.

*** Método Canguru – Para colaborar com isso, o Ministério da Saúde sugere que os bebês submetidos ao Método Canguru têm uma redução significativa na incidência de infecções graves. É quando o bebê é colocado na posição vertical, contra o corpo da mãe, barriga com barriga. O apoio às mães é o principal ato para o sucesso da amamentação dos prematuros. A rotina cansativa de uma UTI e o estresse colaboram para uma diminuição da produção de leite. Para a manutenção da lactação, é primordial que, enquanto o bebê não mame no seio, a mãe faça esse papel, estimulando e ordenhando as mamas com frequência. Quando o bebê puder mamar ao seio, livre demanda!

 

Assista nossa entrevista com a nutri:

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Leia mais:

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Leite de vaca X Leite artificial – Qual o melhor a partir dos 2 anos de idade?

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Lactose: Anvisa faz consulta pública sobre rotulagem de alimentos

11 de outubro de 2016 0

Ronald Mendes / Agência RBS

*Por Natália Pithan

Até o dia 1º de novembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebe sugestões de consumidores a respeito da proposta que regulamenta o que deve constar nos rótulos dos alimentos sobre a presença, ou não, de lactose. O objetivo é alertar as pessoas que têm dieta restritiva a essa substância. As sugestões deverão contribuir para duas diferentes propostas de regulamentação da lei.

Primeira Proposta

Os produtos devem trazer os dizeres “Contém lactose” imediatamente após ou abaixo da lista de ingredientes com caracteres legíveis.

Segunda Proposta

Alimentos classificados  como “Isentos de lactose”  devem  conter quantidade de lactose igual ou menor a 10 miligramas por 100 gramas ou mililitros do alimento pronto para o consumo. Esses devem trazer a declaração “isento de lactose”, “zero lactose”, “0% lactose”, “sem lactose” ou “não contém lactose”, próxima à denominação de venda do alimento.

Já os classificados como “baixo teor de lactose” são aqueles com o teor  igual ou inferior a um grama por 100 gramas ou mililitros do alimento pronto para o consumo. Esses alimentos devem trazer a declaração “baixo teor de lactose” ou “baixo em lactose”, próxima à denominação de venda do alimento.

O que é a lactose? 

A lactose é um tipo de açúcar presente no leite, que muitas pessoas não conseguem digerir.

Em julho deste ano,  através da  Lei 13.305,  fabricantes de alimentos passarão a ser obrigados  a indicar nos rótulos a presença de lactose nos produtos.

O dispositivo legal define que os rótulos devem informar a existência de 17 substâncias consideradas alergênicas a muitas pessoas: trigo (centeio, cevada, aveia e suas estirpes hibridizadas), crustáceos, ovos, peixes, amendoim, soja, leite de todos os mamíferos, amêndoa, avelã, castanha de caju, castanha do Pará, macadâmia, nozes, pecã, pistaches, pinoli, castanhas, além de látex natural.

Põe no Rótulo!!

Muitas pessoas sofrem com a falta de informações nos alimentos. Pensando nisso,  o “Põe no Rótulo” (#poenorotulo) foi criado em fevereiro de 2014 com o objetivo de conscientizar a população não-alérgica para a necessidade da rotulagem destacada de alimentos reconhecidamente mais alergênicos. (aqueles que são citados na lei acima)

O processo de regulamentação  pela Anvisa é uma conquista da mobilização dessas pessoas.  As contribuições, ideias e sugestões  devem ser feitas pela consulta pública disponível no site da Anvisa.

Leia também:

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Leitores perguntam - Crianças podem beber leites vegetais? Substituem o leite de vaca?

05 de outubro de 2016 0

Por Giane Guerra

 

 

Foto: Diego Vara / Agência RBS.

Foto: Diego Vara / Agência RBS.

 

 

Este foi um post feito a pedidos e que teve um grande alcance: Leite de vaca X Leite artificial – Qual o melhor a partir dos 2 anos de idade?

Ninguém questionou até agora a vitória de 6 a 0 do leite de vaca sobre o leite artificial (fórmulas e complementos lácteos). Mas muita gente defendeu – e perguntou sobre – os chamados “leites” vegetais. São bebidas feitas a partir de aveia, castanha, nozes, coco, semente de girassol, gergelim, linhaça, quinoa…

Pois o pessoal quer saber se são recomendados para crianças. A gente levou a dúvida para a nutricionista infantil Fabíola Frezza Andriola, especialista em comportamento alimentar.

Vamos à resposta:

“Para começar, até os dois anos, aleitamento materno é sempre o ideal. Se mama no peito, não precisa de leite artificial.

Mas o leite vegetal pode ser um complemento interessante antes dos dois anos. Mas como complemento, sendo mais um alimento novo e nutritivo.

Já um bebê que não recebe mais o leite materno antes de um ano, a sugestão é manter a fórmula infantil. É leite de vaca modificado, com alguns nutrientes específicos desta idade. Não há todos esses nutrientes no leite vegetal.

A partir de um ano, os leites vegetais podem entrar no cardápio do bebê. Não há um tipo mais completo do que o outro. Os nutrientes são diferentes em quantidade. Então, o melhor é diversificar.

Importante: não há contraindicação para leites vegetais para crianças. Antigamente, havia receio, principalmente, quanto às fontes oleaginosas, como castanhas e nozes. Por causa do risco de alergia. Mas a recomendação hoje é oferecer, pelo menos, já a partir de um ano, de forma gradativa e não diária. Usar o bom senso.

Opção boa para antes de um ano é usar nas preparações de alimentos em substituição ao leite de vaca, que não é recomendado até um ano. Por exemplo, o bebê mama no peito e a mãe quer fazer um bolinho, pão ou panqueca. Pode usar o leite vegetal substituindo o leite de vaca.

Depois de dois anos, o leite de vaca é mais indicado do que o leite artificial (Compostos lácteos e leites artificiais. Ver post linkado acima.). Mas, se a família não toma leite de vaca, pode trocar sim por leites vegetais. Variando o tipo, claro. Só que o leite de soja é o que eu menos recomendo.

Em tempo: A expressão leite é usada para os leites vegetais também pela riqueza de nutrientes. Inclusive, o cálcio tão procurado no leite de vaca. Mesmo que o leite em si tenha origem de mamíferos.”
Leia também:

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Receita - Leite de coco caseiro

03 de outubro de 2016 1

Por Giane Guerra

 

O Lado Natureba acha bem interessante essa onda de fazer leites em casa. A leitora Karolina Nogueira Falcão fez leite de coco neste final de semana para o pequeno Pietro, de 2 anos. Aliás, bem estimulada pelo nosso post:

Leite de vaca X Leite artificial – Qual o melhor a partir dos 2 anos de idade?

Fugiu de conservantes e espessantes das versões industrializadas e mandou a receita e fotos para nós. Confere:

 

Receita – Leite de coco caseiro

Ingredientes:
1 coco (Agitar para ver se tem água dentro. É importante para saber se a fruta ainda está boa.)
4 xícaras de água quente

Como fazer:
Retirar a água e a polpa do coco. Não é muito fácil, mas há vídeos na internet ensinando como abrir. Vale consultar. Separe a água do coco porque ela não é usada para fazer o leite. Pode tomar na hora ou fazer um suco.
Bater bem a polpa com a água quente no liquidificador. Coar os resíduos com um pano de prato ou peneira bem fininha.
Pronto! Aqui, rendeu em torno de 700ml de leite de coco.
E ainda sobra um resíduo delicioso para usar em tudo. Karol fez bolo de milho com coco e congelou o que sobrou.
O ideal é consumir o leite de coco caseiro em até 48 horas.

 

 

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Leite de vaca X Leite artificial - Qual o melhor a partir dos 2 anos de idade?

27 de setembro de 2016 4

Por Giane Guerra

 

 

Foto: Diego Vara / Agência RBS.

Foto: Diego Vara / Agência RBS.

 

 

 

Leite de vaca X Leite artificial (fórmulas e compostos lácteos)

 

O assunto é polêmico e uma dúvida que muitos pais trazem ao blog Lado Natureba. Ou seja, nossas pautas preferidas.

Aquela longa lista de ingredientes dos leites artificiais, é claro, coloca uma pulga atrás da nossa orelha. E sabemos que jamais um nutriente artificial será absorvido pelo corpo tão bem quanto o nutriente que vem da comida de verdade.

Mas antes vamos esclarecer alguns pontos:

- Estamos considerando crianças com dois anos ou mais. Antes disso, a discussão envolve outras questões que não serão abordadas agora neste post. E lembrando que o blog Lado Natureba defende o leite materno até DOIS ANOS OU MAIS. Leia: Amamentação Prolongada – Por que é recomendado amamentar por dois anos ou mais?

- O objetivo não é esgotar o assunto aqui e nem dar a resposta certa para todos. Mas sim provocar a reflexão e o questionamento. E, por isso, buscamos SEIS opiniões.

- Consideramos muito interessante ter orientação conjunta de pediatras e nutricionistas nos cuidados da alimentação das crianças. Por isso, ouvimos profissionais das duas áreas sobre o tema.

A pergunta enviada aos especialistas foi:

Após os dois anos de idade, o que é mais indicado: O leite de vaca ou o leite artificial (que inclui as fórmulas infantis e os compostos lácteos)?

Vamos às opiniões, por ordem alfabética. São longas, mas estão riquíssimas de informação!

 

Fabíola Frezza Andriola, nutricionista infantil especialista em Comportamento Alimentar.

“Leite de vaca é melhor. Tudo entra dentro de um contexto familiar. Ainda temos a cultura de que criança tem que beber leite. Às vezes, a família inteira não toma leite, mas acredita que a criança tem que tomar leite. Mas pensando em qual leite tomar, certamente o leite de vaca. Minha sugestão é o leite de vaca tipo A ou o leite de vaca tipo B, preferencialmente. Uma dica é evitar o leite de caixinha, que é o leite UHT. Este tipo de leite tem três tipos de conservantes a base de sódio. E os leites pasteurizados não têm aditivos. O leite de saquinho, que é o tipo C, também não tem aditivos. Mas recomendo o A e o B porque há menos contaminantes. Se o acesso for difícil, pode usar o leite em pó. Mas o leite em pó puro! Não o composto lácteo ou a fórmula infantil.”

 

Flávio Melo, pediatra especialista pela Sociedade Brasileira de Pediatria e membro da Associação Brasileira de Nutrologia.

“Leite de vaca é melhor. Preferencialmente, leite Tipo A fluido (leite na forma líquida). O leite tipo A UHT (UHT é leite longa vida, mais chamado de caixinha) perde lactobacilos. No geral, fluido A seria o melhor. Em segundo lugar, UHT tipo A. Os estudos mais recentes com milhares de pacientes, incluindo crianças e adolescentes (http://www.nature.com/ejcn/journal/v70/n4/full/ejcn2015226a.html), demonstram que o consumo de laticínios integrais, incluindo o leite fluido, os queijos e os iogurtes, em quantidades adequadas, se correlacionam com melhor composição corporal, menor risco de diabetes e síndrome metabólica. Além de o leite fluido ter um conteúdo maior de vitaminas lipossolúveis, há também um tipo de gordura polinsaturada chamada CLA (nesse caso, natural), que aumenta a taxa metabólica basal e os probióticos (lactobacilos), presentes também nos iogurtes integrais e queijos. O maior teor de gordura do leite também proporciona melhor sabor e mais saciedade. Para as crianças maiores de dois anos, que têm uma dieta diversa e não usam nenhum outro ‘aditivo’ ao leite – como achocolatados, açúcar e farináceos – a evidência é consistente para que se deva recomendar o leite de vaca ao invés das fórmulas e dos compostos lácteos. E importante: limitando seu consumo a duas porções (copos de 200ml) por dia.”

 

José Paulo Ferreira, pediatra da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul.

“Até um ano, não se dá leite de vaca. Entre um ano e dois anos, dar leite de vaca não é um crime. A indústria que estendeu a recomendação de fórmulas e compostos lácteos até dois anos, até três anos e agora fala-se até cinco anos. Mas assim… Se o pai chega no meu consultório com criança de dois anos e pergunta “Doutor, preciso continuar com fórmula infantil?”. Eu digo que não precisa dar fórmulas e nem compostos. E nem leites fortificados com vitaminas e etc. A fonte de alimentação da criança é arroz, feijão, batata. Comida de verdade. Vejo criança de três ou quatro anos ainda com alimentação baseada em leite. A criança não precisa de leite, precisa de cálcio. Leite é mais fácil e barato, mas o cálcio está no iogurte, queijo, leite, legumes… A criança tem que consumir duas ou três porções de cálcio por dia. Fórmulas dão uma pseudo-segurança em relação à qualidade do leite. Mas muitas trazem, por exemplo, aromatizantes e maltodextrina, que é um tipo de açúcar. Então, melhor leite de vaca.”

 

Karine Durães, nutricionista especializada em Pediatria pelo Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da FMUSP.

“A resposta depende de que criança estamos falando. Sua família toma leite e gosta? Na sua cultura, leite é importante? A criança fez sua introdução alimentar com sucesso e come bem? Leite é mais um alimento e não o mais importante. Prefiro sempre que as crianças se nutram com comida de verdade. Já os compostos são produtos alimentícios – mas, para algumas crianças, pode ser importante. O composto lácteo tem alguns nutrientes importantes associados, mas têm açúcar. O leite integral é só leite, sem os nutrientes adicionados, mas sem açúcar, o que é ótimo. Depende da criança. Se a criança tem uma alimentação que supra a necessidade destes nutrientes adicionados, melhor o leite.”

 

Silvana Nader, pediatra neonatologista e professora da Ulbra, indicada pela Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul.

“O ideal é que, se for possível, o aleitamento materno continue após os dois anos. Não há limite de tempo para amamentar. Mas vamos à proposta de a criança ter dois anos ou mais e estiver desmamada. Então, não precisa dar fórmula e nem composto lácteo. Pode ser o leite de vaca. Preferencialmente, enriquecidos com ferro e vitamina A. E não precisa ser muito e sempre leite. O cálculo está no iogurte, no queijo, no brócolis… Uma ótima opção e barata é fazer iogurte em casa.”

 

Thaiana Lindemann da Silva, nutricionista pós-graduanda em Nutrição em Pediatria do IPGS.

“Leite materno até os dois anos é o indicado. Após os dois anos, sabemos que a criança passa por uma formação da massa óssea importante e o cálcio é o principal. Leite e derivados são ricos neste nutriente. Então, é o modo mais fácil de atingir a quantidade de cálcio. Só que estudos mostram que, para vender em caixas, são acrescidos itens que estão sendo associados a alergias, por exemplo. Mas considerando a comparação com as fórmulas infantis e compostos lácteos, acho que devem ser oferecidos no caso de algumas doenças genéticas da mãe e do bebê ou HIV. Mas não são necessários quando a mãe e o bebê são saudáveis, ainda mais se há a possibilidade de dar ainda o leite materno após os dois anos. Os nutrientes que colocam no leite artificial podem ser consumidos através dos alimentos tranquilamente. E, assim, evita outros itens acrescidos às fórmulas, como o açúcar, que aparece com outros nomes. Por fim, é importante respeitar o comportamento da família e analisar cada criança para ver se todos os nutrientes estão sendo oferecidos. E uma das saídas para garantir a qualidade do leite é buscar no mercado o leite orgânico da vaca. Continua sendo leite de vaca, mas não tem acréscimo de conservantes.”

 

Para encerrar, confira tabela da Sociedade Brasileira de Pediatria e cuidado com dietas muito dependentes do leite. O alimento é um complemento para as crianças.  

 

 

tabela

 
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Receita - Bolo de beterraba sem ovos nem leite

23 de agosto de 2016 0

Por Giane Guerra

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Esse bolo fica molhadinho e bem docinho. E, gente, beterraba é muito nutritivo,
Vamos lá!

Bolo de beterraba sem ovos e sem leite

Ingredientes:

- 3 beterrabas médias e cruas
- 1 xícara de açúcar mascavo
- pouco menos de 1 xícara de óleo (Usei óleo de girassol)
- 1 xícara de farinha de trigo integral
- 1 colher de sopa de fermento em pó

Modo de fazer:

Pique a beterraba em pedaços e bata no liquidificador com açúcar e óleo. Ficará um creme com uma cor linda.
Em um pote, misture a farinha ao creme já feito. Junte o fermento e misture mais um pouco.
Fica um creme bem grosso mesmo.
Coloque no forno até o palito espetado sair seco.

A forma que eu uso e aparece na foto é de silicone. Então, nem precisa untar.

Leitora pergunta - Criança pode tomar café?

15 de agosto de 2016 0

Leitor pergunta. Lado Natureba responde.

 

Foto: Artur Moser / Agencia RBS.

Foto: Artur Moser / Agencia RBS.

Leitora Karolina pergunta:

Criança pode tomar café?

Nutricionista Fabíola Frezza Andriola responde:

“O manual de nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatra recomenda evitar o café pelo menos até os dois anos de idade, assim como açúcares e industrializados. Então, estaria ‘liberado’ após os dois anos. Mas… sempre digo que, mesmo podendo, é legal continuar estimulando o consumo de leite puro. Leite materno em primeira opção sempre. Café tem cafeína e algumas crianças (e adultos também) são sensíveis a seus efeitos estimuladores. Particularmente, não gosto do descafeinado. É muito processo químico para “tirar” a cafeína. Então, prefiro o café normal feito bem fraco e oferecido bem eventualmente. Até porque a cafeína reduz a absorção do ferro.”

Então, alguns goles, de um café fraco, eventualmente e após os dois anos. Essas ponderações parecem ser as mais seguras. Para oferecer todos os dias, os especialistas costumam sugerir somente após os seis anos de idade.

O café de cevada costuma ser usado como opção. Não tem cafeína. Tem vitamina B e fibras. Tem o pó a venda em potes.

Mais:

Livro para baixar grátis na internet traz receitas saudáveis para crianças

 

A nutri Fabíola é nossa parceria na série de posts sobre alimentação infantil:

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Por que não dar suco de caixinha para crianças?

Por que não dar mingau pronto e engrossante para crianças?

Por que não dar “inhos” para crianças? Não valem por um bifinho.

 

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