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Posts com a tag "Avenida Brasil"

Festival de traições

21 de outubro de 2012 0

Foto: João Miguel Junior/TV Globo

Impressionante a quantidade de traições que rolam nas telenovelas. Só para citar duas obras, em Avenida Brasil, que acabou na sexta-feira, e em Gabriela, a novela das 11, as puladas de cerca rolam em toda a parte.
Pense em um personagem de Avenida Brasil: é quase certo que ele, em algum momento, traiu seu parceiro. Incluem-se Carminha (Adriana Esteves), Max (Marcello Novaes), Cadinho (Alexandre Borges), Muricy (Eliane Giardini), Silas (Aílton Graça), Adauto (Juliano Cazarré), Lucinda (Vera Holtz) e por aí afora. Só mudava o tom, com algumas histórias mais leves, e outras, mais sofridas.
Em Gabriela, as traições rendem muito pano para a manga. E o mais interessante é que, no caso dos homens de Ilhéus da década de 1920 – ou será dos homens do mundo todo em todas as épocas? – pior que a traição, para eles, é a fama de corno. Foi o caso de Tonico Bastos (Marcelo Serrado), que optou em permitir que a mulher, Olga (Fabiana Karla) continuasse o caso com Ezequiel (José Rubens Chachá) a ser apontado nas ruas como um marido traído.

Será que tantas puladas de cerca são um recurso da teledramaturgia, para tornar as histórias da ficção mais interessantes, ou refletem um comportamento comum na sociedade atual? Que medo!

Novo estilo das mulheres de Cadinho, em Avenida Brasil

03 de outubro de 2012 0

Foto: Avenida Brasil/TV Globo

Depois que Cadinho (Alexandre Borges), em Avenida Brasil, faliu, as três esposas resolveram adotar novos modelitos. Para se vestirem mais de acordo com a atual situação econômica, o elegante trio foi às compras em uma loja popular e adotou de vez as roupas justas, sem perder o estilo original que usavam na Zona Sul do Rio. Alexia (Carolina Ferraz) continua adotando os brilhos enquanto Verônica (Débora Bloch) ainda aposta na elegância da saia-lápis. Já Noêmia (Camila Morgado) segue usando estampados e mistura de cores. O que todas passaram a usar nessa nova fase foram os decotes bem marcados.

Texto: jornalista Anah Ferraz

A despojada sofisticação de Débora

30 de setembro de 2012 0

PRODUÇÃO E TEXTOS: ANAH FERRAZ
FOTOS: MARCELO OLIVEIRA


Sofisticado, despojado e moderno. Assim é o estilo de Débora, personagem de Nathalia Dill em Avenida Brasil. O figurino da personagem está entre os mais comentados da trama por misturar um estilo descontraído e chique ao mesmo tempo. Um jeito próprio de vestir baseado em leveza e sensualidade, que pode ser observado nas roupas largas, nos ombros à mostra e nos acessórios marcantes. Tudo que Débora usa chama atenção. Inspire-se e crie os seus looks!


Chique


O estilo sofisticado é uma das características da personagem, que mistura tendências. O destaque fica por conta da regata de renda e dos acessórios marcantes, como o maxicolar, a sandália multicolor e a clutch (bolsa tipo carteira).


Atleta


Durante os treinos, Débora revela um figurino tão leve como as suas acrobacias com tecido. A camiseta de ombro caído é uma de suas marcas e sempre transmite sensualidade, mesmo em produções esportivas. Pode ser usadas em qualquer horário, por qualquer estilo e perfil.


Casual


O jeito descontraído de vestir alia tendências como o sneaker (tênis com salto), a pulseira larga e o bolsão. Outra mania é a sobreposição de blusão e a renda da blusa ou o sutiã à mostra, que deixa o look casual e sexy.

Graciosa


O ar doce de Débora se revela na cores suaves, na leveza dos tecidos. Até a delicadeza e romantismo da moça estão expressos no que ela veste, como saia longa com sandália de salto. Tudo muito harmônico.


Modelo – Laura Azevedo – Joy Models – Rua Félix da Cunha, 768/307 – Moinhos de Vento – Fone: 3312-5672
Cabelos e maquiagem – Ronald Farias – Estética Ella – Av. Érico Veríssimo, 452 – Azenha – Fone: 3233-3854
Roupas e Acessórios – Shopping Praia de Belas – Av. Praia de Belas, 1181 -Fone: 3131-1700 Lojas Rabush (3232-4148) e Paquetá ( 3931-1235 3931-1229 ou 1626)

O cara legal com a pessoa errada

16 de setembro de 2012 2

Tufão (Murilo Benício) é o cara mais legal de Avenida Brasil. Excelente pai, faz tudo pela família, enriqueceu, mas não perdeu a humildade, enfim, é uma pessoa nota dez. Só que Tufão tem um defeito: se apaixona pelas mulheres erradas.
Tirando a Monalisa (Heloísa Périssé), seu amor da juventude que ele não levou adiante, o ex-boleiro passou boa parte da vida amando Carminha (Adriana Esteves), que faz o papel de esposa perfeita, mas que, de virtuosa, não tem nada.

Agora, Tufão curte uma paixão por Nina (Débora Falabella). Apesar de não chegar a ser uma Carminha, a cozinheira também está longe de ser o ideal para ele.
E o pior é que tem muita gente assim na vida real, que se apaixona, decepciona-se e sofre pelas pessoas erradas, uma após a outra. O problema do Tufão, e de tantos e tantas que circulam por aí, é que eles são tão decentes e corretos, que acreditam que todas as pessoas são iguais a eles.

A mala de Avenida Brasil

29 de abril de 2012 2

Se a grande vilã de Avenida Brasil é declaradamente a Carminha (Adriana Esteves), eu tenho uma sugestão para o título de mala da novela das nove: Paloma (Bruna Griphao), a filha de Alexia (Carolina Ferraz) e Cadinho (Alexandre Borges).
Se as atitudes da menina mimada são extremamente irritantes, a conivência de seus pais deixa tudo pior. Como na ocasião em que ela mobilizou toda a segurança de um shopping porque a mãe não quis comprar para ela uma bolsa de R$ 3 mil. No final da birra, a guria saiu com a bolsa e ainda foi tomar sorvete, de mãos dadas com Cadinho e Alexia, como se tivesse feito algo muito importante. Em outra ocasião, por pura teimosia e por influência do pai, atrapalhou o começo de namoro da mãe.
O pior é que cada vez mais se vê casos de crianças e adolescentes assim, birrentos, que cresceram sem nunca levar um “não” dos pais. Na tentativa de não entrar em atrito, famílias criam uma geração de pequenos ditadores, que se não tiverem as suas vontades atendidas apelam para o escândalo ou para a chantagem. Como alguém criado como a Paloma vai enfrentar o mundo lá fora, sem a proteção do papai e da mamãe?

Mulheres dos tempos modernos

08 de abril de 2012 6

Dos tantos personagens muito bons de Avenida Brasil, uma em especial vem me chamando a atenção: Monalisa, vivida por Heloísa Périssé. Em pouco mais de uma semana de novela, ela perdeu o noivo, Tufão (Murilo Benício), para outra, sofreu um aborto e quase morreu em um acidente de ônibus. Porém, encontrou forças para reerguer-se. Adotou um filho e de manicure passou a dona de um salão de beleza de sucesso.
Uma cena em especial mostrou a que veio Monalisa. Em uma conversa com o namorado de anos, Silas (Ailton Graça), era ele quem fazia as exigências “de mulherzinha”, do tipo oficializar a relação e viver como marido e mulher, buscando uma companheira que cuidasse dele e de suas coisas. E ela, muito independente, deixou bem claro que queria continuar como estava, apenas namorando, cada um na sua.
Monalisa é como tantas mulheres por aí: sustenta a casa, cria o filho sozinha e não precisa de um marido para ser feliz. Os homens que se adaptem e aprendam a compreender estas mulheres dos tempos modernos!

Mãe de todas as crianças do mundo

01 de abril de 2012 0

Uma amiga comentou comigo, nesta semana: tomara que passe logo esta fase de Avenida Brasil, não aguento mais ver aquela menininha (Rita, em uma comovente interpretação da fofa Mel Maia) sofrendo, parece a minha filha.
Identifiquei na amiga um fenômeno que acontece comigo, desde que me tornei mãe, há dois anos. Me tornei um pouco mãe de todas as crianças do mundo. Fico muito mal ao ver qualquer criança sofrendo, seja na realidade ou na ficção. Dá vontade de ajudar, de acolher, de interceder por todas.
Neste ponto, a trama impactante de João Emanuel Carneiro mostra duas mulheres em lados opostos. Enquanto Lucinda (Vera Holtz) tenta dar um pouco de alegria e dignidade à vida das crianças que moram no lixão, Carminha (Adriana Esteves) personifica todo o mal, uma vilã como há tempos não víamos nas novelas.
E o que me dói é saber que, na vida real, há muitas pessoas cometendo barbaridades com crianças, justo na fase da vida em que elas deveriam ser mais felizes. Minha torcida é para que o mundo tenha mais Lucindas que Carminhas.