Magricela, desengonçada, sem noção, Valdirene (Tatá Werneck) vem roubando a cena em Amor à Vida. Na maioria das vezes, é muito engraçada. Mas, em algumas ocasiões, confesso, sinto pena da moça. Porque sei que, na vida real, tem um monte de mulher como a Valdirene por aí. Em vez de tentar melhorar de vida pelos próprios meios, fica à espera de um homem ou de uma situação que vai fazer a sua vida mudar.
Quem quer mudar, de verdade, não fica esperando por outra pessoa. Quem quer realmente melhorar de vida vai atrás, batalha, faz acontecer.
Para Valdirene, a perspectiva de vida é engravidar de um homem rico. Para isso, submete-se aos mais diversos tipos de humilhações, tentando agarrar homens à força e indo para a cama com caras que mal conhece.
Outra coisa que entristece na Valdirene é o fato de que ela não tem sonhos e desejos próprios. Vive de tentar realizar os sonhos que a mãe, Márcia (Elizabeth Savalla), não conseguiu realizar. Uma mãe que transmite a ela valores totalmente errados. O tom é de comédia, mas também tem uma verdade dolorosa.
Sei que vem por aí uma virada de Valdirene, e eu espero que ela ache o seu rumo. Que se torne uma pessoa bem melhor, e que encontre a sua felicidade por seus próprios meios.













