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Posts com a tag "Comportamento"

Papo Lady: Valdirene não é só engraçada

16 de junho de 2013 1

Magricela, desengonçada, sem noção, Valdirene (Tatá Werneck) vem roubando a cena em Amor à Vida. Na maioria das vezes, é muito engraçada. Mas, em algumas ocasiões, confesso, sinto pena da moça. Porque sei que, na vida real, tem um monte de mulher como a Valdirene por aí. Em vez de tentar melhorar de vida pelos próprios meios, fica à espera de um homem ou de uma situação que vai fazer a sua vida mudar.

Quem quer mudar, de verdade, não fica esperando por outra pessoa. Quem quer realmente melhorar de vida vai atrás, batalha, faz acontecer.

Para Valdirene, a perspectiva de vida é engravidar de um homem rico. Para isso, submete-se aos mais diversos tipos de humilhações, tentando agarrar homens à força e indo para a cama com caras que mal conhece.

Outra coisa que entristece na Valdirene é o fato de que ela não tem sonhos e desejos próprios. Vive de tentar realizar os sonhos que a mãe, Márcia (Elizabeth Savalla), não conseguiu realizar. Uma mãe que transmite a ela valores totalmente errados. O tom é de comédia, mas também tem uma verdade dolorosa.

Sei que vem por aí uma virada de Valdirene, e eu espero que ela ache o seu rumo. Que se torne uma pessoa bem melhor, e que encontre a sua felicidade por seus próprios meios.

PAPO LADY: QUANDO O EX BATE À SUA PORTA

09 de junho de 2013 0

Essa situação da novela Amor à Vida já aconteceu com muita gente na vida real. Paloma (Paolla Oliveira) acha que encontrou o cara certo, com o qual poderá até casar, o lindo e querido Bruno (Malvino Salvador). Ainda no começo, mas tudo às mil maravilhas, até que aparece um amor antigo e marcante, o Ninho (Juliano Cazarré), e a bagunça está armada.

E agora? Permanecer com a segurança do relacionamento atual ou reacender uma chama há muito apagada? Terminar com o atual, dispensar o ex ou ficar com os dois? Situação complicada!

Em casos de amor, não há regras estabelecidas. Não dá para dizer, em uma coluna de revista, qual seria a decisão certa a tomar neste caso. Mas uma coisa é verdade: é preciso avaliar muito bem antes de tomar qualquer decisão. Pensar e repensar para não se arrepender depois.

Vale ouvir o coração e, principalmente, lembrar dos motivos que levaram ao rompimento. No caso da Paloma, é claro que ela fica balançada pelo antigo amor, pelo qual ela chegou a largar tudo, mas os erros que levaram à separação, em geral, partiram do Ninho e foram causados pelas suas irresponsabilidades. Por isso é que, muitas vezes, a razão deve falar mais alto que a emoção, mesmo que o coração doa um pouquinho.

Papo Lady: Por uma beleza real

02 de junho de 2013 0

Dia desses, recebemos aqui na redação fotos de uma ex-BBB que posou nua para uma publicação masculina. Nas imagens, graças ao Photoshop, o bumbum dela era tão liso e perfeito, que brinquei com uma colega minha: nem o bumbum do meu filho, quando era bebê, era assim.

Vivemos na atualidade uma verdadeira epidemia pela imagem ideal, que chega a um ponto tal, que parece que todas as mulheres que aparecem na mídia são iguais: seios fartos, cintura fina, barriga lisa e bumbum sem nem um sinal de celulite. Quem foge um pouco ao padrão tem os seus "defeitos" corrigidos pelo programa de computador que modifica as fotos. Mesmo a top gaúcha Gisele Bündchen reclamou recentemente do excesso de Photoshop da atualidade, e defendeu que as diferenças de cada mulher devem ser exaltadas, e não condenadas.

Concordo com a Gisele, e acho absurdas algumas cobranças que tenho visto. Por exemplo: não é de hoje que leio, nas redes sociais e blogs, comentários pejorativos sobre Paolla Oliveira, a Paloma de Amor à Vida, chamando-a de gordinha e debochando de seus braços e pernas roliças. Menos, não é, gente?

Por essas e outras é que tem tanta mulher surtada por aí, tentando encaixar-se neste padrão de beleza totalmente absurdo, comparando-se a mulheres que tiveram seus corpos retocados digitalmente. Gostaria de saber por qual motivo a magreza excessiva, ou, num outro extremo, os corpos excessivamente "bombados" e quase masculinizados, tornaram-se ideais de beleza femininos a serem seguidos.

Papo Lady: traição em dose dupla

26 de maio de 2013 1

Quando, em Amor à Vida, Edith (Bárbara Paz) descobriu que seu marido, o vilão Félix (Mateus Solano), a traía com outro homem, o que eu mais vi foram comentários que diziam que, por aí, está cheio de gente assim: homens casados que são gays, mas mantêm uma vida de fachada.

Coitada da Edith! Além de descobrir a traição, ainda sofreu o baque de saber que o marido não é quem ela imaginava, e a sensação de ser trocada por um homem. Ao que parece, só o dinheiro vai segurar o casamento dos dois.

São raríssimos os casos em que um homem casado e com filhos, como o Félix, sai do armário. A coragem que um ato destes exigiria, poucas pessoas possuem. E leva a uma outra questão: se o cara tem interesse em homens, por que constituiu família com outra mulher?

Alguns devem ter optado pelo casamento como uma última tentativa de negar a sua natureza homossexual. Com outros, talvez, o interesse por homens tenha aflorado mais tarde, quando já eram casados. Para o Félix, me parece que o negócio dele é transmitir uma imagem de pessoa correta, o filho perfeito e apto a receber o legado do pai, César (Antonio Fagundes).

O medo do que os outros vão pensar e a dificuldade de enfrentar o preconceito são muito fortes, mas a sinceridade deve imperar. Não é preciso sair por aí dando satisfações a todo mundo, mas com certeza a Edith teria preferido saber da condição do marido em uma conversa franca e séria, do que descobrir depois de bisbilhotar no seu computador e segui-lo em um shopping.

Quando é melhor ser egoísta

12 de maio de 2013 0

A personagem Renata (Regiane Alves), de Sangue Bom, tem tudo o que muitas jovens da sua idade sonham: um noivo apaixonado, Érico (Armando Babaioff), que a ama de verdade e que quer casar. O rapaz está montando um apartamento para os dois com o maior cuidado, e ainda sonha ter filhos logo. Diz "eu te amo" a todo momento e se considera um cara sortudo por ter a garota ao seu lado.

Só que Renata não está feliz. Namora Érico desde os 15 anos, não teve outras experiências, e não sabe se é isso que quer. Chora pelos cantos e demorou a ter coragem para contar seus sentimentos ao noivo. Sua mãe, Odila (Cris Nicolotti), deu um sábio conselho: "Adia o casamento e pensa melhor. Se casamento já é difícil com amor, imagina sem".

Para complicar, o safado do Tito (Rômulo Neto), primo de Érico, resolveu que quer testar a noivinha. Fica dando em cima da moça o tempo inteiro, e ela, inexperiente e indecisa, bem que cai na lábia do cara.

Aparentemente, Renata não gosta mais de Érico. Talvez até mude, ainda mais que novela é uma obra aberta. Mesmo assim, levanta uma questão: não dá para ficar com alguém de quem não se gosta mais por pena. Se você ainda tem um carinho pela pessoa, é melhor ser sincero, terminar tudo e deixar que ela parta para outra, para ficar com alguém cujo amor seja recíproco.

Em certas questões, principalmente as amorosas, é preciso ser um pouco egoísta.

Famílias modernas, amores multiplicados

05 de maio de 2013 0

Reprodução Instagram

As fotos do aniversário de dois anos de Guy, o filho mais novo de Danielle Winits, a Marcela de Malhação, chamaram a atenção aqui na Redação. Na hora do Parabéns, no clássico momento de apagar a velinha, quem segurava o menino no colo não era o pai, mas sim o namorado atual de Dani, o jogador de futebol Amaury Nunes.

Danielle sempre foi uma mulher de muitos amores - na lista, há nomes como os atores Sérgio Marone, Bruno Gagliasso e Selton Mello. Com o ator e apresentador Cássio Reis, ela teve Noah, hoje com cinco anos. Guy é fruto de um casamento que durou poucos meses, com o também ator Jonatas Faro.

Com Amaury, ela vive um namoro aparentemente feliz há mais de um ano. Ele parece ser um padrasto carinhoso para os meninos, que estão crescendo em uma família moderna, que foge ao convencional, mas que é bem comum nos dias de hoje. É a família mosaico, na qual reina a multiplicidade. Filhos de relacionamentos anteriores unem-se a novos do casal, irmãos têm a mesma mãe, mas não o mesmo pai, e por aí afora. São relações modernas, não melhores nem piores que as antigas, apenas diferentes, desde que as crianças recebam o afeto e a atenção que lhes é devida.

Noah e Guy são dois meninos lindos, que merecem o que toda criança merece: o amor do pai e da mãe, estejam eles juntos ou separados, que os dará o suporte para crescerem adultos felizes e bem-resolvidos.

Linda e bem-sucedida, Danielle tem o direito a fazer o que bem quiser de sua vida. O importante, e a dica vale para todas as mães, é que o bem-estar de seus filhos esteja sempre em primeiro lugar.

Chega de enrolação

28 de abril de 2013 0

Vocês notaram que Carlos (Dalton Vigh), em Salve Jorge, levou praticamente a novela inteira para sair de casa e ir morar com Antonia (Letícia Spiller), enquanto ela, assim que se envolveu, separou-se bem rapidinho do Celso (Caco Ciocler)?

E olha que o Carlos tem o maior jeito de bom-moço, honesto e apaixonado. Entre as desculpas que ele deu para a demora, estavam uma morte na família, chantagem da mulher, Amanda (Lisandra Souto), e por aí afora. Bem fez a Antonia, que deu uma dura no empresário e conseguiu com que, finalmente, ele fizesse as malas. Até a Leonor (Nicette Bruno) teve que dar um empurrão no enteado, que continuava com o chove não molha apesar da insistência da namorada.

Tem muita mulher por aí na mesma situação. Namora homem casado e é enrolada, às vezes durante anos, pelo cara, que diz que vai sair de casa um dia, mas não sai nunca. Filho doente, esposa que ameaça se matar e problemas financeiros são algumas das desculpas mais comuns usadas pelos homens. Na verdade, a maioria deles está em uma posição bem confortável, dividindo-se entre duas mulheres e empurrando eternamente a decisão com a barriga.

Poucas são as que caem nesta cilada por ingenuidade, a quase totalidade foi relacionar-se com um homem casado sabendo da situação. Se embarcou neste jogo perigoso, tem duas opções. A primeira é contentar-se em ser a outra, em estar sempre por último na lista de prioridades dele, e a segunda é buscar o seu lugar.

Para as que querem passar de outra para oficial, fica a dica: uma boa prensa é mais que necessária, e fique atenta às desculpas esfarrapadas, por mais dramáticas que elas pareçam.

Uma guerra diferente

21 de abril de 2013 0

Na reta final de Guerra Dos Sexos, eu comentava um dia desses, na redação, os motivos pelos quais a novela das sete não teve a mesma repercussão de sua primeira versão, em 1983.

Desta vez, pouco se ouviram comentários acerca das brigas dos primos Otávio (Tony Ramos) e Charlô (Irene Ravache). Além destes dois grandes atores, a novela teve um ótimo elenco - um exemplo é Reynaldo Gianecchini, em seu primeiro papel depois da vitória em sua luta contra o câncer, que brilhou na trama como Nando -, mas o time de feras não fez aumentar a sua relevância.

Sem entrar em discussões sobre produção, direção e roteiro, acredito que o motivo de Guerra Dos Sexos não ter decolado pode estar em outro ponto: a mudança de nossa sociedade, da década de 1980 para os dias atuais.

Naquela época, a rixa entre homens e mulheres tinha mais a ver. A mulher batalhava por um maior espaço no mercado de trabalho, lutava para fixar-se em áreas masculinas e para libertar-se de certos estigmas. Para citar, lembro que, nos anos 80, uma mulher separada do marido não era vista com bons olhos.

Trinta anos depois, é evidente que a mulher atingiu grandes conquistas, tanto na área profissional quanto comportamental. Hoje, elas tomam a iniciativa na paquera sem medo, lutam por sua felicidade, seja ela em família ou não, e estão presentes em praticamente todos os campos de trabalho.

Claro que há muito o que melhorar. Nossos salários são mais baixos, ocupamos cargos de liderança em menor proporção que eles e ainda lidamos com o machismo. Mas a guerra dos sexos atual está muito mais em fazer o homem entender como lidar com esta mulher cheia de atitude, guerreira, que está em posição de igualdade, mas que procura um homem cavalheiro e companheiro para chamar de seu.

Evolui, Érica!

14 de abril de 2013 0

Como é que uma mulher linda, inteligente e bem-sucedida, como a Érica (Flávia Alessandra), de Salve Jorge, se dá tão mal no amor? É ficção, mas a vida real está cheia de exemplos - quem não se identifica, tem uma amiga que vive situação semelhante.

Analisando do início da trama de Gloria Perez até hoje, olha o que já aconteceu com a Érica: foi trocada pela Morena (Nanda Costa) sei lá quantas vezes, ainda teve que aturar traição do Théo (Rodrigo Lombardi) com a Lívia (Claudia Raia). Nos intervalos do vai e volta com o capitão, namorou o mala sem alça Celso (Caco Ciocler) e deu uns beijos no mau-caráter Élcio (Murilo Rosa). Também tentou engatar relacionamentos com o militar Silvino (Leonardo Machado) e com o policial federal Ricardo (Alexandre Barros), mas não rolou.

O que ocorre com Érica? No caso dela, vejo como uma junção de fatores. É como se tudo que pode atrapalhar uma mulher no setor romântico estivesse concentrado em uma pessoa só. A veterinária, obviamente, tem o dedo um pouquinho podre, pois só isso explica ter ficado com figuras como Élcio e Celso.

Mas o grande problema, obviamente, é o Théo. É aquele amor que só atrapalha, tanto que a Érica perdeu a chance de ficar com um cara legal, como o Ricardo, por causa dele. A cada vez que Érica aceita o Théo de volta, rebaixa-se um pouco mais, mostrando que lhe falta autoestima para evoluir.

Mas eu sou uma otimista, e acredito que, uma hora, o amor verdadeiro chega para todo mundo. Para a Érica e para toda a mulherada que está por aí, errando, mas, que um dia, vai acertar o alvo.

Mandou bem, Daniela!

07 de abril de 2013 9


Digna e corajosa a atitude de Daniela Mercury, 47 anos, de assumir o seu romance com a jornalista Malu Verçosa. Em tempos de debate sobre o preconceito e de uma figura como o deputado Marco Feliciano (PCS-SP) causando com suas declarações estapafúrdias na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal, a cantora deu a cara para bater.
Dei uma vasculhada nas redes sociais para ter uma ideia das opiniões, e percebi que a homofobia ainda é bem presente. Está na moda falar mal de Feliciano, mas percebo que ainda há muita gente que concorda com ele. Havia muitos comentários de felicitações, mas também muitos internautas dizendo que nunca mais irão a um show ou comprarão um disco da cantora.
Daniela Mercury já foi casada com homens e é mãe de cinco filhos. Não sei se os relacionamentos anteriores foram de fachada ou se ela é bissexual. Mas espero que o seu pronunciamento incentive muita gente a sair do armário ou ao menos lance uma luz sobre o debate.
Deve ser muito triste fingir ser o que não é, ter que esconder a sua condição sexual no trabalho, frente à família e aos conhecidos. Como repórter da editoria de Variedades, já ouvi inúmeras histórias de galãs da tevê e de cantores cheios de fãs que são gays, mas não assumem, com medo da repercussão e do prejuízo que traria às suas carreiras.
O mundo está tão cheio de violência, de maldade e de histórias tristes. Que Daniela viva sua história de amor de forma plena e livre!