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28 jun10:06

Westfália lidera ranking nacional de distribuição de renda

Caio Cigana, Zero Hora

Após esquadrinhar dados dos 5.568 municípios de Norte a Sul, a Fundação Getulio Vargas (FGV) identificou no mapa do Estado a liderança de um ranking nacional de distribuição de renda.

Das 50 cidades brasileiras listadas como as de maior percentual de famílias nas classes A, B e C, 29 são gaúchas, mostrou o estudo.

No topo da relação aparece a pequena Westfália, no Vale do Taquari. Com apenas 2,7 mil habitantes, tem 94,16% das famílias com renda mensal de pelo menos R$ 1,2 mil.

Saiba mais sobre os municípios gaúchos melhor posicionados

Por consequência, tem a menor taxa da população incluída nas camadas mais pobres. Carlos Barbosa e Montauri, na Serra, são respectivamente o segundo e o terceiro do ranking, com percentuais de 93,69% e 92,10% de domicílios nas classes A, B e C.

Para Marcelo Neri, coordenador da pesquisa e economista-chefe do Centro de Políticas Sociais (CPS) da FGV, os resultados refletem um nível de organização social acima da média brasileira.

— É uma região bem desenvolvida em todos os sentidos. Tem menos desigualdade, melhor nível educacional, mercado de trabalho organizado e até distribuição da propriedades mais equânime — diz Neri, referindo-se também a Santa Catarina, que emplacou 19 municípios no ranking.

Campo e indústria ligados impulsiona desenvolvimento

Além de Rio Grande do Sul e Santa Catarina, apenas São Paulo, com duas cidades, figura na relação.

Um outro município gaúcho aparece bem posicionado na lista das cidades com maior percentual de famílias na elite econômica. Ipiranga do Sul, no norte do Estado, é o 24° do ranking nacional no percentual de famílias com renda suficiente para serem incluídos na classe A.

Para o presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Mariovane Weiss, o segredo de municípios pequenos, como Westfália, é industrializar a produção agrícola.

– Em geral, esse equilíbrio econômico acontece em cidades menores. Quando o campo e a indústria trabalham juntos, os resultados tendem a ser muito positivos – avalia.

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