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19 ago15:59

Região estuda criar comitê de alerta a inundações

Moradores e lideranças regionais reuniram-se na Câmara de Veredores de Marques de Souza, para debater sobre a criação de um comitê de prevenção e alerta a inundações na região. O encontro salientou a necessidade de haver uma linguagem padronizada em períodos de cheias, principalmente nas regiões dos rios Fão, Forqueta e Taquari.

O uso de miniestações meteorológicas e réguas de medição, com dados que seriam fornecidos para um site, foi sugerido pelo ex-prefeito de Colinas, Edelbert Jasper, que já monitora os rios em períodos de cheias.

- Percebemos que as margens foram mais devastadas onde há árvores do que onde prevalecem gramíneas – observa.

O gerente de implantação da área de geração de energia da Certel, Carlos Roberto Jachimovski, destacou que, através da Hidrelétrica Salto Forqueta, a cooperativa acompanha o nível de chuvas e vazões do rio Forqueta, e colocou a empresa à disposição para colaborar com o comitê.

O coordenador da Defesa Civil regional, major Vinícius Renner Galvani, observou a importância de trabalhar a prevenção.

- Precisamos criar mecanismos para minimização e, até, erradicação de danos. Com o comitê, os municípios e as Defesas Civis locais convergiriam melhor para solução de um mesmo problema – prospecta, acrescentando a contribuição que pluviômetros digitais podem dar para que as informações sejam mais reais possíveis.

- É preciso ressaltar que, em situações de cheias, não há 100% de certeza em nenhum alerta. As inundações alteram, inclusive, o leito dos rios – pondera.

Segundo o radialista Paulo Rogério dos Santos, o comitê seria útil não somente em períodos de cheias, mas também de estiagens, quando a quantidade de água nos rios diminui consideravelmente.

- É importante também diferenciar enchente de enxurrada, que possuem comportamentos distintos – afirma.

Conforme Marco Antônio Reynaldo, radialista e coordenador da reunião, o comitê poderá auxiliar os veículos de comunicação da região a fornecerem informações mais precisas. Ele ainda citou como exemplo o monitoramento norte-americano que, via satélite, emite até três sinais de alerta aos telefones celulares da população.

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