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08 set17:50

Em reunião, órgãos aprovam ações da Alsepro

A Associação Lajeadense Pró-Segurança Pública (Alsepro) reuniu esta quinta-feira os órgãos de segurança de Lajeado na sede do Ministério Público estadual. O encontro teve como objetivo avaliar a atuação da entidade, que é integrada voluntariamente por representantes da comunidade.

Participaram Brigada Militar, Polícia Civil, Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), além de integrantes de outras associações, o secretário municipal para Assuntos Extraordinários, Isidoro Fornari Neto, e os promotores de Justiça Sérgio Diefenbach e Pedro Porto.

A reunião começou com explanação do presidente da Alsepro, empresário Ito Lanius, sobre seu funcionamento.

- Trabalhamos para nos integrar ao máximo às atividades que promovam a segurança. Em abril de 2007 o Consepro movimentava cerca de R$ 5 mil por mês, em geral com verbas vindas da prefeitura. Hoje a movimentação é de R$ 25 mil, com recursos da prefeitura, do Banco SIM (confecção de carteiras de identidade) e de penas pecuniárias – totalizou.

- Buscamos nos tornar referência estadual em cidadania e segurança pública, promovendo inclusive a integração entre os órgãos.

O trabalho da associação é baseado em um planejamento estratégico organizado em 2008 e que foi criado a partir de análise de todos os envolvidos.

- Já realizamos 70% do planejamento, e alguns dos objetivos que não foram atingidos não competem somente à Alsepro, como a construção de um novo presídio – explicou Lanius.

Avaliações

Cada um dos representantes de órgãos falou sobre suas necessidades e avaliou a atuação da associação. Sem exceção, todos destacaram o bom serviço e aprovaram a atuação da Alsepro.

- Temos muito a agradecer, mas também temos muitas demandas. Entre elas a reforma de salas em nosso prédio – informou o comandante do 22º Batalhão de Polícia Militar (BPM), major César Augusto da Silva, que encerrou destacando a transparência com que a entidade trabalha.

A delegada regional de Polícia, Flávia Colossi Frey, lembrou que o Estado concede às polícias o básico para seu funcionamento, mas há necessidade de destinação de verbas para pequenas atividades e gastos.

- A associação é vital para nós, da Polícia Civil, hoje. Se não fosse por ela muitas delegacias da região iriam fechar – revelou.

Segundo Flávia a necessidade maior da 19ª Região Policial é o efetivo, e o número de agentes existente obriga a muitos municípios a atuarem somente com um servidor.

Diretor do Presídio Estadual de Lajeado, Luis Fernando Ferreira também usou a palavra para enaltecer a atuação da entidade, mas solicitou aumento nos investimentos oriundos da associação. Lembrou que a casa prisional tem realizado cursos profissionalizantes para apenados e reforçado a segurança do prédio com o dinheiro repassado pela Alsepro, com o apoio do Conselho da Comunidade e outros órgãos.

Ferreira diz que entre as necessidades enfrentadas pela penitenciária a maior é a carência de viaturas. São apenas duas para o atendimento e o transporte para audiências.

- A Alsepro é responsável na gestão de seus recursos e representa muito bem os órgãos de segurança – avaliou o comandante regional da Brigada Militar, tenente-coronel Antônio Scussel.

Ele lembrou que o Comando Regional de Polícia Ostensiva (CRPO) atende 38 cidades do Vale do Taquari e, com o auxílio da associação, conseguiu implantar um sistema-piloto de monitoramento de viaturas.

Prefeitura e MP

Representante da prefeitura de Lajeado no encontro, Fornari também destacou o esforço da entidade em atender os pleitos.

- Temos que dar cada vez mais incentivos a ações vindas da comunidade, atacar a drogadição, buscar alternativas para algumas questões que envolvam o Estado mas que precisam de ações locais, como a construção do novo presídio.

O promotor Sérgio Diefenbach lembrou que a Alsepro é uma entidade gerida de forma imparcial, neutra, com grande representatividade. E reforçou que, entre suas ações, a associação consegue atender até mesmo demandas que seriam de responsabilidade do poder público – como o Projeto Adolescente Legal, que oferta a crianças carentes a oportunidade de praticarem esportes em horários contrários aos da escola.

Ele sugeriu algumas melhorias, como em relação a metas e a criação de um cronogramas de ações, que serão discutidas no próximo encontro mensal da entidade.

- Para nós a Alsepro é motivo de orgulho, uma associação com administração isenta. Mas ela não pode se tornar um substituto do poder público – alertou.

A resposta para os pleitos dos órgãos de segurança ao pedido de aumento de verbas deverá ser dada em algumas semanas. A diretoria analisará o encaminhamento de recursos e poderá, inclusive, passar a receber uma verba maior da prefeitura municipal.

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Fonte: assessoria de imprensa da Alsepro

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