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21 out16:12

Sem verba, consórcio do Samu busca alternativas

Os municípios que mantém o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no Vale do Taquari buscam uma solução para a continuidade dos atendimentos. Até o fim do ano, a verba excedente que mantém o serviço deve acabar.

Presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde (Consisa), o prefeito de Doutor Ricardo, Nilton Rolante, explica que o pagamento dos funcionários e a manutenção das ambulâncias do Samu custa em média R$ 220 mil por mês. A verba paga pelos municípios que compõe o consórcio, no entanto, só chega a 190 mil.

A diferença é bancada pela verba repassada pelas prefeituras antes de o serviço entrar em operação. Os municípios contribuem desde setembro do ano passado, mas os atendimentos só iniciaram em janeiro. O saldo excedente, no entanto, deve acabar até dezembro.

Rolante diz os governos estadual e federal se comprometeram a aumentar em 50% o repasse para a manutenção da Samu a partir de 2012. Se isso ocorrer, ele diz, o serviço está garantido. Mas se a promessa não for cumprida os municípios que participam do consórcio vão ter de aumentar os repasses.

Por enquanto, só 31 dos 39 município da 16ª Coordenadoria Regional de Saúde compõem o consórcio da Samu. Incluir as nove cidades que não quiseram participar – de Capitão, Marques de Souza, Colinas, Imigrante, Bom Retiro do Sul, Cruzeiro do Sul, Santa Clara do Sul, Travesseiro e Putinga – é outra alternativa apontada.

Rolante diz que vai procurar os prefeitos para tentar reverter a situação. Eles justificam que não aceitam a contribuição para o serviço porque os custos são muito altos. Nas cidades menores, porém, o valor mensal não chega a R$ 2 mil.

- É injusto dizer que os gastos não compensam. E mesmo que a cidade não pague nada, a Samu não vai deixar de atender nenhum acidente. Em questão de saúde, não se avalia custo-benefício – defende Rolante.

Como o Samu é custeado:

As cidades que participam do Consórcio Intermunicipal de Saúde (Consisa) pagam R$ 0,21 por morador. Há ainda o repasse dos governos estadual e federal, que é, em média, de 55 mil.

Bases das ambulâncias:

As ambulâncias ficam baseadas nos seguintes locais, de onde somente serão acionadas pela Central de Regulação do SAMU de Porto Alegre:

- Lajeado – Serviço Básico e Serviço Avançado – Centro de Saúde Montanha

- Arvorezinha – Serviço Básico – Hospital Beneficente São João Batista

- Encantado – Serviço Básico – UBS Centro Encantado

- Estrela – Serviço Básico – Hospital Estrela

- Teutônia – Serviço Básico – Corpo de Bombeiros

Saiba como acionar o Samu:

- Ligação por telefone fixo ou celular para 192 (Central de Regulação de Porto Alegre) ou para (51) 3320 -0192;

- A Central de Regulação solicitará a origem (cidade) e natureza (via pública, domiciliar, etc.) do solicitante;

- Identificação do agravo (paciente consciente ou não, dificuldade respiratória, quantas vítimas, etc.);

- Após, o caso será conduzido para um médico regulador que dará as primeiras orientações por telefone para quem estiver ligando.

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Um Comentário »

  • Comissão de implantação do SAMU de Ribeirão Preto conhece sistema adotado pelo Vale do Taquari, em Lajeado | Lajeado disse:

    [...] Leia mais: Sem verba, consórcio do Samu busca alternativas [...]

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